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IKEA Love Story

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 | 12:14 pm

Sei que muitas vezes sou repetitivo. Mesmo assim, vou ser clichê novamente e usar a IKEA para falar de comunicação de varejo. Eu me pergunto: será que toda campanha de varejo no Brasil tem que ser chata e enfadonha?

Claro, vamos falar que uma certa rede de lojas está em primeiro lugar nas pesquisas ‘top of mind’, que também é a maior anunciante do Brasil e que vende muito. Tudo isso está correto, mas a que custo? Será que a única forma de uma marca ser lembrada pelo consumidor é gastando montanhas de dinheiro em mídia?

Não é a toa que anunciantes deste porte começaram a mexer nas suas estruturas de marketing. Dispensando agências, trabalhando com houses ou procurando alternativas menos custosas. A consequência disso? Agências mais enxutas e aproximando planejamento e criação do cliente. No que isso vai dar ainda são cenas dos próximos capítulos mas, até lá, podemos nos divertir com o excelente filme “Love Story” da IKEA.

Criado pela francesa CLM BBDO, o anúncio feito em computação gráfica narra a história de amor impossível entre o preço baixo e uma bonita cadeira. O casal enfrenta um verdadeiro drama social, já que não são aceitos por nínguem em um lugar onde preços baixos não combinam com móveis de qualidade. A busca pela felicidade do 39 euros e a da cadeira terminam enfim dentro do novo catálogo IKEA 2006.

Mais uma vez utilizando a fórmula mágica que a rede de varejos sempre comunica (IKEA = preços baixos + qualidade), o comercial tem humor, poesia e originalidade para vender móveis. Atentem para a participação especial da luminária que ganhou Grand Prix no Festival de Cannes 2003.

“Love Story” acaba de ser premiado com Prata no Festival de Nova York 2006. Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.44 MB.

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Caregorias/Tags: Casa e Jardim, IKEA, TV/Film
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20 Comentários para “IKEA Love Story”

  1. Água...:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 12:28

    Po, sensacional. Ótima idéia, execução perfeita. Adorei!


  2. Scaico:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 13:39

    Concordo com você em genero, numero e grau, quando você fala sobre as campanhas de varejo no Brasil…
    Agora com relação a “Love Story”… Achei rapida demais… Não sei se o audio influencia (Assisti sem audio, minhas caixinhas de som foram desligadas essa semana, mas acho que ainda hoje estarão de volta), ou se eu sou meio lerdo, mas se eu não tivesse lido a explicação antes de assistir, não teria entendido nada.


  3. Joana D'Arc:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 13:57

    No Brasil não adianta, varejão é sinônimo de povão, e povão quer coisa fácil de entender, e não poesia, originalidade e humor - até porque eles nem entenderiam. Infelismente pro Brasil tem que ser tipo Casas Bahia mesmo, gritando o preço, colocando-o em destaque e repetindo 50 vezes a mesma coisa. Até porque o cliente não arriscaria em gastar menos para uma campanha mais inteligente, com o risco de não atingir o público e com isso ter prejuízo ou resultados não tão satisfatórios quanto às propagandas chatas e enfadonhas. Já que continuam obtendo lucro com tais campanhas, a mesmice continua.


  4. Carlos Merigo:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 14:50

    Scaico,

    Joana,

    Subestimar o povão é a pior coisa que uma empresa pode fazer. Quem gosta de pobreza é rico intelectualóide, povão gosta de luxo.

    Quanto aos lucros, eles já não estão vindo na mesma medida que as empresas precisam. Vide a recente mudança das Casas Bahia. É um gasto estrondoso em mídia para um retorno não tão na mesma moeda.


  5. Renato Veiga:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 14:53

    Meu, tomei um puta susto qndo abri e ví uma etiqueta de preço aqui no Blog, pois estamos finalizando uma campanha onde ela é tbm o centro das atenções!
    Agora outro susto, concordo com a Joana D’Arc…rss
    Adorei o filme, melhor ainda só o choro da etiqueta, muito criativo.


  6. Fernanda:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 16:24

  7. Sasqua:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 17:57

    Também acho que não dá pra comparar com as Casas Bahia. É outro estilo e direcionamento da comunicação. Na Casas Bahia muitas vezes eles entrevistam os próprios vendedores de suas lojas para transformarem algumas “manobras” de vendas pessoal em conceito de campanha. Um exemplo desses conceitos é o famoso Quer pagar quanto? Li isso na Meio & Mensagem.

