Arquivo para o mês de Janeiro de 2006
Pirelli Film
Inspirada pelo famoso projeto BMW Films, que revolucionou a comunicação e o marketing na internet em meados de 2001, a Pirelli vai estrear no próximo mês do março o Pirelli Film.
Assim como foi com a montadora alemã, será uma série de curtas produzidos exclusivamente para internet. Todos os filmes terão como mote o slogan da Pirelli, “Power is nothing without control” (Potência não é nada sem controle).
O primeiro curta será um thriller chamado “The Call”, estrelado por John Malkovich e pela modelo Naomi Campbell. A direção é de Antoine Fuqua, o mesmo de “Dia de Treinamento” e do chatíssimo “Rei Arthur”.
O filme que teve inclusive consultoria do Vaticano, foi parcialmente rodado em Roma. A criação é da Leo Burnett da Itália.
Assista o teaser no site oficial do projeto ou clicando no “play” abaixo.
Valeu pela dica Conrado.
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| Hoje no Passado |
- 2007: Minority Report: publicidade contextual — Se alguns filmes não tivessem existido, o mundo não seria o mesmo. Um exemplo básico: “Star Wars”. Já se passaram [...]
- 2006: Movies are made to be seen — Eu (e acredito que a maioria dos leitores deste site) entendo tanto de francês quanto de física quântica, mas quem [...]
Movies are made to be seen
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Eu (e acredito que a maioria dos leitores deste site) entendo tanto de francês quanto de física quântica, mas quem assistiu “A Marcha dos Pingüins” certamente vai se divertir muito com este comercial criado pela BETC Euro RSCG para o Canal +, especializado em cinema.
Também só tem graça se você souber que a tradução do título original do documentário é “A Marcha do Imperador”. Um homem conta a uma mulher sobre o filme que assistiu e, enquanto ele descreve as cenas, acompanhamos o pensamento da garota.
Quem teve uma infância (adolescência também vai) mais feliz assistindo Chaves, sabe bem como é isso. Lembram do episódio em que o Seu Madruga conta para o Chaves como se joga boliche? É isso.
A idéia é mostrar que não adianta alguém lhe contar um filme, você precisa assisti-lo. Intitulado de “The Emperor’s March”, o comercial termina com a assinatura: “Movies are made to be seen”.
Ganhou o prêmio máximo e foi escolhido como o preferido do público no Festival de Méribel em 2005, premiação voltada exclusivamente para o mercado francês.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.40 MB.
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Mercedes A-to-S
Proporcionando uma intensa experiência ao usuário, a Mercedes-Benz do Reino Unido colocou no ar um mini-site para mostrar o quão inovadoras são as características de seus veículos.
Em formato de A-to-S, o site é dividido em capítulos completamente interativos, dando ao visitante a tarefa de descobrir como explorá-los. Em C de Charcoal por exemplo, o usuário pode desembaçar a tela arrastando o cursor. Ou testar o sistema ESP, o ponteiro do mouse desliza em uma poça de óleo.
A segunda parte do mini-site é uma vitrine interativa de automóveis. Funciona como uma página rich media que intermedia o usuário ao showroom da Mercedes.
O site, ou melhor, a experiência foi criada pela Agency Republic de Londres.
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Munique *****
Sei que muitos pensarão que isso não é um grande elogio, mas “Munique” é o melhor filme de Spielberg desde “A Lista de Schindler”. Não apenas pela nova prova de que o diretor é extremamente hábil no manejo da camera, na montagem e em criar cenas brutais de tensão, mas também por não se acovardar diante de um tema tão espinhoso.
“Munique” é um thriller cinematicamente visceral com seu suspense e violência gráfica, mas acima de tudo é eficiente em contar uma história sobre moral, ética e política sem acobertar nínguem ou tentar tornar tudo mais digerível para a platéia.
Ao traçar a todo instante paralelos com os dias atuais, somos levados aos mesmos questionamentos de Avner. Será que é possível um dia interromper um ciclo vicioso de violência, sendo que retaliações são incentivadas e financiadas?
Mas Spielberg também é corajoso ao mostrar que, os mesmos responsáveis por atos tão violentos, são também pessoas com família, sonhos e o desejo de ter um lar. Mesmo que o custo seja alto demais. Sem tomar partido por nenhum dos lados, “Munique” utiliza diálogos de duplo sentido para dizer algo que nem precisaria ser dito: toda violência tem volta.
