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O seu produto salva NY, resolve seqüestros, vira robô assassino ou acessa sistemas ultra-secretos?

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 | 2:58 pm

Se lhe perguntarem algum dia: “Qual marca atualmente pode ser considerada benchmark de product placement?”, responda sem pestanejar: Nokia.

E eu não estou falando de quantidade, senão Ford, Apple e Coca-Cola é que seriam as donas do mundo nesse aspecto, e sim de relevância e contexto.

Os produtos da empresa finlandesa não apenas aparecem nos filmes e séries, eles são parte integrante da história. Eles são utilizados e mencionados de forma explícita, uma publicidade pornográfica anexada ao entretenimento, mas sem nunca soar forçado ou deslocado.

Para mim, um dos maiores exemplos de product placement bem feito é o N93i da Nokia em “Transformers”[bb]. Tudo bem que “Transformers” seja um comercial de duas horas de duração, dominado principalmente pela General Motors. Mas a Nokia teve um de seus celulares transformados em robô que atira e solta mísseis, e tirou sarro de si própria com a confusão freqüente de que é uma companhia japonesa.

No filme “Celular”[bb], o ator Chris Evans corre o tempo todo com um Nokia 6600 na mão, tentando descobrir o paradeiro da seqüestrada Kim Basinger. O aparelho é tão fundamental para a trama, como já diz o título, e tantas vezes mencionado, que alguns críticos disseram que o telefone merecia um Oscar.

Em “Duro de Matar 4.0″[bb], mocinhos, terroristas, hackers e toda a sorte de bandidos utilizam celulares Nokia. O incrível é que todos eles funcionam até mesmo depois de toda a rede de comunicações dos Estados Unidos ter sido tirada do ar.

E o que esperar de um filme que é todo gravado do ponto de vista de celulares e câmeras de pessoas comuns? Não dá para perder a oportunidade, alguma marca teria que se apropriar disso.

Budweiser, Campari, CNN, Ford, Frito Lay, Lacoste, Mercedes, Mountain Dew, Nike, Panasonic e Philips estão todas em “Cloverfield”, mas certamente você não vai notar nenhuma delas como fará com a Nokia.

O filme é praticamente um showroom de produtos da fabricante finlandesa. Os modelos 7373, 6300, N76, 5200 e 5310 são protagonistas do filme junto com os atores.

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nokiaclover2.jpg
nokiaclover3.jpg

E quando a bateria do celular está acabando e precisam de uma nova pra continuar gravando os ataques, o que acontece? Entram em uma loja de eletrônicos e lá está um amontoado de baterias originais Nokia dando sopa.

E quando as pessoas procuram abrigo enquanto uma estação do metro despenca, quem está lá para lhes proteger? Uma parede coberta por um anúncio gigante da Nokia, é claro.

E todo o investimento é suportado por ações paralelas, como promoções, ponto-de-venda, conteúdo mobile exclusivo, etc. Para quem não se lembra, o lançamento do N81 se inspirou na campanha viral de “Cloverfield”.

nokiaclover4.jpg

Mas em todo seu histórico de product placement, acho que a Nokia cometeu um erro gravíssimo. Jack Bauer já usou LG, Motorola, Samsung e Treo, mas nunca um Nokia. Eles poderiam resolver isso dando um aparelho para o Chuck Norris, mas é óbvio, ele não precisa de celulares. Quando Chuck Norris precisa acessar a rede telefônica, ele lambe o dedo da mão esquerda e aponta pra cima.

Caregorias/Tags: Branded Entertainment, Cinema, Nokia
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15 Comentários para “O seu produto salva NY, resolve seqüestros, vira robô assassino ou acessa sistemas ultra-secretos?”

  1. Mairus: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 15:20

    O celular que o Neo e sua turma usam para entrar e sair do matrix também é Nókia.
    Me lembro que fiquei fissurado para arrumar um daqueles que fazia “clec” e abria para o cabra falar.


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  2. Lucas: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 15:30

    vale lembrar também, que em todo filme que tem um Nokia, o toque é sempre o famigerado “Nokia Tune” mais do que característico dos aparelhos Nokia… me faz lembrar na hora de uns dos meus primeiros celulares, um Nokia gigante, pesado e velho, porém lá estava o “Nokia tune”… hehehe!


