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Arquivo para o mês de Abril de 2005

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Um livro que mudou a minha vida

Quinta-feira, 28 de Abril de 2005 | 23:58

Dificilmente eu trato aqui no site de questões pessoais, mas desta vez não tem como deixar passar.

Não gosto de tratar livro nenhum como bíblia, pois como diz o próprio Peter Singer, nenhum livro pode ser dono da verdade. Porém, não há como negar que qualquer um com pelo menos um dos olhos funcionando vai ter sua vida afetada após ler “Libertação Animal”.

Peter Singer nos ajuda a enxergar as brutalidades e o preconceito que cometemos contra animais não-humanos. E aceitamos tudo isso numa boa, pois vivemos o especismo, uma “doutrinação” que agora temos que aprender a ver com outros olhos.

É difícil aceitar que temos que abrir mão de certos privilégios “apenas” para que outras espécies se beneficiem. Mas assim vai ter que ser. Eu já comecei a fazer a minha parte.

Leia o prefácio do livro em Folha Sinapse.

Categorias/Tags: Diversos
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| Hoje no Passado |

  • 2006: FIAP 2006: Transparente — O vencedor do Grand Prix em Filme no FIAP 2006 tem um visual estonteante. Isso porque ele lhe mostra a [...]
  • 2006: FIAP 2006: HSBC Caído — O Brasil ter ganho diversos prêmios no FIAP 2006 (Festival Iberoamericano de Publicidad) nesta semana, não foi surpresa para ninguém. [...]

Red Border

Quarta-feira, 27 de Abril de 2005 | 2:20

Em meados da década de 1990 as revistas de notícias e variedades eram consideradas dinossauros destinados a extinção. Com o surgimento de novas tecnologias, como a internet, o desinteresse do público pelas velhas publicações impressas começou a aumentar.

Aqueles velhos profetas do apocalipse, os mesmos que “previram” o fim do rádio e do papel, diziam: “É o fim das revistas como fonte de informação”. Bobagem, como sempre. Mas nem por isso a audiência das revistas deixou de cair.

A Time, uma das maiores revistas semanais do mundo, sentiu que era hora de se reposicionar e recuperar o mercado pedido. A responsável por esse trabalho foi a Fallon de Nova York.

Criaram um conceito que refletisse a essência da revista: diversidade de comunicação aliada a profundidade de discussão sobre diversos temas, passando pelo social, cultural e comportamento.

Para representar isso, foi escolhido um elemento gráfico bastante característico da revista Time: a borda vermelha. Desde que o mundo é o mundo, a Time tem um retângulo vermelho que envolve toda a extensão da capa. Um detalhe, claro, mas que serviu para criar uma campanha antológica.

Os anúncios trazem imagens que tem apenas uma pequena parte envolta pela borda vermelha. Abaixo de cada peça, um texto reflexivo e desafiador sobre determinado assunto.

Essa linha de comunicação da Time se estendeu por anos. Começou nos EUA, mas logo foi levada até a Europa e a Ásia, sendo relançada com novos anúncios em 2003.

No início, a assinatura utilizada era: “The world’s most interesting magazine”. No relançamento passou a ser: “Join the conversation.”

O resultado: é considerada a Campanha Impressa da Década de 1990.

Abaixo coloco os anúncios mais significativos, incluindo os primeiros veiculados por volta de 1995 e mais alguns que foram publicados em 2003. Vale a pena observar cada um e ler o texto.

Always the truth.
Occasionally, the awful truth.

The pages of history.
This week’s chapter.

And everything in between.

Which is more infectious?
The organism?
Or the fear?

At what point do national security
and common sense collide?

Are war and oil too closely related?

Should it be legal?
Should it be medicinal?
Should we get a pizza?

Categorias/Tags: Impresso/Print, Publicações e Veículos de Comunicação, Time Magazine
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FIAP 2005: GP de Filme para VH1 :: La Comunidad (Argentina)

Domingo, 24 de Abril de 2005 | 22:54

Na última sexta-feira, dia 22, foram divulgados os grandes vencedores do FIAP 2005 - Festival Iberoamericano de Publicidade, a mais importante premiação de propaganda na América Latina.

Na categoria Gráfica, o Grand Prix ficou para a campanha “Bandeiras” da FCB Portugal, aquela que você já viu aqui no Brainstorm #9, já recebeu por e-mail e até já ouviu uma história bizarra envolvendo diplomatas noruegueses e prêmio Nobel de marketing político (gostaria de saber quem é que perde tempo inventando essas lorotas).

