Arquivo para o mês de Outubro de 2005
Sim ou Não?
Por estar estar longe da minha zona eleitoral, irei justificar meu voto. Mas, se eu fosse votar, seria Sim ou Não? E minha resposta é um sonoro: Não sei. Acho que existem argumentos muito válidos de ambos os lados e é uma decisão difícil de ser tomada.
Porém, já existe tanta gente falando disso, tantos especialistas analisando o assunto, informação batendo na nossa cara de todos os lados, que nem vou ter a pretensão de discutir aqui o que deve ou não ser feito. De qualquer forma, depois do show do Strokes que irei no domingo, não existe assunto mais oportuno pra esse fim de semana do que o referendo para o Estatuto do Desarmamento.
Eu escolhi uma campanha sobre o assunto pra postar aqui, mas o problema é que ela toma uma posição. No caso do nosso referendo, essa comunicação seria para o “sim”. Gostaria de colocar também algum anúncio publicitário que pregasse o oposto, mas não lembro de nada nessa linha.
Irei publicá-la, mas lembrando que isso não reflete a minha opinião. O que importa é o produto criativo. Quem souber de alguma (boa) campanha que seja a favor das armas, por favor, indique aí nos comentários.
Esses três anúncios criados pela Goodby, Silverstein & Partners brincam com fatos históricos, modificando as consequências caso as armas fossem controladas. E, apesar de ser um assunto extremamente sério e delicado, o resultado é bem humorado.
A assinatura da campanha diz: “We can live without guns” (Nós podemos viver sem armas).
“Lennon is attacked with wooden stick outside apartment house; doctor expect full recovery.” (Lennon é atacado com um galho na porta de seu prédio; Os médicos esperam plena recuperação.)
“Martin Luther King is hit by boottle in Memphis; a white is suspected.” (Martin Luther King é atingido por uma garrafa em Memphis; um branco é suspeito)
“Kennedy is struck by rock in failed assassination attempt; Dallas police arrest suspect.” (Kennedy é golpeado com uma pedra numa frustrada tentativa de assassinato; a polícia de Dallas prende suspeito.)
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| Hoje no Passado |
Freedom From Thirst
Outro dia, passando rapidamente pela TV, vi cenas de um comercial da Sprite em que alguns garotos se jogavam numa quadra de basquete, e que na verdade era uma piscina. Me chamou atenção pelo belo efeito visual, mas não sabia do que se tratava.
Com tantos pedidos chegando no meu e-mail pelo filme e pela tal música do comercial da Sprite, resolvi investigar. Trata-se de um anúncio criado pela Ogilvy de Hong Kong para o mercado australiano. Foi veiculado por lá em Março e agora chega ao Brasil.
Intitulado de “Liquid Freedom”, o comercial foi shortlist no Festival de Cannes deste ano, mas não chegou a ser premiado. É uma linda aventura visual, com uma produção de efeitos fantástica. Além da bela fotografia de fim de tarde. A assinatura diz: “Liberte-se da sede”.
Quem procura pela música do comercial, pode perder as esperanças. Ela não “existe”. É na verdade uma trilha exclusiva criada pela produtora Human de Nova York.
Essa confusão é a mesma de quando as pessoas ficaram loucas atrás da música de um anúncio da Nokia criado pela Lew,Lara. Pela semelhança, muita gente achou que se travava de “Dreams” do Cranberries, mas a letra não batia. Tratava-se também de uma música criada em produtora, mas que utilizou como base a obra da banda irlandesa.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 3.32 MB.
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Ética
Criado pela TBWA Paris para a associação Humans por Animals, essa campanha diz: “Não trate os outros como não gostaria de ser tratado”. Curto, direto e mais verdadeiro impossível. Uma idéia que pode gerar no mínimo mais uns 50 anúncios.
Um dia muito mais pessoas irão entender o sentido dessa frase e que uma evolução natural passa por mudança de hábitos há tanto tempo praticados de forma insensata. Mas tudo bem, senão vai por bem, vai por mal. Aí fica a choradeira por causa de febre aftosa, gripe aviária, vírus do porco e por aí vaí.
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Apple Silhouettes
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Não quero dar uma overdose de Apple em vocês, mas já que muita gente está comentando a sombra (copiada ou não) do Eminem, convém relembrarmos o que foi feito em 2003.

Entre diversos filmes com diferentes trilhas sonoras, a campanha “Silhouettes” contou com dezenas de anúncios impressos e peças de mídia exterior. Sombras dançando sobre um fundo de cor sólida. Tudo para dar uma aura “cool” para um produto mais “cool” ainda.
Como isso já foi amplamente difundido, não vou me alongar muito. Clique nos links abaixo para fazer o download de dois dos vários comerciais da campanha.
| “Breakdance” (2.42 MB - .mpg)
| “Hip Hop” (2.37 MB - .mpg)
A comunicação foi premiada com Ouro no Art Directors Annual Awards 2004, Ouro no Clio Awards 2004, Bronze no Andy Awards 2004 e Ouro no EURO EFFIE 2005.
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Think Similar
| UPDATE: Tentaram sumir com o comercial do mapa, mas já que é impossível, colocaram no ar novamente. Veja aqui.
Será que o comercial da Apple com Eminem foi tirado do ar porque é um plágio? Se for, a culpa seria da agência que criou, provavelmente a TBWA? Ninguém sabe, mas a similaridade do anúncio banido da Apple com um comercial de 2001 da marca de calçados Lugz é impressionante.
Muitos dizem que é apenas coincidência, já que o estilo adotado no anúncio com Eminem é uma evolução natural da antiga campanha com sombras. Mas, muitos outros também acusam de plágio descarado.
