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Arquivo para o mês de Junho de 2005

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Cannes 2005: Azarados

Terça-feira, 28 de Junho de 2005 | 1:44

A campanha “Azarados” da J. Walter Thompson é uma das brasileiras premiadas em Cannes mais comentadas. E não é por menos, levou Leão de Ouro em duas categorias: Press e Film.

Unindo a bela simplicidade na direção de arte com fatos históricos curiosos, estes anúncios criados para os lenços de papéis Kleenex mostram o que resta as pessoas que deixam passar oportunidades únicas na vida: apenas lágrimas.

O interessante desse tipo de trabalho é que as curiosidades estão disponíveis pra todo mundo, aconteceram e surgem novas todo dia. Basta você ter o insight de ligar essa informação com lenços de papel, por exemplo.

São 3 peças impressas e 1 filme. Confira:

:: “Stuart Sutcliffe tocava baixo nos Beatles. Mas alguns meses antes da banda estourar nas paradas, abandonou o grupo pata tentar o sucesso como artista plástico.” ::

:: “John Morell, editor de um jornal americano, demitiu Walt Disney no começo da carreira pois achava que ele não tinha boas idéias” ::

:: “O inventor da Coca-Cola, John Stuth Pemberton, vendeu os direitos de sua fórmula em 1891 pela bagatela de 2300 dólares” ::

O filme é baseado apenas na história do ex-beatle Stuart Sutcliffe, e assim como as peças impressas conta com uma bela simplicidade na hora de passar o conceito.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 2.25 MB.

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Cannes 2005: GP em Outdoor

Domingo, 26 de Junho de 2005 | 21:05

O Grand Prix em Outdoor foi indiscutivelmente merecido para a Ogilvy de Santiago, no Chile. Simples e genial para ficar nos dois adjetivos máximos de qualquer peça publicitária.

Banners foram estrategicamente colocados para simular que os prédios eram construídos com Lego. Resumindo, a reação de quase todo mundo quando vê isso é: “Filhos da p….!”

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Categorias/Tags: Entretenimento, Lego, Outdoor/Guerrilha
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Cannes 2005: Grrrand Prix

Sábado, 25 de Junho de 2005 | 3:38

Como já esperado por todos e eu inclusive já tinha comentado aqui no Brainstorm #9 em Fevereiro, “Grrr” da Wieden + Kennedy para a Honda foi Grand Prix em Film no Festival de Cannes 2005.

Um comercial simples na concepção, mas genial no resultado. Uma animação bonitinha com uma música engraçadinha. Porém, a idéia e toda a comunicação por trás dessa campanha são absolutamente irrepreensíveis. Uma verdadeira aula de como comunicar sem encher o saco do público e sem parecer petulante.

Mas o sucesso com o público também contou muito para que “Grrr” fosse tão premiado como está sendo. O jingle caiu no gosto popular e foi lançado até nas rádios da Inglaterra.

Em Fevereiro, “Grrr” tinha faturado Ouro no Epica 2004 e o prêmio do Festival du Film Publicitaire de Méribel 2004. Em 4 meses, levou mais:

:: 6 prêmios no Advertising Creative Circle Awards 2005: categorias Melhor Comercial de TV, Melhor Comercial de Cinema, Melhor Idéia em 60 segundos ou mais, Melhor Uso de Música, Melhor Uso de Animação, Honra de Platina.

:: Ouro no British Television Advertising Awards (BTAA) 2005

:: GP no International Andy Awards 2005

::7 prêmios no D&AD Awards 2005: Ouro nas categorias comercial de TV, Prata como Comercial de Cinema, Prata em Direção de Arte, Ouro em Uso de Música, Prata em Animação, Prata na categoria Direção e Prata como Comunicação Integrada.

:: Ouro no Golden Award of Montreux 2005

:: GP e Ouro no The One Show 2005

:: Grand Clio e Ouro no CLIO Awards 2005

Em tempo, o Brasil faturou ao todo 42 Leões esse ano, sendo 6 deles na categoria Films: 1 Ouro, 2 Prata e 3 Bronze. Em breve serão publicado aqui no Brainstorm #9 também.

