Arquivo para o mês de Março de 2006
Kid again
Ação criada pela Giovanni,FCB, que colocou poltronas gigantes em cinemas de São Paulo para divulgar a série de DVDs clássicos da Disney.

| Hoje no Passado |
- 2007: INPES | Free Hugs — Mais um exemplo de meme da internet que foi apropriado pela publicidade. Desta vez, o fenômeno Free Hugs está sendo [...]
- 2004: A hora do rush — “Rush Hour” é mais um daqueles comerciais ultra-premiados no mundo todo, mas que pouca gente teve a oportunidade de conhecer. [...]
- 2004: O sonho acabou… (mas ainda temos pão doce) — É galera, não foi desta vez que o Brainstorm #9 chegou no TOP3 do Ibest. Mas valeu a participação e [...]
SuperBonder no BBB6
Alguém viu ontem o conceito de branded entertainment aplicado a prova do líder no Big Brother 6?
É lógico que o departamento de marketing da Henkel não resistiria em colocar uma embalagem gigante de SuperBonder ao fundo, mas ainda sim é uma ótima estratégia de integrar um produto ao conteúdo do programa, sem parecer um merchadising enfadonho.
E outra, além de um branded entertainment, foi um teste de fogo do poder de SuperBonder feito ao vivo. Ponto para a Henkel, que vem sempre inusitando na comunicação de sua cola, como o já clássico monitor colado na parede, vencedor do Grand Prix de Cyber em Cannes no ano passado. Veja no Michael Lent, aqui e aqui.
Llámame Lola 2005 em DVD
O pessoal do excelente Llámame Lola lançou um torrent com todo o conteúdo publicado no blog em 2005. São 3.89 GB de vídeo, incluindo 68 animações em CG, 137 comerciais, 16 curtas-metragem e 31 videoclips.
Recomendo muito o download, pois é uma coletanêa imperdível. Não só pela publicidade, mas também pelo que de mais bacana foi feito em animação e curtas. Saiba mais aqui.
Para baixar o torrent, recomendo o uso do Azureus.
The Masterwork
Conseguir uma taça de Stella Artois a qualquer custo. Esse é sempre o objetivo dos personagens das premiadas campanhas da marca. Você pode relembrar alguns exemplos aqui.
Desta vez, um jovem escritor é que está disposto a fazer um enorme sacríficio pela cerveja. Criado pela Lowe, o comercial intitulado “The Masterwork” estreou ontem no Reino Unido e acompanha a história de Patrice, enquanto ele finaliza o manuscrito de sua obra-prima. Isso é, até ele ir para um bar comemorar…
Gravado em Provença, França, o filme é dirigido por Mathijas van Heijningen, que já ganhou diversos Leões no Festival de Cannes, entre eles um de Ouro por “The Sculptor” da Peugeot e um de Prata por “Party Dress” da Toyota.
Apesar das boas campanhas, a Lowe tenta melhorar sua relação com a Stella Artois. A Inbev, proprietária da marca, considera entregar a conta global da cerveja para outra agência, devido aos recentes problemas no grupo Lowe, que resultaram na saída de Frank Lowe.
Faça o download do filme aqui (.mpg - 4,24 MB).
| Dica da Renata Bokel. Valeu!
Celts. The new generation.
Da série “anúncios que você poderia fazer em casa”.
Criado pela FCB de Lisboa para a edição de março da National Geographic. A revista fala sobre o renascimento da cultura celta, que é até hoje celebrada por muitos.
Simplicidade e uma excelente associação de elementos.

| Enviado por Augusto Barata.
O touro da Brahma
O CONAR, na semana passada, multou a Skol por mostrar a mulher como um produto (na prova absoluta que estamos copiando os americanos até na falta de senso de humor), então não deveria o mesmo órgão impedir que o filme da Brahma com o jogador Ronaldo fosse ao ar hoje a noite?
É um comercial que, no mínimo, glamouriza um tipo de tortura a animais que há muito é condenada em diversos países e por qualquer pessoa sensata. A pecha de “atividade cultural” ou “tradição” não serve mais de desculpa para que essa prática insana continue na Espanha.
Então, porque colocá-la no horário nobre brasileiro? País onde o simples ato de pegar um animal e colocá-lo em situação de estresse já caracteriza crueldade (Lei 9605, artigo 32).
Certas tradições devem ser mantidas, claro, mas se defendemos a evolução da sociedade e nos consideramos seres racionais, porque glamourizar a violência?
Porque continuar com a ridícula “farra do boi”, rodeios, touradas e atos de crueldade similares? Nunca soube de uma dessas práticas sem violência e, querer manter essas “tradições” em nome de uma cultura importada, é insistir em burlar a lei.
No Brasil, os rodeios passam por discussões, estão sendo proibidos em diversas cidades, mas os que ganham dinheiro com eles sempre vão dizer que não existem maus tratos. Já no caso das touradas, é um tanto quanto impossível alegar o mesmo, certo?
Se o CONAR é tão ético a ponto de tirar do ar comerciais com polêmicas abstratas, deveria agir quando a quebra de sua própria regulamentação é mais do que comprovada.
Para assistir a peça da Brahma, criada pela África, acesse aqui.
World Water Day
Pelo Dia Mundial da Água, hoje, a associação Green Belgium espalhou adesivos em pias de cinemas, pubs, restaurantes, universidades, etc, para alertar sobre a falta do mineral para grande parcela da população mundial.
A frase nos adesivos diz: “Você leva 1 segundo para conseguir beber água. Ele precisa andar 20 km.”
Criada pela Duval Guillaume Antwerp, a campanha está sendo veiculada em nove cidades da Bélgica e na Cidade do México, capital sede do Fórum Mundial da Água em 2006.


Build yours
Esses anúncios para a Harley Davidson criados pela Carmichael Lynch (agência da marca desde 1979), é o que podemos chamar de “art-vertising”.
Para mostrar a possibilidade de customização de uma moto, centenas de peças foram espalhadas para desenhar um rosto. A assinatura diz: “Build yours”.
Esse espiríto de individualidade é apenas um dos sentimentos que a Harley Davidson comunica há anos. Além do conceito do lendário produto, logicamente, esse estilo de comunicação transformou a Harley não em uma marca, mas em experiência.
É o passado, presente e futuro das grandes motocicletas. Aliás, para que uma moto? O que importa é a liberdade, rebeldia, o vento, o ronco do motor e a irmandade que existe entre quem tem uma Harley.
Para todas as outras, só gastos bilionários em publicidade parecem ser a solução de todos os problemas. Pelo menos é assim que elas enxergam.
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