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Arquivo para o mês de Julho de 2006

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Heineken | Fridge Dog

Terça-feira, 18 de Julho de 2006 | 12:41

Um cachorro decide enterrar a Heineken de seu dono, mas é lógico que ele tem bons motivos pra isso. Anúncio criado pela JWT da Itália.

Categorias/Tags: Bebidas Alcóolicas, Heineken, TV/Film
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| Hoje no Passado |

  • 2006: Ford Ranger XLT — Criada pela Ogilvy, uma ótima campanha teaser para a nova Ford Ranger XLT. | Via Adverbox

Adidas | Transformation

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006 | 16:35

Comerciais que mostram a evolução de alguma coisa são clichês, eu sei, mas esse da Adidas ficou bacana. Uma animação mostra o computador evoluindo, até se transformar no tênis inteligente da marca alemã. Aquele mesmo do famoso “Hello Tomorrow”.

Conceito criado pela TBWA: “The computer that hoops”. A trilha sonora ajuda muito.

Categorias/Tags: Adidas, Esportes, Moda, TV/Film
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Superman: O Retorno ****

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006 | 1:25

É lógico que ver Superman no século 21, com tudo o que a tecnologia dos efeitos digitais pode oferecer, é algo que muita gente esperou por muito tempo. É claro que ver Superman em cenas como a do avião em queda livre e um estádio de beisebol é de fazer levantar na sala de cinema e aplaudir. E sem esquecer que, finalmente, Superman voa de verdade.

Mas a maior qualidade de “Superman: O Retorno” é a homenagem que presta ao filme original, de 1978. Está tudo lá: diálogos memoráveis, piadas, planos de câmera, créditos iniciais, trilha sonora, o aspecto da Fortaleza da Solidão, a maneira como ele salva Louis Lane pela primeira vez e, claro, Marlon Brando e seu Jor-El dizendo: “I have sent them you, my only son…”

Assim como fez com X-Men, o diretor Bryan Singer prova seu respeito e fidelidade com super-heróis, entregando justamente aquilo que os fãs esperariam, e melhor, os deixando em estado de êxtase ao reverenciar o legado deixado por Christopher Reeve e Richard Donner. Singer nos faz crer em um mundo onde Superman III e IV nunca existiram.

Pra quem tinha medo de Brandon Routh, o cara provou ser ideal para o papel do Homem de Aço. Não só fisicamente, mas porque consegue demonstrar a complexidade emocional do herói. Claro que não tem o carisma que Reeve empregava a Clark Kent, mas mostrou que todo aquele drama feito pelos fãs após as imagens iniciais não se justificava.

Mas sempre existe um porém. Bryan Singer também tem sua kriptonita, já que “Superman: O Retorno” perde o ritmo em diversos momentos, algo que nunca acontecia com seus X-Men’s. E sem contar alguns furos de roteiro se formos considerar nos mínimos detalhes todos os fatos apresentados nos dois primeiros filmes da série (que são o ponto de partida para o filme de Singer).

Agora, ir ao cinema e ver Superman voando ao som da clássica trilha de John Williams (um dos temas mais memoráveis da história da sétima arte), é uma sensação inenarrável, que aguardava desde que assistia aqueles efeitos toscos na Sessão da Tarde quando criança.

Sensação essa que espero repetir em 2009, quando o Homem de Aço estrear na tela grande mais uma vez e, ainda bem, pelas mãos de Bryan Singer.

Categorias/Tags: Cinema
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Meow Mix House

Sábado, 15 de Julho de 2006 | 14:05

Esta aí mais um excelente exemplo de como criar um marketing relevante, unindo entretenimento e ação social.

Assim como um Big Brother, o Meow Mix House é um reality show em que 10 participantes convivem dentro de uma casa e, através de votação, o público decide quem deve ficar ou sair. A diferença é que os participantes do programa são gatos, e cada gato que sai da casa ganha um dono.

É possível acompanhar o reality show através da webcam online, na própria casa (que fica na Madison Avenue em Manhattan) ou pelos episódios de três minutos semanais que estão sendo exibidos no canal Animal Planet.

Ira Cohen, diretor de propaganda e marketing da marca de ração Meow Mix, chama isso de “o programa dentro de um programa”, o que certamente é bem mais eficiente do que um simples comercial.

