Arquivo para o ano de 2007
Volkswagen | Cuckoo Clock
Mais um comercial engraçadinho para dizer que você só deve usar peças originais no seu carro, caso não queira uma surpresa desagradável.
Criado pela DDB Berlin para a Volkswagen.
| Hoje no Passado |
- 2007: Super Bowl YouTube — O maior esbanjamento de dinheiro do mundo da publicidade vai ao ar no domingo agora, dia 4. Mas diferente dos [...]
- 2006: IKEA Love Story — Sei que muitas vezes sou repetitivo. Mesmo assim, vou ser clichê novamente e usar a IKEA para falar de comunicação [...]
- 2006: Problema e Mudanças — Ontem o Brainstorm #9 não teve atualização. Isso porque no Dia do Publicitário eu ganhei um presente do meu Movable [...]
- 2005: I’m gonna leave this city, got to get away — Nós que vivemos em grandes metrópoles, ficamos presos no trânsito, nos esprememos em filas, ônibus lotados e afins, é como [...]
Minority Report: publicidade contextual
Se alguns filmes não tivessem existido, o mundo não seria o mesmo. Um exemplo básico: “Star Wars”. Já se passaram mais de três décadas desde que a saga imaginada por George Lucas chegou aos cinemas, mas já paramos pra pensar no quanto muitas das idéias apresentadas no filme influenciaram nossa vida?
Você pode detestar ficção científica, achar Skywalker, Darth Vader e sabres de luz uma bobagem sem fim. Porém, nunca vai poder negar o poder de revolução da Força. Em maio de 2005, a Wired traçou um mapa mostrando “como Star Wars mudou o mundo”, influenciando pessoas, empresas, a criação de novas tecnologias e, claro, toda a indústria de entretenimento.
Quando o primeiro capítulo de “Star Wars” estreou nos cinemas, eu nem nascido era. Mas em 2002, eu já estava no alto dos meus 21 anos. E você se pergunta agora: “mas o que diabos isso tem a ver, oras?”. Eu explico: tem a ver que eu (e provavelmente você) estava em algum dia de 2002, dentro de alguma sala de cinema, presenciando um filme que influenciaria nossas vidas para sempre e nem sabíamos disso: “Minority Report”.

Quando Steven Spielberg imaginou seu filme, baseado no conto de Philip K. Dick, publicado em 1956, o situou em 2054. Porém, o que talvez ele não imaginava, é que já em 2007 diversas idéias apresentadas em apenas duas horas se tornariam realidade.
Alguem falou em iPhone? Quando Steve Jobs demonstra, com touch-screen, o manuseio de imagens no mais novo gadget revolucionário da Apple, está usando o que chamam de “Minority Report Interface”. Você viu Tom Cruise mexendo coisas com as mãos em uma tela gigante, achou legal, mas não podia imaginar que aquilo se tornaria nome, sinônimo de uma tecnologia.
Em fevereiro do 2006, quando Jeff Han, cientista do Instituto de Ciências Matemáticas de Nova York, colocou esse sistema de manipulação intuitiva para funcionar de verdade, disse: “Minority Report tornou-se realidade”.
Não é preciso muito esforço para saber que isso vai se estender em muitos aspectos, mudando definitivamente a forma como iremos interagir com a tecnologia. Mas, como publicitário, o que “Minority Report” tem a ver com você? Tudo, é claro. Isso porque o filme de Spielberg faz uma demonstração futurista de publicidade contextual, que em breve estará nas ruas. Veja a cena abaixo:
Ontem você viu o outdoor da MINI, que reconhece os donos de um carro da marca e exibe mensagens personalizadas. A idéia é genial, mas acha que a execução ainda é arcaica para um “Minority Report”?
Então espere para ver as tecnologias inovadoras que estão sendo desenvolvidas pelo Google e pela Microsoft, e que certamente irão revolucionar a propaganda “out-of-home”, um mercado que movimentará cerca de 7.4 bilhões de dólares em 2007 só nos EUA.
O Google, que já transformou a publicidade online usando simplesmente texto, registrou a patente de um sistema de outdoor digital, capaz de atualizar em tempo real de acordo com o estoque das empresas e outros fatores. Exemplo simples: uma loja de DVDs faz um painel anunciando os últimos lançamentos, caso um dos produtos acabe no estoque, o anúncio no outdoor é automaticamente substituído por outro.
Também dotados de touch-screen, esses painéis irão mensurar o que podemos chamar de “taxa de toque”. O consumidor vê o produto na tela e pode conseguir mais informações tocando no anúncio. Além disso, com essa tecnologia, o Google quer fazer o AdSense funcionar nas ruas. Os anunciantes enviam suas peças para um servidor, que as exibe em painéis digitais de acordo com a localidade e tráfego.