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  3. Guilherme Land: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 15:37

    Onde vejo esse QR code maior? adoro bricar de QR codes…


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  4. Erika Bicalho: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 15:54

    Bacana o post Merigo! Definitivamente nunca tinha parado para pensar o quão grandioso é o “product placement” da Nokia. O post de hoje realmente me fez pensar melhor sobre essa estratégia.

    Abraços a todos!


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  5. Renato Veiga: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 16:18

    Ñ sei se é pq tenho um, mais a Motorola tbm é mato nos últimos filmes que ví…


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  6. Tiago Fidelis Moralles: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 17:57

    Merigo muito bom o post e muito bem observado.
    Comentei esses dias no Blog também sobre uma ação no filme Eu sou a Lenda.
    Abraços.


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  7. Ricardo Lebre: Reply to this comment
    Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008 - 19:49

    Fala Merigo, falando em Nokia e mais abaixo em cidade limpa (post do monstro japonês), da uma olhada nesse ponto de ônibus em Londres que saiu no computerluv: http://www.youtube.com/watch?v=PAu_KQEG-S4

    que tal?
    abs


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  8. Alisson Pádua: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 7:45

    Fascinante! E você descreveu muito bem, Merigo. A Nokia está presente a todo o momento e mesmo assim não fica forçado.
    E eu sou louco pra ter um N95. Será que o “product placement” já funcionou comigo? rs
    Ótimo vídeo, Ricardo. Um pena morarmos em um país mal-educado de terceiro mundo. Esse tipo de ação aqui no Brasil não duraria nem um dia.


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  9. Fernando Sá: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 8:24

    Pra mim, outro campeão de product placement é a Dell. Não sei a que passo andam as novelas hoje em dia, mas a Nokia e a Dell deveriam ministrar uns workshops de Pr.Pl. dentro do Projac.

    Bom post, Carlos. Tá mudando o perfil do B#9, mas eu to gostando. “Cliente” há pelo menos 4 anos, posso dar pitaco, né.


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  10. Cler Oliveira: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 9:09

    Post Espetacular! O Mairus lembrou do Neo e esse é justamente um lance que eu nao esqueço: No Matrix 1,logo quando o Neo ainda está mosqueando no filme, ele tenta sair por uma janela do prédio com o celular na mão. Lá pelas tantas o celular escorrega, dá uma giradinha, PÁRA no ar o tempo suficiente para lermos NOKIA. Essa foi forçada mas legal. E Jack Bauer não usa Nokia porque pelas funcionalidades e praticidade do aparelho o seriado estaria resolvido em, no máximo, 16 horas e não nas 24 previstas :)


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  11. Careca: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 9:25

    Ora, ora. A Nokia quer ser a Apple. Ser amada como a Apple e ter o evangelismo voluntário que a marca da maça possui.

    Ainda precisa comer muito feijão. A lista de filmes, seriados e programas de TV onde os produtos da Apple são mostrados (onde várias vezes o produto é escolhido não por merchan, mas sim por seu design) é imensamente maior.


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  12. Advan: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 9:29

    É…e nem vamos falar dos Ipods e Ibooks da vida, que aparecem o tempo todo!
    Belo post.

    ps.: Chuck Norris nunca precisa acessar a rede telefônica! NUNCA!


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  13. Nokia - A poderosa: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 9:31

    [...] postei do filme Cloverfield, fui atrás de saber mais sobre o filme e encontrei esse novo post no Braimstorm9 e resolvi postar, mantendo todos os [...]


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  14. Joao: Reply to this comment
    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008 - 14:13

    Tinha q ter um macmaniaco pra encher o saco e puxar a sardinha


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  15. Homem de Ferro: LG, Audi e Burger King marcam presença no filme | Brainstorm #9: Reply to this comment
    Segunda-feira, 5 de Maio de 2008 - 11:14

    [...] fã de boas ações de branded entertainment, já comentei diversas delas por aqui, e recentemente fiz um post falando de como a Nokia trabalha bem isso em filmes e séries, provocando com a seguinte pergunta: [...]


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