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King Kong (2005) ****

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 | 12:56 pm

Desde que a trilogia “O Senhor dos Anéis” mudou a sua vida e causou impacto cultural na sociedade, tanto pelo ponto de vista cinematográfico como por fazer muita gente finalmente descobrir a obra de Tolkien, Peter Jackson se transformou num diretor maior do que seu próprio trabalho.

Mal comparando, funciona da mesma maneira quando você vai numa livraria e vê uma capa escura qualquer apresentando a inscrição “Stephen King” em letras garrafais. O título e o conteúdo do livro perdem importância, como se dissessem: é dele, leiam.

Peter Jackson não gosta de assinar seus trabalhos, mas você sabe que por trás “daquilo” existe um cara que sabe como fazer “aquilo” como ninguém.

Jackson é um mago da técnica e alia essa capacidade com uma boa história, atuações e dramaticidade. Por isso, ao lado de um gorila de 7 metros, o diretor é a maior estrela do filme.

Com suas mais de 3 horas de duração, “King Kong” é um showcase de Jackson e de sua WETA Digital. Ter sentimentos em relação a um animal é algo absolutamente natural, ainda mais quando se trata de uma espécie com humanidade genética. Mas fazer isso utilizando hardware e softwares são outros quinhentos. E “King Kong” faz. Algo só comparável ao sentimento causado pela bola Wilson de “Náufrago” (e nem computadores foram necessários pra isso).

E o que essa refilmagem de Jackson mais corrobora, é que as verdadeiras bestas somos nós. Humanos. Incapazes de perceber a senciência de um animal, que Ann Darrow (Naomi Watts) avisa em todo instante que berra “no!” e “stop!”. Contudo, nossa consciência pode ficar um pouco mais tranqüila quando torcemos para que Kong quebre logo as correntes e pise nas pessoas no teatro.

E “King Kong” não é apenas um milagre da computação gráfica, como também faz um cinema tradicional de encher os olhos. Quem pode duvidar disso com a maravilhosa reconstrução dos anos 1930 e atuações convincentes de atores que trabalharam a maior parte do tempo sobre fundo verde?

Mas é o mesmo fundo verde que por vezes quebra a magia de cinema. Em momentos de ação descerebrada facilmente dispensáveis, quando vemos atores correndo de dinossauros feitos em computador, lembramos que na verdade estamos assistindo uma projeção, sentados numa poltrona e dentro de uma sala atapetada.

Incomodava-me o fato de saber que novas criaturas grotescas eram inseridas na tela apenas para fazerem os personagens correrem mais, gritarem mais e postergarem mais o que realmente importa no filme. O suspense inicial (apesar de demasiadamente longo) é interessante, o final (apesar de já sabermos muito bem o que acontece) é estonteante, mas no meio, quando se torna um videogame jogado por outra pessoa, “King Kong” perde a força.

De qualquer forma, “King Kong” diverte e emociona, e mais do que isso, presta uma homenagem cabal ao clássico de Cooper e Schoedsack. Mas o melhor do filme, é que ele oferece uma relação personagem x espectador como poucas produções atualmente conseguem fazer. Nós nos importamos com o protagonista e sofremos por ele. E é nesse exato instante que o remake de Jackson deixa de ser um punhado de efeitos digitais de encher os olhos e comove.

Mérito maior conseguir isso com um público anestesiado por mundos fantasiosos, situações escabrosas tanto na ficção como na realidade. Público esse, uma maioria que nunca sequer assistiu a versão original de 1933, que poderia facilmente achar a história de um gorila gigante que se apaixona por uma mulher uma bobagem sem tamanho.

Sinal de que a “fábrica de sonhos” ainda pode funcionar. Ainda bem.

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Caregorias/Tags: Cinema
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24 Comentários para “King Kong (2005) ****”

  1. Graciliano Marques:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 14:19

    Muito interessante a maneira como vc escreve e critica as coisas.
    Deu até vontade de olhar o filme, que não havia me chamado muita a atenção exatamente pela quantidade de efeitos.


