Republic Of Your House
Vou evitar aquela minha ladainha de sempre, com comparações ao maior anunciante do Brasil, antes de falar da IKEA. Vamos direto ao que interessa: uma esperta nova campanha para a IKEA da Espanha, criada pela agência *S,C,P,F de Barcelona.
A campanha chama-se “Welcome To The Independent Republic Of Your House”. Acompanhe o relato do garoto sobre a sua casa, comparando-aa um país: com uma bandeira, um rei, uma rainha, com fronteiras, fauna, flora e leis particulares.
Alguém ainda tem dúvidas de como eles conseguiram criar uma marca cultuada globalmente? Além de móveis com design moderno e simplicidade, a IKEA vende estilo de vida. Por isso tornou-se um aspiracional da classe média. Hoje, comprar na IKEA é sinal de sucesso, uma demonstração de amor com o seu próprio lar.













Quarta-feira, 12 de Abril de 2006 - 19:20
Essa é a diferença de marcas duradouras para marcas que não se sustentam sem um 19,90 berrado na TV.
Quarta-feira, 12 de Abril de 2006 - 19:37
O ruim é que eu começo a acreditar que seja impossivel que o varejo chegue nesse patamar aki no Brasil.
Infelizmente to começando a achar que no Brasil ou não tem criatividade suficiente pra isso ou as agencias e os anunciantes não têm culhão pra mudar a formula.
Bom, pelo menos no segmento VAREJO a luz no fim do tunel ta começando a ficar mais fraca.
Acho que vou na IKEA comprar luminaria nova.
Quarta-feira, 12 de Abril de 2006 - 19:51
Tarzan, eu voto na segunda opção:
“agencias e os anunciantes não têm culhão pra mudar a formula.”
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 3:55
cara, só por esse comercial eu ja teria comprado
só me falta a grana eheheh
mas de acordo com o tarzan, acho que o Brasil não tem culhão mesmo
pq criatividade eles até tem
mas….
[]s
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 8:52
Como fazer isso em um país aonde as maiores empresas varejistas decidem a campanha de Natal em Dezembro?
É a estratégia do “Apagar incêncio”.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 9:50
Maravilhosa, já tentaram fazer algo assim no Brasil, mas acho q o q falta é discernimento suficiente pra população absorver de uma forma diferente. Ninguém sabe nem interpretar um texto, imagina absorver uma propaganda com tantos elementos. Infelizmente é a nossa realidade.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 9:52
Também, com iniciais como essa, a S,C,P,F só podia ser show de bola, hehehe. Imaginem então se reorganizassem para SPFC, aí ia ser melhor ainda.
Bom, comparar IKEA com CB é perda de tempo, não dá. A CB solta 3, 4 ou até 5 propagandas diferentes por semana, cada uma enfocando um produto. Imagina se eles têm grana e tempo para fazer um anúncio desses cada vez que fossem anunciar.
Mas tb não podemos esquecer que as Casas Bahia (ops, escapou) de vez em nunca fazem uns institucionais mais poéticos, como no dia das mães, dos pais e Natal, sem o carinha berrando, só imagens e uma locução com mensagens bregas. Podiam fazer uns institucionais como esses da IKEA, para levantar a imagem, né? Isso sim. Mas querer que eles façam anúncios dessa forma toda vez, aí é pedir demais.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 9:55
Thiago, não concordo, acho que uma prropaganda assim seria muito bem aceita e entendida aqui no Brasil.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 10:15
Isso é a marca Ikea. Comunicação inteligente, conceitual e criativa.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 10:51
Mais uma vez voltamos ao mesmo assunto, e os papagaios de plantão ficam repetindo o que o Merigo diz sem questionar. A IKEA não é a regra.
Não entendo porque esse assunto sempre pipoca aqui, como se a Fischer criasse sempre campanhas legais, revolucionárias e impactantes. Quem aqui frequenta o Brainstorm regularmente deve ter visto o vídeo de aniversário da Fischer, que foi um dos vídeos mais toscos da história.
Nada contra a Fischer nem o Merigo, muito pelo contrário, mas é fácil falar. Sou a favor da seguinte frase “Antes de me criticar, me supere”.
