ICA | Pasquale
De tempos em tempos, trago a tona aqui no Brainstorm #9 a velha discussão de como comunicar varejo. É óbvio que existem clientes e clientes, consumidores e consumidores, mas existem provas de sucesso de que não é preciso ser chato e repetitivo na hora de anunciar produtos e preços.
O exemplo mais famoso vem da Suécia, do supermercado ICA, com o excelente comercial “The Banana” que publiquei aqui em abril do ano passado. Recentemente, a ICA resolveu repetir a dose e mais uma vez conseguiu unir varejo com “conteúdo”, anunciando preço ao mesmo tempo que leva entretenimento ao seu público.
A agência King criou nada menos que uma série de TV em forma de anúncios de 45 segundos, com um novo episódio sendo exibido a cada semana. A série mostra o cotidiano dos funcionários da rede de supermercados, incluindo um sujeito chamado Pasquale, especialista em etiquetar os preços nos produtos.
Uma campanha auto-referencial que, além de anunciar ofertas com entretenimento evitando tornar-se paisagem para o espectador, tinha o grande potencial de gerar um sentimento de expectativa nas pessoas, curiosas em saber o próximo capítulo da história. Prova de que ainda é possível inovar na mídia tradicional.
Abaixo você pode assistir três episódios da campanha, que foi premiada no Epica 2006.
| Episode 178
| Episode 180
| Episode 182













Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 - 20:21
fantastique! hehe
o “colocador de preços” é francês. por que será?
abraço,
Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 - 21:17
hehe…muito bom!!
porque não vejo nada disso no varejo brasileiro??!
“quer pagar quanto?!” ah, fala sério…
(o da banana do ano passado também é ótimo!)
Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 - 23:37
Viu, a série td n caiu na internet?
flws
Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006 - 23:58
Um filme muito divertido. Que bom se houvesse mais varejo assim.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 8:38
Esse tipo de comunicação aqui provavelmente não daria muito certo.
Um problema é que o entretenimento acaba superando a mensagem (ofertas)… Os produtos e o preço não ganham destaque, consequentemente passando desapercebido por muitas pessoas…
Portanto eu ainda acho que os comerciais chatos do “quer pagar quanto” funcionariam melhor do que este comercial (pelomenos aqui), muito embora é obvio que este em questão é bem mais divertido.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 9:57
Não concordo muito com o Rael, não.
Para ser franco, pensamentos assim que fazem o varejo ficar cada vez mais parecido com paisagem.
Varejo de preço só é novidade a primeira vez que passa, porque a função é apenas informar o preço. As outras milhares de inserções transformam o que já era chato em insuportável.
Por isso, fiquei maravilhado com os filmes da ICA. Do caralho mesmo!
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 11:31
MAIS C’EST PAS POSSIBLE DE TRAVAILLER AVEC CES AMATEURS!
absolutamente sensacional. o detalhe de família do pasquale é de chorar de rir.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 11:32
“porque não vejo nada disso no varejo brasileiro??!”
Mike, você não vê nada do tipo por aqui pois nossos publicitários não primam pela criatividade/originalidade. Aposto que suas campanhas publicitárias são do nível do Guaraná Dolly, com o Bam-Bam pulando na tela feito macaco.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 11:32
Renato, não vejo o problema como transformar nosso trabalho em paisagem. Antes fosse este o caso.
Acredito que o problema do varejo gritado está a longo prazo. Hoje vende que é uma belezura… Mas amanhã tem neguim fazendo mais barato.
O que falta no varejo da gente, e pelo jeito sobra no varejo do exemplo, é justo a diversão… Os preços estão lá, o produto também e ainda fica legal assistir e imaginar o que o “preceiro” vai aprontar com os que duvidem da sua agilidade.
Além disso, acredito firmemente que o grande problema que as campanhas gritadas trazem é acabar de vez com a famosa marca… se é que ela existiu por essas bandas um dia. A gente compra uma oferta do dia e nada mais. E nos outros dias? Será que voltamos para comprar no mesmo lugar?
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 15:45
A criatividade rareia em épocas em que os mais famosos publicitários só são manchetes de jornal quando estão ligados a desvios da verba pública.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 15:56
“Mike, você não vê nada do tipo por aqui pois nossos publicitários não primam pela criatividade/originalidade.”
acredito que faltou completar a frase com a expressão “no varejo”.
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 16:05
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 17:00
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006 - 18:52
Meu deus que campanha genial. Eu vi o terceiro vídeo umas quatro vezes, achei muito engraçado a hora que ele lambe a flechinha. Muito bem bolado esses vídeos
Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006 - 14:24
Legal, mas chupado. Stalimir Vieira já mandou essa na Argentina há muito tempo atrás, para o supermercado Ekono.
Um clássico que até hoje é tema de suas palestras pela Abap, vide o puta resultado obtido.
E sim, podemos unir varejo com “conteúdo”.
Só não sei até onde isso foi inovador na mídia tradicional.
Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007 - 15:20
Grande Zóio, obrigado pelo registro.