Millor e a publicidade
Na edição de 21 de agosto, o Estado de S.Paulo trouxe no caderno “Aliás” uma entrevista com Millor Fernandes.
Millor disse não ter respeito pela publicidade: “Não é por acaso. O jornalismo é uma profissão cujo objetivo ‘filosófico’ é trazer à tona coisas que as pessoas não sabem. Tem um compromisso com a verdade. Agora, qual o objetivo ‘filosófico’ da publicidade? A mentira. É mentir sobre o sabonete, a maionese, a margarina, o político.”
“Os caras ficam aí se gabando de que sabem fazer slogans e passam anos para criar coisas como ‘Coca-Cola é isso aí’. De quantos slogans precisam? Faço dez agora.”
Cássio Zanatta, diretor de criação da AlmapBBDO, respondeu a essas palavras nesse artigo publicado no CCSP. Vale a pena.

Olá, sou um designer sempre acompanho o blog, mas nunca tinha registrado minhas impressões aqui. Muito me interessou ler essa entrevista, no final dela gostei do que Zanatta esplanou sobre a generalização e sobre os maus profissionais.
Mas eu ainda nao consegui digerir muito o comentário
Sim, é fato que as cotas de anúncios é que permitem jornais e revistas terem recursos para manter sua função.
Porém esse comentário soa muito como uma provocação infantil. Lembra daquele aluno no colégio que desafiava o professor, avisando que ele pagava seu salário.
Muito emotivo, no final ele já parece mais coerente e mais racional, como ele sugere para o próprio Millor ser também…
O comentário sobre quem paga o salário dos jornalistas não foi provocativo, foi REAL. Provocativo foi o comentário pejorativo do Millor. Provocativo e mentiroso. Infantil foi o Millor dizer que o jornalismo “tem compromisso com a verdade”, sendo que qualquer pessoa que tenha o mínimo de esclarecimento sabe que quase toda “reportagem” tem um fundo tendêncioso e de manipulação que segue a linha editorial do veículo. Uma mentira muito maior que a a da propaganda, como ele diz, pois é uma mentira desfarçada de verdade. Muito infeliz e simplista o comentário do Millor.
Acho que Millor foi infeliz com esse artigo, genrealizou demais ao criticar os publicitários e errou ao colocar o jornalismo como a profissão que tem um “compromisso com a verdade”. Parabéns ao Zanatta que conseguiu defender nossa classe muito bem.
Muito bem dito a resposta do Cássio Zanatta
Jornalismo…compromisso com a verdade ?
Já vi que a rede Globo e outras, mas principalmente ela…não se enquadra nisso.
Muito boa a resposta, Cassio teve contra argumentos muito bons. O que nao deu tanta credibilidade a resposta dele é o fato dele nao parar de fazer a autopromoção da agência em que ele está. E de apenas confirmar que os publicitários só ficam ai se gabando. Isso foi triste
As empresas de propaganda que bancam os jornais? SÉRIO? Posso passar em qual para retirar meu exemplar? Grátis né… já que as propagandas pagam!
Além de impreciso, o comentário de Zanatta foi sim uma provocação infantil aos jornais e jornalistas.
Quanto ao resto da discussão, Millor foi extremamente infeliz. Não sou publicitário nem nada relacionado a isso (sou economista) mas o comentário foi estúpido e imagino ele falando sobre alguma outra profissão.
Sem mais.
Vitor
Já comentei com você, Merigo, que achei o texto de Zanatta muito bom e que, inclusive, me fez admirar ainda mais a Almap. Gostei principalmente porque ele não se prendeu a “eu acho / eu não acho”. Ele foi coerente com seus argumentos e apresentou fatos reais.
Beijo, Carlos!
Generalizar qualquer crítica, ainda mais quando negativa a toda uma classe é absurdo. Se até mesmo aos políticos isso vale, como ousa ele generalizar todos os publicitários???
Millor foi muito, muito infeliz mesmo!
Que a mentira faz parte da publicidade isso não se discute.
De resto, o Millor foi infeliz no comentário e o Zanata foi muito feliz na resposta. Afinal nem todo publicitário é filho da puta
pedro
Tô esperando os 10 slogans dele. E tem que vender, porque senão não vale.
Millor está certo! É uma pena que nem todos entendam o que ele quiz dizer!
