Arquivo para o ano de 2006
Antarctica e Guaraná
Duas ações online que começam hoje, ambas de bebidas.
A primeira é da Antarctica criada pela AlmapBBDO. No Tatuagem da Boa, a Juliana Paes mostra sua nova tatuagem. Não gostou dessa aí do lado? Então você pode pedir pra ela fazer uma com o seu nome, ao mesmo tempo que aproveita para sacanear um amigo.
A outra é para o Guaraná Antarctica, criada pela TV1.com. Hoje, das 12h as 15h, o site br.msn.com vai exibir um banner chamado Torpedo de Bar. Através do próprio banner, sem precisar fazer nenhum tipo de cadastro, você poderá enviar um SMS gratuitamente para aquela pessoa que está interessado(a).
| Hoje no Passado |
- 2006: Xbox 360 | GameSpot Ambush — Quando você tem um site, pode vender o espaço publicitário para quem quiser, não é mesmo? Pois foi o que [...]
- 2005: Think Bigger: Pee — Mais uma para a premiada série “Think Bigger” da Nissan. Também criado pela TBWA Paris. Comprar um [...]
- 2004: Bolo com Royal é assim… — Vejam que excelente idéia a J. Walter Thompson teve para o tradicional fermento em pó Royal. Aproveitando o projeto arquitetônico, [...]
Axe | Rolling [update]
Novo da Axe criado pela BBH de Nova York, para divulgar o sabonete liquído da marca.
| UPDATE - 7/12/06 18:16
Os leitores indicaram e eu publico aqui o comercial da Lowe Brasil para Pepsodent, anterior a esse da Axe. Coincidência?
Sony | Robot
Um institucional da Sony criado pela Y&R Brands de Cingapura.
Mais uma tentativa de criar uma aura “cool” para uma marca que vem sendo considerada a mais “quadradinha” entre as grandes empresas tecnológicas, e muito ameaçada por Samsung e LG.
No ultímo relatório da Interbrand, que mostra as Best Global Brands, a Sony é a marca que mais perdeu posições no ranking, enquanto a Samsung foi a que mais cresceu e já considerada por analistas como “a nova Sony”.
Agências no Second Life

Qualquer publicitário que viva na atual era, não pode entrar em uma rodinha de conversa se não souber do que se trata o Nerd Life, digo, Second Life. O que parecia somente mais uma brincadeira de viciados virtuais ou um The Sims online, transformou-se na mais nova coqueluche marqueteira depois que algumas pessoas passaram a ganhar dinheiro, e digo mais, ganhar muito dinheiro, com a invenção da Linden Lab.
Agora tudo precisa acontecer lá, senão você está por fora. Lançamento de discos, shows, ações de marketing, pré-estréias de filmes, demonstração de produtos e até aulas de Harvard. Logicamente, as agências de publicidade já começaram a demarcar território nesse universo paralelo.
Leo Burnett e BBH foram a primeiras, e as agências brasileiras estão vindo logo atrás: a Bullet foi a primeira agência de promoção do Brasil a levantar os muros virtuais por lá, e essa semana foi a Ginga, a primeira agência interativa da América Latina a estar presente no Second Life.
No site deles você pode ver as imagens da nova “sede”. Bem bacana, além da emulação do mundo real que muitos andam fazendo.
What happens in Vegas, stays in Vegas
“What happens here, stays here” ou sua variante mais famosa (modificada pelas próprias pessoas) “What happens in Vegas, stays in Vegas”, pode ser considerado um dos slogans de maior sucesso dos últimos anos.
Quando entregou sua conta milionária para a agência R&R Partners, a Las Vegas Convention and Visitors Bureau (LVCVB) procurava criar um tagline, um lema realmente diferente de tudo o que estava sendo feito no segmento de destinos. Quem sabe talvez, algo que se equiparasse um dia ao monstruoso sucesso do clássico “I
NY”.
Mas se ainda está longe de repetir o feito do slogan criado em 1977 para a cidade de Nova York, o trabalho da R&R Partners definitavamente já conquistou seu espaço na cultura popular e, principalmente, aquilo que a LVCVB esperava: turistas.
O processo de rebranding de Las Vegas fez a cidade receber o número recorde de 38.5 milhões de visitantes em 2005, com projeção de 39.1 milhões para 2006. Além disso, houve um aumento de 4% nos turistas entre 30 e 39 anos, idade considerada a mais lucrativa pela LVCVB. A expectativa até 2009 é crescer cerca de 20% o turismo de Las Vegas.
O slogan passou por um problema que toda campanha para um destino sofre: o entendimento da própria comunidade. Ao ser apresentado nos testes de conceito, as pessoas tinham dificuldade de enxergar que a comunicação era destinada para quem não mora em Las Vegas, acreditando que “se acontece em casa, fica em casa”, não fazia sentido algum.

