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Cervejas e mulheres

Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 | 8:06 am

Matéria no caderno Cotidiano da Folha de S.Paulo de hoje, aponta o descumprimento das cervejarias quanto ao uso de apelo sexual em suas propagandas. Segundo o jornal, nas campanhas de verão quase nenhuma marca escapa de utilizar mulheres semi-nuas e conotação que sugere “êxito profissional, social ou sexual”, justamente o que “não recomenda” o Conar desde 2003.

Uma declaração da doutora em sociologia e pesquisadora da Universidade de Brasília, Berenice Bento, generaliza: “Não há sutileza, as mulheres estão ali para serem consumidas. Os anúncios revelam que a mulher é algo para servir ao homem e mostram como estamos longe de uma sociedade com eqüidade de gêneros”.

Obviamente, não é preciso ter mais que um dos olhos funcionando para perceber que a cervejarias deixaram de cumprir a regulamentação, mas o Conar promete fiscalizar para verificar se está mesmo havendo falta de ética no uso de mulheres em comerciais.

A atriz Juliana Paes, a mais conhecida gostosa das cervejas atualmente, disse não ver nada de agressivo nas propagandas.

Eu não conheço nenhum dado científico que comprove o sucesso de uma cerveja devido a sua relação com sexualidade, mas um amigo que já trabalhou com a cerveja líder do país, após intensa pesquisa de campo, me disse: “se não tiver cartaz de mulher pelada no ponto-de-venda, vende menos.” Será?

Caregorias/Tags: Bebidas Alcóolicas
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29 Comentários para “Cervejas e mulheres”

  1. Bruno Duarte:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 8:58

    Penso que apesar do apelo sexual, como disse a atriz Juliana Paes, não existe qualquer relação da mulher com a venda maior ou menor do produto. O uso da mulher em comerciais de cerveja vem justamente da natural sensualidade do brasileiro com seus carnavais de mulheres seminuas, calor e hormônios a flor da pele.
    Talvez teriamos campanhas mais “inteligentes” se vivessemos em um país frio, onde nossa sensualidade não fosse tão flagrante. Porém tenho certeza que nessas condições o consumo de cerveja seria bem menor do que no Brasil tropical.


  2. Danilo:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:14

    Seu amigo tem razão. São as pesquisas que levam para esse lado. Na agência que eu trabalho atendemos uma grande marca de cerveja, e sempre que faço trabalhos onde a gostosa não é o destaque, o material não vai bem em pesquisa. Já tive caso de ter que tirar um homem que estava com a gostosa porque o carinha que frequenta o boteco não queria ficar vendo homem enquanto tomava sua cerveja… Antes de proibirem deveriam fazer uma pesquisa com o público de cerveja… O Conar iria se surpreender!


  3. Edu.:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:14

    Acredito que existe uma falta de “Argumento” muito grande quando o assunto é vender cerveja. A maioria das propagandas saem com esse apelo pois não há (e me perdoem os amantes da loira gelada) o que discutir. Gosto? Espuma? BALÉLAS! O famoso teste cego prova isso! Utiliza-se a mulher como “produto” sim, até que se prove o contrario.


  4. vinícius möller:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:38

    sei lá. eu sempre peço a serramalte aqui em porto alegre, que acho que nunca botou nada nem na tv, nem no rádio, nem em revista, nem em outdoor, nem em cartaz nem em…


  5. Bruno S.:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:38

    Edu. o produto é a cerveja. Nos botecos da vida o que se discute é qual cerveja agrada mais o paladar, e não qual a cerveja que tem a mulher mais gostosa no cartaz. Gostosas são uma tradição devido ao consumidor de cerveja predominante, um dia, já ter sido de tarados de buteco. Ou ainda é?


  6. Bruno S.:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:44

    Argumentos não faltam. Mas o que fazer se o que a rapaziada quer ver é mulher semi-nua…


  7. Thiago Lindo:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 9:48

    Nas proximas têm que mostrar as mulheres de fio dental!!

    Eu gosto de mulher de fio dental.

    Um grande abraço.


  8. Luiz Roberto:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 10:09

    Eu compro cerveja pela qualidade, e não peloa anúncio. Costumo beber Stella Artois, Sol mexicana, Serramalte, Patricia e Bohemia. Com exceção da ultima, não lembro de ter visto nada sendo veiculado há um bom tempo.
    O problema é, creio eu, que o heavy user das grandes marcas nacionais tem outros hábitos, e essa coisa da gostosa já está vinculada.

    E em resposta ao Edu, existem argumentos sim.. Um exemplo é a Polar, aqui do RS. Dá uma procurada na net se tu não conhece.

    Abraço


  9. João Vitor:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 10:51

    Falta criatividade nas propagandas de cerveja isso sim.


