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Fim do atendimento?

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 | 10:14 am

Depois das notícias divulgadas ontem, referente a Fischer América ter eliminado o atendimento da agência, recebi alguns e-mails contestando o assunto e perguntando meu parecer sobre isso. O que vi até agora foram apenas críticas e mais críticas ao novo modelo adotado.

Acho que já está muito bem explicado porque esse modelo será o futuro da propaganda, e não vou me alongar nisso. Leia aqui também. Aqui no Brasil claro, porque lá fora já o é faz tempo. Grandes clientes já perceberam isso e querem cada vez mais um atendimento personalizado e direto com quem pode resolver seus problemas, sem leva e traz. Isso não é denegrir os profissionais de atendimento, mas sim enxergar que o papel que eles devem assumir mudou.

Cito só um exemplo recente para ilustrar: a incrível Strawberry Frog. Uma agência que começou em 1999 e num belo dia de 2005 amanhece com a conta global da Heineken sobre suas mesas. Será que realmente não dá certo? Será que os publicitários brasileiros estão enlouquecendo? Acho que não.

Só acho engraçado que alguns veículos insistam em contar a história pela metade, dando uma percepção errada a seus leitores. Talvez sejam os mesmos que se assustam quando vêem analistas dizerem que o modelo de propaganda praticado há mais de 40 anos está morto.

Caregorias/Tags: Diversos
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22 Comentários para “Fim do atendimento?”

  1. Chico27:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 12:48

    It’s evolution, baby…

    Do the evolution…


  2. danielmafra:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 13:04

    Bem-vindos à nova era.


  3. Leandro:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 13:47

    Acho que temos que estar prontos para as mudanças…


  4. Julio CM:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 13:58

    Ou os atendimentos se adequam aos novos rumos da publicidade ou a publicidade se adequa aos atendimentos…Bem, eu fico com a primeira opção…Menos custos e mais resultados…

    Porém, na Europa, onde esse modelo foi adotado no atendimento e na mídia, já existem agências retornando ao sistema “tradicional”…


  5. Davi:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 14:23

    Tem que se levar em consideração que nem todo criador gosta, ou tem qualidades/poder de argumento, para atender clientes cara-a-cara.

    Acho que não vai ser toda agência que vai se dar ao “luxo” de inovar da noite pro dia nesse “novo modelo”.

    Os criadores que comecem a se preparar, pq pelo jeito o negócio vai pegar por aqui tb. E eu me incluo nessa lista.


  6. FHF:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 14:56

    Eu sou a favor de inovaçãoes, só tenho medo de ter que começar a trabalhar com Power Point.


  7. rodrigo:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 15:27

    duro é isso… o criativo ter q atender ao clinte… eu sou do tipo q falo em publico somente o nescessário, e não tenho o menor poder de convencer o clinte disso ou daquilo outro… até por isso não sigo pra vendas hehehee…


  8. wesley:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 15:37

    será o fim da guerra criação x atendimento?
    assim vai perder a graça…


  9. Joana D'Arc:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 16:12

    A relação atendimento/criação sempre foi conflitiva exatamente por alguns profissionais da primeira área não conseguirem expor aos criativos o desejo real dos clientes que atendiam, muitas vezes por um briefing e um consequente job mal explicitado. Ou mesmo o atrito desta relação que fazia com que ambos não quizessem se entender - e com isso, não entender e atender aos desejos do cliente. Acredito que muitos criativos realmente não possuam o talento necessário em atender os clientes diretamente e nem será esta a solução, já que eles estão para criar e não atender. A melhor solução para interagir estes profissionais e com isso o estreitamento com o cliente, seria transformar as duplas de criação em trios de criação/atendimento. Redator, diretor de arte e atendimento. Um dia chegamos lá.


  10. edo:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 16:41

    Esse sistema deve funcionar para meia dúzia de agências grandes de São Paulo, que pode se dar ao luxo de ter uma dupla, ou mais de criação para cada cliente. Para a colossal maioria de agências de médio e pequeno porte é um modelo aparentemente inviável. Só o futuro dirá. Não seria melhor ter um atendimento mais bem treinado do que transformar criação em atendimento? Não acho muito certo comparar modelos de agências internacionais com os nacionais. Existe uma diferença cultural gigantesca entre a realidade do mercado deles e o nosso. O modelo da Fischer é um novo modelo, mas não quer dizer que é necessáriamente o melhor pra todos.


  11. Romeu Holanda:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 16:44

    Concordo com Joana, mas tô achando que o comentário ta meio incompleto.

    Fora existir atendimentos que não sabem se expressar no Job (e criadores com preguiça de interpreta-los também, justiça seja feita!), também existem os atendimentos incapazes de fazer o cliente entender que ele paga pra uma agência pra obter resultados e não peças publicitárias, que decidir quais e como as peças serão desenvolvidas é trabalho da agência e não do cliente.