Já a Microsoft, com sua divisão AdCenter, levou “Minority Report” ao pé da letra: equiparam painéis digitais com uma tecnologia de reconhecimento de face. Uma câmera “lê” 129 pontos no corpo de uma pessoa, identificando sua idade, sexo, altura e peso para exibir anúncios demograficamente e criativamente direcionados. Em testes feitos pela empresa de Bill Gates, o sistema teve 90% de eficácia, que vai permitir também interação com o usuário.
A miríade de possibilidades que se abre com essas tecnologias é inimaginável, seja na mídia exterior ou proporcionando uma experiência de compra dinâmica e intuitiva. Logicamente, levarão ainda alguns anos para que tudo isso esteja funcionando adequadamente, mas não há dúvidas de que é o fim da linha para o mundo da publicidade off-line estática.
Por essas e outras, tenha certeza, não é exagero dizer: se alguns filmes não tivessem existido, o mundo não seria o mesmo.
| Compre aqui “Minority Report” em DVD. R$ 19,90.
| Compre aqui a coletânea de contos “Minority Report: A Nova Lei” de Philip K. Dick.
MINI | RFID Outdoor
Um inovador outdoor da MINI, que foi “inaugurado” ontem em quatro cidades americanas (Nova York, Miami, Chicago e San Francisco), reconhece os donos de um carro da marca pelo nome.
Funciona assim: Você compra um MINI e preenche um questionário na concessionária, aqueles cadastros burocráticos de praxe. Os dados desse cadastro ficam gravados em um chip, localizado na chave do veículo.
Quando o proprietário de um MINI se aproxima do outdoor, uma tecnologia chamada RFID (identificação por rádio freqüência) lê os dados no chip e mostra mensagens únicas e personalizadas.
Por exemplo, se Mary é advogada, aparece a mensagem: “Mary, se movendo na velocidade da justiça”. Ou se Mike é um chef, ele verá: “Mike, o prato do dia é a velocidade”.
A idéia foi sugerida a MINI há cerca de ano, pela agência Butler, Shine, Stern and Partners, e agora foi colocada em prática em fase de testes.
Marketing personalizado, não intrusivo, e mais uma prova de porque a MINI cria verdadeiros evangelistas da marca.
Para saber mais, leia a matéria publicada ontem no New York Times.

Cervejas e mulheres
Matéria no caderno Cotidiano da Folha de S.Paulo de hoje, aponta o descumprimento das cervejarias quanto ao uso de apelo sexual em suas propagandas. Segundo o jornal, nas campanhas de verão quase nenhuma marca escapa de utilizar mulheres semi-nuas e conotação que sugere “êxito profissional, social ou sexual”, justamente o que “não recomenda” o Conar desde 2003.
Uma declaração da doutora em sociologia e pesquisadora da Universidade de Brasília, Berenice Bento, generaliza: “Não há sutileza, as mulheres estão ali para serem consumidas. Os anúncios revelam que a mulher é algo para servir ao homem e mostram como estamos longe de uma sociedade com eqüidade de gêneros”.
Obviamente, não é preciso ter mais que um dos olhos funcionando para perceber que a cervejarias deixaram de cumprir a regulamentação, mas o Conar promete fiscalizar para verificar se está mesmo havendo falta de ética no uso de mulheres em comerciais.
A atriz Juliana Paes, a mais conhecida gostosa das cervejas atualmente, disse não ver nada de agressivo nas propagandas.
Eu não conheço nenhum dado científico que comprove o sucesso de uma cerveja devido a sua relação com sexualidade, mas um amigo que já trabalhou com a cerveja líder do país, após intensa pesquisa de campo, me disse: “se não tiver cartaz de mulher pelada no ponto-de-venda, vende menos.” Será?
Disney | Beckham, Beyoncé e Scarlett Johansson
Para sua nova campanha publicitária, a Disney decidiu torrar alguns milhões de dólares para contar com o endosso de celebridades como David Beckham, Beyoncé e Scarlett Johansson.
São três anúncios impressos que trazem o mesmo conceito da genial e premiadíssima campanha de 2002, com os filmes “Pillow Talk” e “Big Night”: um lugar onde os sonhos se tornam realidade.
Utilizando seu mote para 2007, “Year of a Million Dreams”, a Disney colocou as celebridades para interpretar alguns de seus mais famosos personagens, num trabalho da famosa fotógrafa americana Annie Leibovitz, a mesma que clicou John Lennon nu e Yoko Ono para a capa da revista Rolling Stone, em 1980, na manhã do dia em que o beatle foi assassinado.
Nas peças, Beckham encarnou o Príncipe Filipe, de “A Bela Adormecida”, com o título “Where imagination saves the day.” (Onde a imaginação salva o dia.)
