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Arquivo para o mês de Junho de 2005

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Cannes 2005: C4 Transformer

Sexta-feira, 17 de Junho de 2005 | 1:36

Confesso que não gosto tanto, pois me chama mais atenção na estética do que no conteúdo. Mesmo assim, o comercial “Carbot” da Citroën se transformou em um viral de sucesso na internet e é um dos cotados ao Grand Prix em Cannes na próxima semana.

Criado pela Euro RSCG de Londres para o lançamento do novo modelo C4 da montadora francesa, o filme mostra o carro se transformando em um robô e dançando “Jacques Your Body” do Les Rythmes Digitales, banda-de-um-homem-só do DJ francês Jacques Lu Cont.

A idéia é mostrar que o C4 é um veículo com tanta tecnologia que praticamente ganha vida. Um conceito bacana, mas que certamente deve a razão de seu sucesso ao fenomenal trabalho de computação gráfica da canadense Embassy.

Remetendo aos saudosos Transformers, o robô da Citroën é mais um caso de comercial que fez mais sucesso na internet do que na TV, que também está disponível no site do C4.

Acho muito difícil um GP em Cannes, talvez um prata ou ouro, mas “Carbot” vem se dando muito nos festivais desse ano.

O anúncio foi premiado com dois Ouros no CLIO Awards 2005 (categorias Animação e Efeitos Visuais), Prata no D&AD Awards 2005 (categoria Animação), Prata no Art Directors 2005 (categoria Efeitos Especiais), Bronze no Andy Awards 2005 (categoria Efeitos Especiais), Ouro e Prata no Advertising Creative Circle Awards 2005 (categorias Efeitos Especiais e Inovação em Propaganda, respectivamente) e Bronze no British Television Advertising Awards (BTAA) 2005 (categoria Automóveis).

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.44 MB.

Categorias/Tags: Automóveis, Citroën, TV/Film
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Cannes 2005: Bush ou Kerry?

Quinta-feira, 16 de Junho de 2005 | 11:59

O Festival de Cannes 2005 está chegando, começa dia 19, próximo domingo. E como todo ano, os dias que antecedem a premiação são recheados de palpites e apostas em cima dos favoritos.

Aqui no Brainstorm #9 vou fazer uma aquecimento especial de Cannes 2005, mostrando um favorito a cada dia. Vários deles já foram postados aqui e vou inclusive relembrá-los.

Na categoria Outdoor, a peça “Pendulum” criada pela Fallon para a revista Time certamente deve levar algum Leão. Um anúncio de oportunidade, durante a eleição presidencial nos EUA, que une a síntese do outdoor com um enorme significado.

A peça foi premiada até agora com Prata no The One Show 2005, Prata no Art Directors 2005, Prata no D&AD 2005 e Bronze no Andy Awards 2005.

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Categorias/Tags: Outdoor/Guerrilha, Publicações e Veículos de Comunicação, Time Magazine
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Perrier T-Shirts

Terça-feira, 14 de Junho de 2005 | 2:01

Essa campanha muita gente já viu, foi veiculada há quase 3 anos e é clássica. Portanto, clássico é clássico e deve aparecer aqui no Brainstorm #9.

Trata-se de uma série de anúncios da água mineral francesa Perrier, marca pertencente a Nestlé, em que elementos da cultura pop estampados em camisetas interagem com a garrafa d’água.

É uma campanha muito famosa, criada pela Ogilvy, que faz parte do posicionamento mundial da Perrier de criar uma imagem de água valiosa. Não é simplesmente água, é Perrier.

Aí chegamos naquele ponto polêmico que muito já falei aqui e que vira e mexe é assunto nos comentários. Aliás, acho isso ótimo, continuem comentando e sintam-se a vontade para escrever o quanto quiserem.

Vocês realmente acham que o objetivo dessa campanha é vender água? Eu, sinceramente, acho que não. Claro que uma empresa anuncia porque visa lucros, porque quer que seu produto seja vendido. Mas um anúncio não é necessariamente criado para isso.

Nínguem com pelo menos um dos olhos funcionando vai sair correndo para comprar Perrier apenas porque viu um anúncio. Afinal, água é água e pronto acabou.

Porém, tem uma série de profissionais sendo pagos para transformarem uma garrafa d’água mais do que numa simples forma de matar a sede. Uma Perrier tem status, tem um significado, um valor para quem decide pagar mais caro por um pouco de H2O.

