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Estorvo

Quarta-feira, 15 de Março de 2006 | 9:48 am

Sempre falo aqui no blog sobre as campanhas dos varejistas brasileiros. Critico a maior anunciante do país, cito a preocupação da empresa em cortar custos, o desejo de mudanças estruturais e na relação com a agência. Mesmo com ações que resultam em vendas, as mesmas exigem um investimento em mídia estrondoso que, invariavelmente, tornam-se insustentáveis com o passar do tempo.

Ontem, lendo “O Novo Mundo das Marcas” de Scott Bedburry, que já foi VP de marketing da Nike e da Starbucks, encontrei uma passagem ideal para também retratar o assunto:

“Até a melhor campanha de marketing cai por terra quando é repetitiva a ponto de virar um estorvo. A insistência exagerada em determinada campanha causa grandes danos a uma marca, levando o consumidor a procurar o controle remoto, mudar a estação de rádio ou virar a página do seu anúncio impresso no mesmo nanossegundo em que percebe que é só você, de novo.”

Bem, conheço algumas pessoas que não andam esperando nem um nanossegundo para mudar de canal…

Caregorias/Tags: Diversos, TV/Film
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37 Comentários para “Estorvo”

  1. Guaxupé:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:06

    Ganhei este livro de presente do meu tio mas ainda não tive ânimo para ler. Será que compensa? Você que está lendo poderia me falar um pouco sobre ele.
    Obrigado!


  2. Água...:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:19

    acha que a mastercard e sua “não tem preço” entra no exemplo?


  3. Água...:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:20

    *corrigindo:
    - acha que a Mastercard e sua “não tem preço” entram no exemplo?


  4. Michelle:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:36

  5. Rafael Apocalypse:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:43

    Michelle, não creio que o comercial deles ainda seja ‘eficiente’, criou-se um ’senso-comum’ de que coisa barata vc encontra nas casas Bahia, isso graças às primeiras inserções do ‘quer pagar quanto’.

    ‘Todo mundo’ tem ódio mortal daquele chato que ficava pulando na tela, mas todo mundo assimilou que lá é tudo mais barato e vc paga a perder de vista [engraçado foi ninguém perceber que o 'a perder de vista' significa pagar juros absurdos].

    Essa assimilação faz com que que as pessoas procurem comprar lá… As campanhas agora devem preservar essa ‘idéia’…


  6. Dirceu:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 10:44

    Pq será entao que as Casas Bahia estão tão preocupadas em cortar custos e diminuir os gastos com publicidade?

    Recentemente eles mudaram pessoas do alto comando e tudo mais em busca de otimizar custos.

    Ganham, mas gastam de mais…e a margem não tá compensando.

    Outra, eles não tem marca.


  7. Forgotten Rebel:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:01

    Bem, eu acho q o q incomoda nos anúncios de varejo com alta taxas de inserção em mídia é o conceito usado.

    Quando vc escuta “quer pagar quanto” um milhão de vezes por dia , vc não aguenta e muda de canal.

    O problema é q essas empresas TÊM q adotar essa estratégia para poder impactar o máximo de pessoas.


  8. kadu dias:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:07

    Abraços


  9. Duccini:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:14

    Talvez a Young & Rubicam tenha finalmente percebido que o “quer pagar quanto” passa uma idéia de produto de qualidade questionável… esse “bom, bonito e Bahia” tenta mudar essa imagem.

    Mas sinceramente, como consumidor, eu continuo me sentido atraído por esse nanossegundo defensivo.


  10. Carlos L.:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:32

    Concordo com o Forgotten Rebel. Acho que o problema é a super exposição. O restante, como provavelmente mostram gráficos de venda, está correto.

    O cara pode ser chato. Mas que funciona, funciona.


  11. andre:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:51

    nossa, eu ia falar da do mastercard mesmo, tambem ja nao aguento mais!


  12. Duccini:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 11:59

    O problema da campanha da Mastercard é que ela ficou sacal demais. Não emociona mais, não nos faz rir, e não é criativa (salvo algumas poucas excessões).

    Talvez os gráficos mostrem o quanto os lucros subiram, mas será que esses gráficos dizem o que o consumidor estará pensando sobre a marca a longo prazo?


  13. and®é:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 13:32

  14. nervous:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 13:43

    passagem do livro de Bedburry = publicidade atual!


