Mitsubishi | Dirty Car Art
Nos últimos dias, publiquei aqui duas campanhas inspiradas por outros trabalhos artísticos: o filme “In A Man’s Life” do Discovery Channel, derivada de um curta-metragem, e o a campanha “Dreams Of Flying” da Gol Linhas Aéreas, que surgiu a partir de uma série de fotos do fotógrafo Jan Von Holleben.
Ambos os posts incitaram discussões sobre o aproveitamento de idéias alheias, da transformação de arte em propaganda. A verdade é que a publicidade se apropria da cultura pop o tempo todo, sendo uma maneira ideal de estabelecer uma relação muito próxima com o consumidor.
A referência, a citação, a relação da idéia com algo que a pessoa já conhece, e talvez admire, abre a porta necessária para uma conversa entre marca e consumidor. Grande parte dessas referencias são livres, quando a propaganda cita um filme, uma pintura famosa, um livro, uma música de sucesso ou o que quer que seja, está apenas ligando os pontos.
A diferença entre isso e as campanhas do Discovery Channel e Gol Linhas Aéreas, é que elas se apropriam de uma arte única, uma grande idéia diferente de um artista, e devem a ele todos os créditos. Assim foi feito: o criador do curta e o fotógrafo foram chamados para colaborar e tiveram os devidos direitos autorais pagos.
Outro artista que teve seu trabalho apropriado pela propaganda foi Scott Wade, mais conhecido como “o cara da arte em sujeira”. No ano passado, suas “pinturas” em vidros traseiros de carros rodou a internet e ganhou fama. São desenhos feitos no pó com um detalhamento tão incrível, que muita gente acreditou ser Photoshop.
Agora a agência Partners, de Portugal, chamou Scott para colaborar em uma campanha para a Mitsubishi. Particularmente, acho que os anúncios carecem de conceito, mas é louvável que a agência tenha sido honesta e convidado o próprio artista para realizar a campanha.
Alguns dirão que a agência não fez mais que a obrigação, mas imaginem as inúmeras vezes em que a frase: “Olha que legal isso que vimos na internet. Vamos roubar para um anúncio.”, já não foi dita por aí.
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 1:21
Realmente, os anúncios carecem de conceito.. ainda mais tendo como suporte essa arte tão inspiradora.
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 10:16
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 11:16
Sinceramente, não sei se a falta de conceito condena as peças. Esses “anúncios artísticos”, por si só, são inusitados e belíssimos.
Trabalho fantástico. Ótimo post.
abraço
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 12:12
Algo meio Vick Muniz, não?
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 12:40
Realmente um pouco gratuito.
A questão da sujeira que vira arte combina com o lado OffRoad. Deviam explorar isso (se não fizeram).
Quinta-feira, 5 de Abril de 2007 - 14:48
carros que andam pouco , que são maltratados, modelos antiquados com desenhos super realistas de carros de linhas modernas, apelativas e com um preço fantástico no clássico splash
parece-me evidente.
Sexta-feira, 6 de Abril de 2007 - 4:45
Carecem de conceito? Ora vejamos, em todas as peças encontramos veículos de outras marcas que parecem abandonados por seus donos. Talvez esteja na hora de comprar um novo, um que seu dono dê mais uso e goste mais.