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What happens in Vegas, stays in Vegas

Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 | 12:48 pm

“What happens here, stays here” ou sua variante mais famosa (modificada pelas próprias pessoas) “What happens in Vegas, stays in Vegas”, pode ser considerado um dos slogans de maior sucesso dos últimos anos.

Quando entregou sua conta milionária para a agência R&R Partners, a Las Vegas Convention and Visitors Bureau (LVCVB) procurava criar um tagline, um lema realmente diferente de tudo o que estava sendo feito no segmento de destinos. Quem sabe talvez, algo que se equiparasse um dia ao monstruoso sucesso do clássico “INY”.

Mas se ainda está longe de repetir o feito do slogan criado em 1977 para a cidade de Nova York, o trabalho da R&R Partners definitavamente já conquistou seu espaço na cultura popular e, principalmente, aquilo que a LVCVB esperava: turistas.

O processo de rebranding de Las Vegas fez a cidade receber o número recorde de 38.5 milhões de visitantes em 2005, com projeção de 39.1 milhões para 2006. Além disso, houve um aumento de 4% nos turistas entre 30 e 39 anos, idade considerada a mais lucrativa pela LVCVB. A expectativa até 2009 é crescer cerca de 20% o turismo de Las Vegas.

O slogan passou por um problema que toda campanha para um destino sofre: o entendimento da própria comunidade. Ao ser apresentado nos testes de conceito, as pessoas tinham dificuldade de enxergar que a comunicação era destinada para quem não mora em Las Vegas, acreditando que “se acontece em casa, fica em casa”, não fazia sentido algum.

De acordo com uma pesquisa publicada no ano passado pela TaglineGuru, cerca de 80% das cidades com mais de 25 mil habitantes já têm ou estão tentando criar um slogan ou lema. Porém, para cada triunfo de um “What happens here…”, existe um número incontável de fracassos, como “You’re going to love it here” (New Hampshire), “Get in on it” (Baltimore), e “Come see for yourself” (New Jersey, e antigamente West Virginia).

Mas ao se apropriar do conhecimento geral de que Las Vegas é uma cidade onde se vai para fazer coisas que você não faria em nenhum outro lugar, a terra dos casamentos instantâneos, das bebedeiras homéricas e toda uma miríade de exageros, e transformar essa imagem em um posicionamento positivo, simpático, “What happens here, stays here” tornou-se em pouco tempo em um case de sucesso.

Atualmente, a LVCVB e a R&R travam batalhas na justiça por direitos de marca, já que desde hotéis até uma pequena confecção de camisetas se apropriaram da frase. O casino Palms, por exemplo, criativamente fez sua própria versão “What happens at the Palms never happened.” (O que acontece no Palms, nunca aconteceu).

E talvez aí, em intermináveis disputas judiciais, esteja um erro de estratégia que pode arruinar toda a simpatia conquistada pela campanha. Se virou cultura popular é domínio público. Deveriam comemorar, e não comprar uma briga que não ajudará em nada Las Vegas. Disputa que faz ainda menos sentido quando se lembra que estamos falando de uma cidade, uma “instuição” pública, e não um bem ou empresa.

Abaixo você pode assistir algumas das milhares de referências que “What happens in Vegas, stays in Vegas” ganhou na cultura pop, e em seguida alguns dos diversos comerciais da campanha.

Caregorias/Tags: TV/Film, Viagem e Lazer
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7 Comentários para “What happens in Vegas, stays in Vegas”

  1. Nélio Oliveira:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 13:04

    Começando a falar sobre coisas interessantes Merigo? O que houve, está com febre?

    Bom, apesar de ter ido aos EUA mais vezes que possa contar nos dedos das duas mãos, nunca tive interesse em conhecer Las Vegas, mas isso até virar fã da série CSI, desde então, visitei a cidade duas vezes e não tenho reclamações, só não fui mais por falta de tempo e não dinheiro.

    Vegas só não é perfeita pela quantidade de farofeiros, pilantras e demais parasitas sociais que lá chegam todos os dias, congestionando as ruas, pedindo esmolas ou simplesmente ficando imóveis olhando com olhos aguados para você gastar o SEU dinheiro nas mesas.

    Apesar de ser contra atitudes violentas, abro uma excessão quando vejo um leão de chacára (nenhum deles se parece com Joe Pesci, infelizmente) expulsar a chutes um desses trastes dispensáveis de dentro dos cassinos, chego a rir por dentro de satisfação.


  2. Tim:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 13:27

  3. Roberto Vargas:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 15:45

    Achei legal. Bem interessante eles preocuparem se os moradores iriam gostar do assunto. Mostra preocupação por quem fez a campanha e até quem sabe, pelo prefeito.


  4. Claudio Abranches:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 16:00

    tsc, tsc, tsc. Nelio contar as vezes que voce foi aos EUA como mula nao vale!! Todo mundo sabe que eles pagam a passagem no maximo ate Miami, por isso voce nunca conheceu Vegas. Mude de profissao e quem sabe voce chega la. E realmente concodo com voce, o Merigo nao comenta nada interessante, prefiro mil vezes acompanhar as suas aventuras com seu alter ego lindinha, isso sim eh papo cabeca!


  5. Fábio:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 18:00

    O que acontece na balada fica na balada…Frase tão usada aqui. Achei D+ a campanha.


  6. Alexandre Cavalari:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 18:09

    Ihhh O Merigo surtou de novo… Todo mundo sabe que o Nélio é uma personalidade alternativa (e muito chata) do Merigo…


  7. disllex:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 22:49

    belo post, merigo



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