    Pra gente que vive em mercados maiores (que contam com atendimentos realmente bons e clientes com mais cabeça), talvez esse problema não seja tão freqüente, eu sei, mas por aqui em PE, isso é fortíssimo.

    Rezo pro dia em que o publicitário vai ser pelo menos quase tão respeitado quanto o médico. Já pensou se os médicos passassem pela mesma coisa que a gente?

    - Doutor, tô com dor aqui.

    e o médico, depois alguns exames, informa:

    - Vamos ter que extrair um de seus rins.

    - Ha não, doutor, prefiro tirar o apêndice que vai me fazer menos falta.


  12. Bruno O.:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 17:25

    Sinceramente, acho que estão fazendo muito barulho sobre este assunto.
    Acredito que nas maiorias das agências a criação já está inserida no atendimento.
    As vezes somente a pessoa da Criação ou como em muitos casos o Atendimento e a Criação vão juntos ao cliente.

    Se estiver errado, me corrijam.

    Abraços

    Bruno


  13. Tarzan®:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 19:26

    Hahahaha, boa Romeu Holanda.

    Bom, to fazendo faculdade e confesso que estava pensando em especializar em atendimento e/ou planejamento. Pelo jeito vou ter que rever meus conceitos.
    De qualquer forma quero estar preparado pra tudo. Afinal esse mercado já ta meio maluco e se tu não tiver jogo de cintura dança.


  14. marlene:
    Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 21:06

    Esse novo modelo é interessante, mas concordo com os demais que geraria uma sobrecarga para a dupla de criação. Nesse caso, acho q o profissional de planejamento poderia entrar em cena e bancar o papel do atendimento. Afinal, não é esse o posicionamento de gde parte das agências, o foco no planejamento? ;)


  15. Johnny:
    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 9:20

    Acho valido a implantação desse sistema pela Fischer. Contudo, temo uma sobrecarga no setor de criação.
    Ainda não trabalho em agência, trabalho em uma gráfica, em seu setor de layout e posso dizer, com a pouca experiência que tenho, que muitas vezes, dependendo do Job e do vendedor, temos que quebrar esse sistema cliente/vendas/criação, entrando em contato direto com o cliente, pois o briefing do Job vem totalmente falho e, muitas vezes, com sugestões pessoais do vendedor, o que atrapalha muito na hora da criação.
    Não tenho nada contra atendimento, acho que existem profissionais e “profissionais” tanto em atendimento como em criação, contudo acho totalmente valida essa mudança.

    Aqueles criativos que tem uma boa comunicação interpessoal, parabéns. Os que não tem vão ter que adquirir, caso essa moda pegue.


  16. Daniel:
    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 14:13

    ih, kct! e pensar q meu pai jogava futebol com o Fadiga todo domingo!!!!


  17. Daniel:
    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 14:24

    Mas essa idéia é tão óbvia, pq até hj não foi adotada? Tirar a burocracia, fazer uma conexão direta entre cliente e produto.
    Só que agora os criativos terão que ser muito mais versáteis, ter um treinamento acadêmico muito maior em marketing.


  18. Dulce:
    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 14:32

    Mais um agravante para aquela famosa frase:
    Quem não tem competência jamais se estabelece…

    É isso.


  19. André:
    Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 15:29

    O único problema que eu vejo é a indisposição que pode acontecer entre a área de criação e o cliente. Não é fácil ouvir críticas, muitas vezes infundadas, sobre o seu trabalho. Eu acho que o atendimento ajuda a impedir que a arrogância do cliente se choque de frente com a do pessoal de criação.


  20. james:
    Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006 - 8:37

    como bem explicado em alguns veiculos, esta mudança ocorreu devido a interação do cliente e agencia e tb os custos…….
    …. acredito na segunda opção… tiram o atendimento e coloca no lugar o “assessor da criação”…..
    finalizando………… a gente só se fode……..he!!


  21. Raquel:
    Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006 - 11:48

    Simplificando, a questão é que tudo está sendo citado como se o processo funcionasse da seguinte forma:

    - Planejamento e criação vão ao cliente
    - cliente, planejamento e criação fazem uma reunião e chegam a um consenso.
    - planejamento e criação vão para a agência criar
    - os três se reunem novamente para a apresentação

    Aocontece que todos sabem que no mundo real, o atendimento recebe milhares de telefonemas durante todo o processo. As idéias iniciais sofrem reviravoltas, novas reuniões são feitas, etc, etc.

    Agora a pergunta, alguém imagina a criação, no meio de um brainstorm, parando para atender ao telefone e ouvir do cliente:
    “Só pra avisar que o prazo mudou, precisamos de tudo para hoje”
    ????
    Acho que o poder de negociação se vai, as idéias também e a paciência inclusive!!!!


  22. Hero:
    Sexta-feira, 3 de Março de 2006 - 19:52

    Yo have nice site, admin! keep up good work man!



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