Absolut Tracks e Sagatiba “Eterna Busca”
No intuito de transformar a mensagem de marca em conteúdo relevante e envolvente para o público, cada vez mais empresas estão buscando integração com conteúdo, seja informativo ou entretenimento. Aqui mesmo no Brainstorm #9 já comentei diversos exemplos desse tipo de comunicação, cada vez mais necessária em uma era em que os consumidores tem acesso a tudo ao mesmo tempo agora.
Marcas que estão buscando contato com as pessoas através da música, por exemplo, são diversas, desde um simples patrocínio, um festival que leve o nome da empresa, até aquelas que estão oferecendo conteúdo exclusivo. A Absolut é uma que se encaixa nessa última opção. Além de vários outros projetos culturais interessantes em que está envolvida, a vodka sueca lançou recentemente o Absolut Tracks.

A inicativa tem a proposta de mostrar diversas interpretações musicais baseadas na experiência de se tormar Absolut. E começou logo de cara com uma música exclusiva gravada por Lenny Kravitz. Chamada “Breathe”, a canção ganhou ainda remixagem de dez outros artistas, de vários locais do mundo, garantindo mais conteúdo exclusivo. O mais bacana disso, é que a marca Absolut entra como parte integrante de um projeto cultural mesmo, não tem seu nome citado na música, e foge de parecer um mero merchandising com um artista pop vendido.
Aqui no Brasil, lá pelos idos de 1969, Os Mutantes gravaram uma música para a Shell. Na verdade, tinha intenção de ser um jingle mesmo, mas a letra era tão sutil que acabou entrando no disco “Mutantes”, como a faixa “Algo Mais”. Se estávamos longe da interatividade de hoje, não deixava de ser uma comunicação por conteúdo, mesmo que a proposta não fosse essa.
Nessa semana, a cachaça Sagatiba deflagrou sua nova campanha também aproveitando a onda do conteúdo. O próximo álbum do Seu Jorge, “Nova América”, que será lançado em março de 2007, trará uma música chamada “Eterna Busca”. É quase um mantra no qual Seu Jorge repete a palavra “Sagatiba” diversas vezes durante a letra. A canção, que já está sendo executada nas rádios, tem o arquivo mp3 disponível para download no site da marca, e está sendo acompanhada por uma campanha de grafite nas ruas.

Agora, comparando a ação da Absolut e a da Sagatiba, qual é a diferença? São duas excelentes propostas, mas acredito que tenha faltado um pouco mais de ousadia, que pode ser traduzida por sutileza, para a iniciativa da Sagatiba. Tudo bem que existe um significado especial por trás do nome da marca, mas a repetição e associação com um produto faz a música composta pelo Seu Jorge parecer quase um jingle.
E digo que isso pode ser um estorvo, pois o público está cada vez mais cético em relação a propaganda. E o público da Sagatiba, acredito eu, ainda mais. Rejeitam qualquer mensagem que não pareça sincera, rejeitam o auto-elogio. É por isso mesmo que tanto se fala atualmente em conteúdo e relevância.
Enquanto a Absolut estabelece uma relação muito mais profunda com o consumidor, a Sagatiba pode conseguir o efeito contrário. Bem, mas devo lembrar que tudo isso não passa de um chute. De repente a música do Seu Jorge vira um hit do dia pra noite (ou com um pouquinho de jabá), e aí eu mordo a língua bonito.













Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006 - 19:20
Tem também a ação do Jota Quest com o lançamento da marca éh!
Usam a trilha e patrocinam a tour deles.
O site e a ação da absolout são kick ass.
North Kingdom kick ass tmb.
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006 - 21:08
Agora larguei esse cara de mão, de uma vez por todas. Primeiro apareceu na campanha da Aracruz ( …), agora essa. Uma coisa é gravar um jingle, vender os direitos de alguma música pra propaganda, outra beeeem diferente é colocar a publicidade pra dentro do album dele. Ridículo. Parece merchandising de novela.
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006 - 21:41
Pensei exatamente isto ao ouvir a música na Eldorado FM, daqui de SP, já há uns dois meses.
E os caras ainda lançaram a música com exclusividade na rádio, que tem um público selecionado e com alto poder aquisitivo - logo, teoricamente mais informado - e nem um pio sobre o product placement escancarado.
Perdram uma ótima chance, acredito eu, de fazer uma coisa simpática.
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 7:15
Acho incrível e fico ainda muito admirado pela criatividade e expertise que muitos publicitários encontram para associar uma marca e conquistar share. Aliás, muito share. Essa idéia é fenomenal na ação de artistas com marcas consagradas. Já era conhecida, mas, aplicado a demanda do mercado fica ainda bem melhor e mais criativa.
parabéns pela postagem dessa matérias. muito boa!
abraços, ike
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 9:49
O site da absolut é show, alias como toda a comunicação da marca.
