Bebês congelados são espalhados em mercados de Paris
Essa ação segue a risca os conceitos do marketing de guerrilha: baixíssimo custo, execução às escondidas e alto impacto. Criada para o 119, o serviço telefônico nacional na França para denúncias de abusos contra crianças, a ação é baseada em fatos reais e responde prontamente a um caso chocante revelado na semana passada.
Uma “mãe” confessou ter matado seis filhos recém-nascidos e os congelado dentro de um saco plástico, em Cherburgo, na França. As investigações mostraram que a mulher de 34 anos deu a luz sozinha, e ela mesma estrangulou e congelou os filhos.
E esse não foi o único caso que estimulou a criação da campanha. Nos últimos anos, vários casos de infanticídios chocaram os franceses. Em Agosto de 2006, os corpos de dois recém-nascidos foram encontrados no congelador de um casal de franceses domiciliados na Coreia do Sul. Um ano depois, uma mulher reconheceu ter congelado e escondido os corpos de três dos seus filhos recém-nascidos em Albertville, nos Alpes franceses. (Fonte: Expresso)
Baseada nesses atos escabrosos, a ação para o serviço 119 espalhou 100 bebês congelados em supermercados de Paris, chamando atenção para a importância das denúncias das pessoas, já que as mães acusadas levavam uma vida normal, trabalhando e morando em edifícios cheios de vizinhos.
Além dos conceitos guerrilheiros que citei, a iniciativa acerta em cheio ao aproveitar um momento de comoção nacional, ampliando e muito o seu impacto. Confira abaixo a realização da idéia:
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Realmente são dados absurdos. O briefing aborda algo muito delicado e de difícil abordagem, afinal são crianças sendo torturadas e mortas. E esse tipo de brutalidade as vezes não é enxergado pela sociedade pelo simples fato de que as pessoas fecham os olhos com medo de admitir que isso é uma realidade, que isso existe de fato. Interessante que, no primeiro momento, ao encontrar um boneco de brinquedo dentro de um saco plástico não há um choque tão grande. Oras, provavelmente alguma criança trouxe da sessão de brinquedos e seus pais, não concordando em levá-lo, largaram ele em qualquer lugar. Mas quando você lê o encarte (imagino que tenha mais informações e um telefone para denúncia) deve deixar o consumidor realmente chocado. É uma ação que, quando você percebe, já foi atingido. Muito legal.
Fantástico! Os franceses muitas vezes tem dessas: boas idéias virais para causas humanitárias.
Lá eles tinham (até pouco tempo pelo que eu sei) sistemas institucionais para facilitar o escambo, troca de serviços, etc, promovendo movimentação de serviço sem necessariamente usar o dinheiro.
Abração!!!!
Achei muito over. Que tipo de impacto isso pode ter além do boca a boca? Tipo:
- Ah, hoje eu tava pegando legumes no supermercado e você não sabe o que eu achei lá no meio… um bebê de plástico congelado!
- Pô, mancada.
É a mesma coisa que espalhar pedaços de corpos de plástico nas ruas pra tentar previnir acidentes de trânsito. Não acho que propaganda tenha que causar, que chocar, antes de informar e esclarecer. Fora que me parece meio inefetivo uma ação de guerrilha em supermercados para um problema que pelo visto é nacional, e com origens bem mais profundas do que simplesmente falta de informação.
A ação não sei, mas a parte em que fazem o rótulo é ótima.
Boa campanha, deve ter dado um empacto muito grande, transferindo isso para o Brasil sem dúvidas traria impacto, mas provavelmente os brasileiros não iriam entender…ou achariam que era pra comer ou iriam colocar na seção de brinquedos! hehehsa
mas será que teria como fazermos algo neste estilo para o tema da Aids? das DSTs? Um problema aonde todos conhecemos, que já houveram milhares de campanhas e informativos, palestras, enfim, muitas coisas. Mas ainda é algo que assusta bastante. Teriamos como transferir uma ação deste gênero para este problema?
Phoda. Muito bom. Tem que ser às escondidas mesmo, não consigo imaginar os supermercados concordando em causar desgosto a um cliente que vai comprar uma saco de batatas fritas e encontra um bebê congelado.
