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Arquivo para o ano de 2005



We are here to stay

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005 | 11:34

Uma idéia baseada na logomarca e efeito especial para dar movimento na boca dos ditadores do mundo. Criado pela TBWA Paris, esse filme para a Anistia Internacional é poderoso, assim como quase toda a comunicação da ong.

E quando o assunto é direitos humanos, chocar é o caminho mais eficaz. Isso é necessário principalmente porque a maioria das pessoas não vivem, e muitas vezes sequer fazem idéia, da realidade combatida pela Anistia Internacional. Para muitos pode parecer absurdo, mas com certeza você conhece alguém que vive num mundo limitado por baladas, roupas de marca e novela das 8. O típico sujeito ou sujeita que sequer tem assunto para conversar. E tem ainda aqueles que fazem pior.

Então, quando vemos esses anúncios sempre discutimos qual é o público-alvo. Potenciais doadores? políticos? os próprios bandidos? Não, eles são feitos para alguém muito mais importante: a opinião pública. Para eu e você sabermos que algo não está certo e que existe alguém lutando para mudar as coisas.

A Anistia Internacional luta para libertar os prisioneiros de consciência (termo criado por ela para definir os presos por cor, raça, orientação sexual ou religiosa); para garantir julgamentos justos para prisioneiros políticos; para abolir a pena de morte, a tortura e outros tratamentos considerados cruéis aos presos; para acabar com os assassinatos políticos e os desaparecimentos; e para lutar contra todos os abusos aos direitos humanos, seja por governos ou por quaisquer outros grupos.

E aí, sabendo disso, nos perguntamos: “o que podemos fazer para ajudar?”. Temos a tendência de acreditar que só ajuda quem pode doar, porém, mais importante do que dinheiro é a palavra, a consciência de cada um. E criar essa conscientização é o objetivo mais crucial de qualquer campanha social.

Sendo assim, com tantos que já tentaram calar a voz de quem trabalha pelos direitos humanos, o título do anúncio diz: “We are here to stay” (Nós viemos para ficar).

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.91 MB.

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| Hoje no Passado |

  • 2006: Pedigree | Light — E eu que pensava que todos os anúncios bacanas de produtos light já tinham sido feitos. Campanha criada pela TBWA\Paris [...]
  • 2005: Ceský sen — Quem tem pelo menos um dos olhos funcionando, sabe que está rolando em São Paulo a 29º Mostra [...]

Tributo a Rosa Parks

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005 | 9:59

Utilizando o famoso conceito “Think Different”, a Apple divulgou um anúncio em seu site homenageando Rosa Parks, que morreu na noite de segunda-feira.

Há cinqüenta anos, Parks ficou famosa e ganhou o título de “mãe do movimento pelos direitos civis” ao se negar a ceder seu lugar para um passageiro branco em um ônibus em Montgomery, no Estado do Alabama. Na época, leis de segregação racial eram permitidas nos Estados Unidos. Em meios de transporte, acomodações públicas ou restaurantes, era comum a separação entre negros e brancos

Ao recusar a ordem do passageiro branco, apesar das leis que a obrigavam a ceder sua vaga, Parks foi presa e multada, o que provocou a reação da comunidade negra local. Sua prisão provocou um boicote de 381 dias contra as companhias de ônibus locais, liderado por um então desconhecido pastor, o Reverendo Martin Luther King, que nos anos seguintes liderou o movimento pela igualdade de direitos civis.

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Faixa de pedestre

Terça-feira, 25 de Outubro de 2005 | 11:10

Algum dia você imaginou uma faixa de pedestres gasta servindo como mídia? Na Polônia, a Saatchi & Saatchi imaginou e fez isso para o tratamento de clareamento dentário Blend-A-Med Whitestrips, da Procter & Gamble.

No primeiro estágio apenas uma faixa foi pintada, e trazia a mensagem: “Patrocinada por Blend-A-Med Whitestrips”. Após 7 dias, que é o tempo de tratamento do produto, o restante da faixa ganhou pintura nova.

Alguns podem alegar que isso é mais uma forma de poluição visual, no já caótico cenário urbano lotado de publicidade, mas não deixa de ser também um benefício a comunidade. Além do mais, é uma inovação curiosa.

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First Impressions of TIM Festival 2005

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2005 | 17:01

A versão “light” do TIM Festival 2005 ontem em São Paulo fez uma mistura bizarra. Sou sempre aberto a conhecer novos sons, saio atrás de novas bandas e garimpo MP3’s por todos os cantos. Mas, tem coisas que não dá pra engolir.

