Arquivo para o mês de Julho de 2005
A cerveja é essa

O Brainstorm #9 sai na frente e vai lhe responder a pergunta feita por aquele teaser que está rolando na TV desde o começo da semana: que cerveja é essa?
Este comercial ainda não está sendo veiculado, portanto, baixe logo antes que me chegue uma intimação pedindo para tirar do ar.
:: A cerveja é essa::
Abra o link acima e em seguida clique em “FREE” no final da página, aguarde a contagem regressiva e faça o download do comercial. Você também pode tentar através desse link.
Agora, é interessante o que o comercial propõe, porque existem mitos na cabeça das pessoas. Será que você consegue distinguir uma cerveja da outra?
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| Hoje no Passado |
- 2006: Motorola Grand Classics — Em clima de Anima Mundi, que rola até domingo em São Paulo, vale relembrar o comercial Motorola Grand Classics. Um [...]
- 2006: Amex | Roddick vs. Pong — Como o tenista Andy Roddick poderia ganhar do lendário Pong? Novo e divertido filme da Ogilvy para a American Express. [...]
- 2005: Plantação de brinquedos — Esse é um comercial daqueles com todos os ingredientes para agradar. Ainda mais para o público ao qual é destinado: [...]
- 2004: Brilho cinematográfico — Quando você sai do cinema pensando, com um sentimento (seja ele de tristeza, euforia, ou alegria) e ainda carrega aquilo [...]
Plantação de brinquedos
Esse é um comercial daqueles com todos os ingredientes para agradar. Ainda mais para o público ao qual é destinado: homens de 45 anos pra cima com instinto paternal e que não abrem mão do estilo.
Aliás, estilo é o que não falta no anúncio criado pela Springer & Jacoby da Alemanha, que carrega toda um histórico de comunicação e estratégia já utilizada pela Mercedes-Benz em suas campanhas.
Muitas marcas de automóveis gostam de falar de performance, velocidade, inovações tecnológicas, design e afins. A tendência da Mercedes é mostrar o status pelo status, o quão seus veículos são desejados e representam algo maior do que alguns números a mais na potência.
Aqui, um menino pula da cama bem cedo acordado pelo despertador. Ele pega seu carrinho, vai até o jardim, abre um buraco na terra e “planta” o brinquedo. Fica claro que é uma miniatura da Mercedes CLK, que o garoto ainda faz questão de regar.
Porque ele faz isso? Bom, seu sorriso de antecipação já entrega o final antes mesmo da última cena.
A trilha sonora também ajuda muito. “For Me Formidable” cantada por Charles Aznavour. Que pai coruja não iria adorar ver esse moleque aprontando ao som de Aznavour?
Intitulado de “Watering Can”, o comercial foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2005.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.93 MB.
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Que cerveja é essa?