Por que não vemos comparações de Nike x Topper, Coca Cola x Dolly, entre outras? Por que sempre a mesma comparação Ikea x Casas Bahia?
Já disse aos que criticam ferozmente as Casas Bahia, que peguem suas “idéias by Ikea”, batam na porta da Marabraz e apresentem. Isso, vão lá, comecem uma revolução na propaganda e na forma como as lojas de varejo trabalham! Revolucionem tudo em uma empresa um pouco menor, assumam a liderança do mercado e sejam idolatrados como Deus da propaganda!!!
Sabe porque não farão isso? Porque pra criticar basta ter boca (ou no caso aqui um computador com teclado), já pra criar algo realmente criativo é preciso muito mais.
E por fim, ficam sempre citando a Ikea. Vamos lá papagaios de piratas que só repetem o que o Merigo diz, citem mais 10 exemplos de lojas pelo MUNDO que fazem porpaganda e criam uma imagem em volta da marca como a Ikea. Vamos lá, acessem o Google, o You Tube ou qualquer outro site e comecem a procurar, não tenho pressa, vocês tem uma semana pra montar uma lista com 10 lojas.
Estou esperando pela lista.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 11:28
Esse filme da IKEA é bem meia boca. Diferente de tudo o que eles vêm fazendo nos últimos tempos - diferente pra pior, bem entendido.
Mudando de assunto, comparar IKEA com Casas Bahia é um absurdo. Duas empresas completamente diferentes com públicos diametralmente opostos. Pra começo de conversa, Casas Bahia é uma instituição financeira. Ela não vende móveis nem eletrodomésticos, ela vende financiamentos.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 11:37
A diferença entre duas empresas do mesmo seguimento e que tem duas formulas de comunicação tão diversas é o pensamento que rege cada uma delas.
Quantas concorrencias não devem ser abertas todos os meses e agencias do pais todo aparecem com campanhas inovadoras, criativas, com planos de mídia interessantes e diferentes, e perdem para aquelas formulas prontas e “seguras”. Portanto não é criticar sem ter a capacidade, mas infelizmente quem decide o que quer é o cliente, e por mais que você tente empurrar uma boa campanha pra ele, ele não vai comprar se não for o que ele imagina ser o melhor pra empresa dele.
Todos que trabalham com propaganda sabem que de 10 campanhas bacanas e inovadoras que a gente cria, só umas 3 (e olha lá) vão para as ruas sem sofrerem as famigeradas alterações que o cliente impõe.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 11:37
A diferença entre duas empresas do mesmo seguimento e que tem duas formulas de comunicação tão diversas é o pensamento que rege cada uma delas.
Quantas concorrencias não devem ser abertas todos os meses e agencias do pais todo aparecem com campanhas inovadoras, criativas, com planos de mídia interessantes e diferentes, e perdem para aquelas formulas prontas e “seguras”. Portanto não é criticar sem ter a capacidade, mas infelizmente quem decide o que quer é o cliente, e por mais que você tente empurrar uma boa campanha pra ele, ele não vai comprar se não for o que ele imagina ser o melhor pra empresa dele.
Todos que trabalham com propaganda sabem que de 10 campanhas bacanas e inovadoras que a gente cria, só umas 3 (e olha lá) vão para as ruas sem sofrerem as famigeradas alterações que o cliente impõe.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 11:40
André,
Vc só quer lojas? Serve varejo em geral? Serve várias que nem publicidade fazem e são “cult brands”?
Starbucks
Target
Zara
H&M
Harvey Nichols
French Connection
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 12:55
Dirceu (será o Dirceu cassado?), acho que tem alguma coisa errada aqui. Estamos comparando Ikea vs Casas Bahia (pela milésima vez) e você me vem basicamente com uma lista de lojas de roupas? Você só pode estar brincando…
Não tenha pressa meu caro amigo (estou falando feito político heim!), pode procurar com mais calma, não tenho pressa. Vou pra praia hoje e quando voltar do feriadão estarei aguardando sua lista, porém dessa vez um pouco mais coerente com o assunto, por favor.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 13:12
Dá um bizu na nova campanha Adicolor da Adidas:
Abraços!
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 13:27
Mas André, é varejo de qualquer forma…ou vc quer limitar o segmento também?