É óbvio que ele não acha nada daquilo que disse. Generalizou pois somente assim a crítica funciona no Brasil!
Temos que nivelar por baixo mesmo, todo mundo no “mesmo balaio”.
Zanata foi igualmente brilhante “desceu a ripa” nos jornalistas calhordas, o que não é o caso do Millor e idem para o contrário.
Parabés Merigo. Pessoal, Cliquem no Banner Google!
Millôr pra cá, Zanatta pra lá.
Em tempos de CPIs, os ânimos no Brasil passam a ficar ainda mais exaltados. Todos parecem sacar de suas ‘verdades absolutas’ para se atracarem o tempo todo. Felizmente, nenhuma destas verdades prevalece (publicitário lida com mentiras, tanto quanto os jornalistas) e, enquanto dorme a pátria-mãe tão distraída em seu sono eterno continuamos sendo subtraídos de toda a nossa dignidade. Na falta de coisa melhor pra atacar, atacamo-nos a nós mesmos. Era só o que faltava… Quanto ao Millôr, convenhamos que usar o espaço da Veja pra ficar fazendo trocadilhozinhos de segunda categoria sobre tudo e todos não está à altura de sua biografia.
Esse millor é bom, conseguiu se promover falando um monte de besteiras, qualquer agencia poderia contrata-lo para trabalhar, faria muita gente comprar sabonete.
Abraços a todos.
Seguinte… meu caso eh bem específico, quase único. Sou Jornalista. Pela manhã trabalho no conceituado jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, e à tarde trabalho numa agência de publicidade, a Plenna. Naum concordo com a BESTEIRA que Zanatta publicou em sua resposta. Isso pq o Jornalista não se sustenta da publicidade. Quem escreve isso é porque realmente não conhece o mercado, ou eh burro, coisa que não acredito que Zanatta seja. Convenhamos. Conheço dezenas de Jornalistas, apenas aqui, na cidade de Porto Alegre, que trabalham com o jornalismo, que eh conhecido aqui por Jornalismo Social. Escrevem e realizam matérias para Ongs, entidades filântrópicas, do governo ou não, trabalham com crianças de rua, inclusive, e sobrevivem pois tem gente no mundo que compra esse tipo de idéia, e acredita no social. E melhor, são pessoas q realizam seus próprios horários, ganham bem, e por incrível que pareça, adoram o que fazem. Não dependem da publicidade de nenhuma empresa para sobreviver. Poranto, há uma alternativa de sobrevivência dentro do Jornalismo para não depender única e exclusivamente da publicidade. Assim como eu acredito que existe a publicidade verdadeira, assim como a MTV realiza, e por isso tem a audiência estrondosa que tem, e a mídia que se desenvolveu através dessa idéia. Algumas pessoas devem rever os seus conceitos… (essa idéia não é da Fiat? ; )
Engraçado o Millor falar em jornaismo como instrumento da verdade, sendo que trabalha para a Veja, que só publica suposições como sendo verdades e não corre atrás das provas.
Senhores,
Jornalismo e publicidade são, no âmbito comunicacional, a mesma coisa. Há séculos, Milton e Swift, quando pisaram no acelerador do jornalismo, fizeram nada mais que publicidade. Vanderblit, o construtor de ferrovias nos EUA, a mesma história. Inclusive, de acordo com a história, o jornalismo não surgiu para falar a verdade e, justamente, para servir de uso panfletário – o que não é sinônimo de retratação da realidade. Atualmente, o jornalismo é a publicidade mal feita. E se existe algo que está muito longe do jornalismo é a filosofia. Na minha opinião, a propaganda do velhinho da OI que surfa, veleja e faz kite, por exemplo, é muito mais filosófica do que uma coluna de saúde em qualquer jornal do País. E se o Millor se oferece para fazer 10 slogans, tudo bem, desde que esses slogans não sejam ruins como o conteúdo de sua página na web. Inclusive, tal manifestação do Millor demonstra o quanto o papel da publicidade é mais forte do que o do jornalismo. Pois tivemos um jornalista falando mal da publicidade e não um publicitário falando mal de jornalismo. Ou seja, ninguém chuta cachorro morto. Fora o Millor, alguém tem medo da publicidade?
