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Arquivo para o mês de Março de 2005

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Keeps food fresh longer

Terça-feira, 29 de Março de 2005 | 19:04

Faz um certo tempo que não posto uma peça no Brainstorm #9 que possa chamar de genial. Nas últimas semanas coloquei criações excelentes, sem dúvida. Porém, acho que nenhuma delas fez nossos olhos brilharem e pensarmos na velha expressão: “Caramba, como eu queria ter pensando nisso antes”.

E “Caramba, como eu queria ter pensando nisso antes”, foi justamente o que me veio a cabeça na primeira vez que assistir ao comercial “Relógio” da Masterpack, aquelas embalagens para conservar alimentos por mais tempo.

Criado pela F/Nazca, o filme não poderia ser mais óbvio, mais simples. Algo que você poderia fazer em casa com uma câmera na mão e sem gastar nem 1 centavo. É só preciso uma coisa: ter a maldita e genial idéia.

Eu imagino um briefing, pedindo anúncios para uma embalagem plástica que conserva alimentos. Você pensaria em colocar um relógio dentro de um saco? Talvez sim, mas poderia levar um bom tempo pra isso e até correr um grande risco de jogar a idéia fora.

Digo isso porque muitas vezes desperdiçamos insights que poderiam se tornar grandes peças, simplesmente por nos parecem ridículos num primeiro momento. Alguém fala: “Ah, coloca um relógio dentro de um saco” e outro responde: “Bah, mas que bobagem”.

Pronto, lá se foi um anúncio premiado. Como é o caso desse, que levou Prata no CLIO Awards 2003. Algo muito importante na hora de criar é levar em consideração até a idéia mais estúpida que lhe vier na cabeça.

É o tal pensamento lateral, como diria Marcelo Serpa. Que nada mais é do que começar a pensar pelo lado contrário, não ir pelo caminho mais tradicional, certinho. Pense absurdos, anote e depois analise pra ver se dá para aproveitar algo. Esse é um bom começo para se chegar num relógio dentro de um saco, por exemplo.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.25 MB.

Categorias/Tags: Casa e Jardim, Masterpack, TV/Film
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Neve que voa

Segunda-feira, 28 de Março de 2005 | 23:31

Assim como todo mundo, eu esperei muito tempo por “Herói”. Tentei ainda assistir o filme durante a Mostra Internacional de Cinema aqui em São Paulo no fim do ano passado. Sem sucesso. Ingressos esgotados e uma fila imensa para a única sessão do filme.

Pra quem já tinha esperado tanto tempo, o jeito seria ter paciência por mais alguns meses. Finalmente, no fim de semana, garanti meu lugar na confortável poltrona do Kinoplex Sala 6 (o único com o fabuloso som THX da cidade).

No final das contas, ficou a sensação de: “eu esperava mais”. É um filme magistral sem dúvida, mas no visual, na composição das cenas. É tecnicamente irrepreensível, um filme também obrigatório para todo diretor de arte que se preze.

Só que a história não me comoveu muito, faltou criar uma relação maior entre personagem e espectador. É bom sim, mas não tanto. Talvez eu tenha me ferrado com as minhas próprias expectativas.

Não importa. Só os tecidos esvoaçantes, coreografias e a utilização “fuderosa” das cores, já vale o ingresso. Vou assistir de novo, quem sabe eu não perco essa birra inicial.

Categorias/Tags: Cinema
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Think Bigger

Sexta-feira, 25 de Março de 2005 | 1:38

Esses dois anúncios da Nissan viraram figurinhas carimbadas em todos os festivais de publicidade entre 2002 e 2003. Sei lá por que motivo, eu sempre enrolei para publicá-los aqui no Brainstorm #9. Mas de hoje não passa.

Criados pela TBWA de Paris na ocasião do lançamento da nova pick-up da fabricante japonesa, a campanha é apoiada por uma simples assinatura: “Think Bigger”. São dessas duas palavras que derivam todo o espírito dos anúncios.

Brincando com o homem e seus bichos de estimação, aqui o proprietário de uma Nissan é alguém que pensa grande. Ele joga o graveto para um hipopótamo e tem um elefante dormindo no quintal de casa.

Note que um slogan do tipo “Pense Grande” não é nenhuma novidade, podemos considerá-lo até batido, pois já foi utilizado outras vezes em publicidade. Porém, nessas peças ele ganha um significado totalmente novo e criativo.