Se for assim, então fica só com a Target. Oferece o “cheap-and-chic” como a IKEA e tambem é uma marca influente e cultuada (vide a ultima pesquisa da Interbrand).
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 13:38
André, não sei o que a Fischer tem a ver com essa história toda.
Eu sempre falo nesse assunto sim, pois acredito na construção de grandes marcas, no branding. Para o varejo mais ainda, afim de que o preço barato não vire um estorvo e um sentimento de impotencia para o consumidor de baixa renda.
Cito as Casas Bahia, pois é a maior anunciante do Brasil e tudo o que ela fizer deve ser analisado, elogiado ou criticado por nós.
Concordo com o Dirceu quando ele cita lojas como Zara, H&M e Target. São exemplos cabais de que o barato pode ser chique, de que o barato pode ser aspiracional. E vender, vender muito.
Abraço!
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 15:56
Fala Merigo! Só pra explicar, eu cito a Fischer porque você trabalha nela, fala que querendo dá pra fazer, mudar, acontecer, porém nos trabalhos da Fischer não vejo isso. A conclusão que eu chego é que fácil criticar, mas não fazer. (nada pessoal, muito pelo contrário)
Acho que as Casas Bahia são extremamente citadas aqui não porque são o maior anunciante do país, mas porque é mais fácil malhar quem está em cima e é a vidraça da vez. “Todo mundo” queria ter a conta BILIONÁRIA das Casas Bahia, mas como não tem bate uma certa frustração.
A turma do “Eu faria melhor” nunca posta seus trabalhos, só ficam matracando isso sem parar. Se fariam, então FAÇAM!
Perdem o tempo criticando e analizando o quando um comercial ou estratégia de marketing é ruim, ao invés de aproveitar esse tempo pra pensar em como criar coisas legais para seus clientes, tenham eles orçamentos bilionários ou não.
E vamos em frente, que venham as pedradas!
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 17:50
1. Peça linda, poética, gostosa.
2. Dirceu, coloca Submarino na sua lista.
3. André, o que está em questão (a meu ver) é que um comercial como os que a Ikea faz poderiam ser feitos por qualquer um (anunciante). Falamos dela porque ela é ícone, mas uma peça barata como essa é bem mais simples e conceitual do que gastar milhões de reais repentindo 3 frases como papagaio (esses sim!). As Casas Bahia, as Casas Marabraz, as lojas americanas e talvez a padaria do seu tio têm verba pra fazer um vídeo como esse. Quando mudarem o jeito de pensar e fizerem campanhas assim, te dou a lista que você pediu.
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 18:06
Já sei!
O André trabalha na Y&R ou é parente do Justus.
:p
Quinta-feira, 13 de Abril de 2006 - 18:36
André,
Primeiro, nada de pedradas. Pelo contrário, gosto das suas opiniões e dessa discussão saudável.
Concordo em partes com você. Acho também que é fácil falar e difícil fazer, até porque pra fazer é preciso vencer dezenas, centenas de opiniões adversas.
Quanto a Fischer, eu também incluo ela no meio de todas as agências brasileiras responsáveis pela mesmice e falta de inovação. Estamos todos no mesmo barco. Não quero aqui puxar sardinha pra agência que trabalho, mas por estar aqui sei bem o que acontece.
As coisas estão mudando, profissionais que estão há décadas nesse mercado estão sendo obrigados a jogar tudo o que sabem no lixo e se reinventar. Essas mudanças não acontecem do dia pra noite, são um processo, uma reflexão diária. Meu trabalho aqui é ajudar nisso, mas não faço nada sozinho. Nem tenho essa pretensão.
Quanto a perder tempo criticando e analisando, é isso que esse blog se propõe a fazer. Comentar campanhas e tendências no mundo tudo e abrir um canal de discussão com os visitantes. Não acho que isso seja perda tempo, acho sim essencial. Ver o que os outros fazer e meter o bedelho mesmo
Penso que estamos todos aprendendo juntos e tentando, cada um a sua maneira, sermos profissionais completos de comunicação. Não existe mais fórmula mágica, nem receita do bolo, mas sim alguns caminhos que estão se abrindo e cada um escolhe qual seguir.
