J.J. Abrams: The Mystery Box
Não é só no mundo do cinema e da televisão que J.J. Abrams, criador de “Alias”, “Lost”
e “Cloverfield”, diretor de “Missão Impossível 3″
e, atualmente, do novo “Star Trek”, tornou-se uma espécie de guru de grandes sucessos, como se ele fosse o detentor da fórmula secreta de algo duradouro, engajador e lucrativo.
Como algumas vezes comentei aqui nesse blog, Abrams também é o queridinho dos estúdios quando trata-se de publicidade, de divulgar suas produções. Não que ele seja o criador de algo inédito e revolucionário, mas por apostar e participar de estratégias de marketing diferenciadas e ousadas.
Na apresentação que fez no TED no ano passado, e que foi publicada esse mês, Abrams explica tudo. Ele não fala de publicidade especificamente, e sim de cinema, mas dá para traçar um paralelo com o histórico de comunicação de diversas marcas e, é claro, de seus próprios filmes e séries.

Abrams fala de uma “mystery box”, uma caixa de madeira de conteúdo surpresa que comprou com seu avô. Ele conta que nunca abriu a caixa. Nunca abriu pois, para ele, a caixa representa possibilidades infinitas, representa esperança. O mistério é combustível para imaginação e, muitas vezes, o mistério é mais importante do que o conhecimento.
Ele mesmo diz que esse conceito não nem nada de inovador, mas percebeu que tudo o que faz e que o inspira é baseado em caixas de mistério. Obviamente, não é coincidência que suas produções sejam tão amparadas no mistério. “Lost” como série e “Cloverfield” como filme, mostraram como o mistério pode ser poderoso. Também não é nenhuma coincidência que as campanhas de suas criações procurem o tempo todo ampliar o desejo pelo desconhecido, e assim gerar expectativa e boca-a-boca.
Ele diz que o mistério é responsável por alguns dos momentos mais excitantes do cinema. Cita o exemplo de “Tubarão”, onde raramente vemos o tubarão, e de “Alien”
, em que o alienígena mal aparece. Com a tecnologia escassa da época, são filmes que continuam interessantes ainda nos dias de hoje devido a esses elementos. É o poder do teaser.
Abrams diz também que a sala de cinema em si é uma “mystery box”. Ele fala de um aspecto que também sempre considerei uma das melhores partes de um filme: o momento em que as luzes se apagam, em que aparecem os logos da produtoras, os créditos iniciais. Ali existe toda uma expectativa, o desconhecido, a imaginação do que virá pela frente, uma caixa de mistérios sendo aberta.
A idéia da “mystery box”, ao contrário do que você pode pensar, não cabe apenas para um filme no cinema. O mistério também é uma das plataformas das Lovemarks. As pessoas não detestam publicidade, elas detestam publicidade entediante.
Marcas que contam histórias envolvem as pessoas, criam vínculo emocional, ao invés de ater-se apenas a informações e incomodar os outros com coisas que eles não querem saber.
Pense nas suas marcas preferidas, o que elas fizeram para tornar-se um ícone para você? A comunicação que conta histórias, que cria mistério, que não entrega tudo mastigado ao consumidor, é capaz de gerar um relacionamento duradouro e verdadeiramente marcante e engajador.
Além da “mystery box”, J.J. Abrams fala em sua palestra de “Lost”, de sua relação com o avô, da produção com falta de recursos e de grandes idéias que podem ser realizadas por amadores.
Assista abaixo a apresentação de J.J. Abrams no TED. Se preferir, acesse para fazer download em alta resolução e outros formatos.
| Dica do leitor Juan Janiques. Valeu!
















segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 10:15
Posso pegar o livro agora? Ou tenho que esperar mais 2 dias úteis?
Duvido que ele nunca tenha aberto essa caixa, duvido que ele tenha trazido essa caixa. Deve ter achado no camarim e resolveu criar toda essa história.
Quero saber quem foi o responsável por chamar o Sylar para fazer o Spock em Star Trek, que droga!!!
| Usando
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 11:21
[...] e muita criatividade, pode gerar uma campanha com grande repercussão. Confira abaixo o artigo do B#9 sobre o [...]
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 11:29
Carlos.
Sem mais comentários.
Excelente post.