O que é aquela M.I.A? O escroto funk carioca em inglês? Quem precisa disso? No Rio pelo menos dividiram os palcos, só foi agüentar os insuportáveis gritinhos agudos da cidadã quem realmente estivesse disposto. Agora, quem foi pra ver Kings Of Leon e Strokes não merecia essa.

E o tal Arcade Fire? O Lúcio Ribeiro fala, elogia, baba o ovo, diz que é a melhor banda dos últimos tempos. Eu sempre faço novas audições pra saber se perdi alguma coisa, mas a conclusão é sempre a mesma: “eles não são tudo isso”. Aliás, tem algumas músicas bem intragáveis. Não entendo todo o hype em cima desses canadenses. Ah, o Bono gosta, os caras do Coldplay já viram quatro vezes, o David Bowie recomendou no site. Dane-se, não muda nada. O Polyphonic Spree tem a mesma proposta e faz muito melhor com muito menos.

E o Kings Of Leon? São ótimos, mas já se acham as estrelas mundiais do rock. Entraram mudos, saíram calados e nem um “obrrrigadu San Paolo”. Já era de se esperar, foi à banda que fez mais exigências pro festival, nada menos que 215 pedidos. De qualquer forma, quando abriram com “Molly’s Chambers” quase mataram metade do público, que pulavam e se acotovelavam num tumulto que não parecia ter fim. Nessa hora quase desisti de ficar na frente, mas resisti ao empurra-e-empurra são e salvo.

“King Of Rodeo”, “Joe’s Head”, “California Waiting”, “Genius”, “Four Kicks”. Que beleza, toda a sensacional mistura de country e rock dos irmãos do Tennessee trazia enfim um show decente nessa edição São Paulo do Tim. Mas porra, cadê “Red Morning Light”? Imaginem uma banda que vem pela primeira vez ao Brasil e não toca seu maior sucesso?

Isso foi Kings Of Leon. Uma bandinha que começou ontem, mal sabem limpar as próprias bundas e já se dão ao direito de estrelismos. Nem se movimentam no palco, se resumem a replicar o disco. São bons, mais saiam logo e cedam o espaço para a atração da noite, seus padres caipiras com cara de elfos.

Agora sim, The Strokes. Os caras que eram hype, viraram queridinhos da crítica e hoje são mainstrean. Sinceramente, com as músicas que eles tem não precisariam fazer muito para oferecerem um show inesquecível. E assim foi.

Muito ao contrário dos carolas dos KOL, Julian Casablancas foi simpático, cumprimentou o público, agradeceu, disse que vai voltar e todo aquele papo de banda gringa quando vem pro Brasil. O cara não sorri nunca, mas tem carisma, ainda mais porque se mostra disposto a atender os pedidos do público. Outra, o Nikolai carregando uma bandeira do Brasil e o Fabrizio dizendo “obrigado meus irmãos brasileiros” sempre servem para conquistar os patrióticos tupiniquins.

O setlist foi completamente diferente do que fizeram no Rio na sexta, no show transmitido pela MTV. Em parte isso foi frustrante. No Rio foram cinco músicas novas, em São Paulo apenas três. Lá tocaram a maravilhosa “Under Control”, pros paulistas? Necas. Lá voltaram duas vezes para o bis, aqui só uma e toma-lhe luz na cara e Bob Marley pra irem embora pras suas casas. Acho que tacam Bob no povo no fim de todos os shows.

Nem a inédita “You Only Live Once” tocaram aqui, só no Rio. Deve ser medo da pirataria, já que Julian se assustou quando viu os cariocas cantando uma música que nem sequer foi lançada. É a internet, meu filho. Tenta procurar por Strokes no Google e você vai ver o que acontece. Falando nisso, alguém já tem a nova “Hawaii Aloha”? Sensacional essa música. Bem que o Julian avisou antes de tocá-la que seria uma “fun, fun song”.

Fora “Juicebox” e uma outra inédita “Heart in a Cage”, foi um desfile de neoclássicos. “12:51″, “Soma”, “Automatic Stop”, “Someday”, “Barely Legal”, “The End Has No End”, “New York City Cops”, “The Modern Age”, “Is This It”, “Hard To Explain”, “Reptilia” e etc. Ah claro, teve “Last Nite” também, pros boys e patys que não conhecem nada e foram ao show só porque tava todo mundo falando cantarem juntos, afinal, também são filhos de Deus. Ou seria do Diabo, que é o pai do rock?

Enfim, um show sensacional. De ficar rouco e com as pernas de doendo depois de tanto pular. As únicas reclamações na verdade são três: Ter que aturar M.I.A, as músicas que os Strokes não tocaram e a quantidade de gente. Tudo bem, galera é legal. Mas um show para 4 mil pessoas, como foi no Rio, deve ter sido muito mais confortável.