E não foi com anúncios criados para vender água que tais profissionais conseguiram isso. Não foi pensando em fazer você sair correndo comprar Perrier que conseguiram estabelecer essa relação emocional entre produto e consumidor. A venda vem depois.

Um exemplo simples. Um anúncio de um carro importado, vamos escolher um aleatoriamente: Audi. A compra de um carro desse tipo não é decidida atráves de uma peça publicitária. Nínguem compra porque achou o comercial bonitinho ou porque o publicitário foi muito criativo.

Comprar um carro (só pra ficar nesse exemplo) exige a tomada de uma decisão muito maior, que influe na vida de uma pessoa de várias maneiras. Quem compra um carro pesquisa, busca opiniões, custo-benefício, vantagens e etc, etc. É por isso que uma série de fatores precisam estar alinhados para que uma venda se concretize de verdade.

Quem faz um anúncio, que não seja o de varejo é claro, não pretende que você ligue imediatamente solicitando o produto. E sim que, quando você decidir comprar, lembre que aquele produto existe.

Muitos certamente não devem concordar com essa minha opinião, que não é apenas minha e nem foi criada por mim, já vem sendo dita e repetida há anos por dezenas de profissionais e transformada cada vez mais na comunicação do futuro.

Com a enorme concorrência e a nivelação da qualidade dos produtos, construir marcas se torna cada vez mais necessário. Muito mais do que simplesmente vender imediatamente, anunciando preços e promoções (não que isso não seja importante), é preciso se tornar uma referência no mercado, se manter vivo seja com milhões em vendas ou numa crise momentânea.

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Categorias/Tags: Bebidas Não Alcóolicas, Impresso/Print, Perrier
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Fun Anyone?

Sexta-feira, 10 de Junho de 2005 | 17:14

As campanhas criadas pela TBWA, principalmente as do Playstation, causam muita controvérsia. Tem gente que adora, tem gente que detesta.

O comercial “Mountain”, Grand Prix em Cannes no ano passado, é um exemplo disso. Foi postado aqui há quase 1 ano, e teve apenas 3 comentários. Poucas pessoas se interessaram.

Mas a TBWA leva as últimas conseqüências o seu conceito de “disruption”, de fazer algo estética e conceitualmente diferente do que o mercado pratica. Ainda mais quando se trata de um produto como o Playstation 2.

O problema é que grande parte das pessoas tem sede por coisas óbvias, por situações escrachadas em que não seja necessário pensar ou ter certa bagagem cultural para entender. Se a mensagem não estiver clara, dizem que é ruim ou que não vende o produto (como se o objetivo principal fosse vender…).

Não que o óbvio seja ruim, mas na maioria das vezes não instiga ou chama atenção do consumidor como deveria. Filmes em que os diálogos se resumem a relatar exatamente o que acontece em cena, por exemplo, geralmente são infantilóides e clichês.

E totalmente contrário a isso, a maioria dos anúncios da TBWA tem uma característica moderna, uma linguagem ardilosa que fala diretamente com seu público-alvo. E esse é o grande mérito das campanhas, desafiar quem é atingido por ela.

Como eu disse no ano passado, e repito agora, são peças que despertam as mentes sonolentas dos espectadores, muitas vezes treinadas para mudar de canal à primeira interrupção de seu programa favorito.

“Laughing Mouths” é um comercial assim. É radical na estética e carregado de um conceito extremamente fechado. Passa a idéia de maneira original, não apelando para comparações óbvias.

Como você mostraria que tal produto pode divertir qualquer um? Certamente existem zilhões de maneiras, mas colocar uma horda de pessoas se amontoando para ver quem fica no topo ou desenhos animados trocando gargalhadas não seria a primeira idéia a surgir em nossas cabeças.

“Laughing Mouths” foi premiado com dois Bronzes no Creative Circle Awards 2004, nas categorias Uso de Humor e Inovação. Também ficou no shortlist do British Television Craft Awards 2004.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.5 MB.

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Categorias/Tags: TV/Film
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Birds

Terça-feira, 7 de Junho de 2005 | 23:14

Criado pela filial mexicana da Ogilvy, este anúncio impresso da Land Rover abusa da característica de ser sucinto. No bom sentido, claro.

