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Doritos | Que vuelvan los Lentos

Terça-feira, 25 de Março de 2008 | 10:44 pm

O mercado publicitário já descobriu a força que uma marca pode alcançar quando resolve abraçar uma causa. Ao invés de falar de você mesmo, escolha um mote e siga em frente. E o que acontece quando se junta isso com o non-sense da publicidade argentina? Uma campanha de Doritos pedindo a volta das músicas lentas nas nossas vidas, porque com elas tudo fica mais simples.

Parece loucura (e é), mas os caras fazem de maneira tão natural e integrada, que é impossível não fazer deste post mais uma babação de ovo da propaganda praticada pelos nossos hermanos nos últimos anos. E não duvide, essa campanha de Doritos é um sucesso na Argentina, se transformando em algo que chamaram de “Brand Hijacking”: a mobilização do público e de outros meios foi tão grande, que consideram um “seqüestro” de idéia, um caso em que o consumidor tomou o controle.

Com o conceito “Que vuelvan los lentos”, a causa criada pelo Doritos deseja mostrar que a vida das pessoas era mais simples quando tínhamos aqueles bailes com músicas lentas, em que os homens conseguiam definitivamente conversar com as mulheres em uma festa, já que elas não ficavam só chacoalhando o corpo com as amigas. Em resumo, com Doritos você não vai passar a noite sozinho.

doritoslentos1.jpg
doritoslentos2.jpg
Anúncios impressos: “Todos somos iguais de perto.”

doritoslentos3.jpg
Camisinhas simulando capas de discos

O hotsite da campanha traz uma petição pela volta das músicas lentas, dicas de o que falar quando se está dançando coladinho, além de pedir a contribuição de fotos e vídeos dos visitantes. Foi criado também um blog, que mostra cada passo da iniciativa, com links para diversos grupos no Facebook, álbum de fotos no Flickr e incentivando que as pessoas pedissem as lentas nas rádios locais.

Só que a campanha de Doritos não ficou apenas nas mídias pela cruzada de trazer os clássicos de volta. Em Buenos Aires, organizaram diversas festas em casas noturnas famosas, noites dedicadas inteiramente as músicas lentas. Uma dessas festas, realizada no Planetário da capital argentina, reuniu cerca de 4 mil pessoas, segundo conta o jornal La Nacion. A matéria diz: “As pessoas foram ao local em resposta a uma convocação que correu por e-mail e pela internet”.

doritoslentos4.jpgPessoas reunidas em frente ao Planetário de Buenos Aires

Os filmes da campanha mostram diversas situações em que as músicas lentas facilitam nossas vidas, embalados pela canção “I Wanna Know What Love Is” do Foreigner. Eu sei, pode confessar que você canta essa até hoje quando ouve no rádio.

Você pode assistir os 5 comerciais abaixo, na seqüência, e recomendo cada um deles. Integração de mídias, originalidade, causa engajadora e a coragem de aprovar e fazer acontecer. Bom se sempre fosse assim. A criação é da BBDO Argentina.

Caregorias/Tags: Doritos, Impresso/Print, Outdoor/Guerrilha, TV/Film, Viral/Internet
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27 Comentários para “Doritos | Que vuelvan los Lentos”

  1. Alexandre Inagaki:
    Terça-feira, 25 de Março de 2008 - 23:42

    Puta que los pariu! Campanha djenial. Só uma observação, Merigo: os filmes 3 e 4 têm como trilha sonora outra baba cRássica dos anos 80, “In my Dreams” do REO Speedwagon. Sim, o passado me condena… :P


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  2. Linkblog Pensar Enlouquece, Pense Nisso.:
    Terça-feira, 25 de Março de 2008 - 23:46

    O melhor da blogosfera

    Doritos | Que vuelvan los Lentos, em Brainstorm #9.

    Eu e o tempo, em Hedonismos.

    Jornalistas x blogueiros, epis


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  3. Quer dançar comigo? « Music Pills:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 9:16

    [...] voltei e vou tentar voltar às indicações diárias. Bom, vamos lá. O Merigo fez um post ontem no Brainstorm #9 sobre a campanha do Doritos na Argentina. Entitulada ‘Que vuelvan los lentos’, a marca [...]


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  4. Bruno Delfino:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 9:30

    Palmas para os argentinos! Muito boa a campanha mesmo. Gostei do conceito da música lenta e da forma como eles trabalharam isso.
    ;)
    Abs


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  5. Diego Goes:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 9:32

    Achei a campanha em si é genial, mesmo. Material de primeira. Os impressos são fantásticos!!! Os vt´s, então, perfeitos.