  10. filipe:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 10:56

    Talvez mulheres nao cresçam significativamente as vendas mas que a relação mulher/cerveja deixa am alguns casos marcas na memoria…quem nao se lembra do pingo e creveja descendono corpo daquele mulherao da branhma…inevitavel em roda de amigos a propaganda vira comentario e tai a jogada idependente do gsoto ou nao “elas” nos fizeram referencias de suas cervejas…claro que e um metodo pouco criativo mas eficaz e vamos ver centenas e milhares de mulheres sendo espoxtas ao lados de cervejas…ai que calor!!!!


  11. Jean Quintella:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 10:57

    A Dra. Berenice diz que “…as mulheres estão ali para serem consumidas…”.
    Se uma mulher quer ser consumida, enfraquece a luta das mulheres pela “…sociedade com eqüidade de gêneros…”.
    A grana sempre fala mais alto. Este é o mal do mundo.


  12. Água...:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 11:51

    hum, a velha polêmica dos comerciais de cerveja.
    Até mesmo a presença das mulheres nos comerciais de cerveja está mudando. A meu ver elas estão sendo menos exploradas como produto, estão presentes nos comerciais porque também estão presentes como consumidoras nos botecos e festas e tudo mais.
    O que ainda é criticável, é a presença delas como fórmula obrigatória, e sempre com pouca roupa. Falta sim criatividade pra sair do lugar comum, mas tem algumas marcas que conseguem.


  13. Beto Toledo:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 12:21

    Pelo oque lembro, a Skol não está usando mulheres seminuas na TV, pelo contrário está - de forma bem criativa e divertida - mostrando os efeitos da cerveja.


  14. Luiz Gustavo:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 12:22

    Eu acho que nem as agências, nem as cervejarias comprariam essa briga toda se mulher no cartaz de PDV não fosse essencial. A discussão é antiga e todo mundo bate nas agências e nas cervejarias, que também precisam vender cerveja pras mulheres e pros críticos(que em geral são grandes consumidores do produto). Mas há casos interessantes, mesmo no Brasil, que não usam esse apelo sexual. Como a Heineken.


  15. Mateus Leme:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 13:04

    Mas isso só comprova que um produto é feito para atender o grau de exigencia e inteligencia do consumidor. Cerveja tem que ter mulher pelada porque se falar do aroma, suavidade, sabor entre outras coisas o bebum vai achar muito complicado e pedir uma caninha 51.

    Agora, quantas propagandas de bancos já viram mostrando mulher pelada? Ou já entraram em alguma agencia e tem um baita poster com uma gostosa escrito “O banco da boa”?


  16. Rafael Dourado:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 14:12

    Claro que mulher pelada vende. Já viu algum homem dançando fantasiado de “globeleza” no carnaval da Globo?


  17. filipe:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 14:36

    ao meu ver os comerciais de cerveja estao bastante diversificados neste verao,apesar dos cliches,alguns com musicas alienantes,outros com o conceito de que a bebida “proporciona” maluquices inesquecives…mas mulheres ainda continuam usadas mas como alguem falou por ai,mas um novo conceito como consumidora tambem..mulheres sao essenciais nao pelo fato de ligarmos a sensualidade mas sim porque criasse um ambiente social comum a todos os lugares,onde elas bebem,fumam,se divertem,nao mais o objeto “MULHER”….


  18. Filipe Gustavo:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 14:37

    ao meu ver os comerciais de cerveja estao bastante diversificados neste verao,apesar dos cliches,alguns com musicas alienantes,outros com o conceito de que a bebida “proporciona” maluquices inesquecives…mas mulheres ainda continuam usadas mas como alguem falou por ai,mas um novo conceito como consumidora tambem..mulheres sao essenciais nao pelo fato de ligarmos a sensualidade mas sim porque criasse um ambiente social comum a todos os lugares,onde elas bebem,fumam,se divertem,nao mais o objeto “MULHER”….


  19. Nervous:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 15:38

    o uso de mulher “objeto” vai muito alem das campanhas de cerveja. e acreditem ou nao, o Brasil tem uma cultura forte em utilizar a mulher como objeto para vender produtos, como nenhum outro pais do mundo. o conar nao vai lutar contra as cervejarias ou a publicidade, mas contra toda uma cultura nacional. agora, se ela é ou não estimulada pela propaganda, ai ja é outros 500.


  20. Amelie Poulain:
    Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007 - 18:21

    Até parece que mulher não bebe cerveja(tá eu não bebo).

    Mas tem umas coisas nada a ver como o baixinho da kaiser.

    Parabens a SOL pelas propagandas. ;)


  21. Nervous:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 9:59

    outra coisa! a estoria ja esta mudando. no ultimo James Bond, quem sai do mar naquela tradicional cena sensual em trajes de banho nao eh a Bond Girl, infelizmente!!!!