Não mostra o carro, não usa palavras. Só mostra a consequência, traduzindo todo o conceito em apenas uma imagem.

Intitulada de “Birds”, a peça foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004 e Ouro no Clio Awards 2004.

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Categorias/Tags: Automóveis, Impresso/Print, Land Rover
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So long and thanks for all the fish

Segunda-feira, 6 de Junho de 2005 | 13:33

Desde que conheci a obra de Douglas Adams, a versão cinematrográfica de “O Guia do Mochileiro das Galáxias” se tornou um dos filmes que mais esperava nesse ano. E como sempre, quando mexem com livros clássicos como é toda a aventura de Arthur Dent, a expectativa é sempre acompanhada por um receio do tamanho do mundo.

Antes eu sempre cobrava fidelidade máxima nesses casos, mas com o tempo, ao aprender certos aspectos da linguagem cinematográfica e até por adquirir mais repertório, percebi que isso precisa ser relevado muitas vezes. Afinal, um livro e um filme são coisas bem diferentes.

Claro que o filme não é nem 20% do que é “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, as piadas são apressadas, as cenas parecem correr para que a próxima venha logo. Mas felizmente, o diretor Garth Jennings conseguiu capturar muito bem a essência do livro de Douglas Adams.

Tem em certos momentos a pasteurização do humor de Adams, tem inclusive um vilão e um amorzinho sem sal inventado para agradar aqueles que vão ao cinema por impulso pensando em comer pipoca e tomar refrigerante, mas a ironia, o humor ácido, a auto-depreciação de Adams está lá.

Apenas uma pequena parte, é verdade, mas me senti muito mais confortável ao perceber que as idéias centrais do livro vinham aparecendo uma atrás da outra. Mas, como disse, o filme é apenas uma pincelada do que é o “Guia do Mochileiro das Galáxias”.

Muitas piadas perdem a força, pois precisaram ser resumidas em duas linhas de diálogo. Personagens com importância primordial na narrativa original, simplesmente aparecem por poucos minutos na tela ou pior, nem aparecem. Mas tudo bem, vamos relevar. O filme é apenas um resumo e precisa ter as fórmulas chavões para levar gente pro cinema.

Mas “O Guia do Mochileiro das Galáxias” de Garth Jennings consegue ser um filme excelente. E deveria ser não só para quem leu os livros, que em minha opinião, se diverte muito mais do que quem não leu. Mas é preciso estar preparado para o non-sense, para as bizarrices que vão aparecer. Tanto o livro quanto o filme questionam a estranheza das coisas, e isso já dá uma boa noção do que esperar.

Quem não conhece “O Guia…” mas alguma vez na vida já viu Monty Phyton, sabe o que esperar, tanto que Douglas Adams também já participou do grupo inglês. Mas quem entra no cinema desprevenido, pode não entrar no espírito da coisa, tendo em vista várias pessoas abandonando a sessão quando o filme não havia chegado nem na metade.

Vai ver não entenderam a genialidade da cena inicial, com os golfinhos cantando e o texto de Adams quase intacto ou se incomodaram com as “intrusões” fantásticas do “Guia do Mochileiro…” e a voz em português de José Wilker. Ou pior, sequer perceberam que tudo o que a história faz é falar e tirar sarro de nós mesmos o tempo todo.

Sem contar a nobreza ambientalista de Adams sempre presente. Ele que era um ferrenho defensor dos animais, sempre mostra na história que na verdade nós humanos é que estamos sendo testados pelos ratos, e que golfinhos são muito mais inteligentes que nós, por exemplo.

Os puristas vão reclamar das mudanças, mas vão se divertir muito com os momentos inspirados do filme, que são muitos. Pena que os ratos aparecem pouco, mas os vogons estão caracterizados de maneira incrível, assim como o robô maníaco-depressivo Marvin, o meu personagem favorito da série.

Com a voz de Alan Rickman, Marvin ficou perfeito. Deveria ter mais meia hora de filme só pra ele, porque seus melhores diálogos nem apareceram. Bill Nighy como Slartibartfast também ficou excelente, só a cena em que ele aparece mostrando a construção da Terra já é antológica.