Esse Regis é o típico jornalista, não pensa na hora de escrever e depois fala um monte de bobagem fora de contexto. Ninguém aqui esta falando da exceçâo e sim da regra. Jornalista é engraçado sempre encobrindo os colegas por mais errados que eles estejam. Não concorda com a “besteira” Zanatta publicou, mas concorda com a besteira do Millor. E olha que esse mais do que ninguém tem o salário pago pela publicidade. É piada.
Bem, se não me engano o Millôr já foi redator de agência, não? Isso é cuspir no prato em que comeu.
Liberdade de expressão. Que Millor fale o que quizer, nós fazemos nosso trabalho e somos felizes por isso. Qual o objetivo ‘filosófico’ da engenharia civil? pois é eu nao moro no mato nem em árvores.
Concordo com o Edo sobre o Régis. O Zanatta não falou besteira alguma. Pois afinal os telejornais e as notícias via-radio não são compradas a parte em uma banca e sim pagas pelas empresas que utilizam seus horários para expor seus produtos. E se os jornalistas não queriam ler isto, eles que culpem Millor porque não seria escrito isto se ele soubesse a fechar a boca. Algo que seu ego nao deve ter permitido na hora.
Eita, vamos lá… muita gente aqui parece desconhecer completamente quem é o Millôr. Aí eu não posso ajudar. Agora, especificamente sobre a “resposta” do Zanatta, por favor, Carlos, foi cheia de ódio e desrespeito.
Quando o Zanatta escreve:
ele praticamente reduz todos esses profissionais a estagiários de agência de publicidade, pior, reduz a existência da imprensa à apenas mais um veículo de propagação de anúncios.
É claro, estou exagerando aqui, mas toda essa indignação contra o Millôr também o é.
A classe de publicitários sofre com um certo preconceito sim, assim como advogados e também jornalistas.
Mas não é com atitude do tipo “Você sabe de quem está falando?! Eu pago o seu salário!” que a imagem dos publicitários vai melhorar.
Ademais, esse blog é exatamente sobre a boa, a ótima, publicidade, não sobre slogans infantis como o que o Millôr citou.
Grande abraço,
Marcos
É lamentável ver profissionais tão conceituados como Millor fazendo acusações e afirmações falaciosas sobre esta profissão que, como todas as outras, tem profissionais honestos e que não fazem parte deste mundo venenoso das campanhas políticas. Millor se excedeu.
Infeliz o comentário do Millor… o que me dá mais raiva é que a nossa profissão é super desvalorizada.
Qualquer um pensa que sabe fazer um título. A mesma coisa acontece com os designers. Todo mundo se acha apto a fazer um logo, mesmo que seja no power point. Coloca uma foto bonita e escreve tal coisa, dizem.O Millor escreve muito bem, isso não o transforma apto a escrever slogans, porque ele não tem o necessário para tal, ele não sabe vender, ele não entende o conceito do produto, o estudo de marketing que têm por trás de um slogan, de uma peça de comunicação. Ou seja, ele não é publicitário e seu comentário só comprova. AFINAL ELE ACABOU DE FAZER UMA PROPAGANDA NEGATIVA DELE MESMO.
Abraço (em tom revoltado)
O grande problema é que qualquer um pode ser publicitário. Não existe lei. O mercado não exige isso. A profissão fica desvalorizada, e os anunciantes preferem pagar mais barato ao invés de ter um profissional de propaganda.
ENTÃO MANDA O SR. MILLOR FAZER UNS SLOGAN’S…já que ele escreve bem.
Agora quero ver esse aí fazer um planejamento de campanha, todas as pesquisas, planos de mídia e outras “coisitas más”.
hahahahaha… o Ramom mandou MUITO BEM!!!
Desculpe Millor, mais mentiras nós temosem todas as profissões, e principios filosóficos reais em nenhuma delas.
Concordo. Quem precisa de publicitários?
Tanto q é uma área em decadência.
Concorda com quem?!??
Área em decadência? Vai configurar uma rede que vc ganha mais. Tá fazendo o quê aqui?
formado em jornalismo, trabalho com publicidade. preciso dizer mais?
abs, millôr.
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O Brasil não é um país sério. Não me lembro se quem disse isso trabalhava na imprensa ou em propaganda, mas fato é que, desde aquela época, ele é quem tem razão.