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Cannes 2005: Nothing Great Comes Easy

Quinta-feira, 23 de Junho de 2005 | 19:25

O que posso dizer sobre o Grand Prix em Press no Festival de Cannes 2005? Nada. Sobre o perfeito não há nada que se possa dizer.

Conceito fantástico, impactante e uma direção de arte estupenda. Sem dúvida é o patamar que busco chegar um dia, tanto por ser uma idéia integrada quanto pelo visual que é um colírio.

Criada pela TBWA de Paris para a gravadora EMI Records, a campanha é uma mensagem contra a pirataria. Mas ao invés de bater na tecla de que é crime, perda de dinheiro, que o produto é ruim e etc, os anúncios falam de respeito ao artista.

Mostram como um músico precisa batalhar para fazer um bom trabalho e ter sucesso, como o começo da carreira é difícil. Os elementos utilizados para isso não poderiam ser mais tocantes para um fã de música, desde o dedos de Keith Richards até mostrando os primeiros fãs dos Sex Pistols.

O título “Nothing Great Comes Easy” afirma que nada que é bom vem fácil, e a assinatura faz um apelo: “Respeite os artistas. Pare com a pirataria de música.”

GP mais do que merecido e uma campanha pra se tornar referência a todos os criativos.

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Categorias/Tags: EMI Music, Entretenimento, Impresso/Print, Social e Meio-Ambiente
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Cannes 2005: Grand Prix em Media Lions

Quarta-feira, 22 de Junho de 2005 | 0:31

Alguma ações que estão sendo premiadas em Cannes nessa semana, principalmente no que se trata as categorias Media, Direct e Outdoor, podem dar uma amostra de como a comunicação cada vez mais tem necessidade de procurar novas alternativas e integrar as mídias.

Na categoria Media, o Brasil teve sua pior performance na história, não levou nenhum Leão. Já o Grand Prix foi para uma ação da Procter & Gamble que é muito guerrilheira, apesar de sua fachada promocional.

A P&G resolveu relançar seu detergente Biomat no mercado israelense, uma marca especialmente voltada para o público judeu ortodoxo. Por motivos religiosos, é um público que não tem acesso a maioria das mídias de massa e possui muita rejeição aos métodos “tradicionais” de propaganda.

A estratégia usada para o relançamento do produto foi criar uma efeito big bang com ações externas que “linkassem” o Biomat a generosidade, ajuda ao próximo, caridade ao mais pobre, ou seja, divulgar o detergente utilizando cunho religioso.

A frase “Traga suas roupas sujas, e nós a lavaremos para distribuir aos que mais necessitam” estava estampada em um grande caminhão com máquinas de lavar dentro. As pessoas levavam as roupas até o caminhão para serem recolhidas como doação, que eram lavadas na mesma hora com Biomat.

A parceria com uma ONG assegurou a recepetividade da campanha que anunciava as propriedades superiores de limpeza do Biomat, espalhando cartazes pelas ruas, panfletos anunciando a ação e uma enorme cobertura da imprensa (PR Stunt) e publicidade gratuita

O resultado anunciado pela agência Mediacom de Tel Aviv, é de que o Biomat teve o share aumentado em mais de 50% no setor ortodoxo e que a P&G planeja repetir a ação.

Resumindo: religião e caridade para vender detergente.

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Categorias/Tags: Outdoor/Guerrilha
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Cannes 2005: Too Easy

Terça-feira, 21 de Junho de 2005 | 13:10

Os premiados em Cannes já estão sendo revelados e, o que se conclui até agora, é que o Brasil pode ter uma de suas piores participações no Festival. Em Media e Direct simplesmente nenhum Leão brasileiro. Por outro lado, na categoria Press&Outdoor o Brasil garantiu 12 Leões, performance melhor do que no ano passado.

Na categoria Films ainda continuamos na expectativa. Improvável que o Grand Prix seja brasileiro, mas este comercial da Peugeot que trago agora é um dos favoritos. Ele briga de frente com outros dois filmes de automóveis cotados ao GP: “Singin’ in the Rain” da Volkswagen e “Grrrr” da Honda, ambos já publicados aqui no Brainstorm #9

Criado pela Euro RSCG de Londres, “Too Easy” é um anúncio que une um ótimo conceito com uma linda estética. Como diz o nome, a idéia é mostrar como a vida pode ser mais fácil com o novo modelo 1007 da Peugeot.