  2. Gustavo Ripper:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 14:30

    Sinceramente, odiei o filme.
    Não o remake, o filme em si.
    Vergonhosamente ainda não conhecia a história original, e me decepcionei horrores com coisas que vi nesse filme e me disseram que eram do original também. Com tantos dinossauros(????) em uma ilha, por que um gorila ia ser o mais temido? E outro..
    3 horas de filme?Sendo que o protagonista aparece e é citado apenas 1 hora e meia após o início do filme?
    Sinceramente, no meio do filme este desavisado espectador já queria sair do cinema.
    É uma pena eu não conseguir expor exatamente como me senti durante o filme, mas uma coisa é certa - King Kong é uma maravilha para os olhos,quando apresenta efeitos sensacionais, e movimentos do macacão muito perfeitos, mas não serve como forma de entretenimento.

    Abraços


  3. Duccini:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 14:46

    Ahhh os dinossauros. Sempre eles… ¬¬


  4. Adriano Macêdo:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 15:50

    Se Mr. Jackson tirasse várias baboseiras da altamente entediante primeira hora, o filme poderia ter sido muuuuitttooo melhor…


  5. Renato Veiga:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 16:59

    Pra mim está nova versão de Kong é uma obra de arte, mas claro, como dito acima, tirando alguns minutinhos dispensáveis, o filme seria perfeito.

    Para os desatentos, os dinossauros do filme estão ali desde 33!

    Filmaço!


  6. Renato Veiga:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 17:11

    Esqueci, adivinhem qual filme vai ganhar o Oscar de efeitos especiais??? Dou um cacho de bananas pra quem descobrir…hehehe


  7. Robson Medeiros:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 20:30

    Muita gente reclama da extensão do filme. Mas o que são 3 horas de puro entretenimento? Nenhum filme de aventura recente passa tão rápido na tela quanto King Kong. Claro, há cenas que poderiam ser descartadas (o drama dos marujos no Venture) e outras melhoradas (os exageros do estouro da manada de dinossauros), mas no geral o filme é impecável. Palmas pra Peter Jackson que mais uma vez soube aliar arte e tecnologia em benefício da emoção.


  8. Gustavo Ripper:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 21:20

    Pois é galera.
    Foi o que eu disse no meu primeiro post.

    Eu não conhecia a história do filme, nem do original, e me assustei com essa coisa dos dinossauros..

    Achei muito forçada, sei lá.


  9. Felipe:
    Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005 - 22:25

    Eu achei o filme demais fazia tempo q não via um filme tão bom, a duração do filme pra mim eh boa , pq a primeira parte serve pra conhecer os personagens e aumentar o suspense em relação a aparição de kong.


  10. abelardo:
    Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005 - 10:41

    Abraço (arrrrrrrrrrrrhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!)


  11. Água...:
    Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005 - 11:59

    Olha, sou parte da maioria que não assistiu ao original. Mas lendo seu texto fiquei na dúvida se vimos o mesmo filme.
    Isso porque o filme é extremamente bem feito, legal. Mas eu achei de uma superficialidade ímpar.

    Primeiro que não consegui em envolver com o filme, segundo que achei algumas partes beeeem forçadas, terceiro que ele poderia ter meia hora a menos sem perder em nada.

    Se eu detestei? Não, claro que não. Mas saí com a sensação de “muito barulho por nada”. O “Wilson”, sem tecnologia nem efeitos especiais, me emocionou muito mais.

    Beijo.


  12. Água...:
    Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005 - 12:03

    ;)


  13. Pedro:
    Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005 - 0:42

    O filme é bobo. E Peter Jackson dirige como se fosse uma criança encantada com brinquedo novo - mais ou menos como George Lucas com sua nova trilogia. Jack Black tá no piloto automático, Naomi Watts é gostosa, mas só isso. O único decente é o Adrien Brodi, mas também com um nariz daquele tamanho até eu.


  14. Romeu Holanda:
    Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006 - 10:03

    Talvez eu seja bobo, (superficial, pelo menos, eu sei que não) ou até meio criança, mas apreciei cada minuto do filme, não tiraria nem acrescentaria absolutamente naaaaada! O filme me deixou boquiaberto e abestalhado (e talvez eu até seja um pouco disso também).