  15. Dirceu:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 13:43

    “Quem gosta de pobreza é rico. Pobre gosta de luxo.” (Joãozinho Trinta)

    E outra andré…palavra mágica:

    “ASPIRACIONAL”


  16. nervous:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 13:49

    mais uma obseravção aos comentários referentes ao diferentes gostos do publico. somos propagadores de informação e até mesmo de cultura. se hoje temos um publico que pede “casa bahia” é por nossa total responsabilidade. temos sim a obrigação de propagar a “boa” informação, que eh bem mais dificil de ser criada. demanda esforço cerebral, talento e muito trabalho. demanda ir contra um sistema que hoje eh ruim, engessado e não adiciona nada a sociedade.


  17. Dirceu:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 13:55

    Puta merda. nervous falou tudo!

    Penso o mesmo. É nossa obrigação reeducar tanto clientes como consumidores.


  18. andr®é:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 14:02

    “VAI LACRAIA, VAI LACRAIA …” (MC Serginho)

    e outra dirceu…palavra mágica:

    “ANTICONCEPCIONAL”


  19. Jean Quintella:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 14:10

    A idéia de que as Casas Bahia têm preço baixo é falsa. O que eles têm é parcelas baixas, mas que no fim resultam num montante indesejado. Como os anúncios deles.


  20. Carlos L.:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 14:15

    O papo do longo prazo é meio relativo. Também acho que as propagandas das Casas Bahia poderiam ser um pouco melhores. Mas no varejo, onde as contas são feitas logo depois da campanha lançada, ou você vende ou você não vende. A concorrência é um muito mais agressiva. Então você tem que atingir o público da forma correta, coisa que - novamente, pelo gráfico de vendas - parece ser essa que está aí. Quanto à comunicação institucional, a forma de auferir seus resultados é muito complexa. Não dá pra garantir que uma campanha que tenha sido considerada bacana vá assegurar necessariamente a imagem da empresa a longo prazo. Ela precisa ter um conceito forte e durável, e isso não dá pra negar que, apesar de tudo, as Casas Bahia têm.


  21. and®é:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 14:24

  22. Fernando:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 14:35

    Sei lá pq me veio a proposta de Outdoor do Itaú na cabeça. Achei excelente e nunca mais vi nenhum outdoor espalhado daquela campanha. Ou se ainda existe são bem poucos….

    Toda campanha tem seu prazo de validade… é preciso inovar…

    “EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO - SE MEXE”


  23. nervous:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 16:10

    ikea eh filandeza. um bom exemplo de como varejo pode ter boa publicidade. alias, ikea eh global! acredito que mensagem seria muito bem entendida e recebida no Brasil. mas independente de ikea, independente de prazo, repito que a linguagem atual da publicidade do varejo (e geral, porque tudo hoje eh muito repetitivo e vazio) pode ser mudada, mesmo com todos os “poréns” existentes. porque não usar o dialogo de repente, bem brasileiro, para vender varejo? s-e-i la!
    mesmo um melhor tratamento de linguagem visual do anuncios e texto ja seria um avanço neste campo. minhas humildes opiniões.
    obrigado pelos comentários e pela saudável discussão. nos encontramos em breve!


  24. kadu dias:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 16:28

    Nervous,

    A IKEA é sueca foi fundada por Ingvar Kamprad em 1943 na Suécia. Aliás, esse senhor é o terceiro homem mais rico do mundo.


  25. Rodrigo Almeida:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 17:36

  26. Régis:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 18:42

    Meus caros… temos que falar com conhecimento do assunto. Na cadeira de Marketing Estratégico da minha pós estudamos o caso Casas Bahia. O grande “lance” dela não são as suas inserções, que realmente irritam, nas televisões, rádios, jornais e revistas. O que “vende” mesmo é o sistema de crédito que eles conseguiram atingir, com juros que compensam qualquer publicidade paga. Afinal, as parcelas de 20 reais por mês, 59, etc, podem ser pagar pelo seu público-alvo, que tem como desonerar-se com tais quantias por mês. Vide última edição da Isto É e penúltima da revista Exame (consumidores e classe média). Temos também de nos conscientizar que a Publicidade (Propaganda) faz parte do mix dos 4Ps. Portanto, sua estratégia de marketing vai muito além das propagandas irritantes. É certo, também concordo com o nosso blogueiro e com o autor do livro em questão (afinal, quem sou eu para contestar) que uma coisa repetitiva cansa até mesmo as pessoas que freqüentam a faixa das classes C e D, consumidores dos produtos da Casas Bahia. Tenho certeza que o Marketing da empresa citada por nós já constatou isso, pois já vimos uma mudança em seus comerciais em TV e anúncios em jornais e revistas. Uma coisa é certo. Que eu queria uma parte desta conta, ah eu queria… ; )
    Abraço aos colegas deste Blog. Sempre levantando polêmicas, hehehe!