Um homem sai de casa e começa a se deparar com pequenos problemas e chatices que todos nós vivemos no dia a dia. Desde o elevador que nunca está no andar até o trânsito terrível na hora do rush. Mas ele resolve esses “detalhes” de maneira bem simples, se transforma em desenho e faz o que quiser com o mundo ao seu redor.

No final entra o título: “Life shouldn’t be easy”, que reflete o posicionamento do 1007, o carro da Peugeot que vai competir com o Picasso da Citroën e Scénic da Renault.

A trilha sonora é ótima, trata-se da música “La Breeze” da banda britânica Simian, que explora as fronteiras do som pop psicodélico com o mundo eletrônico.

Agora um outro detalhe, eu sou terrível para indentifcar essas coisas, mas o comercial não parece ter sido gravado no Rio de Janeiro? A cena final na praia se parece muito com o Rio.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 7.22 MB.

Categorias/Tags: Automóveis, Peugeot, TV/Film
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Batman como deve ser

Segunda-feira, 20 de Junho de 2005 | 15:32

Para a maioria dos fãs das HQs de Batman, o Homem-Morcego jamais deveria ter aparecido nas telas do cinema da forma como foi feito. Mesmos os dois primeiros episódios dirigidos por Tim Burton, são, na maior parte do tempo, um equívoco.

Mesmo assim ainda foram filmes capazes de agradar muita gente e serem eficientes em muitos aspectos, como na atmosfera sombria e gótica que Burton sabe fazer como ninguém. Além do mais, “Batman” e “Batman Returns” são produções que trouxeram a tona um dos melhores diretores da atualidade. “Os Fantasmas se Divertem”, “Edwards Mãos de Tesoura”, “Ed Wood”, “Peixe Grande” e etc, falam por si só.

Porém, os aficionados por Batman sequer imaginavam que as trevas ainda estava por vir, e que Batman sob a tutela de Burton não teria sido tão mal negócio assim. Quando Joel Schumacher colocou as mãos no personagem da DC Comics, fez questão de mandar a cine-série do Morcego para o cemitério. Era o fim.

Apesar de sua carreira irregular, confesso que gosto do trabalho de Schumacher. Desde o clássico sessão-da-tarde “Os Garotos Perdidos”, que fiz questão de comprar minha edição de colecionador em DVD duplo recentemente, como também nos ótimos “Tempo de Matar” e “Por Um Fio”. Até sua criticada versão de “O Fantasma da Ópera” é um filme que gostei.

Mas dar qualquer resquício de roteiro do Batman para ele dirigir foi um erro sem volta. Quando parecia ser impossível piorar, Schumacher provou que estávamos errados, era possível piorar sim, e muito. Ele chutou cachorro morto e fez “Batman e Robin”. Não tinha jeito, era o fim do Morcegão nas telas do cinema.

Será que alguém poderia salvar Batman do limbo nos cinemas? Nome melhor não poderiam ter escolhido. Christopher Nolan é uma das maiores promessas da safra atual de jovens diretores de Hollywood. Não precisa dizer nada porra, ele é o cara que fez “Amnésia”!

O resultado disso é que “Batman Begins” é, sem sombra de dúvida, a ressusreição do Homem-Morcego nos cinemas. Resgatado das cinzas, o Batman de Nolan é o mais fiel, sombrio e convincente de todas as versões que já passaram pela tela grande.

Aquele que só quer ver um filme de aventura com um cara fantasiado, vai se decepcionar com a demora que Batman leva para aparecer em ação. Mas, a transformação do menino medroso em defensor da justiça é espetacular. Nolan nos leva em uma viagem junto com Bruce Wayne, nos identificamos com o personagem e sentimos sua dor. Depois que se consegue arrancar isso do espectador, o diretor tem tudo nas mãos.