Scarlett Johansson se transformou na própria “Cinderela”, com o título “Where every Cinderella story comes true.” (Onde toda história de Cinderela vira realidade). Só a tiara que Scarlett usa nas fotos foi avaliada em 325 mil dólares.
E Beyoncé é “Alice No País Das Maravilhas”, ao lado do ator Oliver Platt e do cantor Lyle Lovett, com o título: “Where wonderland is your destiny.” (Onde o país das maravilhas é o seu destino.)
O três doaram seu cachê para instituições beneficentes, e a campanha será veiculada nas edições de março das principais revistas norte-americanas, como Vogue, Vanity Fair, GQ, The New Yorker, entre outras.
Haverá ainda uma segunda etapa da campanha, onde Anne Leibovitz vai transformar outros três famosos em Peter Pan, Sininho e na sereia Ariel.
Clique nas imagens abaixo para ampliar:
MTV | Dolls
Seguindo a mesma proposta do polêmico comercial “Shot”, o filme “Dolls” mostra que as mulheres são as mais passíveis de serem infectadas com o HIV.
Agora, a Ogilvy utiliza bonecas infláveis para nos fazer imaginar um mundo sem mulheres.
Assista abaixo ou faça download do arquivo .mov utilizando a Box aí na barra lateral.
Box e YouTube Group
Adicionei duas novas formas de assistir e compartilhar conteúdo aqui no Brainstorm #9.
A primeira delas é algo que eu já deveria ter feito há muito tempo, que é o grupo Brainstorm #9 no YouTube. Todos os vídeos que publico aqui irão ficar concentrados nesse grupo, assim como é no meu perfil lá. Até aí nada muito diferente.
A vantagem agora é que qualquer usuário pode se tornar membro do grupo, incluir vídeos e iniciar tópicos de discussão. Portanto, quem quiser compartilhar algum comercial, viral ou vídeo interessante, é só entrar e adicionar no grupo.
A outra ferramenta é a Box.net, um penduricalho bacana que vai ficar aí na barra lateral e vai atender a maior reivindicação dos leitores do Brainstorm #9: “quero fazer download dos vídeos!”. Sempre que eu tiver o arquivo do comercial, vou fazer o upload pra minha Box. Aí basta clicar no arquivo e baixar.
O widget é bem rápido, e pelo que testei aqui não vai deixar o Brain#9 mais lerdo do que ele já é (espero resolver isso em um provável novo layout quando eu conseguir parar pra pensar nisso). Porém, justamente por causa da Box, o blog ficou meio inconstante no Internet Explorer, dando mensagens de erro de script.
Portanto, quem quiser ter uma experiência melhor com o site (e com o resto do mundo online), peço encarecidamente que utilizem Firefox. Tudo o que eu faço no blog, testo no FF, e as chances de tudo funcionar utilizando ele são bem maiores.
A Box do Brainstorm#9 também pode ser acessada por esse link. Lá fica tudo dividido por pastas e igualmente simples de usar.
É isso. Participem do grupo, utilizem a Box, façam testes e qualquer problema ou sugestão, é só gritar aí nos comentários.
Nike McEnroe
John McEnroe, para quem não conhece, é considerado um dos maiores jogadores de tênis de todos os tempos. Na década de 1980, ganhou sete Grand Slam consecutivos e foi figurinha carimbada no primeiro lugar do ranking da ATP.
Em 2006, depois de 12 anos de hiato, McEnroe voltou a competir oficialmente em um torneio da ATP, tornando-se o jogador mais velho a ganhar um título de alto nível.
Só que além de ser reconhecido pelos seus feitos nas quadras, McEnroe tem fama de ser o “bad boy” do tênis. Seu temperamento nas quadras criou brigas e discussões, já que freqüentemente peitava os juízes e autoridades do jogo.
Em 1981 em Wimbledon, questionando a decisão do juiz, McEnroe disse “You cannot be serious!”. O momento tornou-se famoso na história do tênis, e já foi paródia de um comercial da Seat, estrelado pelo próprio tenista.
E é desde essa época que McEnroe tem contrato com a Nike. Recentemente ele participou do comercial “Pretty”, com Maria Sharapova (é um dos locutores na cabine, ao lado de seu irmão Patrick McEnroe).
Aproveitando a fama de bad boy de McEnroe, a Nike lançou nessa semana uma campanha de cartazes de ponto-de-venda. Criada pela DDB Paris, a intenção é divulgar justamente o tênis que leva a assinatura do tenista, com seu estilo temperamental traduzido nos postêres.
Clique para ampliar.
| Enviado por Olivier Lefebvre da DDB Paris



















