Compassion? We need your money
Quando se quer chocar as pessoas, muito se pensa em exibir imagens fortes, desgraças explicítas e toda sorte de fatos e acontecimentos sádicos. Mas quando se vê essa campanha da World Vision, percebemos que é possível conseguir muito mais sem apelação alguma.
Criados pela DDB Berlin, esses três anúncios falam sobre a fome na África e para isso usam apenas uma ilustração com traços simples, beirando o infantil. Mas não se engane, essa estilização consegue transtornar mesmo assim. Isso porque tocam numa ferida e em atos que as pessoas praticam diariamente.
Cada desenho simboliza uma forma de compaixão, mas que não resulta em atitude alguma. No primeiro, um homem embala balõezinhos de “sinto muito” e envia para as crianças. Lá, elas brincam e comem os balões.
No outro, uma mulher vê na televisão uma matéria sobre a fome. Suas lágrimas são enviadas através de uma magueira para a África, onde são usadas para regar cenouras. O último mostra um cantor que canta em homenagem as crianças famintas, e as notas musicais são colhidas como frutos de uma árvores Alguma semelhança com a realidade?
A assinatura da campanha diz na lata: “It would be great if compassion could help. But we need your money.” (Seria ótimo se a compaixão pudesse ajudar. Mas nós precisamos do seu dinheiro.)
Conceito, direção de arte e redação perfeitas. Cannes 2006 está logo aí, mas o Ouro no Eurobest 2005 essa campanha já levou.
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 13:46
bom baragai!!!!!
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 14:00
Muito bacana… claro…
Mas é importante pensar que só no Brasil a Visão Mundial tem 30 anos, no mundo já são mais de 50… e eles têm muita experiência com campanhas de arrecadação que, pelo menos aqui no Brasil provaram que o segundo método é mais eficiente. Como eles mesmos dizem nessa campanha, eles precisam é de dinheiro, e não necessariamente de anúncios bonitos…
Minha mãe trabalhou na VM muitos anos, e eu trabalhei lá por um tempo, no depto de comunicação, e vivi um bocado esse dilema - com certeza eles têm capacidade de produzir super anúncios que entram para o brain#9, mas muitas vezes, realmente, não é disso que eles precisam…
bom… pra finalizar, se alguém quiser, eu recomendo a Visão Mundial Brasil como uma excelente ONG que faz exatamente TUDO que pode com o dinheiro que arrecada. Muito honesta e muito articulada… vale a pena botar a compaixão em ação e mandar alguma grana pra lá… no site tem todas as informações necessárias…
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 15:01
Realmente… perfeitos!
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 15:08
Sensacionais. As peças chamam atenção pelo desenho e, quando vamos ver, a mensagem contrasta com a expectativa. Muito bom!
Sobre o comentário do Ricardo, acho que não tem muito a ver o tempo de existência de uma ONG ou outra. O Brasil se destaca(va) em publicidade, em comunicação, e nisso tem experiência de sobra. Acho que poderíamo sim ser mais criativos e incisivos, mais diretos e menos dramáticos.
Beijo, Merigo.
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 17:39
Achei que todos aqui sobreavaliaram a campanha. Pra mim nao passa perto de um leao. Abs
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006 - 23:18
Seria maaaravilhoso se fosse fácil.
Mas levantar o bumbum do sofá gasta calorias, e eu tenho que acumular o máximo possível!
^^
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006 - 8:39
Maravilhosa essa campanha. De certa maneira me lembra a campanha brazuca pela restauração do Pelourinho (guardadas as devidas proporções, é claro)
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 12:57
Perfeitos. Simples e perfeitos.
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006 - 12:58
Perfeitos. Simples e perfeitos.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006 - 12:08
Excelente, muito bom mesmo. Isso prova que a simplicidade é tudo.
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006 - 15:28
Achei muito boa a opinião do Ricardo Moraleida, principalmente porque é a opinião de alguém que tem conhecimento de causa.
Concordo que boa parte das campanhas deste setor é um pouco apelativa, beirando o mórbido, mas acho que o resultado justifica.
Cabe a nós, criativos brasileiros, zelarmos pela reputação do país em festivais publicitários. Mas cabe a nós também utilizarmos a verba do cliente de forma eficiente. Principalmente quando é uma causa como essa.