Além de ser uma poderosa ferramenta de marketing para a Meow Mix, a idéia tem o objetivo de conscientizar e mostrar a importancia da adoção de animais. Os gatos que participam da Meow Mix House são pegos de abrigos ou de grupos de resgate como a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, de Nova York.

Interessante observar como esse tipo de branded entertainment consegue reunir vários aspectos importantes de uma só vez. Uma ação similar ao programa Feed Me Better, da rede de supermercados Sainsbury’s e do star-chef Jamie Oliver, visando melhorar a alimentação das crianças nas escolas britânicas.

E importante não apenas pelo problema dos animais abandonados, que também merece nossa atenção como tantos outros, mas porque os próprios consumidores tornaram-se resistentes a publicidade convencional e preferem consumir marcas que contribuam para um desenvolvimento sustentável.

Assista o primeiro episódio da Meow Mix House abaixo e acesse o site do programa para acompanhar os outros.

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Categorias/Tags: Animais de estimação, Branded Entertainment, TV/Film, Viral/Internet
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Levi’s | News Story

Sexta-feira, 14 de Julho de 2006 | 12:22

Novo filme da Levi’s criado pela BBH de NY. Nada novo, mas interessante.

Categorias/Tags: Levi's, Moda, TV/Film
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Fale BenQ

Sexta-feira, 14 de Julho de 2006 | 11:12

Certamente você já viu no ViuIsso?, mas vale a pena ficar de olho na ‘consumer generated media’ da campanha “Fala BenQ”, criada pela 10′ Minutos. Tem surgido vídeos bem bacanas e criativos.

O desafio aqui é apresentar para o mercado brasileiro a maneira correta de se pronunciar BenQ, marca da fabricante taiwanesa de eletrônicos que recentemente adquiriu a divisão de celulares da Siemens.

Os usuários postam seus próprios vídeos falando BenQ, que vão parar direto no YouTube. Os melhores serão premiados com celulares BenQ CF110 e serão exibidos no maior painel eletrônico da América Latina.

Categorias/Tags: Audio, Video e Foto, Telecomunicações, Viral/Internet
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Vodafone | Network

Quinta-feira, 13 de Julho de 2006 | 14:40

Criado pela JWT London, este novo filme para a Vodafone mostra diversos momentos decisivos da vida, que você não pode correr o risco de perder.

A associação com telefonia é óbvia, já que muitos desses momentos acontecem via telefone e, segundo o conceito, nenhuma rede é mais confiável do que a Vodafone.

É mais uma bela peça de “emo-marketing”, mas que joga sujo. Porque usar o tema de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, composto por John Brion, deixa qualquer coisa emotiva.

Categorias/Tags: TV/Film, Telecomunicações, Vodafone
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The Long Tail

Quarta-feira, 12 de Julho de 2006 | 19:39

Certamente você já deve ter lido ou ouvido falar algo sobre Long Tail (Cauda Longa). A idéia não é novidade, mas cada vez mais parece fazer sentido no atual cenário em que vivemos. E nós somos tão responsáveis por isso, que é impossível não ficar fascinado pelo assunto.

Termo cunhado por Chris Anderson, editor da Wired e ex-Economist, em 2002, Long Tail explica o poder dos nichos frente aos grandalhões da indústria e promete selar o fim da era dos blockbusters. Agora, são as pessoas que determinam o que merece sucesso. O nome “cauda longa” é devido do formato do gráfico gerado: os grandes ocupam o topo, mas um pequeno espaço, enquanto os nichos são pequenos e infinitos.

As grandes corporações - gravadoras, produtoras, estúdios, emissoras, varejistas - sempre dependeram amplamente de grandes sucessos para sobreviver. É o que Anderson chama de “tirania do topo”, a qual nós mesmos fomos condicionados.

Utilizamos a parada de sucessos, os números de bilheteria, da mesma maneira como acompanhamos uma tabela do campeonato de futebol - para separar os grandes vencedores dos perdedores óbvios. É assim que sempre funcionou a nossa e a visão do mercado: senão for um hit, foi um erro.