Na categoria Filme, a disputa foi mais apertada que conclave para papas. Foram necessárias três rodadas sucessivas de votação para que enfim os jurados entrassem num acordo. O Grand Prix ficou para o anúncio “Reunião de Pais”, integrante de uma ótima campanha criada pela agência argentina La Comunidad para o canal VH1.

Do outro lado da briga estava o comercial “Espantalho” criado pela filial argentina da Lowe, a Agulla & Baccetti, para a Renault. O filme acabou ficando “apenas” com o Ouro na categoria.

O Brasil ficou em segundo lugar no ranking de países do FIAP 2005, com 39 prêmios e nenhum GP. Foram 9 ouros, 10 pratas e 20 bronzes para os trabalhos brasileiros. A Argentina ficou na frente com 65 premiações, sendo 15 ouros, 26 pratas e 24 bronzes, além de 3 GP’s. A Espanha é a terceira colocada, com 38 prêmios e 1 GP.

Mas por outro lado, a Almap BBDO mais uma vez garantiu a posição de agência mais premiada do festival. Os nossos hermanos já estão tão enciumados que houve até contestação sobre um dos prêmios obtidos pela agência de Marcelo Serpa.

Vocês provavelmente se lembram da peça “Lama” criada para a Touareg da Volkswagen, em que uma nova tecnologia de impressão permitia que o leitor limpasse a sujeira do carro com um pequeno lenço. Pois então. Leandro Raposo, diretor de criação da JWT Argentina, levantou suspeitas sobre o anúncio, questionando se havia sido realmente veiculado. A comprovação foi apresentada prontamente pela Almap e a peça garantiu o Ouro na categoria Gráfica.

Mas vamos ao que interessa. Além do filme vencedor do GP, trago aqui os outros dois comerciais da campanha. A idéia daos criativos da agência La Comunidad foi mostrar que a vida de um músico é feita mais do que clipes, do que vídeos musicais.

O vocalista da sua banda preferida, por exemplo, precisa ir na reunião de pais na escola de seu filho. Um rapper também vai a feira e pechincha o preço da maçã. Assim como um cantor latino vai visitar sua avó no asilo de vez em quando. E tudo sobre a vida do seu artista preferido você vai ver no canal VH1.

O engraçado é que para cada tipo de músico, os comerciais mostram os clichês básicos de seus clipes musicais. Fogos de artíficio que explodem para o cara heavy metal, bundas dançando para o rapper e vento na cara do latin lover. No final, entra o título: “Na vida de um músico, existe mais do que vídeos”.

Faça o download dos três comerciais, em formato .MOV, através dos links abaixo: (botão direito - Salvar destino como…)

:: Reunião de Pais (6.18 MB)

:: Feira (4.20 MB)

:: Asilo (4.19 MB)

E para relembrar, no FIAP do ano passado o GP de Filme foi para esse maravilhoso anúncio “Zoo” da Audi criado pela DDB Espanha. Na categoria Gráfica, o GP foi brasileiro, ficou com a campanha da Veja criada pela Almap BBDO.

Categorias/Tags: Publicações e Veículos de Comunicação, TV/Film, VH1
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A banana do varejão

Quarta-feira, 20 de Abril de 2005 | 1:21

Uma discussão que acalora qualquer ânimo entre publicitários e profissionais de comunicação é: conceitual x varejo. Quando podemos apenas criar uma imagem sem argumento de venda? Quando devemos ser agressivos e estampar o preço e telefone em letras garrafais?

Quem cria, quer um anúncio conceitual e que desafie o consumidor. Quem vende, quer preço, quer resultado. Uma campanha da BMW como essa aí no post abaixo é execrada por muitos. “Que absurdo! Um anúncio que não mostra o produto”. Por outros, é adorada. Que maravilha! Que idéia inteligente e que valor agrega a marca.”

Afinal, quem tem razão? Acho que os dois, mas em momentos diferentes. Tem hora que é preciso ser conceitual, e tem outra que é preciso colocar o preço sim. Depende do cliente, depende do produto, depende do objetivo. Nada é engessado.

Convenhamos, a BMW não quer recall e não que você veja o anúncio dela e saia correndo até a próxima concessionária pra comprar. A peça publicitária vai muito além disso, transcende o impulso de comprar.