Sei que com a bilheteria fraca nos EUA, as chances de “O Restaurante no Fim do Universo” virar filme diminuíram. Mas espero que o culto e respeito dos ingleses pela obra de Adams não deixe com que a gana de ganhar dinheiro da Disney/BuenaVista impeça as seqüências de “O Guia…”

O filme de Jennings não é perfeito e derrapa muito quando tenta criar um programa familiar, que fazem muitos desavisados acreditarem que é um filme para crianças, tendo em vista e enorme quantidade de moleques de 7 a 11 anos na sala de cinema. Saíram com cara de sono, lógico.

Mas só por evocar a memória de “O Guia…” e mesmo que, de maneira apressada, colocar na tela do cinema o mundo imaginado por Douglas Adams, já torna o filme uma experiência saborosa. Porém, lembre-se, o filme é apenas um resumo. Se quiser conhecer e se divertir ainda mais, passe na livraria mais próxima do cinema e leve toda a série pra sua cabeceira.

Categorias/Tags: Cinema
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Vá de retro, Satanás!

Domingo, 5 de Junho de 2005 | 22:34

Sábado, 4 de Junho, dia de ver White Stripes pela primeira vez em São Paulo. Pista lotada e que foi completamente incendiada quando Jack e Meg abriram tocando “Dead Leaves and the Dirty Ground”.

Eu que estava bem na frente, fui “carregado” pro meio, nem tinha o que eu pudesse fazer. Totalmente covardia começar o show com essa música, mas não poderia ser melhor.

O que se seguiram foram diversos clássicos da banda, com uma ou outra música do excelente novo álbum “Get Behind Me Satan”, que comprei por apenas R$ 20,90 na Fnac, quatro dias antes do lançamento mundial. Eu já tinha gostado de “Blue Ochird”, ao vivo então.

Jack tem muita presença de palco. Falou aqueles clichês básicos de artistas internacionais quando vem ao Brasil, disse que quer voltar à São Paulo o mais rápido possível, mas também deu provas disso. Disse que faria o show um pouco mais longo aqui e perguntou: “Só se vocês quiserem ouvir ‘Seven Nation Army’ logo e irem embora. Querem?”

Todo mundo berrou que não, lógico, e até “Little Ghost” do novo disco foi tocada. Mesmo assim, ainda achei o show curto, pouco menos de 1 hora e meia. Nem tocaram as maravilhosas “We Are Going To Be Friends” e “Fell in Love With a Girl”.

Muita gente acha que ela não faz nada, como li em algumas críticas, mas Meg também manda muito bem e é carismática, apesar da timidez na hora de cantar. “Jolene” é uma das músicas que eu mais esperava, e ficou linda com todo mundo cantando junto, assim como com “I Just Dont Know What To Do With Myself” e “Hotel Yorba”.

Quanto a “Seven Nation Army” acho que nem adianta comentar. Pois é quase impossível transmitir em palavras o extase do público perante o hino do White Stripes.

Se eu pudesse mudar alguma coisa, mudaria o set list. Tudo bem que o virtuosismo de “The Union Forever” é bacana, mas cadê “Hello Operator” ou “The Same Boy You’ve Always Known” por exemplo? Deveriam ser obrigatórias em todo show, ainda mais em uma cidade que nunca vieram antes.

O palco baixo do Credicard Hall não ajuda em nada. Muita gente reclamando que sequer havia conseguido ver a Meg na bateria. Sem contar que a acústica do Credicard também não é lá essas coisas.

De qualquer forma, foi um show inesquecível. De deixar na expectativa para que eles voltem e toquem as músicas que ficaram faltando. O velho e bom rock ‘n roll sem modismos, apetrechos tecnológicos ou qualquer coisa. Apenas uma guitarra e uma bateria, fazendo parecer que tem uma banda completa no palco.

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Categorias/Tags: Música
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A preferida dos gatos

Sexta-feira, 3 de Junho de 2005 | 2:29

Dois anúncios bem simples e diretos criados pela Grey da África do Sul para a ração Whiskas.

Baseado em um pequeno detalhe, uma peculiar característica dos felinos. Quem tem ou conhece gatos, entende as peças de cara.

Tal como a campanha brasileira, diz que a Whiskas é a ração preferidas dos bichanos. Coincidência ou não, minhas duas gatas adoram Whiskas.

Não que elas não comam outras marcas ou que não venham miar querendo o que tem no seu prato, mas costumam reclamar quando a ração é diferente. Vai entender…

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Categorias/Tags: Animais de estimação, Impresso/Print, Whiskas
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