Millor e a publicidade

Na edição de 21 de agosto, o Estado de S.Paulo trouxe no caderno “Aliás” uma entrevista com Millor Fernandes.

Millor disse não ter respeito pela publicidade: “Não é por acaso. O jornalismo é uma profissão cujo objetivo ‘filosófico’ é trazer à tona coisas que as pessoas não sabem. Tem um compromisso com a verdade. Agora, qual o objetivo ‘filosófico’ da publicidade? A mentira. É mentir sobre o sabonete, a maionese, a margarina, o político.”

“Os caras ficam aí se gabando de que sabem fazer slogans e passam anos para criar coisas como ‘Coca-Cola é isso aí’. De quantos slogans precisam? Faço dez agora.”

Cássio Zanatta, diretor de criação da AlmapBBDO, respondeu a essas palavras nesse artigo publicado no CCSP. Vale a pena.

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33 Responses to “Millor e a publicidade”

  1. Renato disse:

    Olá, sou um designer sempre acompanho o blog, mas nunca tinha registrado minhas impressões aqui. Muito me interessou ler essa entrevista, no final dela gostei do que Zanatta esplanou sobre a generalização e sobre os maus profissionais.

    Mas eu ainda nao consegui digerir muito o comentário

    Sim, é fato que as cotas de anúncios é que permitem jornais e revistas terem recursos para manter sua função.

    Porém esse comentário soa muito como uma provocação infantil. Lembra daquele aluno no colégio que desafiava o professor, avisando que ele pagava seu salário.

    Muito emotivo, no final ele já parece mais coerente e mais racional, como ele sugere para o próprio Millor ser também…

  2. edo disse:

    O comentário sobre quem paga o salário dos jornalistas não foi provocativo, foi REAL. Provocativo foi o comentário pejorativo do Millor. Provocativo e mentiroso. Infantil foi o Millor dizer que o jornalismo “tem compromisso com a verdade”, sendo que qualquer pessoa que tenha o mínimo de esclarecimento sabe que quase toda “reportagem” tem um fundo tendêncioso e de manipulação que segue a linha editorial do veículo. Uma mentira muito maior que a a da propaganda, como ele diz, pois é uma mentira desfarçada de verdade. Muito infeliz e simplista o comentário do Millor.

  3. José Eduardo disse:

    Acho que Millor foi infeliz com esse artigo, genrealizou demais ao criticar os publicitários e errou ao colocar o jornalismo como a profissão que tem um “compromisso com a verdade”. Parabéns ao Zanatta que conseguiu defender nossa classe muito bem.

  4. Rafael Lopes Mendes disse:

    Muito bem dito a resposta do Cássio Zanatta

  5. Marco disse:

    Jornalismo…compromisso com a verdade ?
    Já vi que a rede Globo e outras, mas principalmente ela…não se enquadra nisso.

  6. Andre Barro disse:

    Muito boa a resposta, Cassio teve contra argumentos muito bons. O que nao deu tanta credibilidade a resposta dele é o fato dele nao parar de fazer a autopromoção da agência em que ele está. E de apenas confirmar que os publicitários só ficam ai se gabando. Isso foi triste

  7. Vitor disse:

    As empresas de propaganda que bancam os jornais? SÉRIO? Posso passar em qual para retirar meu exemplar? Grátis né… já que as propagandas pagam!
    Além de impreciso, o comentário de Zanatta foi sim uma provocação infantil aos jornais e jornalistas.
    Quanto ao resto da discussão, Millor foi extremamente infeliz. Não sou publicitário nem nada relacionado a isso (sou economista) mas o comentário foi estúpido e imagino ele falando sobre alguma outra profissão.
    Sem mais.
    Vitor

  8. Água... disse:

    Já comentei com você, Merigo, que achei o texto de Zanatta muito bom e que, inclusive, me fez admirar ainda mais a Almap. Gostei principalmente porque ele não se prendeu a “eu acho / eu não acho”. Ele foi coerente com seus argumentos e apresentou fatos reais.

    Beijo, Carlos!

  9. Mateus disse:

    Generalizar qualquer crítica, ainda mais quando negativa a toda uma classe é absurdo. Se até mesmo aos políticos isso vale, como ousa ele generalizar todos os publicitários???
    Millor foi muito, muito infeliz mesmo!

  10. Pedro disse:

    Que a mentira faz parte da publicidade isso não se discute.

    De resto, o Millor foi infeliz no comentário e o Zanata foi muito feliz na resposta. Afinal nem todo publicitário é filho da puta

    pedro

  11. Daniel disse:

    Tô esperando os 10 slogans dele. E tem que vender, porque senão não vale.