Muito distante daquele diretor que fugiu do sangue no fraco “Guerra dos Mundos”, Spielberg faz o público não apenas entender porque a imagem de um homem com a cabeça coberta por uma meia na sacada de um apartamento durante as Olimpíadas de 1972 tornou-se uma das mais emblemáticas do século passado, mas sim se perguntar porque tudo o que aconteceu ali e depois dali não serviu de aprendizado para nínguem.
Assim, da mesma maneira que Avner e seu grupo procura legitimidade moral para matar, quando pergunta por exemplo “Você sabe porque estamos aqui?”, fazemos hoje ao questionarmos o real propósito de terem exércitos espalhados pelo planeta em busca de condenação ao inimigo, porém, matando todo mundo antes “apenas por prevenção”. Será que um dia ainda teremos chance à paz?
Pelo impacto, coragem, frieza e inteligência, “Munique” é até agora o melhor filme do ano. Sinal de que Spielberg continua sendo um mestre de seu tempo, pelo seu talento e poder de criar uma obra comercial tão provocativa.
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Milk Gone Wild
Em mais uma típica demonstração de que a grande mídia, empresários e lobbystas não estão interessados em mostrar a verdade para as pessoas, a PETA teve a campanha “Milk Gone Wild” vetada pelos executivos da rede de TV ABC.
O comercial de 30 segundos, que faz uma paródia da famosa série de vídeos Girls Gone Wild, seria veiculado durante o intervalo do SuperBowl XL, mas “ultrapassa o limite do bom gosto”, segundo a rede de TV. Claro, piadas infames e flatulência não tem problema algum…

A campanha foi criada pela agência Crazy Dave’s House of Ads e a trilha composta pelo guitarrista do Yeah Yeah Yeahs, Nick Zinner. Você pode assistí-lo no site MilkGoneWild.com, e ainda descobrir porque o leite não faz tão bem a saúde assim como gostam de vender os fabricantes, já que somos os únicos mamíferos que continuam consumindo lactose após a infância.
De todo modo, o conteúdo do documentário Meet Your Milk, narrado por Alec Baldwin, já deveria ser motivo suficiente para qualquer um repensar aquela visão idílica de fazenda que aprendeu quando criança. Contudo, se interessar pelo assunto, você pode começar por aqui: Meet Your Meat. It’s the terror of knowing…
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Google Pontiac
Não é novidade que o Google está rapidamente expandindo seus tentáculos para outras mídias que não as possibilidades oferecidas pela internet. Parada obrigatória para a maioria dos internautas, o líder em buscas do mundo está revolucionando a maneira como enxergamos os tradicionais meios de comunicação. Jornal, revista, rádio e TV. Todas na mira da gigante de Mountain View, Califórnia.
Mas publicitários, especialistas em marketing e internet do mundo todo estão em polvorosa por causa do último comercial do Pontiac da GM. E não é porque o anúncio é um exemplo de criatividade ou produção milionária, e sim porque ele manda o telespectador ir para o Google.
Ao invés de mostrar um número de telefone, uma URL ou endereços de revendedores locais, o filme termina dizendo “Don’t take our word for it. Google Pontiac and discover for yourself.”, exibindo ainda uma screenshot do site com a palavra “Pontiac” digitada.
Isso não só prova que Google tornou-se sinônimo de busca (para desespero do Yahoo!), como modifica a maneira como a publicidade e o marketing trabalham com as mídias. A campanha do Pontiac é regional, e ao convidar a pessoa a fazer uma busca no site, os resultados são exibidos regionalmente. Se você está na Flórida e procura por Pontiac no Google, vai ter acesso direto a revendedores da Flórida. Obviamente devido aos links patrocinados.
Resumindo: você exibe um comercial na TV e garante que a pessoa vai chegar no seu site se procurar na internet. Algo que muita gente fez sem que um anúncio precise mandar. Outro lado bom disso, é que muitas empresas estão tratando de colocar páginas corporativas decentes na internet.
Um porta-voz da GM declarou que a decisão de citar o Google foi devido a credibilidade e a força que o consumidor ganhou com as ferramentas online. Já era tempo de perceberem isso.
Para assistir o comercial, clique no “play” abaixo:
Presidente Honesto
Como estamos carecas de saber, 2006 é ano de eleição. Mas desta vez alguém poderia fazer aqui no Brasil o mesmo que dois publicitários lá em Portugal fizeram durante a campanha presidencial, que teve fim no último fim de semana.