    E parabéns atrasado a todos nós publicitários…. 01/02


  8. Rafael de Castro:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 18:00

    Acho que os comentários acima são bastante pertinentes. Concordo plenamente com o Merigo em subestimar o povão. Os argumentos da Fernanda são convincentes. Não dá pra fazer um anúncio desses pra cada dia do sofá, da mesma maneira que a Ikea nnao vai fazer um anúncio desses pra anunciar cada cadeira de 39 Euros. Só que a empresa trabalha em cima de um conceito que, já foi fixado nos consumidores. Qualidade e Preço baixo. Ilustram com a cadeira, mas o camarada sabe que vai encontrar uma boa luminária a um bom preço, uma cama, etc…

    Mas por outro lado, me colocando no lugar do gerente das Casas Bahia, não arriscaria minha pele pra saber se isso colaria com o meu público não. Os caras vendem aquelas porcarias de móveis por um preço nem tão barato assim (pra qualidade deles é possivel encontrar coisa mais barata). Eu deixaria quieto. Ganhando muita grana e pipocando uma loja nova a cada dia.

    Mas isso nnao significa que eu ache que propaganda inteligente não venda hein. Muito pelo contrário. Só assim se constroem conceitos e marcas


  9. Salfattys:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 21:26

    Olá, Carlos, tudo bom? Hm, genial a propaganda, acho que o que eu tinha para falar, já falaram logo acima, rsrs.
    Seu blog tá demais!!
    Beijos


  10. danielmafra:
    Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006 - 21:58

    A sociedade brasileira não pede anúncios tão inteligentes ou “sutis”, ou o que seja, próprio para países intelectualizados ou metidos à tal como o dos franceses.

    aqui, para a massa, os brasileiros, tem que ser uma Casas Bahia com o cara gritando mesmo ou qualquer merda assim.

    nossa cultura permite isso,
    qualquer coisa mais inteligente que isso,
    tem que levar em conta isso.

    o case da Brastemp é um bom exemplo de anúncio inteligente sem ser brasileiróide, apenas inteligente e há outros.
    mas pra varejo, sei lá.

    pro povão… não pode ser algo assim. não pro nosso.

    povão é povão.


  11. O Ceifador:
    Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006 - 0:18

    Um comentário sobre propaganda brasileira em geral:

    Acho que um filão que SEMPRE tem uns comerciais terríveis é o de cerveja. Eu gostava da Skol, porque eles sempre usavam velinhos, como no do Skol Beats onde aparecia velinhos zen ou naquele do velinho batendo a bengala na mesa, gritando “Skol desce mais redondo”. Eram engraçados, não mostravam bundas, criavam simpatia pela marca.

    Agora a própria Skol está com um comercial de praia, com bundas, seios, corpos sarados. O que aconteceu? Perdi a fé na única empresa que não me decepcionava. O que será dos comerciais brasileiros?

    Opinião de telespectador, pessoal.


  12. Michelle:
    Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006 - 11:39

    Infelizmente, a eficácia das Casas Bahia é insiscutível. Como já mencionaram, eles precisam de comerciais como os q estão rolando há alguns anos. Mas não que ‘povão’ seja ‘medíocre’ como disseram. Filmes como o da Ikea podem tocar o consumidor de todas as classes, mais ou menos ‘instruídos’. Talvez seja uma lacuna pra outras lojas de varejo, investir em propagandas mais ‘emocionais’ do q ‘racionais’, pra conseguir outros públicos.


  13. Danilo Rodrigues:
    Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006 - 11:47

    A IKEA também manda mtu bem em seus sites
    é de tirar o fôlego…

    abs


  14. Scaico:
    Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006 - 11:48

    Caixinhas ligadas denovo (estavam apenas desligadas, Merigo, por falta de espaço no estabilizador)
    Ainda bem que meu frances ta meio em dia…
    De fato, bela propaganda.


  15. Renato Veiga:
    Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006 - 17:35

    Sem susto, sem plágio, a etiqueta da campanha aqui da agência já esta on-line! Só ñ vale criticar heim…;)


  16. rape stories:
    Sábado, 3 de Junho de 2006 - 17:36

    Maybe we can talk about it more.


  17. KAKA:
    Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006 - 14:46

    EU PRESCISA DE AJUDA PRA UM TRABALHO PORQUE EH SOBREA INFLUENCIA Q A PROPAGANDA DA AS PESSSOAS E MEU GRUPO VAI FALA SOBRE A SKOL!!
    Q EU FALO?


  18. Bob:
    Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007 - 15:54

    mazda carrenault meganenissan nassaumazda orange countynissan tulsanissan greensboromitsubishi daytonminneapolis plymouthporsche phoenixangeles los plymouth


  19. Bob:
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  20. Bob:
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