Claro que um gradiente estilo pôr-do-sol não tem dono, mas um gradiente específico que vai do amarelo para o laranja com um fundo urbano em 3D que mostra elementos em grafite voando por todos os lados e uma sombra que dança hip-hop, aí acho que é um caso pra se pensar.
O anúncio da Lugz você pode ver aqui. Clique em “Archive”, depois em “Lugz” e então em “01″. Assista, analise e dê sua opinião aqui no site.
Foi plágio ou apenas coincidência?
O Jardineiro Fiel
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Ele fez de novo. Fernando Meirelles mais uma vez fez um filme que tem algo a dizer. “O Jardineiro Fiel” é político, inteligente e emocionalmente poderoso. Mas não é um filme para os turistas de cinema, acostumados com cenas de ação gratuita e edição “videocliptíca”, e sim para aqueles que estão dispostos a entender profundamente a cabeça dos personagens e tudo aquilo que a história representa. O filme é cru, a fotografia granulada e as imagens não procuram esconder nada, deixam explícito o holocausto em território africano que nem mesmo as mentes mais sórdidas poderiam imaginar. A miséria mostrada em “Cidade de Deus” é uma Daslu perto do que acontece na África. |
Como eu venho me aprofundando cada vez mais na causa da Libertação Animal, não me surpreendi ao ver o que muitos magnatas da indústria farmacêutica praticam com pessoas que “morreriam de qualquer forma”. Quem luta para que a classe médica mude sua postura quanto a testes em outras espécies, sabe muito bem o que eles também são capazes de fazer com humanos.
De qualquer forma, testar medicamentos e deliberadamente não tratar doenças em pessoas para “estudar” como elas evoluem, é algo que a muito tempo já foi denunciado por diversas ONGs e ativistas e muitos insistem em ignorar.
“O Jardineiro Fiel” é quase um documentário, mas também é um thriller de mistério e uma história de amor emocionante. Invejável como Fernando Meirelles conseguiu pegar o livro de John Le Carré e fazê-lo com um ponto de vista terceiro mundista utilizando um relacionamento amoroso como bonde para o espectador, ao mesmo tempo em que denuncia, emociona.
E por não tentar em nenhum momento ser ameno com o público, “O Jardineiro Fiel” perturba. Ainda mais para aquelas madamas endinheiradas que são levadas ao cinema pelo motorista particular e tem o sentido de suas vidas dentro de uma loja de luxo. As luzes se acendem e elas dizem: “Que absurdo!”, mas saem dali direto pro Iguatemi.
Quando vi as cenas em que Fernando Meirelles, numa única tomada, mostra de maneira cruel o monstruoso contraste entre dois mundos, entre pobreza e riqueza, entre pessoas vivendo entre o esgoto e um verde campo de golfe, lembrei das nossas metrópoles. E se não fazemos testes de medicamentos aqui, não ficamos longe da falta de ética quando vemos governantes e suas ações higienistas. Como aqui em São Paulo, por exemplo.
E se eu sou péssimo em discursos sócio-políticos, tenho ainda mais motivos para dizer que “O Jardineiro Fiel” é um dos melhores filmes do ano. Pois desejo que ele faça uma lavagem cerebral do bem na cabeça de quem ainda não descobriu que tem uma cabeça.
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Apple e o comercial com Eminem
| UPDATE: Tentaram sumir com o comercial do mapa, mas já que é impossível, colocaram no ar novamente. Veja aqui.
Na última quarta-feira, em seu evento “One More Thing…”, Steve Jobs revelou a quinta geração de iPods, que nada mais é do que o lendário mp3 player com vídeo, tela de 2,5 polegadas e capacidade de armazenar até 150 horas de video.
Na mesma ocasião também revelou a nova campanha para anunciar o iPod e o player iTunes, mais uma vez baseada em silhuetas. Mas agora as sombras ganharam dinamismo e novas dimensões, nada daquelas formas pretas achatadas que se limitavam a dançar num fundo de cor sólida. (idéia que a Skol copiou solenemente aqui no Brasil).
Incluindo peças impressas e outdoors com uma estética de arte urbana, o destaque mesmo ficou para o anúncio com Eminem, onde sua sombra canta “Lose Yourself” em meio a fundos com imagens e belíssimos efeitos de graffiti. É um comercial de duas vias, pois anuncia iPod e a coletânea chamada “Curtain Call” que será lançada pelo rapper em Dezembro.
E poucas horas depois de mostrar o vídeo, ele já estava disponível para download no site da Apple. Mas…não durou muito tempo. O comercial foi retirado do site. O motivo? Nínguem sabe.
O que se especula é que o comercial, que deveria começar a ser veiculado no próximo mês, vá para a gaveta e nunca coloque a cara na rua. Outras teorias dizem que a Apple voltou atrás em relação a um iPod com vídeo ou que o álbum do Eminem não estará nas lojas no prazo prometido.
De qualquer maneira, os arquivos do comercial continuam nos servidores da Apple e muita gente está fazendo a festa. Prova de que, quando alguém na internet quer, nínguem segura.
Faça o download do vídeo em formato .mov, em dois tamanhos diferentes: (é necessário o QuickTime 7 para visualização).
| 640×480 (8.75 MB)
| 480×360 (6.95 MB)
Se você não liga para qualidade e nem tamanho do vídeo, pode assistir aqui com alguma versão mais antiga do QuickTime.
Abaixo, uma amostra de mídia externa:
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Os Smurfs da Unicef
A internet toda está atrás de um arquivo decente do comercial da Unicef onde os Smurfs são bombardeados. Mas até agora só tem aparecido vídeos com péssima qualidade e via streaming.
Quem quiser ver mesmo assim, pode ir até o site da BBC ou iFilm.
De qualquer forma, segue abaixo o anúncio impresso. O título diz: “Não deixe a guerra destruir o mundo das crianças”.

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