Como forma de protesto, lá na terrinha terrona aconteceu uma verdadeira mobilização em torno de uma candidatura fictícia para Presidência da República. Era um tal Presidente Honesto, um sujeito de “35 anos e meio” e “um jeito trapalhão e verdadeiro”. Mas entre todas as suas boas características, nenhuma é mais importante do que: o bigode.
Com táticas guerrilheiras, milhares de cartazes amarelos foram espalhados pelo país com o slogan: “Presidente Honesto, o candidato debaixo do seu nariz”. Não demorou para a iniciativa ganhar adeptos. Pessoas no país inteiro passaram a usar o bigodão, comprar camisetas e distribuir bottons do candidato.
Intervenções nas campanhas publicitárias dos reais candidatos a presidência não deixou escapar um único outdoor ou cartaz. No estilo Bubble Project, colavam bigodes nas caras dos presidenciáveis, seguindo a idéia de “dar bigode aos outros concorrentes e rir nas barbas deles.”
Mas como um político que se preze, o Presidente Honesto saiu as ruas para o corpo a corpo com a população. Almoçou em restaurantes baratos, cumprimentou os trabalhadores e pegou criancinhas no colo.
Para escolher quem encarnaria o personagem foi feito um casting em que qualquer português poderia participar. 90 pessoas compareceram, mas no fim foi escolhido o único que chegou no horário marcado, que bebe um pouco mais e o “único que a Comissão de Candidatura Honesto Presidente acredita piamente nunca ter sido desonesto na vida”.
Os criadores do conceito explicam que a intenção do projeto era provar que com boas idéias e pouco dinheiro se consegue chegar às pessoas e causar burburinho. O apoio logístico e financeiro para o Presidente Honesto veio da agência em que os publicitários trabalham, a Bates Red Cell.
Mesmo com todas as candituras tendo sido premiadas com um bigode, nínguem apareceu pra reclamar. Alguns ameaçaram entrar com ação no Ministério Público, mas desistiram. Um dos candidatos declarou: “Tem acontecido em todas as eleições. O melhor é não dar demasiada importância. Para não dar importância a quem o faz. É uma brincadeira de mau gosto”.
A tática não adiantou. A candidatura do Presidente Honesto ganhou as ruas, a população, a mídia e vai virar documentário. Ah, como não podia ser diferente, o Presidente Honesto tem um blog: presidentehonesto.blogspot.com.
Valeu pela dica Villano
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World Economic Forum 2006
Com o tema “The Creative Imperative”, o Forum Econômico Mundial deste ano, em Davos, na Suiça, discute o papel crucial da comunicação na nossa sociedade atual. O objetivo é encontrar novas formas de colaboração entre empresas, governo e agências de publicidade para promover o desenvolvimento sustentável e responsabilidade social corporativa.
Um dos grandes pontos da discussão é mostrar que não só a publicidade de ONGs e instituições devem conscientizar e mudar o comportamento das pessoas, mas também as grandes corporações devem tornar sua comunicação mais responsáveis socialmente.
Para ilustrar o evento, a ACT (Advertising Community Together) está promovendo no Fórum uma exibição de 80 campanhas publicitárias de diversas agências do mundo. Intitulada “Taking Care of our Future”, a mostra inclui quatro trabalhos da brasileira F/Nazca, a premiada campanha “Olhos” para Fundação SOS Mata Atlântica e mais quatro peças da Leo Burnett Brasil sobre consumo consciente para o Instituto Akatu.
O Fórum começou ontem e vai até o dia 29. Abaixo, uma breve amostra das peças que foram selecionadas para a exibição. Paciência para carregar e acompanhe:
“For a free press” | Reporters Without Borders (DDB Group Belgium)
“Don’t eat meal from factory farming” | Vier Pfoten e.V. Foundation (Grill & Thompson GmbH)
“Global Warming” | WWF (VVL BBDO)
“The food you waste would make the difference on a lot of people’s table” | Leo Burnett (Instituto Akatu)
“The food you waste would make the difference on a lot of people’s table” | Leo Burnett (Instituto Akatu)
“Stop the wildlife trade.” | IFAW (Springer & Jacoby)
“Imagine” | Amnesty International (Collaborate, Inc.)
“Lungs” | Peugeot (BETC Euro RSCG)
Defend The Earth | Sierra Club (Collaborate, Inc.)
“I saw a man cutting down trees” - Nature sees people destroying, but there’s nothing it can do. | Fundação SOS Mata Atlântica (F/Nazca)
“I saw a man holding the chain saw” - Nature sees people destroying, but there’s nothing it can do. | Fundação SOS Mata Atlântica (F/Nazca)
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