Mas essa do Seu Jorge é de dar pena. Se ficasse claro que é promoção de uma marca, ficaria até simpatico como disse o colega no outro post. Mas achar que Sagatiba é uma palavra de uso comum é ofender a nossa inteligencia.
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 10:56
Concordo com o amigo de cima, a idéia da Absolut eh otima, ela eh feita de forma discreta, sem qurer se mostrar tanto pro consumidor. Agora, essa da Sagatiba e do Seu Jorge eh forçação. Tudo bem se a musica fosse usada apenas como jingle de uma campanha, mas daí a colocá-la num álbum… ah, paciência! Eh pra criar antipatia.
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 11:41
Grafiti e Stencil pra fazer propaganda é sujeira da grossa. Forçarama barra nessa da sagatiba. E vêm forçando muito com esse negócio de street art e tal. Acho que falta respeito, a idéia num é tomar de volta na rua um pouco do espaço que a publicidade tomou?
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 11:42
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 12:06
Ué, não entendo porque tanta chiadeira. Fui até o site da Sagatiba, baixei a música e gostei dela! Oras, oO Jorge Ben fez uma música chamada W/Brasil, a Janis Joplin dizia que queria uma Mercedes Benz, o Tom Hanks fez o maior merchandising da Federal Express naquele filme Náufrago, e assim por diante! Vivemos em um mundo cercado de marcas, e, a não ser que os reclamões de plantão morem no meio da selva amazônica, elas fazem parte integrante de nossas vidas, quer vocês queiram ou não! Eu achei ótimo ver a Sagatiba ter contratado um baita músico como o Seu Jorge pra fazer algo muito melhor do que “quer pagar quanto” ou “experimenta, experimenta, experimenta”! Vamos valorizar a criatividade e deixar de hipocrisia, pô!
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 12:14
Eu gostei da música, não me importo se parece um jingle ou não ou quantas vezes eles disseram sagatiba na letra. Gosto do seu Jorge e isso não me fez gostar menos não, a música ficou legal, dançante. Concordo com a Paula, Janis Joplin é a melhor forma de mostrar que não tem mal nenhum em colocar um produto em uma letra de música. Me parece as vezes que quem comenta aqui vive em um mundo utópico onde todos tem que ser perfeitos, éticos e criativos e a propaganda precisa ser sútil mas marcar, ser eficiente, mas não parecer propaganda… Ahhh…
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 13:01
Vamos por partes,
Não vejo mal nenhum em o cara falar nomes de produtos na música, mas ele está sendo promovido pela marca, tem a musica no site, ou seja praticamente patrocinado pela Sagatiba, entao fica forçado.
ao contrário da Janis e do Jorge Ben que fizeram as respectivas músicas por que quiseram, ninguem pagou pra eles falarem de W ou de Mercedez. E outra a música da Janis é uma alusão ao consumismo, onde preenchemos a vida com bens materiais e continuamos infelizes. Ouçam as músicas antes.
Repito, se fosse mais aberto o lance ficaria ótimo, mas tentar convencer de que Sagatiba é algo a mais alem da marca, é forçar a barra.
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 14:33
eu era mó fã desse negão cara
mas, aí veio:
skol, kaiser, aracruz…
tipo e agora sagatiba…
fala sério.
u ó!
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 15:09
Bem, eu sou um amante de games e vamos dizer que estou na área a tempos. É comum isso inclusive nesse mercado que lucra mais que cinema. A banda Cardigans tem um album chamado “Gran Turismo” e só em uma entrevista a banda deixou claro que era um tributo ao jogo, tanto que acabou virando trilha sonora na terceira versão do jogo para Playstation 2. Trapt (uma banda de rock alternativo americana) compôs uma música exclusiva para o Mortal Kombat V. Temos remixes exclusivos de Goldfrapp para Need for Speed Carbon que foi lançado recentemente. Goldfrapp eu não sei como rolou, mas os outros 2 exemplos ajudaram e muito a vender os jogos, e o contrário também, quem jogava acabou gostando das músicas e adquiriu os CDs. Na área de jogos há muita coisa do estilo, tem a série Tony Hawk que já recebeu prêmios por “relembrarem” músicas que não fizeram tanto sucesso na época que foram lançadas, mas que estouraram como hits nas rádios de hard core / punk 10 ou até 20 anos depois de lançadas, as famosas músicas lançadas nas épocas erradas…
Absolut é sensacional, tudo bem que está sendo mais lembrada agora por ter lançado a música Breathe do sr. chapinha, mas já fez muita coisa com DJs famosos e em breve deve fazer mais e mais, afinal de contas tudo o que eles decidem, há uma mega ação de marketing por trás, não? Essa empresa sim tem um mega planejamento desde o começo.