Acontece que a internet transformou esse modelo econômico em algo que não funciona mais. Os números estão aí para provar: queda nas vendas de discos, queda nas bilheterias, audiência da TV que caiu ao seu nível mais baixo da história.

Na última terça-feira, Anderson lançou seu livro totalmente dedicado ao tema, “The Long Tail: Why The Future of Business Is Selling Less Of More”, e ele usa exemplos claros e que todos nós testemunhamos nos últimos anos, ou melhor, estamos presenciando todos os dias.

Nunca uma geração teve tanto poder de escolha como nós temos hoje. Um número ilimitado de artistas, bandas, filmes, produções, fontes de informação e etc, que através do boca-a-boca virtual, redes sociais e indicações baseadas em similaridade, ganham notoriedade do dia pra noite.

Se antes existia um denominador comum, se todos precisavam ver e ouvir a mesma coisa, se éramos condicionados ao pop fabricado e aos blockbusters de verão, hoje temos acesso a tudo ao mesmo tempo agora. Cada nicho pode ter sua audiência, e na casa dos milhões. É o tal poder do consumidor que tanto alardeamos atualmente.

Quem precisa de um marketing milionário, quando se tem o MySpace com 61 milhões de usuários ávidos por novidades? Está aí o Arctic Monkeys que não nos deixa mentir. E é apenas um exemplo de sucesso construído na internet e, o melhor, quebrou as barreiras do mundo online e ganhou as ruas. Shows lotados, mídia cobrindo em massa e o disco de estréia mais vendido do Reino Unido.

Quem precisa ir numa loja comprar discos, quando se tem opções ilimitadas na Amazon? É tanto questão de estoque, de espaço físico que o mundo real não dispõe, quanto de mudança de hábitos. O consumidor perdeu o gosto pelo mainstream, ele quer explorar e descobrir coisas novas. É o fim da cultura do comum.

Esse blog (e tantos outros), por exemplo, é um produto da Long Tail. Frente a tantos veículos profissionais sobre publicidade, conquistou uma audiência específica. Vídeos produzidos pelas pessoas, que viralizam e tornam-se um fenômeno, estão na Long Tail. Um filme obscuro redescoberto na internet e que de repente volta a ser comentado, é Long Tail. Resumindo: aquilo que você produz, amadoristicamente, pode ter sua própria audiência. Aquilo que estava esquecido, pode ganhar vida nova.

Periodicamente surgem novas idéias e empresas, que preenchem um espaço e conquistam um público específico. Há poucos anos, corporações como Amazon, Google, eBay, NetFlix, iTunes, Google, Yahoo!, MySpace, YouTube, simplesmente não existiam, e hoje tornaram-se necessidade básica para muitas pessoas.

E qual o sentido de tudo isso? Que existe um mercado imenso inexplorado esperando por nossas idéias. Talvez levem décadas para a indústria do entretenimento se tocar disso, mas nós que vivemos o mundo online não podemos desperdiçar.

Anderson destaca que os blockbusters, os grandes hits, vão continuar existindo, mas que agora tem que obrigatoriamente disputar espaço com os pequenos, concorrem com quem vem de baixo. Não é mais a MTV, as rádios e Hollywood que vão definir que faz sucesso. Você vai.

Os blockbusters sempre existirão, pois essa miríade de opções não representa necessariamente uma fragmentação cultural. É uma questão social, todo mundo quer ver o que todo mundo está vendo, queremos saber do que todos estão falando. Pois mais do que um filme, as grandes produções são um evento midíatico. Alguém falou em “O Código da Vinci?

Só que a cada “O Código da Vinci”, temos 50 outros filmes menos populares e, certamente, muito melhores. A medida que construir um hit demanda cada vez mais dinheiro, mais artistas surgem catapultados pela internet e pelas facilidades de distribuição proporcionadas pela tecnologia.

Em um mundo real onde a seleção natural do mercado faz com que produtos populares tirem espaço na prateleira de produtos pouco vendidos, um mundo onde a indústria do entretenimento define o que você deve ver e ouvir, observar o desenvolvimento da Long Tail é confortante. Dizer onde isso vai parar, pode ser mero exercício de futurologia, mas que temos muito a pensar, isso eu não tenho dúvidas.

Categorias/Tags: Artigos, Long Tail
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