Nenhum ser humano com pelo menos um dos olhos funcionando diria: “Poxa, que anúncio legal, vou comprar uma BMW”. Ninguém compra porque o anúncio é bonito e/ou inteligente. Compra porque, durante anos e anos, foi criada uma imagem de marca, um trabalho de comunicação, uma relação de amor e respeito entre empresa x pessoa.

Quer um exemplo? Determinado sujeito pode ver um produto pelo preço mais em conta na Loja Y. Mas se a Loja X cobra um pouco mais caro, mas o consumidor tem identificação maior com ela, certamente vai preferir a Loja X.

Um tênis, outro exemplo. Marca B custa bem mais barato, mas que chatice, ela não parece amar tanto o esporte e ser tão moderna e descolada quanto a marca A. Já sei, vou economizar dinheiro esse mês, e aí sim compro a marca A.

Se eu for ficar aqui falando disso, levarei uma eternidade e nem tenho a pretensão de esgotar o assunto ou ser dono da verdade absoluta. A questão é que enrolei tudo isso para mostrar que existem situações e situações. E também trouxe um exemplo para provar que o varejão não precisa ser tosco com “explosão de ofertas” ou “quer pagar quanto”.

A ICA é uma rede de supermercados na Suécia que, um belo dia, resolveu anunciar seus produtos sem um garoto-propaganda estúpido que repete preços e bordões como se falasse com uma criança de 4 anos. Para isso, ela contratou uma agência, também sueca, chamada King.

O que os criativos da King fizeram foi bem simples. Criaram uma pequena história de um funcionário atrapalhado que escorrega e começa derrubar tudo o que tem pela frente ao som de “Danúbio Azul”, de Johann Strauss II. No meio dessa ópera do caos, imagens e preços dos produtos vão aparecendo. E, o mais importante, sem fazer o espectador mudar de canal.

Aqui acontece o contrário. Ao invés de você correr para o controle remoto e ver o que está passando na emissora vizinha, fica interessado e entretido com a lambança do sujeito. Lembram do que eu falei de competir com os programas de TV? Divertir o espectador? De que publicidade tem que ser entretenimento? É isso.

Com vocês, “The Banana”. Comercial premiado com Ouro no SAAwards 2005 - Scandinavian Advertising Awards. Um jeito inteligente e divertido de se fazer varejo.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 3.61 MB.

Categorias/Tags: Diversos, ICA, TV/Film
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Mix your playgrounds

Segunda-feira, 18 de Abril de 2005 | 0:17

Quando pensamos em BMW, o que nos vem a cabeça são carrões imponentes, longos, geralmente com um tiozão dirigindo. Entre outras coisas, é definitivamente um carro urbano.

Nínguem pensa num BMW sujo de lama, andando em terrenos acentuados e muito menos disputando rallys. Mas, para o novo 4×4 BMW X3, essa imagem precisaria ser mudada na cabeça do consumidor. E o desafio da agência francesa BDDP & Fils foi justamente esse.

Com o 4×4 da BMW não tem frescura. É um utilitário esportivo com tração nas quatro rodas que está preparado pra todas, e não apenas pra um tiozinho grisalho ficar passeando na rua.

Para mostrar essa idéia, grandes metrópoles como Paris, Londres e Nova York foram invadidas por montanhas, florestas e desertos. A assinatura da campanha diz: “Mix your playgrounds”.

Ou seja, o 4×4 BMW X3 também serve pra você ficar passeando pelo asfalto liso da sua cidade, mas encara uma aventura sem problema algum.

Vastamente premiados no ano passado, esses anúncios contam com um trabalho de computação gráfica invejável. E detalhe: o carro nem sequer é mostrado nas peças.

A campanha levou Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004, Grand Prix no Eurobest 2004, Ouro no The Cresta Awards 2004 e Ouro na categoria Automóveis do Epica 2004.

Categorias/Tags: Automóveis, BMW, Impresso/Print
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“Hello Tomorrow” (Adidas) by TBWA/Spike Jonze

Sexta-feira, 15 de Abril de 2005 | 13:47

Há poucas semanas, tenho mostrado aqui no Brainstorm #9 alguns comerciais que podem faturar Leões no Festival de Cannes deste ano, que acontece em Junho.

Mas como vocês bem sabem, Leões, sejam de ouro, prata ou bronze, muitos podem levar. Porém, apenas um vai ter em mãos o prêmio mais desejado do maior festival de publicidade do mundo: o Grand Prix na categoria Filme.

O favorito neste ano, e não só em Cannes como em todas as outras premiações, é “Hello Tomorrow” criado pela TBWA para a Adidas. E os motivos para isso não são poucos.