Pelo visto vai começar mais uma batalha na interminável Guerra das Cervejas. Já está rolando na TV um teaser bem misterioso convocando as pessoas a fazerem um teste cego para descobrir qual é a cerveja mais gostosa.
Eu desconfio de quem seja, mas deixo a cargo de vocês descobrirem.
Lá na comunidade do Brain#9 no Orkut, a Fezinha postou um link para quem quiser baixar o teaser:
:: Que cerveja é essa? ::
Abra o link acima e em seguida clique em “FREE” no final da página para fazer o download do comercial. Valeu Fezinha.
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Doce sem enjoar
Mais do que qualquer “Guerra dos Mundos”, “Batman Begins” ou o “King Kong” de Peter Jackson, os verdadeiros blockbusters esperados por mim neste ano: “Sin City” (o qual só assistirei no próximo fim de semana) e o remake de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”.
E como já disse aqui no blog algumas vezes, eu costumo ser vítima dessas expectativas monstruosas que crio. No fim das contas, a frase que sobra pra mim muitas vezes é: “eu esperava mais…”. Nesse caso, a expressão pode ser acentuada ao envolver aquele que é um dos meus diretores favoritos: Tim Burton.
Eu passei várias tardes da minha infância assistindo a versão original de “A Fantástica Fábrica de Chocolates” a cada vez que ela era exibida na Sessão da Tarde. A indústria Wonka é como aqueles mitos que cultivamos quando criança e depois passamos longos períodos de nostalgia relembrando com os amigos.
Portanto, ao falar de um remake para o filme de 1971 eu poderia ser mais um a reclamar e considerar todo esse papo uma heresia. Mas tinha o Tim Burton na história, e se está nas mãos dele, podemos confiar cegamente. E não só por Burton ter obras inesquecíveis em seu invejável currículo, mas ainda mais porque a bizarrice dark do diretor com o mundo criado pelo escritor Roald Dahl tem absolutamente tudo a ver.
E teve mesmo. O que Burton fez aqui foi expandir de forma incrível o mundo fantasioso da história. Ao colocar na tela aquilo que sabe fazer de melhor, o diretor cria um filme estonteante visualmente. Ao adicionar seu lado sombrio e gótico, Burton tira o açucar exagerado da versão original, deixando o filme dark sem ser pesado, doce sem ser enjoado.
Mas acho que faltou envolvimento. O início é fantástico, mas ao entrar na fábrica de Wonka, “A Fantástica Fábrica de Chocolate” perde incrivelmente o ritmo. Eu esperava uma montanha-russa de emoções e sentimentos, mas que foram por água abaixo assim que percebi que não consegui me envolver com a história.
Johnny Depp faz um trabalho (mais uma vez) excepcional, porém, seu Willy Wonka é tão caricato que cria-se uma barreira personagem/espectador. Eu não me incomodo com fantasias, pelo contrário, as adoro. Além do que, se não fosse assim seria um contrasenso eu ser fã do trabalho de Tim Burton. Mas, dessa vez não colou pra mim.
Adoro “Peixe Grande”, para mim um dos melhores filmes do ano passado, e essa fantasia é empregada o tempo todo. É mais um filme em que Burton repete um de seus temas preferidos: o relacionamento entre pais e filhos. Mas a diferença entre “A Fantástica…” e a produção anterior de Burton é o envolvimento. Em “Peixe Grande” você é levado do início ao surpreendente fim, mas com Wonka nos guiando você se anestesia com a bizarrice e não se surpreende.
Mas calma, o universo Wonka de Tim Burton não é ruim, pelo contrário. É um filme divertido e com visual maravilhoso. Tem os ótimos musicais dos Oompa Loompas interpretados por um só homem: Deep Roy. Tem os esquilos separadores de nozes, a trilha criada pelo sempre competente e colaborador habitual de Burton, Danny Ellfman, tem os mesmos arquétipos criados por Road Dahl e, melhor, dessa vez muito mais fiéis ao texto original.
Bom, sim. Divertido também. Mas nunca memorável. Será um filme ótimo para ser exibido na época do Natal com sua fábulas sobre os valores familiares, mas ainda longe de causar a mesma avalanche emocional que eu esperava e, ainda pude sentir um pouco na meia hora inicial do longa.
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Guernica
Não é uma campanha nova, mas mesmo assim merece o destaque. Ainda mais por ter sido premiada recentemente no Prêmio Folha/Meio & Mensagem 2005 como melhor campanha impressa. No YoungGuns também levou Bronze na categoria Ilustração.
Criados pela Leo Burnett para o Jacaré Grill, que fica na Vila Madalena aqui em São Paulo, os anúncios são uma colagem de elementos de uma das obras mais famosas de Picasso, a “Guernica”. Porém, trocando o desespero dos rostos dos espanhóis por sorrisos e adicionando novas características ao cenário.
Na minha opinião, a relação do quadro de Picasso com o conceito das peças, que enfatiza as mulheres que frequentam o bar, não tem sentido algum, mas produz um visual muito bonito.