Agora, Sagatiba me dá dor de cabeça apesar de muito gostosa e Seu Jorge não é algo que eu ouço, portanto…
[]´s
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 - 22:16
E o pior não é isso. A exemplo do que foi feito pelos produtores do filme “A concepção”, há vários postes em São Paulo literalmente PIXADOS com a cara do artista e os dizeres “Eterna busca do valor mais puro”. Pixados mesmo, feitos com spray preto, difícil de ser removido, nos obrigando a ver a sua mensagem tão vazia sem que haja nenhum tipo de contrapartida para a sociedade, seja através de impostos ou uma política de responsabilidade social.
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006 - 8:40
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006 - 12:59
aff…..deixar d ser admirar o trabalho d um cara como o seu jorge apenas por faze publicidade eh no minimo lamentável. Ora, vamos odiar o Ronaldinho Gaucho, o Zeca Pagodinho, e etc.
Concordo com o Breno ao dizer q eh um belo jingle e ponto. Vamos acordar e parar d fantasiar criando teses e teorias complexas sobre algo q eh simples.
Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006 - 11:43
Alguém quer algo muito mais forte num “marketing” de algum produto associado à música??
Alguém ae já ouviu os albuns (2) do Tim Maia Racional… pode falar o que quiser, mas não deixa de ser uma ação com um belo dum marketing doidão… hehehe…
Se vcs acharam q o Seo Jorge repetiu o “sagatiba” muitas vezes, é pq não ouviram o 2 discos sobre “O LIVRO”…
SALVE o TIM.
Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006 - 14:27
Peraí gente. A música é uma expressão artística onde se expressa o seu ponto de vista sobre algum assunto. Isso do Seu Jorge, excelente músico por sinal, não é música e sim um jingle.
A questão é que estão tentando camuflar esse jingle como uma música, ganhando espaço em rádios e TVs. Além do mais geram essa polêmica que é super benéfico para a Sagatiba.
Acho errado da parte dos ouvintes e amantes da música aceitarem essa fusão pois isso torna tudo comercial extinguindo cada vez mais uma arte tão rica quando a música.
É importante mantermos as duas coisas separadas ou então estaremos alienando cada vez mais a massa ignorante que não distingue essas duas coisas.
Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006 - 11:37
se eles querem fazer relacionado a arte urbana para agregar valor que eles façam graffitis como esse da foto que agrega a rua ou stencils mais artisticos… e em lugares propícios…
Eu acho do caralho fazer os graffitis, pois é um trmapo que os graffiteiros podem fazer e ganhar um troco, e a cidade fica mais bonita… claro que tem que ser algo sutil… menos escancarado a propaganda… como na musica eu achei que ficou muito forçado…poderia ser mais leve a presença da sagatiba na musica…
eu vi uns lambes que apoiam o lançamento do cd tbm….
Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006 - 13:00
Eu gostei da música do Seu Jorge… Ficou uma letra suave, gostosa de ouvir… Logo suspeitei q era da cachaça, mas mesmo assim gostei.
Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006 - 19:05
As peças em stencil da Sagatiba são tão toscas que parece propaganda de igreja!
“A eterna busca do valor mais puro” com um desenho borrado do Seu Jorge que mais parece Jesus certamente não é o tipo de branding que a Sagatiba espera.
Bola fora!
Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006 - 20:58
pooooooooo o MERIGO me lembro de uma coisa !!!
vcs se lembram dakela musica do Mamonas Assassinas q falava das Casas Bahia !?
massss eh como foi dito ! ali foi uma comunicação sutil da marca, onde esta nao foi adicionada de forma publicitária, o que causaria um certo ceticismo no publico, e sim de forma até ingraçada !
Excelente comentário MERIGO !
vc me lembrou o que Seth Godin disse em seu livro “todo marketeiro é mentiroso”
Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006 - 20:59
desculpem-me pelo português porco !!!
Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006 - 12:54
Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007 - 22:57
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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007 - 22:58
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Terça-feira, 13 de Março de 2007 - 2:17
Ivete também canta a música Completo para o Bradesco. E ouvindo a música, também nem parece propaganda.
Terça-feira, 3 de Julho de 2007 - 9:14
Se do ponto de vista dito “artístico”, é uma m…; se do ponto de vista financeiro, dá pra compreender. Afinal, a coisa tá preta, dinheiro tá difícil e Seu Jorge pode ter apenas desejado garantir o leite dos meninos…