  22. Fernando Sá:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 11:06

    Cadê a democracia?
    Nosso país é enorme e cada região tem suas particularidades. Temos gente pobre e gente rica. Cerveja é bom e quase todo mundo bebe. Há quem se importe sim com o sabor, a espuma etc, e por isso bebe heineken, stella artois e outras aí de ótima qualidade que já foram citadas. Mas há também o cara que vai no boteco beber aquela gelada no fim do dia, no fim de semana e quer mesmo é ver aquela bunda e aquele peitos que a mulher dele deixou de ter há tempos, se é que um dia teve. Pra isso que existem propagandas muito interessante que não apelam para o uso das mulheres como objeto, que é o caso dos primeiros consumidores e há também o contrário.
    Não adianta o Conar ou o papa reclamar.
    Há público alvo pra ver bunda e gelada e há target pra apreciar o aroma de uma cerveja.


  23. Ana Balarin:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 11:43

    E ironico que dos vinte e pouco comentarios, so um (dois, agora) venha do publico feminino, o maior interessado na historia.
    A percepcao da mulher como objeto sexual, infelizmente, esta arraigada na cultura brasileira e ultrapassa as barreiras da propaganda.
    A propaganda nao inventou a “gostosa”, mas usa e abusa do “conceito” e estimula, sim, a objetificacao da mulher.
    Mesmo a Sol, que tentou fugir do cliche, nao resisitiu e salpicou uma gostosa aqui e ali no comercial.
    E ingenuo argumentar que so mulher pelada vende cerveja. Vide o sucesso de campanhas como as da Stella e da Guinness, veiculadas em paises que consomem, proporcionalmente, muito mais cerveja que o Brasil.
    O publico e outro? Sim, mas o publico brasileiro so exige a gostosa no poster porque e isso que a propaganda brasileira condicionou-o a esperar.
    Ja era hora das industrias da cerveja e da propaganda pararem de usar resultado de pesquisa como desculpa para a propagacao dessa “caracteristica” tao deploravel e vergonhosa da cultura nacional.


  24. Adriana:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 12:37

    Até que enfim! Não costumo postar mas preciso dizer que concordo com a Ana, vamos ouvir um pouquinho o ponto de vista feminino? Esse molde é muito cômodo para as agências/clientes, não dá mais pra usar essa desculpa, assim fica fácil! Que tal quebrar o molde e pensar diferente? Não é esse um dos principais objetivos da publicidade? A Skol é um belo exemplo a ser seguido. A marca desenvolveu um conceito simpático, sem perder a mensagem nem apelar pro clichê. E mantêm-se no topo, firme e forte.


  25. Paulão Ferreira:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 14:13

    Essa discussão dá muito pano pra manga heim…

    Como apreciador de cerveja e principalmente das mulheres, vir com essa desculpinha que “é disso que o povo gosta” é realmente muito comodo. Todas as grande marcas de cerveja do mundo tem conceitos muito mais interessantes e criativos do que a dupla “cerveja gelada + mulher pelada”. Como ja foi citado a própria Skol tem momentos muito legais, sem utilizar nenhuma bunda sacolejante.

    Mas a mulherada tbm não pode posar de santa, já que todas se produzem, se arrumam e se turbinam pra chamar a atenção e serem desejadas. O que é passado é mesmo a velha desculpa para propaganda de cerveja e qualquer tipo de produto direcionado para o público masculino.


  26. Dirceu:
    Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007 - 14:15

    A Skol nao utiliza mulher atualmente, mas ja usou MUITO.

    aqui no brainstorm #9 inclusive, teve aquele game da copa com duas mulheronas gostosas.


  27. Cabana Criação - Publicidade:
    Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007 - 15:41

    É muito duro admitir isso, mas mulher gostosa vende mais e ponto final. Não só cerveja como vários outros produtos. É claro que é um “atalho” que pode acabar suprimindo a criatividade, mas quando bem usado é sucesso na certa. Juliana Paes para a Antártica é um excelente exemplo. Gostosa e criativa a propaganda.


  28. Marta:
    Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007 - 15:51

    Realmente o uso de mulheres semi-nuas nestes comerciais é um apelo torto, e uma amostra de total falta de criatividade por parte das agências. Estamos totalmtente saturados deste tipo d comercial,sabemos que existem diversos comerciais de cerveja que nao se utilizaram deste apelo e q deram tão certo ou, mais certo, do que os outros.
    Onde foi parar a criatividade dos publicitários?o conceito de que mulheres semi-nuas vendam mais nestes anúncios, não existe, foi estereotipado algo que não é real, outro ponto importante que deixam de lado é que hoje em dia grande parte dos consumidores de cerveja são mulheres.
    Ah e o fato da Juliana Paes ter dito que não acredita que há apelo nestes comerciais é óbvio, ela nao vai querer perder o pequeno cachê dela né..
    è isso entao..


  29. pedro:
    Sábado, 3 de Fevereiro de 2007 - 17:18

    Prezado Bruno Duarte, há países muito frios em que o consumo per capita de cerveja é muito maior que no Brasil. A relação sensualidade (ou calor, criatividade ou muitos outros atributos lugares comum que gostam de atribuir aos brasileiros) e consumo de cerveja não tem relação alguma. É hábito, condição financeira e paladar.


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