De acordo com uma pesquisa publicada no ano passado pela TaglineGuru, cerca de 80% das cidades com mais de 25 mil habitantes já têm ou estão tentando criar um slogan ou lema. Porém, para cada triunfo de um “What happens here…”, existe um número incontável de fracassos, como “You’re going to love it here” (New Hampshire), “Get in on it” (Baltimore), e “Come see for yourself” (New Jersey, e antigamente West Virginia).
Mas ao se apropriar do conhecimento geral de que Las Vegas é uma cidade onde se vai para fazer coisas que você não faria em nenhum outro lugar, a terra dos casamentos instantâneos, das bebedeiras homéricas e toda uma miríade de exageros, e transformar essa imagem em um posicionamento positivo, simpático, “What happens here, stays here” tornou-se em pouco tempo em um case de sucesso.
Atualmente, a LVCVB e a R&R travam batalhas na justiça por direitos de marca, já que desde hotéis até uma pequena confecção de camisetas se apropriaram da frase. O casino Palms, por exemplo, criativamente fez sua própria versão “What happens at the Palms never happened.” (O que acontece no Palms, nunca aconteceu).
E talvez aí, em intermináveis disputas judiciais, esteja um erro de estratégia que pode arruinar toda a simpatia conquistada pela campanha. Se virou cultura popular é domínio público. Deveriam comemorar, e não comprar uma briga que não ajudará em nada Las Vegas. Disputa que faz ainda menos sentido quando se lembra que estamos falando de uma cidade, uma “instuição” pública, e não um bem ou empresa.
Abaixo você pode assistir algumas das milhares de referências que “What happens in Vegas, stays in Vegas” ganhou na cultura pop, e em seguida alguns dos diversos comerciais da campanha.
Selulloid AG | A Conquista do Espaço
Como você já deve ter percebido aí na barrinha lateral do Brainstorm #9, a Selulloid AG, agência especializada em comunicação por conteúdo (ComCon), criou um programa de talentos diferente. Nada de dinâmicas tediosas e intermináveis, que no fim das contas podem deixar escondido o verdadeiro talento de alguem.
Para participar do “A Conquista do Espaço”, o candidato deve contar a história de sua vida e mostrar sua criatividade através de um trabalho em qualquer formato: texto, fotos, pinturas, fotomontagem, planilha de excel, vídeo de animação, histórias em quadrinhos, um lay-out de revista, um repente, música de protesto, literatura de cordel, site, origami etc.
E o melhor: é aberto para qualquer é área. Não importa se você é jornalista, publicitário, programador, designer, administrador, etc, basta saber contar histórias. São duas vagas de estágio para 2007 e os escolhidos sairão da programa de talentos. Os candidatos podem estar cursando qualquer curso.
Interessou? Então envie seu material através do “A Conquista do Espaço”. No site você encontra o regulamento completo e mais informações sobre o andamento do programa.
MTV | Shot
No último dia 1 de Dezembro, o Dia Internacional de Luta contra a Aids, as MTV’s do mundo inteiro veicularam campanhas de conscientização em relação ao sexo seguro.
A melhor que vi vem de Portugal, criado pela Ogilvy de Lisboa. Uma metáfora devastadora para mostrar as conseqüências do sexo sem proteção.
Nesse caso, enfatizando o alto crescimento do número de mulheres heterossexuais abaixo dos 30 anos de idade que são infectadas com o HIV.
Detalhe sem importância: Notem que na placa do carro é possível ver a palavra “Ogilvy”
O Labirinto do Fauno *****
Às vezes me surpreendo ao ver uma como uma história simples pode ser contada de forma inesquecível. Quero dizer, não tão simples assim, já que “O Labirinto do Fauno” é uma sombria fábula para adultos, que abre espaço para discutir temas sociais e fazer alegorias políticas.
A mistura do real e fantasia deixa claro o constraste entre esses dois mundos. Coloca a ficção sendo usada como fuga, para em seguida mostrar a realidade inescapável. Poético ao mesmo tempo em que é violento. Lúdico ao mesmo tempo em que é escatológico.
Dirigido por Guillermo del Toro (“Hellboy”), “O Labirinto do Fauno” é como um “Peixe Grande” pessimista, onde a fantasia e o extraordinário são usados para provar que, sim, o mundo é cruel.
Tecnicamente impecável, del Toro usa o que aprendeu na máquina de moer hollywoodiana (livrando seu filme dela, logicamente) e constrói um visual fantástico, com uma bela fotografia e linda trilha sonora (que você pode ouvir inteira aqui), composta por Javier Navarrete.
Não por menos, “O Labirinto do Fauno” é a aposta do México para filme estrangeiro no Oscar 2007. Uma pérola escondida (infelizmente) nos cinemas, da qual você não vai sair ileso.