    Mas minha burrice não conseguiu o link entre Doritos e o fato de dançar coladinho ouvindo uma música lenta…Alguém me explica, por favor…


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  6. Tito:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 9:56

    Conseguiram deixar uma coisa fedida (mas deliciosa hehe) bem romantica


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  7. will:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 10:14

    aee merigo!!

    li a reportagem q saiu na folha hj!!

    falow!!


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  8. Renato Veiga:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 10:19

    Chorei…


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  9. Tito:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 10:19

    Conseguiram deixar uma coisa fedida (mas deliciosa hehe) em algo romantico?


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  10. PG:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 11:16

    Prefiro Sense and Simplicity, da Phillips.


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  11. Camila KS:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 11:34

    Criativa, linda, bem executada, integrando mídias.. mas e o link com o produto? Imagino esta campanha para Close Up, por exemplo, que está construindo sua marca sobre o conceito de proximidade, atração e tals…Mas para Doritos? Também não entendi.

    BjBj


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  12. Diego Goes:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 12:06

    Até que enfim alguém concorda comigo…
    Alguém pode explicar o link entre uma coisa e outra???


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  13. Rodrigo Alexandre Coelho:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 12:31

    Não acho que seja fundamental o tal “link com o produto”, mas vejam bem, independente da idéia ter o tal “link” ela é boa o suficiente para ser divulgada e adorada por todos e a marca Dotitos estará associada a tudo isso, ou seja, a campanha funciona muito bem como viral e a marca Doritos estará sempre lá.
    Acho que é uma ótima estratégia, é a noção de que gerar interesse e benefício para o consumidor é melhor do que “fazer comercial da marca”.
    Poderiam ainda completar a campanha aceitando a participação dos consumidores mostrando momentos seus onde a volta dos lentos trouxeram benefício, isto, acho, completaria a campanha, tornando-a ainda mais 2.0 ;) E por falar em 2.0 e campanhas muito bem elaboradas, quero recomendar a nova campanha da Absolut Vodka, vejam aqui: http://novamidia-novomarketing.....world.html
    Em resumo: uma ótima campanha da Doritos, vale torcer pra que o Brasil entre na onda e produza coisas tão legais assim.
    Ainda falando em 2.0 e Brasil vale dar uma olhada no post do Bruno do Falando Nisso: http://www.falandonisso.com/20.....-o-boteco/


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  14. alex:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 12:49

    sim senhor, fenômenal. e muito bem comentado.


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  15. Flavia:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 16:15

    Fica cada vez mais dificil achar alguma coisa ruim no design e na publicidade dos Hermanos… pago pau mesmo!!


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  16. Tito:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 17:45

    E o final a la Ford Ka tbm foi dose


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  17. Daphne:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 18:59

    Também achei o máximo! Tudo lindo, conceito, peças, ações.
    Mas também sinto falta do link com o produto. Senão fica tudo muito bonitinho e vazio. E daqui a um tempo as pessoas vão se lembrar “daquele comercial de meses atrás que era do caralho”, mas não vão nem imaginar qual era o produto.


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  18. Matheus:
    Quarta-feira, 26 de Março de 2008 - 22:03

    Realmente esta campanha me surpreendeu.É bem interessante reparar nas diferenças regionais da publicidade. Cada país consegue criar um estilo de propaganda que na verdade é um espelho para a própria população e cultura. Os argentinos estão de parabéns !


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  19. Frents Alan:
    Quinta-feira, 27 de Março de 2008 - 0:42

    Crise econômica faz bem para a cuca publicitária? Quando a república das bananas andava com as pernas bambas nos anos 80, a publicidade brasileira saltava para o mundo sua genialidade peculiar. Se a nossa poupança engordou de uns tempos pra cá, nossas propagandas viraram uma bola gorda, mórbida e sedentária. Sinto inveja do Hermanos. Não pela economia raquítica, mas pela disposição e vitalidade criativa. Pra mim, estamos com cara de banana, vendo o Maradona dar um baile no Pelé e a trilha sonora é de Carlos Gardel. A culpa também é minha…..me dá um vermute por favor…..


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  20. Marcelo Masili:
    Quinta-feira, 27 de Março de 2008 - 12:25

    Genial. E sim, estou procurando a música do Foreigner neste momento.


