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Arquivo para o ano de 2006

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Papel higiênico RSS

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 | 9:34

Vocês certamente se lembram da campanha do Submarino que perguntava: “Se existisse, você compraria?”. Os espectadores eram incitados a usar a imaginação para pensar nos objetos mais absurdos e saber que, caso eles existissem, o Submarino venderia.

Pois então. Um desses objetos que o comercial nos oferecia era um papel higiênico com as últimas notícias. E como bem viu o leitor Waldemiro Arruda, no momento que a propaganda foi criada isso poderia ser absurdo, mas agora, existe.

Um papel higiênico que com conexão via RSS com as últimas notícias.

Só sei de uma coisa: eu compraria. ;)

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| Hoje no Passado |

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  • 2008: Greenpeace | The End Of The World — No mês passado comentei sobre esse comercial da Toyota que se apropria da linguagem dos trailers de filmes. Criados para [...]
  • 2008: MTV Switch | Al Gore — O novo filme para a campanha “Switch” da MTV traz um tom bem mais dramático e emocional que os outros [...]
  • 2007: The Coke Side of Music — Uma campanha visual sobre música criada pela JWT Brasil para a Coca-Cola. Acompanha o estilo psicodélico e nonsense utilizado nesses [...]
  • 2006: Press Play — Campanha institucional da Philips criada pela DDB Brasil (ou DM9, como queiram). As ilustrações são formadas por impressões digitais. A assinatura: [...]

“Do you see music?” Brasileiro

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006 | 9:31

No último domingo, a coluna da Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo trouxe uma versão com bandas brasileiras da famosa campanha “Do You See Music?” da Virgin Digital.

Atendendo a inúmeros pedidos de leitores, publico a imagem abaixo. Clique na figura para ampliar. Abaixo tem o link para as respostas. Segue o texto da Mônica Bergamo:

Onde estão as bandas brasileiras?

A brincadeira começou como concurso de uma loja de discos dos EUA e virou sensação na internet. O desafio: decifrar, entre as figuras de uma cena urbana, quais delas remetem a bandas e artistas de pop e rock. O desenho de um príncipe, por exemplo, revelava o cantor Prince (”príncipe”, em inglês). Duas garotas se beijando formavam a banda Kiss (beijo). E assim por diante…

A coluna pegou carona no fenômeno e criou a versão brasileira do jogo. Na figura abaixo, estão “escondidos” 37 nomes da música brasileira, entre bandas e artistas, atuantes ou extintos, do rock ao funk. Assim como na versão americana, desafiamos os leitores com enigmas mais fáceis e outros complexos.

| Respostas

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Coca-Cola Genghis Khan

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006 | 17:20

Uma nova campanha da Coca-Cola na televisão gerou polêmica nos Estados Unidos. A empresa usa a imagem do imperador mongol da Idade Média Gêngis Khan, conhecido como “Grande Matador”, para promover a venda do refrigerante.

Segundo nota publicada na edição online da revista Advertising Age, o filme “New Fritz” tem recebido críticas tanto de consumidores quanto de agências de publicidade norte-americanas, que consideram a polêmica peça “um estimulo à violência”.

No filme, o personagem principal (Fritz) inventa uma máquina do tempo e leva para o passado produtos que só existem atualmente. A Coca-Cola faz sucesso - inclusive entre figuras históricas, como a francesa Joana D’Arc - e obriga Fritz a continuar viajando no tempo.

Quando sua máquina do tempo quebra, Fritz provoca a ira de Gêngis Khan, líder que comandou o exército da Mongólia nas conquistas da Mesopotâmia, Pérsia, Afeganistão, Paquistão e norte da Índia.

A AdAge cita a propaganda como uma das primeiras ações da nova chefe de marketing da Coca-Cola, Mary Minnick, apelidada no mundo da publicidade por “Scary Mary”. Minnick é conhecida por endossar campanhas polêmicas e de formato pouco ortodoxo.

| Retirado do Invertia

Nota do Brainstorm #9: O comercial foi criado pela Wieden+Kennedy. Assista clicando no “play” abaixo.

Nota do Brainstorm #9 - 2: Isso mesmo. Agora prendam todos os professores de história. Eles incitam a violência falando de Genghis Khan nas escolas.

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Rimmel waterproof

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2006 | 9:54

Princípio básico da criação publicitária: associação de elementos. Ou seja, juntar uma coisa com outra. Melhor ainda quando é algo do cotidiano mas que nínguem nunca deu a mínima.

Campanha criada pela JWT de Barcelona para o rimmel a prova d’água da Coty. A assinatura diz apenas: “100% waterproof”.

Ouro no Festival Publicitario Iberoamericano 2005.

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Your childhood is back

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006 | 12:02

| ATENÇÃO: Assista antes de ler.