  27. Régis:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 18:45

    Não tirando o Rodrigo Almeida para mentiroso, mas duvido muito que o sistema de crédito do seu cliente varejista chegue a “incomodar” a CB. Abraço.


  28. nervous:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 18:50

    valeu kadu. sabia que era la dos paises de cima…
    abcs.


  29. Pedro:
    Quarta-feira, 15 de Março de 2006 - 19:03

    O quer pagar quanto apresentava uma promocao nova a cada dia. Entao por mais q realmente seja um saco, o publico q compra la esta realmente interessado em saber se na promocao de amanha, tem alguma coisa q eles estejam precisando.

    Entao, acho q o unico problema desta propaganda e o custo. Porque ela atinge o publico, cativa o seu interesse e definitivamente garante vendas.


  30. Diego Lima:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 0:29

  31. anne:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 0:42

    o tema é bastante polêmico… é que mesmo sendo da área, é dificil ser imparcial na hora de julgar esse tipo de comercial, que geralmente é feito para outro publico, nesse caso c e d. mas na minha opiniao, acho que é possivel fazer campanhas de bom gosto e eficientes para esse publico também.
    ah, to torcendo por vc no concurso da coca!!! adoro seu blog!


  32. ariel:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 10:05

    régis, ok ok. digamos que no caso do nosso amigo redator em goiânia “sua” loja de varejo talvez não esteja nem fazendo cocegas nos lucros em níveis nacionais das CB.

    mas digamos que o objetivo - pelo que me pareceu - da loja citada seja a maior participação no mercado regional e que as CB (como ele mesmo diz) seria seu maior concorrente?

    BINGO!

    afinal não é isso que todos nós queremos?


  33. André:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 12:54

    O problema aqui é que existem muitos “papagaios de piratas nesse blog”, que apenas repetem o que o Carlos Merigo diz.

    Ficam falando em criatividade e sempre usam o mesmo exemplo, a IKEA. Aos papagaios, citem pelo menos outras 10 empresas de varejo do mundo que façam propaganda como a IKEA e sejam tão bem sucedidas.

    Sabe porque vocês não vão citar? Por que o Merigo nunca citou. E se ele não falou, os papagaios de plantão não poderão repetir.

    Ficam falando em falta de originalidade, mas não são orignais nem mesmo em seus comentários.

    Uma lástima.


  34. orlando:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 14:28

    concordo com andré, muito papagaio de pirata (se eu concorda eu sou um?).

    Os anuncios diários estão ali para informar os preços… e não ter uma gigantesca ideia de emocionar o target 365 por semana.
    A Ikea, citada pelo Merigo tem 365 anuncios brilhantes por mês ? Casas Bahia vende financiamento, ganha no juros, públicidade dela informa, não comove…
    Mais do quer ficar bonitinho, tem que funcionar…


  35. Rodrigo Almeida:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 16:57

  36. BRuNo:
    Quinta-feira, 16 de Março de 2006 - 16:59

    Toda e qualquer afirmação na Publicidade ou Marketing, deve ser estudada com certo cuidado.

    Se acreditarmos em qualquer afirmação acabamos trazendo para nós a verdade de uma única pessoa.

    Vide o que o Ogilvy diz no seu livro, em relação a utilização das sentenças negativas em uma campanha. O Olivetto por sua vez, diz que esse conceito é furado, uma vez que títulos como Não é nenhuma Brastemp, fere tudo dito pelo Ogilvy!


  37. Michelle:
    Sexta-feira, 17 de Março de 2006 - 9:18

    A queda nos lucros das Casas Bahia refletem o cenário econômico, e não q alguém q compra lá esteja de saco cheio de seus comerciais. É q uma parcela das pessoas q compram lá assiduamente têm assumido parcelamentos cada vez menores, e por conseqüência, o juros final é menor.

    Posso estar errada, mas acho q essa campanha nova, “mais light” como alguns disseram, não vai dar tanto retorno quanto a anterior, com o “chato” Fabiano como garoto-propaganda. A frase pega, mas a oferta em si não chama a atenção.



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