Para começar, o retrospecto dos envolvidos nesse comercial. A TBWA faturou Grand Prix no ano passado, com “Mountain” para o Playstation 2. E no ano retrasado, 2003, o diretor deste novo filme da Adidas é o mesmo que dirigiu “Lamp” da Ikea e que deu o Grand Prix para a Crispin Porter + Bogusky.

E quem é o tal diretor? Ninguém menos que Spike Jonze, a segunda mente brilhante, ao lado de Charlie Kauffman, por trás de filmes como “Quero ser John Malkovich” e “Adaptação”, além de vários clipes bacaníssimos para R.E.M, Fat Boy Slim, Chemical Brothers, Björk, Beastie Boys e por aí vai.

“Hello Tomorrow” é um sonho filmado, com elementos típicos de Jonze. E o que a história do comercial faz é mostrar um mundo inteiramente customizável através do Adidas-1, o primeiro tênis inteligente do mundo.

O calçado que chega ao Brasil neste mês, possui na sola um microprocessador de 20 megahertz de velocidade, capaz de fazer 5 milhões de cálculos por segundo. O Adidas-1 sabe onde pisa: um sensor instalado na parte inferior do calcanhar verifica a inclinação do solo, a superfície (cimento, madeira, terra, areia) e envia esses dados ao chip, que, então, ajusta o amortecimento do tênis de acordo com o impacto.

O tênis é considerado a grande invenção de artigos esportivos da última década, e mesmo com seu sistema computadorizado pesa apenas 425 gramas. Mas o preço não é nada leve. Aqui no Brasil, chega custanto R$ 1.000. Por isso mesmo, a Adidas restringiu a produção em 2005 a 10.000 unidades.

O comercial “Hello Tomorrow” mostra que um novo mundo é criado a cada passo. Quando o protagonista abre os olhos, o tênis magicamente se encaixa em seu pé e o chão se ilumina conforme é tocado. Após descobrir que pode criar postar e controlar o ambiente, o homem passa a correr por florestas e cidades, criando seu próprio universo.

Em um momento bastante parecido com “Quero ser John Malkovich”, ele usa o tênis para criar um caminho invertido. E isso, apenas alguns centímetros acima do solo. A trilha sonora que acompanha o sonho surreal foi criada pelo irmão de Spike Jonze, Sam Spiegel, e é cantada pela vocalista do Yeah Yeah Yeahs, Karen O. Banda que, não coincidentemente, já teve clipe dirigido por Jonze.

“Hello Tomorrow” é mais cinematográfico do que nunca. Não é um filme que vive só do conceito, mas também da estética passada ao espectador. Um homem que cria seu próprio mundo, mostrado de uma forma surrealmente fantástica.

E você, acha que vale um Grand Prix? Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 6.17 MB.

Categorias/Tags: Adidas, Esportes, TV/Film
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Obrigado!

Quinta-feira, 14 de Abril de 2005 | 11:43

Este post é especial para agradecer ao Cris Dias e o Mauro Amaral do Carreira Solo, que estão dando uma grande força para o Brainstorm #9 angariar anunciantes e permanecer no ar.

Com 42GB de transferência mensal, algo absurdo para um simples blog independente, o Brain #9 provoca um estrago monumental no bolso desse que vos fala. No mês passado, o site chegou a ficar vários dias fora do ar por ter estourado a banda.

Não quero ganhar dinheiro e muito menos ficar rico com o Brainstorm #9, mas anunciantes seriam essenciais nessa altura do campeonato para manter o site no ar.

E para quem quiser anunciar motivos não faltam. São quase 90 mil pageviews/mês e 81% do público voltado a área de comunicação.

Para saber mais detalhes, acesse a seção ANUNCIE.

E mais uma vez, obrigado Cristiano, obrigado Mauro.

Categorias/Tags: Diversos
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The Fly

Quinta-feira, 14 de Abril de 2005 | 0:41

Existem dezenas, centenas de anúncios (reais e fantasmas) criados para os carrinhos Matchbox da Mattel.

Muitos deles são famosíssimos. Tanto que já se tornou batido ter uma idéia do tipo no portfólio, assim como anúncios para festivais de filmes curta-metragem

O último para o Matchbox vem da Ogilvy da Noruega, e se chama “The Fly”.

Simples e rápido.

A peça faturou semana passada o prêmio no SAAwards 2005 - Scandinavian Advertising Awards.

Categorias/Tags: Entretenimento, Impresso/Print, Matchbox (Mattel)
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