  12. MutuM disse:

    Millor está certo! É uma pena que nem todos entendam o que ele quiz dizer!

    É óbvio que ele não acha nada daquilo que disse. Generalizou pois somente assim a crítica funciona no Brasil!

    Temos que nivelar por baixo mesmo, todo mundo no “mesmo balaio”.

    Zanata foi igualmente brilhante “desceu a ripa” nos jornalistas calhordas, o que não é o caso do Millor e idem para o contrário.

    Parabés Merigo. Pessoal, Cliquem no Banner Google!

  13. Luiz Serenini disse:

    Millôr pra cá, Zanatta pra lá.
    Em tempos de CPIs, os ânimos no Brasil passam a ficar ainda mais exaltados. Todos parecem sacar de suas ‘verdades absolutas’ para se atracarem o tempo todo. Felizmente, nenhuma destas verdades prevalece (publicitário lida com mentiras, tanto quanto os jornalistas) e, enquanto dorme a pátria-mãe tão distraída em seu sono eterno continuamos sendo subtraídos de toda a nossa dignidade. Na falta de coisa melhor pra atacar, atacamo-nos a nós mesmos. Era só o que faltava… Quanto ao Millôr, convenhamos que usar o espaço da Veja pra ficar fazendo trocadilhozinhos de segunda categoria sobre tudo e todos não está à altura de sua biografia.

  14. José Roberto disse:

    Esse millor é bom, conseguiu se promover falando um monte de besteiras, qualquer agencia poderia contrata-lo para trabalhar, faria muita gente comprar sabonete.

    Abraços a todos.

  15. Seguinte… meu caso eh bem específico, quase único. Sou Jornalista. Pela manhã trabalho no conceituado jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, e à tarde trabalho numa agência de publicidade, a Plenna. Naum concordo com a BESTEIRA que Zanatta publicou em sua resposta. Isso pq o Jornalista não se sustenta da publicidade. Quem escreve isso é porque realmente não conhece o mercado, ou eh burro, coisa que não acredito que Zanatta seja. Convenhamos. Conheço dezenas de Jornalistas, apenas aqui, na cidade de Porto Alegre, que trabalham com o jornalismo, que eh conhecido aqui por Jornalismo Social. Escrevem e realizam matérias para Ongs, entidades filântrópicas, do governo ou não, trabalham com crianças de rua, inclusive, e sobrevivem pois tem gente no mundo que compra esse tipo de idéia, e acredita no social. E melhor, são pessoas q realizam seus próprios horários, ganham bem, e por incrível que pareça, adoram o que fazem. Não dependem da publicidade de nenhuma empresa para sobreviver. Poranto, há uma alternativa de sobrevivência dentro do Jornalismo para não depender única e exclusivamente da publicidade. Assim como eu acredito que existe a publicidade verdadeira, assim como a MTV realiza, e por isso tem a audiência estrondosa que tem, e a mídia que se desenvolveu através dessa idéia. Algumas pessoas devem rever os seus conceitos… (essa idéia não é da Fiat? ; )

  16. Fernanda disse:

    Engraçado o Millor falar em jornaismo como instrumento da verdade, sendo que trabalha para a Veja, que só publica suposições como sendo verdades e não corre atrás das provas.

  17. Luciano Andrade disse:

    Senhores,

    Jornalismo e publicidade são, no âmbito comunicacional, a mesma coisa. Há séculos, Milton e Swift, quando pisaram no acelerador do jornalismo, fizeram nada mais que publicidade. Vanderblit, o construtor de ferrovias nos EUA, a mesma história. Inclusive, de acordo com a história, o jornalismo não surgiu para falar a verdade e, justamente, para servir de uso panfletário – o que não é sinônimo de retratação da realidade. Atualmente, o jornalismo é a publicidade mal feita. E se existe algo que está muito longe do jornalismo é a filosofia. Na minha opinião, a propaganda do velhinho da OI que surfa, veleja e faz kite, por exemplo, é muito mais filosófica do que uma coluna de saúde em qualquer jornal do País. E se o Millor se oferece para fazer 10 slogans, tudo bem, desde que esses slogans não sejam ruins como o conteúdo de sua página na web. Inclusive, tal manifestação do Millor demonstra o quanto o papel da publicidade é mais forte do que o do jornalismo. Pois tivemos um jornalista falando mal da publicidade e não um publicitário falando mal de jornalismo. Ou seja, ninguém chuta cachorro morto. Fora o Millor, alguém tem medo da publicidade?