Eu dividiria “Batman Begins” em duas partes: do começo pro meio, é um filme de Nolan. Da metade pro fim, é um filme do Batman. E não poderia ser diferente, Batman é um personagem com vida própria e nada mais justo que, depois de mostrado seu dramático surgimento, o filme passasse a ser uma aventura típica do Homem-Morcego. Com vilões bizarros, becos escuros e sujos, apetrechos tecnológicos de todo tipo e piadinhas entre um capanga e outro.

“Batman Begins” é bom porque nos parece palpável, fica longe dos exageros cartunescos cometidos nos outros filmes. Gotham City esta claustrofóbica como nunca, corrupta como sempre. E poderia ser qualquer cidade grande de nosso mundo atual carente por alguém que tentasse de verdade mudar as coisas.

“Batman Begins” é bom porque Batman dá medo, é visceral. Batman assusta seus inimigos como um predador, se esconde na sombra, e nós mesmos nos surpreendemos com suas investidas. Batman é uma ameaça ao crime. Ele não é um bobo fantasiado.

“Batman Begins” é bom quando, até que enfim, mostra a vida de excessos do playboy Bruce Wayne e cria aí sim seu verdadeiro disfarce. Porque Wayne só é de verdade quando é Batman, o resto é fachada.

“Batman Begins” é bom porque é emocionante. Impossível não se arrepiar com a cena que mostra o Homem-Morcego oculto entre as sombras em pé na torre de um edifício olhando por Gotham City.

“Batman Begins” é bom porque tem um elenco fantástico. Morgan Freeman, Liam Neeson, Michael Caine, Gary Oldman, Tom Wilkinson, Ken Watanabe. Absurdo. E Christian Bale? Sem dúvida o melhor Batman, quem diria que o menino de “O Império do Sol” fosse ser o responsável por isso.

Claro, “Batman Begins” não é tão bom quanto mostra um excesso de vôos do personagem, quando apela para interesses românticos desnecessários, quando Nolan exagera a mão e torna a maioria das lutas confusas demais. E também, alguns alívios cômicos não funcionam como deveriam, aparecem na hora errada.

Mas, “Batman Begins” é finalmente o filme que o Homem-Morcego merecia. A união perfeita da realidade do homem comum que vive na cidade grande e do justiceiro cheio de truques que enfrenta inimigos com planos mirabolantes. Que venha o próximo.

Categorias/Tags: Cinema
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Cannes 2005: Baby’s development

Domingo, 19 de Junho de 2005 | 3:36

Os comerciais das fraldas Pampers são pouco conhecidos aqui no Brasil, mas nos últimos tempos tem se tornado uma exemplo de comunicação eficiente e de olho no futuro. Porém, como disse no ano passado, isso não foi sempre assim.

A mudança no posicionamento da marca só aconteceu depois que pesquisas revelaram que as campanhas antigas da estavam indo pro lugar errado.

A agência argentina Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi descobriu que a marca Pampers tem alto nível de respeito perante seu público consumidor, mas baixo indíce de amor. Esse fato encaixa-se dentro do critério das “lovemarks”, utilizado por todas as filias da rede Saatchi & Saatchi.

Desde então que a Pampers passou a ir além do que simplesmente vender fraldas. O objetivo é despertar nas pessoas o desejo de ter filhos e transmitir a emoção e bons momentos durante a convivência com uma criança na família.

Nos ótimos “Evolución” e “Sinfonía” foi assim, e agora, com “Crying” a Del Campo fsegue a mesma linha e é uma das cotadas ao Grand Prix de filme no Festival de Cannes 2005.

O comercial trata especificamente do desenvolvimento das crianças, e o faz de uma maneira muito bem humorada. Começa mostrando o irmão arrancando um brinquedo da mão do outro, e este, claro, abre o berreiro. A mãe mal sabe o que fazer.

E isso o mote para o resto do anúncio, mostrando como tal fato afetou o menino pro resto da vida. No final, a pergunta: “Are you doing the right thing for your baby’s development?” (Você está fazendo a coisa certa para o desenvolvimento do seu bebê?).

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.88 MB.

Categorias/Tags: Diversos, Pampers, TV/Film
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