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  21. Fred Atla:
    Sexta-feira, 28 de Março de 2008 - 10:38

    Chicos, a primeira frase do post já diz tudo:
    “O mercado publicitário já descobriu a força que uma marca pode alcançar quando resolve abraçar uma causa. Ao invés de falar de você mesmo, escolha um mote e siga em frente.”
    Nao tem link. Aliás, a título de experimentação, de novo modelo, nao tem que ter link. Nao sou daqueles que defende o nonsense geral, o hype pelo hype, chocar sem dizer nada. Mas também nao sou daqueles hardsellers xiitas. Vamos lá, deixem os hermanos experimentarem. Afinal, todos estamos em busca de novos modelos, novos paradigmas. Já concordamos que o casual nao funciona mais.
    Se fosse a Pepsi, a Ford ou as Sardinhas Coqueiro defendendo a ideia de “que vuelvan los lentos” daria no mesmo? Sim! Claro! Mas e quem poderá afirmar que isso nao trará mais vendas pro Doritos? Daqui um ano diremos. E aí sim a discussão será cabível. Mas, um mérito eles tiveram. Tentaram.


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  22. Alexandre Assumpção:
    Sexta-feira, 28 de Março de 2008 - 11:30

    A campanha é bárbara..vivi tudo isso na adolescencia ehehe quanto ao link com o produto…gente, o que adianta ter link com o produto e não ser relevante, nao tocar as pessoas…quantas campanhas de banco são linkadas e ninguém sabe diferenciar uma da outra…tem que ter link é com o CONSUMIDOR, com o coração das pessoas, eu nao esqueço dessas campanha…tá todo mundo comentando…a propaganda sempre foi assim, relevante, emocionante inesquecível agora tá linkada demais enche o saco das pessoas, ninguém lembra quem é o que, mas um campanha dessas fica na memória afetiva das pessoas…arrepiei, boa demais!!


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  23. Fabio Buss:
    Sexta-feira, 28 de Março de 2008 - 14:37

    Acho que o link com o produto acontece num segundo plano, de forma subjetiva. O que eu imagino que funciona muito melhor do que se fosse um link objetivo e descarado (por mais criativo que fosse). É dificil alguém querer se engajar com alguma coisa que tá na cara que é só pra vender produto.

    Achei a campanha genial. Qual vai ser o snack que vai vir na cabeça quando alguém que foi impactado por essa campanha pensar em fazer uma festinha em casa e convidar as gurias? Ainda mais que a idéia de organizar a festa pode surgir justamente pcausa da campanha e assim aumenta essa necessidade de comprar coisa pra comer.

    Fica mto claro tb qual é o público-alvo da campanha: jovens, principalmente os meninos.

    Não sei se era a intenção, mas eu entendo que campanha consegue posicionar o produto/marca como um item obrigatório no contexto “esquema pra pegar a amiga”.


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  24. Diego Goes:
    Sexta-feira, 28 de Março de 2008 - 14:49

    Depois das opiniões dos amigos aqui, volto atrás. Concordo com o que vocês disseram. Principalmente com o Fábio Buss quando ele dis que “Qual vai ser o snack que vai vir na cabeça quando alguém que foi impactado por essa campanha pensar em fazer uma festinha em casa e convidar as gurias? Ainda mais que a idéia de organizar a festa pode surgir justamente pcausa da campanha e assim aumenta essa necessidade de comprar coisa pra comer.”


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  25. Felipe Mendes:
    Sábado, 29 de Março de 2008 - 16:07

    como assim ñ é fundamental o link c/ o produto?!?!?! o que adianta tocar as pessoas se ñ tiver a ver c/ o produto? as pessoas só vão lembrar, como alguém já falou, daquela propaganda super legal, super ñ sei o quê… mas ñ vão lembrar da marca


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  26. O que Papa John’s, Häagen-Dazs e Doritos têm em comum? « Inovação:
    Quarta-feira, 2 de Abril de 2008 - 18:07

    [...] Eles também fizeram diversas outras ações, como grupos no Facebook, fotos no Flickr e festas em Buenos Aires. Leiam sobre isso no blog Brainstorm #9. [...]


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  27. Diogo Lima:
    Quarta-feira, 2 de Abril de 2008 - 22:58

    Não interessa o produto que fosse publicado, mas se alguma agencia tivesse feito isso no Brasil e tirado a dança do creu, mesmo que por 5 minutos, iria virar simbolo nacional.


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