Arquivo para o mês de Outubro de 2007
Oi | Quem Ama Bloqueia
Em mais uma iniciativa de sua extensa campanha Bloqueio Não, a Oi colocou no ar um site se valendo de CGM (Consumer Generated Media). A operadora convida os consumidores a gravarem e enviarem vídeos cantando o tema da campanha, “Quem Ama Bloqueia”, para participarem do que chamam de “Show de Micalouros”.
Os usuários também podem votar nos vídeos preferidos, os quais concorrem a aparelhos desbloqueados e o prêmio máximo, a Algema de Ouro. Além da porção participativa, o site conta com diversos outros conteúdos relacionados a campanha: quemamabloqueia.com.br
Assista aqui o filme que apresentou a canção tema. Gostando ou não da campanha da Oi, eu confesso que passei um bom tempo com essa musiquinha na cabeça.
| Hoje no Passado |
- 2007: Extinction Timeline: O que vai “morrer” nos próximos 50 anos — Em seu livro “Future Files: A History Of The Next 50 Years”, Richard Watson desenha uma linha do tempo em [...]
- 2007: Skol | Código Redondo — Produção bacanuda no filme que faz a continuação da proposta Código Redondo, da Skol. Além do comercial na TV, um [...]
- 2006: Sol | Balões — Estréia daqui a pouco na TV, o filme de lançamento da cerveja Sol no Brasil. E não confunda, essa é [...]
- 2006: Stella Artois | The Trap — Em mais uma iniciativa para mostrar o valor incomensurável de seu líquido precioso, a Stella Artois revelou a campanha “The [...]
- 2005: Think Similar — | UPDATE: Tentaram sumir com o comercial do mapa, mas já que é impossível, colocaram no ar novamente. [...]
Companhia Vale do Rio Doce | Rewind
Uma maneira inusitada de utilizar um player de vídeo, no caso o QuickTime, que transforma o filme em uma espécie de clipe interativo.
Essa é a idéia da África para a Companhia Vale do Rio Doce, para mostrar que reconstruir é mais trabalhoso e demorado do que destruir.
Você assiste normalmente e o filme passa rápido, você arrasta a barra de rolagem para trás e enxerga a idéia. Shortlist em Cannes Lions 2007.Experimente abaixo:
| Dica do DiabaQuatro
Sky | Sinopse
Comercial divertido criado pela Giovanni+DraftFCB para o serviço de sinopse na tela da Sky. Humor simples e original, que revitaliza uma piada antiga: pais pegam filha adolescente dando um malho no sofá.
Na TV está sendo veiculada uma versão mais comportada, para evitar reclamações. Sabem como é, uma moça mostrando lingerie seria uma ofensa à grande e puritana família brasileira.
Philips: Ambilight, Ivete Sangalo e o povo
Esse post (mau-humorado) é para fazer uma comparação. Sem nenhum método científico e também sem levar possíveis contextos em consideração.
A DDB London estreou na última semana um novo filme para a característica Ambilight, das TV’s de plasmas e LCD Philips. Tudo bem que, do ponto de vista de produto, eu ache essa função mais uma “pega-trouxa” no ponto-de-venda do que qualquer outra coisa, mas isso não vem ao caso.
A maioria dos eletrônicos geralmente contam com essas características mirabolantes, sem benefício real. O tal sistema DNIe da minha Samsung, por exemplo, deixo desligado, pois mais piora a imagem do que melhora. Enfim, como eu disse isso não vem ao caso agora.
O fato é que o comercial da DDB é bacana. Nada que impressione, mas linguagem cinematográfica, cativante e interessante.
Viram? Agora comparem com a nova campanha da Philips no Brasil, que começou a ser veiculada no fim de semana. Apesar de ser uma das garotas-propaganda preferidas da publicidade atualmente, nunca achei que Ivete Sangalo combinasse com a Philips.
Criado pela África, todos os vícios da agência estão presentes no filme: celebridade, linguagem popularesca, música abrasileirada, batuques, bonequinhos animados. Como diria Nizan: “O povo gosta!”.
O crescimento das mídias não-mensuráveis
Matéria do New York Times no último domingo, mostra o crescimento do investimento dos anunciantes nas chamadas “mídias” não-mensuráveis. A Nike, por exemplo, gastou no ano passado apenas 33% de sua verba de marketing (US$ 678 milhões nos EUA) em comerciais de TV e anúncios em outras companhias de mídia tradicional. Uma queda de 55% nos últimos 10 anos.
As ações que envolvem o Nike+, tênis com um chip que conversa com o iPod da Apple, com uma rede social em que as pessoas dividem detalhes de suas corridas, escolhem rotas e se encontram para correr no mundo real, são exemplos de investimentos que fazem a Nike tirar dinheiro do que antes era reservado para filmes caríssimos na televisão e anúncios impressos em papel couché.
Além de uma série de eventos direcionados promovidos pela marca, como o Nike Running Club em Nova York, com treinadores sendo pagos pela empresa e tênis oferecidos para test-drive (aqui no Brasil temos os três clubes de corrida em torno da Nike 10K). Para a Nike, isso é propaganda. Criar maneiras de interagir diretamente com as pessoas, não só pela internet, mas no mundo real.