  15. Sasha:
    Sexta-feira, 3 de Março de 2006 - 16:47

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  16. ronaldo alves:
    Domingo, 2 de Abril de 2006 - 21:45

    náo vou muito ao cinema,vi o filme com minha esposa,adorei o filme mas achei a parte dos dinossauros 1 pouco forcada e desnecessaria,de resto me lembrou muito Titanic parece 1 baita filmao mas daqui um tempo ninguem vai querer dar 1 tostao por ele.


  17. mike:
    Quinta-feira, 20 de Abril de 2006 - 16:29

    Pra quem nunca estudou a historia do Macacão nem da ilha da caveira nem pode estar aqui criticando o filme.Para conhecimento de vocês a Ilha da caveira existiu de fato com dinossauros e tudo mais,e sumiu do mapa logo após a primeira guerra mundial devido a inumeros terremotos na ilha ela infelizmente afundou levando com ela toda aquela maravilhosa fauna


  18. Fabiana Silva:
    Segunda-feira, 24 de Abril de 2006 - 11:59

    Amei o filme!!
    Se emocionar e entreter era o objetivo do filme, conseguiu com muito êxito. Assisti o DVD com minha filha e ambas ficamos boquiabertas diante da bela fotografia, efeitos especiais e sonoros. Sabe, quando assisti à segunda versão pensei, se é uma ilha inexplorada há milhares de anos deveria ter o que? DINOSSAUROS isto é óbvio! Não entendo as críticas negativas a respeito se é apenas óbvio que eles estivessem ali. Quanto à duração do filme se de 3 horas, poderia ser até de 4 se continuasse naquele ritmo de aventura e emoção. Eu e minha filha (6 anos) amamos! Puro entretenimento? E daí? Cinema é magia!


  19. Ronan Bahia:
    Domingo, 3 de Setembro de 2006 - 0:25

    Haha.
    Só pra constar. A ilha da Caveira NUNCA existiu, como disse o Mike alí em cima… enfim…


  20. Dhysneylson Costa:
    Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006 - 23:01

    Estou completamenta bobo! o Filme foi massa perfeito , pareçe que estamos em 2030 os efeitos visuais esta dimais , rapaz aquilo é potente estava estudando o making of meus deus, a Weta digital Ltd é bacana a produção eu acho que só tem pesicopatas em computador aquilo é dificio olhar o que já esta feito é outra historia lembra-mos disso mais adorei o filme derruba qualquer um em materia de audio e vídeo surpriendente


  21. Thales Souza:
    Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006 - 12:29

    A ilha da caveira não só existiu de fato como existe vasta documentação a respeito da mesma. Procure se informar melhor meu rapaz.


  22. Luís Júnior:
    Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007 - 9:03

    Enfim, um gol de placa de um elenco de primeira qualidade, uma equipe técnica impecável e um diretor talentosíssimo! Desde já, um clássico.


  23. ronan bahia:
    Quarta-feira, 25 de Abril de 2007 - 15:51

    está bem então. então até a segunda guerra mundial, havia um ailha cheia de dinossauros, que afundou misteriosmaante após inumeros terremotos?
    belessa
    vamos acreditar, dar as mãos e acreditar num mundo melhor….


  24. ronan bahia:
    Quarta-feira, 25 de Abril de 2007 - 16:07

    O Macaco Rato de Sumatra (Simian raticus) é uma grotesca criatura fictícia criada pelo diretor Peter Jackson para seu filme de terror/comédia trash, Braindead (também conhecido como Fome Animal, no Brasil). Segundo o filme, o animal somente é encontrado na Ilha da Caveira, uma ilha fictícia inspirada diretamente no clássico King Kong de 1933, o filme favorito de Jackson.

    Wikipedia…

    Nem foi tão difícil, depois do Google, qualquer dúvida perde o status de dúvida em 0,07 segundos, ou menos…

    Também recomendo google para os que ainda creem em papai noel.


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