Abraços.
| Usando
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 12:39
JJ é o cara. E já é sem dúvidas um referencial no que se diz a respeito de publicidade alternativa e altamente criativa.
Falando nele… nessa semana estréia a nova temporada de LOST.
Mal posso esperar pelas surpresas que nos aguardam.
| Usando
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 14:04
Bom texto…
sem duvidas, misterio é uma forma de manter as pessoas curiosas e mais receptivas com relação ao cinema e a publicidade. Coisas menos obvias. O cinema, ultimamente, tem apresentado bastante surpresa. No entanto, sabemos que inovação, principalmente na publicidade, pode destruir uma mensagem, fazendo com que ela nao chegue da forma como foi planejada ao receptor.
Mas, é mesmo tudo uma questao de target.
abs.
ps.: procure escrever mais em seu blog acerca desses assuntos.
| Usando
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 - 14:08
Essa idéia da “caixa fechada-e-nunca-aberta” já foi explorada antes em nossa literatura. Na obra “Quase memória”, de Carlos Heitor Cony, o protagonista recebe pelo correio uma caixa de seu pai, que havia falecido há alguns anos antes. Daí, com a caixa nas mãos…
| Usando
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 - 9:25
Pra que está atento, e J.J. Abrams está muuuuito, ñ é só o mistério que envolve o público, a surpresa na revelação dele que é a grande sacada!
Hitchcock o “mestre” e Stefen King são referência nisso, na propaganda um teaser bem feito tbm sempre deu bons resultados, havendo a puta da sacada e a bendita idéia tdo fica lindo…
| Usando
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 - 16:06
Alguém sabe onde têm esse vídeo legendado???
| Usando
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 - 20:16
[...] J.J. Abrams: The Mystery Box – Carlos Merigo, do Brainstorm9, comenta a apresentação de J.J. Abrams, criador de “Alias”, “Lost” e “Cloverfield”, diretor de “Missão Impossível 3″, no TED do ano passado, na qual explica o conceito de “mystery box”, ou o elemento surpresa. É a velha história de que o monstro deixa de ser assustador quando é mostrado, ou, em uma leitura mais livre, as pessoas têm medo do que desconhecem. Não só isso, elas também sentem atração pelo misterioso. A fórmula é antiga, basta saber utilizá-la. [...]
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 - 20:13
[...] J.J. Abrams é um cara legal, gostei muito do Talk dele sobre a Mystery Box e tudo isso, Lost primeira e segunda temporadas foram sagazes, Alias teve seus bons momentos, etc. [...]
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 - 11:20
[...] melhor atuação. O objetivo é divertir, é ser uma montanha russa. Idealizado por J.J. Abrahams e sua fixação pelo mistério máximo — que em Hollywood deve ser conhecido pelos velhos executivos como “aquele rapaz que [...]
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 - 12:20
[...] quiser entender melhor ou ler uma reflexão bem didática e completa, recomendo este excelente post do Carlos Merigo, publicado há um mês [...]
terça-feira, 9 de setembro de 2008 - 13:24
[...] muito hype, “Fringe” estréia hoje na Fox americana. É a nova série do mystery-box J.J. Abrams, o criador do megahit “Lost”, co-escrita com os roteiristas de [...]
domingo, 28 de setembro de 2008 - 19:26
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domingo, 12 de outubro de 2008 - 12:45
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sexta-feira, 20 de março de 2009 - 1:37
[...] e que “o mistério é mais importante do que o conhecimento”. Coisa fina, dica do Rafa, via Merigo. Boa noite e até mais. « Bob Dylan em São Paulo, 6 de março de 2008 | Uma [...]
segunda-feira, 6 de abril de 2009 - 15:45
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quarta-feira, 8 de abril de 2009 - 21:25
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quarta-feira, 15 de abril de 2009 - 21:53
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quarta-feira, 22 de abril de 2009 - 0:21
[...] janeiro de 2008, fiz um post falando sobre J.J. Abrams e sua “mystery box”. O criador e produtor de [...]
sexta-feira, 15 de maio de 2009 - 23:15
[...] (que ficará mais para a frente), achei um post bem antigo, de 2008 ainda, no blog Brainstorm 9. O post fala sobre o segredo de J. J. Abrams para tudo o que faz virar sucesso. Abrams é criador da série [...]