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Safest small car

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2005 | 10:24

Para o Polo, a Volkswagen trabalha muito o conceito de pequeno mas resistente. Como nesse exemplo e nesse também. Isso gerou até um comercial fake, o do terrorista citado nesse post.

Para o Modus, o novo modelo da Renault, a Publicis está seguindo o mesmo caminho. Carro compacto mas forte, ou como eles dizes: “um carro pequeno com grande coração”.

Veja esse outdoor veiculado em Frankfurt. A assinatura diz: “The Renault Modus. Safest small car”.

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Categorias/Tags: Automóveis, Outdoor/Guerrilha, Renault
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Sim ou Não?

Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005 | 15:14

Por estar estar longe da minha zona eleitoral, irei justificar meu voto. Mas, se eu fosse votar, seria Sim ou Não? E minha resposta é um sonoro: Não sei. Acho que existem argumentos muito válidos de ambos os lados e é uma decisão difícil de ser tomada.

Porém, já existe tanta gente falando disso, tantos especialistas analisando o assunto, informação batendo na nossa cara de todos os lados, que nem vou ter a pretensão de discutir aqui o que deve ou não ser feito. De qualquer forma, depois do show do Strokes que irei no domingo, não existe assunto mais oportuno pra esse fim de semana do que o referendo para o Estatuto do Desarmamento.

Eu escolhi uma campanha sobre o assunto pra postar aqui, mas o problema é que ela toma uma posição. No caso do nosso referendo, essa comunicação seria para o “sim”. Gostaria de colocar também algum anúncio publicitário que pregasse o oposto, mas não lembro de nada nessa linha.

Irei publicá-la, mas lembrando que isso não reflete a minha opinião. O que importa é o produto criativo. Quem souber de alguma (boa) campanha que seja a favor das armas, por favor, indique aí nos comentários.

Esses três anúncios criados pela Goodby, Silverstein & Partners brincam com fatos históricos, modificando as consequências caso as armas fossem controladas. E, apesar de ser um assunto extremamente sério e delicado, o resultado é bem humorado.

A assinatura da campanha diz: “We can live without guns” (Nós podemos viver sem armas).

“Lennon is attacked with wooden stick outside apartment house; doctor expect full recovery.” (Lennon é atacado com um galho na porta de seu prédio; Os médicos esperam plena recuperação.)

“Martin Luther King is hit by boottle in Memphis; a white is suspected.” (Martin Luther King é atingido por uma garrafa em Memphis; um branco é suspeito)

“Kennedy is struck by rock in failed assassination attempt; Dallas police arrest suspect.” (Kennedy é golpeado com uma pedra numa frustrada tentativa de assassinato; a polícia de Dallas prende suspeito.)

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Freedom From Thirst

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005 | 18:03

Outro dia, passando rapidamente pela TV, vi cenas de um comercial da Sprite em que alguns garotos se jogavam numa quadra de basquete, e que na verdade era uma piscina. Me chamou atenção pelo belo efeito visual, mas não sabia do que se tratava.

Com tantos pedidos chegando no meu e-mail pelo filme e pela tal música do comercial da Sprite, resolvi investigar. Trata-se de um anúncio criado pela Ogilvy de Hong Kong para o mercado australiano. Foi veiculado por lá em Março e agora chega ao Brasil.

Intitulado de “Liquid Freedom”, o comercial foi shortlist no Festival de Cannes deste ano, mas não chegou a ser premiado. É uma linda aventura visual, com uma produção de efeitos fantástica. Além da bela fotografia de fim de tarde. A assinatura diz: “Liberte-se da sede”.

Quem procura pela música do comercial, pode perder as esperanças. Ela não “existe”. É na verdade uma trilha exclusiva criada pela produtora Human de Nova York.

Essa confusão é a mesma de quando as pessoas ficaram loucas atrás da música de um anúncio da Nokia criado pela Lew,Lara. Pela semelhança, muita gente achou que se travava de “Dreams” do Cranberries, mas a letra não batia. Tratava-se também de uma música criada em produtora, mas que utilizou como base a obra da banda irlandesa.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 3.32 MB.

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Ética

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2005 | 10:52

Criado pela TBWA Paris para a associação Humans por Animals, essa campanha diz: “Não trate os outros como não gostaria de ser tratado”. Curto, direto e mais verdadeiro impossível. Uma idéia que pode gerar no mínimo mais uns 50 anúncios.

Um dia muito mais pessoas irão entender o sentido dessa frase e que uma evolução natural passa por mudança de hábitos há tanto tempo praticados de forma insensata. Mas tudo bem, senão vai por bem, vai por mal. Aí fica a choradeira por causa de febre aftosa, gripe aviária, vírus do porco e por aí vaí.

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