  18. edo disse:

    Esse Regis é o típico jornalista, não pensa na hora de escrever e depois fala um monte de bobagem fora de contexto. Ninguém aqui esta falando da exceçâo e sim da regra. Jornalista é engraçado sempre encobrindo os colegas por mais errados que eles estejam. Não concorda com a “besteira” Zanatta publicou, mas concorda com a besteira do Millor. E olha que esse mais do que ninguém tem o salário pago pela publicidade. É piada.

  19. Thiago disse:

    Bem, se não me engano o Millôr já foi redator de agência, não? Isso é cuspir no prato em que comeu.

  20. Ramom disse:

    Liberdade de expressão. Que Millor fale o que quizer, nós fazemos nosso trabalho e somos felizes por isso. Qual o objetivo ‘filosófico’ da engenharia civil? pois é eu nao moro no mato nem em árvores.

  21. Celso disse:

    Concordo com o Edo sobre o Régis. O Zanatta não falou besteira alguma. Pois afinal os telejornais e as notícias via-radio não são compradas a parte em uma banca e sim pagas pelas empresas que utilizam seus horários para expor seus produtos. E se os jornalistas não queriam ler isto, eles que culpem Millor porque não seria escrito isto se ele soubesse a fechar a boca. Algo que seu ego nao deve ter permitido na hora.

  22. marcos disse:

    Eita, vamos lá… muita gente aqui parece desconhecer completamente quem é o Millôr. Aí eu não posso ajudar. Agora, especificamente sobre a “resposta” do Zanatta, por favor, Carlos, foi cheia de ódio e desrespeito.
    Quando o Zanatta escreve:
    ele praticamente reduz todos esses profissionais a estagiários de agência de publicidade, pior, reduz a existência da imprensa à apenas mais um veículo de propagação de anúncios.

    É claro, estou exagerando aqui, mas toda essa indignação contra o Millôr também o é.
    A classe de publicitários sofre com um certo preconceito sim, assim como advogados e também jornalistas.

    Mas não é com atitude do tipo “Você sabe de quem está falando?! Eu pago o seu salário!” que a imagem dos publicitários vai melhorar.

    Ademais, esse blog é exatamente sobre a boa, a ótima, publicidade, não sobre slogans infantis como o que o Millôr citou.

    Grande abraço,
    Marcos

  23. Edmundo Ricardo Weber disse:

    É lamentável ver profissionais tão conceituados como Millor fazendo acusações e afirmações falaciosas sobre esta profissão que, como todas as outras, tem profissionais honestos e que não fazem parte deste mundo venenoso das campanhas políticas. Millor se excedeu.

  24. abelardo disse:

    Infeliz o comentário do Millor… o que me dá mais raiva é que a nossa profissão é super desvalorizada.
    Qualquer um pensa que sabe fazer um título. A mesma coisa acontece com os designers. Todo mundo se acha apto a fazer um logo, mesmo que seja no power point. Coloca uma foto bonita e escreve tal coisa, dizem.O Millor escreve muito bem, isso não o transforma apto a escrever slogans, porque ele não tem o necessário para tal, ele não sabe vender, ele não entende o conceito do produto, o estudo de marketing que têm por trás de um slogan, de uma peça de comunicação. Ou seja, ele não é publicitário e seu comentário só comprova. AFINAL ELE ACABOU DE FAZER UMA PROPAGANDA NEGATIVA DELE MESMO.
    Abraço (em tom revoltado)

  25. Everton disse:

    O grande problema é que qualquer um pode ser publicitário. Não existe lei. O mercado não exige isso. A profissão fica desvalorizada, e os anunciantes preferem pagar mais barato ao invés de ter um profissional de propaganda.
    ENTÃO MANDA O SR. MILLOR FAZER UNS SLOGAN’S…já que ele escreve bem.
    Agora quero ver esse aí fazer um planejamento de campanha, todas as pesquisas, planos de mídia e outras “coisitas más”.

  26. ^jota^ disse:

    hahahahaha… o Ramom mandou MUITO BEM!!!

  27. Daniel Branco disse:

    Desculpe Millor, mais mentiras nós temosem todas as profissões, e principios filosóficos reais em nenhuma delas.

  28. Carlos ABS disse:

    Concordo. Quem precisa de publicitários?
    Tanto q é uma área em decadência.

  29. Ricardo disse:

    Concorda com quem?!??
    Área em decadência? Vai configurar uma rede que vc ganha mais. Tá fazendo o quê aqui?

  30. andré bandim disse:

    formado em jornalismo, trabalho com publicidade. preciso dizer mais?

    abs, millôr.

  31. Neo disse:

    Hello all! Very nice site and very informativity!

  32. Rubens disse:

    O Brasil não é um país sério. Não me lembro se quem disse isso trabalhava na imprensa ou em propaganda, mas fato é que, desde aquela época, ele é quem tem razão.



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