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Arquivo para o ano de 2005

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Clap Your Hands Say Yeah

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 | 19:36

Um dos melhores lançamentos em anos. Escutem Clap Your Hands Say Yeah. Mais uma banda para ser símbolo da geração blog, pois quando as pessoas querem, nínguem segura.

Estou viciado na música “The Skin Of My Yellow Country Teeth”, vai ser pegajosa assim no inferno.

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Categorias/Tags: Música
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King Kong (2005) ****

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 | 12:56

Desde que a trilogia “O Senhor dos Anéis” mudou a sua vida e causou impacto cultural na sociedade, tanto pelo ponto de vista cinematográfico como por fazer muita gente finalmente descobrir a obra de Tolkien, Peter Jackson se transformou num diretor maior do que seu próprio trabalho.

Mal comparando, funciona da mesma maneira quando você vai numa livraria e vê uma capa escura qualquer apresentando a inscrição “Stephen King” em letras garrafais. O título e o conteúdo do livro perdem importância, como se dissessem: é dele, leiam.

Peter Jackson não gosta de assinar seus trabalhos, mas você sabe que por trás “daquilo” existe um cara que sabe como fazer “aquilo” como ninguém.

Jackson é um mago da técnica e alia essa capacidade com uma boa história, atuações e dramaticidade. Por isso, ao lado de um gorila de 7 metros, o diretor é a maior estrela do filme.

Com suas mais de 3 horas de duração, “King Kong” é um showcase de Jackson e de sua WETA Digital. Ter sentimentos em relação a um animal é algo absolutamente natural, ainda mais quando se trata de uma espécie com humanidade genética. Mas fazer isso utilizando hardware e softwares são outros quinhentos. E “King Kong” faz. Algo só comparável ao sentimento causado pela bola Wilson de “Náufrago” (e nem computadores foram necessários pra isso).

E o que essa refilmagem de Jackson mais corrobora, é que as verdadeiras bestas somos nós. Humanos. Incapazes de perceber a senciência de um animal, que Ann Darrow (Naomi Watts) avisa em todo instante que berra “no!” e “stop!”. Contudo, nossa consciência pode ficar um pouco mais tranqüila quando torcemos para que Kong quebre logo as correntes e pise nas pessoas no teatro.

E “King Kong” não é apenas um milagre da computação gráfica, como também faz um cinema tradicional de encher os olhos. Quem pode duvidar disso com a maravilhosa reconstrução dos anos 1930 e atuações convincentes de atores que trabalharam a maior parte do tempo sobre fundo verde?

Mas é o mesmo fundo verde que por vezes quebra a magia de cinema. Em momentos de ação descerebrada facilmente dispensáveis, quando vemos atores correndo de dinossauros feitos em computador, lembramos que na verdade estamos assistindo uma projeção, sentados numa poltrona e dentro de uma sala atapetada.

Incomodava-me o fato de saber que novas criaturas grotescas eram inseridas na tela apenas para fazerem os personagens correrem mais, gritarem mais e postergarem mais o que realmente importa no filme. O suspense inicial (apesar de demasiadamente longo) é interessante, o final (apesar de já sabermos muito bem o que acontece) é estonteante, mas no meio, quando se torna um videogame jogado por outra pessoa, “King Kong” perde a força.

De qualquer forma, “King Kong” diverte e emociona, e mais do que isso, presta uma homenagem cabal ao clássico de Cooper e Schoedsack. Mas o melhor do filme, é que ele oferece uma relação personagem x espectador como poucas produções atualmente conseguem fazer. Nós nos importamos com o protagonista e sofremos por ele. E é nesse exato instante que o remake de Jackson deixa de ser um punhado de efeitos digitais de encher os olhos e comove.

Mérito maior conseguir isso com um público anestesiado por mundos fantasiosos, situações escabrosas tanto na ficção como na realidade. Público esse, uma maioria que nunca sequer assistiu a versão original de 1933, que poderia facilmente achar a história de um gorila gigante que se apaixona por uma mulher uma bobagem sem tamanho.

Sinal de que a “fábrica de sonhos” ainda pode funcionar. Ainda bem.

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Categorias/Tags: Cinema
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A little fabric

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005 | 12:51

Quando se fala em comunicação de varejo, a IKEA é citada como referência. É sempre um exemplo de ousadia, comunicação divertida e de como o setor pode fugir da mesmice.

Abaixo, uma ação criada pela agência Forman & Bodenfors que “envelopou” diversos objetos, públicos ou não, para mostrar o quanto alguma coisa com textura fica mais bonita.

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Strength of Black

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005 | 9:59

Criar formas com roupas não é novidade na publicidade, mas ficou interessante essa campanha criada pela agência italiana D’Adda, Lorenzini, Vigorelli, BBDO para o detergente Perlana Black Magic.

O objetivo do produto é preservar roupas escuras. A assinatura diz “Keep the strength of black alive” (Mantenha viva a força do preto).

Anúncios premiados com Prata no Eurobest 2005 e Ouro no Epica 2005.

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Food for sadists

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005 | 12:11

Assim como o caso destas peças para a Animalia, mais uma ótima campanha de conscientização sobre a Libertação Animal foi banida pela hipocrisia e necessidade de fazer dinheiro explorando vidas inocentes.

Criada pela agência belga Duval Guillame para a ong GAIA (Global Action in the Interest of Animals), os anúncios alertam sobre a crueldade que envolve a produção do bizarro foie gras.

A campanha seria veiculada nas 40 maiores estações de trem da Bélgica, mas a companhia de transportes recusou os cartazes por considerarem “muito chocante” e, claro, pelo medo de perder anunciantes como McDonalds e afins.

A alimentação forçada de gansos durante semanas é só um dos aspectos grotescos para se obter esse patê, consumido por senhores e madames endinheiradas ignorantes do processo ou aquelas que sabem mas não se importam. Para saber mais, visite os links abaixo:

| Foie Gras: Iguaria do Desespero
| Violência em nossos pratos
| O que é Foie Gras?

Valeu Coelho!

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Chupa Chups Ants

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005 | 9:57

Formigas “ignorando” um pirulito livre de açucar. Criado pela DDB Espanha para a Chupa Chups.

Excelente.

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Categorias/Tags: Alimentos, Impresso/Print
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It’s who you meet

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005 | 10:20

Meus amigos já me xingaram, disseram que sou metido e que fico me gabando. Mas não tem jeito, em comemoração a viagem de fim de ano da agência, me sinto na obrigação de mostrar hoje essa campanha para o Club Med criada pela Publicis Conseil de Paris.

São cinco peças impressas e um filme, em que rostos aparecem camuflados em meio a paisagens paradisíacas. A assinatura diz: “It’s not where you go, it’s who you meet” (Não é pra onde você vai, mas quem você encontra).

Veja os anúncios abaixo e clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.82 MB.

A campanha foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2005 e Bronze no Eurobest 2005.

Aliás, esse blog só volta quarta-feira. Me esperem. ;)

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Categorias/Tags: Club Med, Impresso/Print, TV/Film, Viagem e Lazer
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Think Bigger: Pee

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005 | 11:37

Mais uma para a premiada série “Think Bigger” da Nissan. Também criado pela TBWA Paris.

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Categorias/Tags: Automóveis, Impresso/Print, Nissan
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