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Se existisse, você compraria?
Também shortlist em Cannes (e não é fantasma porque foi bastante veiculado nos cinemas aqui em São Paulo), este é um comercial brasileiro que talvez não seja merecedor de prêmios e que muitos menos vá chamar a atenção por efeitos digitais de última geração, crianças fofinhas ou finais engraçadinhos.
Porém, é um filme de uma simplicidade linda e, o melhor de tudo, com um conceito maravilhoso. Talvez o público médio não consiga captar logo de cara a mensagem, mas quem entende é capaz de criar profunda simpatia pelo que está sendo dito.
Criado pela Giovanni,FCB para o Submarino, este é um anúncio que gosto muito por saber vender varejo sem falar de preços ou usar um garoto propaganda idiota. O conceito que carrega é o que transforma uma simples loja, seja ela virtual ou real, em algo muito maior. É o que faz uma marca ser diferente da outra.
Pois se você parar pra analisar, e não é preciso ser profundo conhecedor de marketing, administração, economia ou qualquer de suas vertentes para isso, verá que um varejo pouco tem a oferecer de diferencial em relação a seus concorrentes. Promoções? Garantia? Forma de pagamento? Bom atendimento? Preços?
Qualquer bom varejo que se preze tem isso. Procura ser completo em todos esses quesitos, senão é tão bom em um, é em outro. Senão pode oferecer preços tão competitivos, melhora as formas de pagamento ou vice-versa. Portanto, o que o consumidor faz (ou deveria fazer) antes de comprar qualquer coisa, é pesquisar. Quem compra, quer o que for mais vantajoso.
O que faria um cidadão em sã consciência pagar mais caro num produto que poderia facilmente ser encontrado mais em conta na loja ao lado? O produto oferecido é o mesmo, a forma de pagamento é a mesma. O atendimento pode ser diferente, mas e daí? Não vai ser crucial nesse momento.
É nessa hora que entra a comunicação, a publicidade, aquilo que a maioria das pessoas que entram aqui nesse blog são apaixonadas. Um consumidor procura por preço, vantagens, mas a simpatia e admiração por determinado lugar pode fazê-lo tomar uma decisão.
Um varejo não fabrica os produtos que vende, logo não pode falar que sua qualidade é melhor. Portanto, ao invés de insistir apenas na briga momentânea de preços com seus concorrentes, pode conquistar o coração do consumidor. Fazer alguém ter uma relação emocional com uma marca é o que mais se faz necessária na comunicação atualmente.
A Fnac é um exemplo. A rede francesa está no Brasil há 6 anos e ninguém fala dela porque tem os melhores preços (porque não tem) ou porque oferece vantagens no pagamento. As pessoas admiram a Fnac porque ela se coloca como um centro de cultura, um antro multimídia. Não é uma loja que vende CDs, livros e DVDs, é um lugar onde as pessoas se interessam pelo mesmo que você, onde você vai encontrar novidades, aquele CD raro que procura ou simplesmente tomar um café enquanto folheia uma revista.
Muitas vezes nem é preciso publicidade para conseguir isso. As próprias pessoas transformam o lugar que gostam de freqüentar em algo especial, mas cabe a quem cuida da comunicação saber manter essa situação, ou melhor, estimulá-la.
Na internet, o Submarino é a loja mais conhecida e visitada. Mas o que eles oferecem que a Americanas.com ou a Som Livre não oferecem? Nada. Apenas criaram simpatia e transformam a experiência de compra num prazer, numa troca de informações.
O comercial da Giovanni nada mais faz do que isso, estabelecer uma conversa com o espectador de forma agradável, simpática. É uma relação humana com uma máquina (pois numa loja virtual, nem atendente tem) e, ainda mais, uma relação de troca e não apenas o assustador “quero seu dinheiro”. São detalhes como esse que tornam uma marca, e não outra, inconfundível.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 2.67 MB.
Com ilustração tudo é possível
Um fantasma do bem, e melhor, brasileiro. Ficou no shortlist de Cannes 2005. Uma campanha bem superior a várias outras premiadas, mas que infelizmente não levou Leão algum.
Criados pela Publicis Salles Norton para o 6b Estúdio, os anúncios contam com uma direção de arte linda pela sua brancura e com um conceito maravilhoso.
Mostram que com ilustração podemos criar situações improváveis. Tudo aquilo que fica na imaginação, pode ser passado pro papel com desenho.
Cenas normais de uma camera qualquer, que ganham um final muito mais interessante quando é adicionada uma tirinha de quadrinhos. Faça o que quiser, crie histórias malucas, finais impossíveis, pois, como diz a assinatura da campanha: “Com ilustração tudo é possível”.



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Clip
Esse é daqueles de dar raiva. Pois você, se tivesse a idéia logicamente, faria com apenas alguns minutos de Photoshop.
Criado pela agência Tonic Communications de Dubai no Emirádos Árabes Unidos para a linha de TVs de Plasma Wega da Sony.
Premiado com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2005 e Ouro no The One Show 2005.

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