Eu não sou tão velho assim, vou fazer 25 anos em 2006. Portanto, os desenhos que assistia na televisão e sempre fui fã são de uma geração diferente da de Speed Racer, Formiga Atômica, Manda-Chuva e afins. Na verdade, detestava quando algum desses desenhos “velhos” tomava lugar do Pica-Pau, Tom e Jerry, He-Man e vários outros no horário da TV.

O que eu lembro claramente é da minha mãe implorando para que eu, um moleque pentelho, não mudasse de canal enquanto passava Speed Racer. “Coisa de velhos”, pensava eu. Certamente o mesmo que meus filhos dirão quando eu fizer discursos nostálgicos a respeito do Pica-Pau e do Chaves (tá, esse último não é desenho, mas Chaves é o mestre do universo de todas as séries de TV e para a fogueira os hereges que disserem o contrário).

Porém, mesmo com essa simpatia nula em relação aos desenhos mais antigos, é impossível não se emocionar com o comercial “Childhood” do canal Boomerang, especializado em cartoons clássicos. Criado pela argentina Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi, o filme é de uma sensibilidade que faz arrepiar quando surge a assinatura lentamente no final. É isso que me fez, por quase 2 anos, buscar esta peça como um desesperado para publicar aqui no Brainstorm #9.

Idéia, produção, imagens, trilha sonora, edição, texto e tudo mais. Um comercial que resume em poucos segundos um turbilhão de sentimentos até pra você, quanto mais para os seus pais. Crianças nas mais variadas situações são mostradas com roupas claramente largas, como se estivessem vestindo camisas, calças, vestidos e sapatos de adultos. Imagens curiosas, instigantes, mas que até o final não dizem nada.

É então que surgem três quadrinhos mostrando cenas de desenhos do tempo da sua mãe, todos exibidos até hoje pelo Boomerang. O espectador se pergunta: “Mas que diabos isso quer dizer?” . Entra a assinatura e é aí que podemos exclamar “putas que o pariu” à vontade: “Your childhood is back” (Sua infância está de volta).

Adultos que, ao verem novamente seus cartoons favoritos, voltaram a ser criança por um breve momento. Aposto que daqui alguns anos, quando fizerem um comercial desses com os desenhos que assistíamos na infância, vai ter muito marmanjão derrubando lágrimas. É uma peça publicitária marcante, e cada vez que zapeio pela TV e vejo o logo do Boomerang esse filme me vem a cabeça.

Talvez seja em mim o princípio da construção de uma marca em um consumidor que antes não tinha qualquer relação com o que se está anunciando. Apelar para a emoção? Isso a publicidade já faz desde que o mundo é mundo, mas raramente de forma tão pontual, compreensível e sem ser piegas. É como se o comercial fosse um simpático senhor que dissesse serenamente: “sim, eu te entendo meu filho”.

“Childhood” é pra mim um dos melhores comerciais do mundo. Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.80 MB.

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Categorias/Tags: Boomerang (Cartoon Network), Entretenimento, Publicações e Veículos de Comunicação, TV/Film
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Alfred, Woody e Quentin

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006 | 10:02

Campanha para divulgar o festival Young Directors Awards, organizada pela associação Commercial Film Producers Of Europe.

Os anúncios foram criados pela TBWA\PHS da Finlândia.

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Compassion? We need your money

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 | 13:05

Quando se quer chocar as pessoas, muito se pensa em exibir imagens fortes, desgraças explicítas e toda sorte de fatos e acontecimentos sádicos. Mas quando se vê essa campanha da World Vision, percebemos que é possível conseguir muito mais sem apelação alguma.

Criados pela DDB Berlin, esses três anúncios falam sobre a fome na África e para isso usam apenas uma ilustração com traços simples, beirando o infantil. Mas não se engane, essa estilização consegue transtornar mesmo assim. Isso porque tocam numa ferida e em atos que as pessoas praticam diariamente.

Cada desenho simboliza uma forma de compaixão, mas que não resulta em atitude alguma. No primeiro, um homem embala balõezinhos de “sinto muito” e envia para as crianças. Lá, elas brincam e comem os balões.

No outro, uma mulher vê na televisão uma matéria sobre a fome. Suas lágrimas são enviadas através de uma magueira para a África, onde são usadas para regar cenouras. O último mostra um cantor que canta em homenagem as crianças famintas, e as notas musicais são colhidas como frutos de uma árvores Alguma semelhança com a realidade?

A assinatura da campanha diz na lata: “It would be great if compassion could help. But we need your money.” (Seria ótimo se a compaixão pudesse ajudar. Mas nós precisamos do seu dinheiro.)

Conceito, direção de arte e redação perfeitas. Cannes 2006 está logo aí, mas o Ouro no Eurobest 2005 essa campanha já levou.

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Eficácia comprovada

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006 | 14:05

Parodiando anúncios de sabão em pó, esta peça criada pela agência belga Air diz: “Anistia Internacional. Eficácia comprovada.”

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