Minha opinião quanto as Casas Bahia, você já sabe. É uma conta bilionária sim, deve dar muito dinheiro pra sua agência. Mas não se sustenta como marca e precisa gastar rios de dinheiro em mídia para manter as vendas. Isso a longo prazo é suicídio. Fato que já foi exposto pro mercado pela própria empresa meses atrás, que mudou pessoas do alto escalão, processos organizacionais e até cogitou a hipótese de trabalhar com uma house para cortar custos.
Não estou falando que as Casas Bahia deve imitar a IKEA. Pelo contrário, são empresas com filosofias diferentes, com públicos diferentes e culturas diferentes. Mas sim que as Casas Bahia pode muito bem se tornar um dia uma marca tão cultuada quanto IKEA, Zara, Starbucks, H&M, Target, etc, (só pra ficar no varejo).
Isso é complicado, eu sei. Demanda tempo, para mudar uma imagem (frágil) construída durante todos esses anos, e coragem. Mas um dia vão ter que começar.
Aí meu amigo, com uma imagem dessas, pode cortar os investimentos em mídia de massa em 80% e ser feliz.
Sexta-feira, 14 de Abril de 2006 - 18:53
Exposição dos melhores trabalhos de propaganda e design na Escola Panamericana de Arte, em São Paulo .
Vou amanhã !
http://www.escola-panamericana.com.br
Sexta-feira, 14 de Abril de 2006 - 18:54
Exposição dos melhores trabalhos de propaganda e design na Escola Panamericana de Arte, em São Paulo .
Vou amanhã !
http://www.escola-panamericana.com.br
Domingo, 16 de Abril de 2006 - 16:05
nao entendo mto bem os comentarios daqui, parece q quem comenta se esquece que vivemos no Brasil e nao ha como comparar com campanhas feitas em outro pais pois a cultura e diferente da nossa. como dizer que nos nao temos qualidade pra fazer algo bom assim (oq nao e verdade, ou entao nao seriamos tao bem considerado la fora).
existem outros fatores q determinam a “decadencia” em nossa publicidade, como por exemplo o fator “faturamento”. as empresas que anunciam tem o objetivo de vender mais que o concorrente, entao se o concorrente apela pra algo pouco criativo mas mto apelativo, essa empresa nao vai querer ficar atras, entao “tera” de ser feito algo tao pouco criativo e tao ou mais apelativo qto a outra fez. vide o caso dos comerciais de cerveja (q eu detesto), ateh mesmo a skol com a campanha extremamente funcional do “a cerveja q desce redondo” depois de um tempo teve de apelar para nao perder mercado para as outras… mto tempo demorrou para finalmente surgir algo diferente desse padrao, q foi o caso da kaiser que atualmente tras uma estetica e msg diferente das demais concorrentes.
isso sem falar no target, com certeza o alvo da IKEA nao e as classes C, D e E (odeio essa coisa de “classes sociais”), como e o caso das casas bahia. oq ela faz eh ser objetiva, mostrar o produto, o preço e as formas de pagamento ao consumidor para mostrar que la tem aquilo por aquele preço e de uma forma “leve” de pagar. eh mto funcional, e nao exige mta qualidade.
mas soh pq nao ha mta qualidade nesse caso nao quer dizer q nao haja em todos os outros…
Domingo, 16 de Abril de 2006 - 16:06
nossa, escrevi mto.. foi mal… mas nem falei tudo q queria…
Quinta-feira, 20 de Abril de 2006 - 22:03
Merigo, a idéia de mudar a imagem das Casas Bahia para “ei, quem compra aqui é chique” é muito boa, porém nada fácil de se fazer.
E digo mais, o publicitário que conseguir fazer isso será idolatrado como um Deus do marketing, terá fundada sua própria igreja que terá um nome curioso do tipo “Igreja do renascimento do marketing” ou algo do tipo e serão oferecidas virgens em sacrifício a ele (eu sei que isso será um tremendo desperdício).
A Ikea está muito mais pra Tok Stok e Etna do que Casas Bahia. E mesmo assim essas duas não tem nenhuma semelhança com a Ikea, apesar da Etna tentar seguir por essa linha de “barato/estilo/bom”.
Parabéns pelo blog, é show de bola.