Péssimo. Oportunista. NEGATIVO. De mau gosto. Não resolve NAAAADA.
Péssimo mesmo. Fizeram um vídeo bonitinho e querem prêmio.
Isso devia dar cadeia por Mal-gosto
Amigos, interessante perceber que nesse post não lemos a palavra pai uma única vez. No máximo pais, como símbolo do casal, citado en passant no finalzinho do texto. Pensemos no que deve ter acontecido a essa mãe que pariu os seis filhos sozinha. Já ouviram falar em depressão pós-parto? É mais comum do que a gente imagina. Mulheres nascidas em berço de ouro, com maridos carinhosos e presentes, pais ainda vivos, saudáveis, têm depressão pós-parto. É difícil explicar a quem nunca pariu. Eu não tive, mas entendo quem teve. A mudança é radical, incomparável. Aquele amor incondicional que vocês lêem nas revistas não é o único sentimento que floresce. Ninguém vira santa ao virar mãe. É claro que nenhuma justificativa é suficiente para avalizar um crime, mas eu gostaria de ver o dia em que outras questões viessem à tona em situações desse tipo. A presença e a RESPONSABILIDADE do pai, por exemplo. Porque ninguém se pergunta onde está o pai nessa hora? Quem é o pai? Qual é a relação dele com a mãe? Qual é a relação dele com os filhos? Onde ele estava na hora do parto? Se viu que a mãe não tinha condições de criar os filhos, por que não os tomou para si? Depois dessas questões resolvidas, podemos indicar os culpados com mais justiça e pensar em alguma ação de marketing mais séria e de menos mau gosto.
Sem acentos, para facilitar a leitura:
Amigos, interessante perceber que nesse post nao lemos a palavra pai uma unica vez. No maximo pais, como simbolo do casal, citado en passant no finalzinho do texto. Pensemos no que deve ter acontecido a essa mae que pariu os seis filhos sozinha. Jah ouviram falar em depressao pos-parto? Eh mais comum do que a gente imagina. Mulheres nascidas em berco de ouro, com maridos carinhosos e presentes, pais ainda vivos, saudaveis, tem depressao pos-parto. Eh dificil explicar a quem nunca pariu. Eu nao tive, mas entendo quem teve. A mudança eh radical, incomparavel. Aquele amor incondicional que voces leem nas revistas nao eh o unico sentimento que floresce. Ninguem vira santa ao virar mae. Eh claro que nenhuma justificativa eh suficiente para avalizar um crime, mas eu gostaria de ver o dia em que outras questoes viessem a tona em situações desse tipo. A presença e a RESPONSABILIDADE do pai, por exemplo. Porque ninguem se pergunta onde estah o pai nessa hora? Quem eh o pai? Qual eh a relacao dele com a mae? Qual eh a relacao dele com os filhos? Onde ele estava na hora do parto? Se viu que a mae nao tinha condicoes de criar os filhos QUE OS DOIS FIZERAM, por que não os tomou para si?
Sobre a campanha: ridicula, maniqueista ao extremo, reacionaria. Galera, a situacao eh seria. Andam congelando bebes na Franca. Voces acham, sinceramente, que o aumento de denuncias vai mudar a situacao? Pensando bem, voces acham mesmo que os vizinhos que tem conhecimento dessa situacao nao denunciam? Juram que concordam com essa ideia estapafurdia de que o problema eh a falta de denuncia? Gostaria de ver um publico/cidadao/ser humano mais inteligente e mais exigente. A raiz do problema definitivamente não é essa. Agora, eh claro que existe o interesse de alguem em manter a questao na superficialidade. Porque eh mais facil do que entender o que anda acontecendo aos pais, em quais condicoes comuns isso acontece. Estamos de acordo que ninguem faz isso por esporte, nao?
Criativa, mas muito “assustadora”.
Cristina, tu és uma criminosa, faz parte da escória da humanidade. Tu devias apodrecer na cadeia depois de um “texto” infeliz como esse, quase que justificando um dos crimes mais brutais e chocantes dos últimos tempos. Uma publicitária (imagino que você seja), alguém com o MÍNIMO de instrução proferir um absurdo desses sem a mínima noção, e ainda chamando a ação de “reacionária”? Ou você é muito burra, ou é muito feminista, ou é uma pilantra safada ou as três coisas ao mesmo tempo, o que é mais provável.