Trevor Edwards, vice-presidente global de marca da Nike, faz uma declaração que pode ser assustadora para muitos:
“Nós não estamos no negócio de manter as empresas de mídia vivas. Nós estamos no negócio de nos conectar com os consumidores”.
Esse exemplo da Nike mostra uma mudança fundamental na maneira como as empresas estão enxergando o papel da propaganda. Não acreditam mais que um anúncio em uma revista pode chamar atenção quando a pessoa está fazendo outra coisa, como lendo um artigo ou matéria. A busca é cada vez mais por iniciativas que gerem experiência e serviços relevantes, ao invés de ações que interrompam aquilo que as pessoas querem fazer.
Isso tudo é ainda mais significativo quando vem de uma marca que se construiu, na década de 1980, com campanhas milionárias na televisão. A Nike continua tendo forte e indiscutível presença na TV, com o patrocínio de atletas de destaque, mas os comerciais passaram a ser destinados exclusivamente para a internet.

Exemplos: A série de vídeos online com Wayne Rooney. O viral mais famoso do mundo, Ronaldinho chutando as bolas na trave, um vídeo visto mais de 17 milhões de vezes no YouTube e que ganhou cobertura massiva da mídia tradicional especializada. De graça.
Como temos acompanhados ao longo dos últimos anos, diversas outras grandes marcas seguem esse exemplo, e passaram a apostar mais em mídia digitais e entretenimento do que nunca. O investimento nessas áreas segue dobrando a cada ano.
É uma prova de que as empresas, em meio a explosão de conteúdo na internet, as inúmeras possibilidades de diversão e dispersão da audiência, buscam agora criar maneiras de se conectar verdadeiramente aos consumidores, estando presentes diretamente em suas vidas.
SimCity Societies: parceria entre BP e EA com foco no aquecimento global
Hoje, 15 de outubro, foi nomeado o Blog Action Day. Uma iniciativa que incentiva os blogs de todo o mundo a escreverem um post sobre meio ambiente, do jeito que quiserem, relacionado com qualquer tópico.
Antes de mais nada, eu começo convidando os leitores deste blog a visitaram a seção Social e Meio-Ambiente no arquivo. Tem coisa que não acaba mais, já que é um dos meus temas preferidos em se tratando de publicidade.
E para continuar dentro do tema, falando de como as marcas podem se engajar sem se tornarem um estorvo, gostaria de citar a recente parceria anunciada entre a Electronic Arts e a BP (British Petroleum). A iniciativa marca uma nova forma de colaboração entre a indústria do entretenimento e corporações que procuram conectar suas marcas as novas políticas sócio-ambientais.
Na quinta versão da clássica série “SimCity”, a EA colocará a marca da gigante multinacional dentro do contexto do game. Isso porque “SimCity Societies”, com lançamento previsto para 15 de novembro, adicionará ao universo de SimCity a preocupação com o aquecimento global.

Apesar das duas empresas estarem vendendo isso como uma grande novidade, as versões anteriores de SimCity já traziam diversos tipos de usinas para gerar energia para a sua cidade, com diferentes níveis de poluição cada uma, e também dando total liberdade ao jogador para tomar sua decisão. A diferença é que agora esse conceito será expandido e, pela primeira vez, com uma marca atrelada a ele.
O game vai contar com mais opções de eletricidade com baixa emissão de carbono, monitorando o gás na atmosfera e alertando sobre a possibilidade de acontecerem desastres naturais, como secas e ondas de calor, caso a emissão chegue a níveis alarmantes. Como alternativa, o jogador poderá seguir um caminho ecologicamente correto, com alternativas oferecidas pela BP, é claro, como usinas de hidrogênio, gás natural e energia solar. Quanto maior for a aposta nas energias renováveis, melhor será a qualidade de vida da cidade.
Além do logo da BP nas usinas de produção de energia dentro do jogo, uma versão demo de “Sim City Societies” será distribuída nos postos da empresa. O valor do acordo entre EA e BP não foi revelado.
Criada originalmente por Will Wright, em 1989, a série SimCity já vendeu mais de 18 milhões de cópias até hoje, sendo o único game comercial que é utilizado em escolas em todo o mundo e aclamado pelo seu valor educacional. Um alento para as mães de pessoas que, como eu, passaram boas horas da adolescência brincando de prefeito em SimCity.
| Dica de Milena Melo, do Oje
Pure Blonde | Brewtopia
Criado pela Clemenger BBDO para a cerveja australiana Pure Blonde, este comercial mostra uma incrível jornada até o lugar mágico em que a cerveja nasce.
É a “Brewtopia”, até que chega o cara que vai levar a cerveja até você. O filme é divertido, mas vem causando polêmica por causa de suas conotações negativas.
Alguns podem dizer que é achar pelo em ovo, mas nos comentários no Digg, por exemplo, a galera anda dizendo que a Pure Blonde seria a cerveja do Hitler.
Diz o título: “From a place much more pure than yours.” (De um lugar muito mais puro que o seu).
Sony Bravia | Pyramid
Depois de bolinhas, tinta e coelhos coloridos, a Sony Bravia joga carretéis de linha de cima de uma pirâmide, no Egito.
Criado pela Young&Rubicam local, o filme é direcionado ao Oriente Médio. Só queria saber o que a Fallon, que desenvolveu o conceito original, achou disso. Exigência do cliente ou parceria entre as duas agências?
Assista abaixo:
| Dica da Baunilha