Quanto à ação: apelativa ao extremo. De muito, muito mau gosto.
Renan, você não leu meu texto. Se leu, não entendeu. Sem problemas. Da próxima vez, tente apenas ser um pouco mais educado.
é…
eu nao costumo criticar o que nao me agrada, mas essa ação achei muito ruim
Atualmente estamos vendo muito dessas ações que parecem ser enfiadas ‘goela abaixo’.
Não acho que o conceito seja totalmente ruim, mas a execução não foi nem perto de ‘boa’ se a intenção é chocar.
Com certeza a linguagem visual do material devia ser ao menos mais adequada ao fato.
Eles pegaram bonequinhos de plastico de uns 20 cm daquels bem bagaceiros que se compra no 1,99, fizeram um folderzinho colorido e puseram num saco.
NO MINIMO o bebê tinha que ser um pouco mais chocante e nao um boneco qualquer, e a linguagem grafica do folder devia ser mais ’sombria’.
E o videozinho nem se fala…
essa trilhazinha metida a moderna nao tem NADA a ver com a campanha em si. Abuso infantil devia ser trabalhado com mais seriedade, e nao com mais uma ação feita a qualquer custo pra tentar ganhar prêmio.
mas como o mundo da publicidade (ainda mais pra esse tipo de cliente) é muitas vezes praticamente só fzer balaca e não ajudar de fato, não vai ser a ultima vez q veremos coisas do genero
abracios
Adoro este tipo de campanha. As vezes, as pessoas só aprendem com “tapas na cara”.
Infelizmente é preciso chegar a esses extremos para que as pessoas simplesmente denunciem um crime, coisa que deveria ser comum.
Gostei da campanha e faria uma facilmente!
Renan, você não leu o meu texto. Se leu, não entendeu. Tudo bem. Tente apenas ser um pouco mais educado da próxima vez.
Cara porque sale um logo de youtubeeeeeeeeeeeeeeeeee
publicidade subliminale!???
Comoção nacional? Haha.. Como tem gente mal informada sobre a vida e a cultura fora do Brazil — em algum país abroad. Um número mínimo de gente que não é gente comete esses atos de insanidade.
E isso sai num jornalzinho sensacionalista sem projeção. Não é o Le Monde.
O que está acontecendo hoje é que a publicidade está passando dos limites com certeza — apelando para o mundo cão, recorrendo ao uso de artifícios baixos para chamar atenção. Já que a estratégia tradicional não está funcionando.
Sempre existem n maneiras de atrair os olhares das pessoas para algum produto ou serviço. O mais fácil e que exige menos neurônios é usar as informações chocantes que já estão prontas num veículo dirigido a quem prefere sordidez.
A França continua sendo um país de primeiro mundo com tudo de bom que se conhece há muito tempo. Basta observar o que uma LVHM produz e comercializa, o maior conglomerado de premium products do mundo.
Marketing de guerrilha é algo que provavelmente será rejeitado pela própria sociedade. Tem os dias contados. O tiro pode sair pela culatra a qualquer momento.
O mundo é taõ bom — ou tão escabroso — quanto seus olhos conseguem enxergar.
Miopa não mata. Ainda bem pra quem vomita esse blog.. Haha
E oque acontece muito com guerrilha, o pessoal da o impacto inicial .. mas e ai ??? nao vi link nenhum para alguma organizacao nada… acao muito fraca copiada de varias acoes de espalhe de items em supermercado…
Renan,
O seu resumo da França, e da questão aqui levantada pela campanha, relacionando com produtos LVHM, me isenta de qualquer resposta que eu poderia eventualmente escrever para o seu comentário.
O que tem o c* com as calças?
[...] eu sinto que preciso compartilhar. Ví hoje no blog do Carlos Merigo, Brainstorme #9, sobre uma campanha que fizeram em Paris. Confira abaixo e se você também achar que essa vale a [...]