A campanha foi premiada com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2002, Ouro no CLIO Awards 2003, Bronze no The One Show 2003, Mérito no Art Directors Club NY 2003 e Prata no Prix Club des Directeurs Artistiques 2002.

Categorias/Tags: Automóveis, Impresso/Print, Nissan
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Time to say goodbye

Quarta-feira, 23 de Março de 2005 | 1:19

Sei que o post que fiz sobre as ações da PETA e aquele vídeo infame afetou muita gente. Além dos comentários, recebi vários e-mails de pessoas me dizendo que ficaram abismadas com a dura realidade que acabavam de assistir. Mas é isso mesmo, acho que todo mundo pelo menos uma vez na vida deve encarar aquelas cenas hediondas.

Porém, mesmo com o post recente, acho que nunca é demais abordar o assunto. Por isso mais uma vez vou falar de defesa dos animais. Agora, especificamente sobre as baleias.

A agência Springer & Jacoby Werbung GmbH & Co. da Alemanha criou este belo e triste anúncio para a organização International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional para o Bem-estar Animal). Porém, ao contrário da PETA que procura chocar mesmo e querem mais que você se sinta mal, esta campanha procura tocar quem assiste de forma diferente.

Não foi preciso imagens fortes e nem animais mutilados para impressionar o espectador, mas o sentimento de tristeza é o mesmo. Basicamente, o filme mostra apenas baleias cantando, ao modo delas, a música “Time to Say Goodbye (Con Te Partirò)” de Andrea Bocelli. Maniqueísta sim, mas não deixa de ser belíssima.

No final, enquanto uma baleia desaparece na escuridão do oceano, entra o texto arrebatador: “Time to say goodbye: Norway and Japan are whaling again.” (Hora de dizer adeus: Noruega e Japão estão caçando baleias novamente.)

Simplicidade e muito conteúdo para deixar o espectador pensando. Um tapa na cara como toda campanha do tipo deve ser.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 3.66 MB.

Intitulado de “Time To Say Goodbye”, o filme foi premiado com Prata no CLIO Awards 2003, Prata no Art Directors Club Deutschland 2003, Ouro no VDW Award 2003 e Bronze no Die Klappe - Internationaler TV-Spot- und Werbefilm-Wettbewerb 2003.

Categorias/Tags: IFAW - International Fund for Animal Welfare, Social e Meio-Ambiente, TV/Film
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Impossible Sprint

Segunda-feira, 21 de Março de 2005 | 14:09

Você com certeza deve ter visto aquele famoso outdoor da Adidas, em que pessoas de verdade jogavam futebol penduradas por cabos no painel. Isso circulou por e-mail e muita gente comentou.

Este ano, a TBWA do Japão resolveu aprontar outra. Desta vez criaram a “Impossible Sprint”, ainda na mesma idéia de colocar gente pendurada praticando esportes.

Em Tóquio, enveloparam um prédio como se fosse uma pista de corrida na vertical e colocaram pessoas disputando provas. O “outdoor” deve inclusive constar no Guinness ano que vem, por ter quebrado, ou melhor, criado o recorde mundial de corrida na vertical.

A ação foi premiada semana passada com Ouro e Best Outdoor no Asia Pacific Advertising Festival 2005. E só pra lembrar, Cannes vem aí. Será que este leva um Leão?

Categorias/Tags: Adidas, Esportes, Outdoor/Guerrilha
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Mais um capítulo da série Pepsi x Coca

Segunda-feira, 21 de Março de 2005 | 12:53

Mais duas peças da série “Pepsi x Coca”. Desta vez, outdoors criados pela BBDO do Canadá em que, sem usar nenhuma palavra, a Pepsi dá aquela tradicional cutucada na sua concorrente.

Bom humor, criatividade e simplicidade. Ótimos exemplos de como bater nos adversários sem se tornar pedante. Nesse caso, a máxima “quem bate perde”, pode ser perfeitamente trocada para “quem bate, causa empatia no consumidor”.

Categorias/Tags: Bebidas Não Alcóolicas, Outdoor/Guerrilha, Pepsi
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PETA, uma pioneira no marketing de guerrilha

Quinta-feira, 17 de Março de 2005 | 13:24

A filosofia e as ações da PETA - People for the Ethical Treatment of Animals (Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais) sempre me causaram certo fascínio. Tanto pela causa nobilíssima que defendem, como pelos modos que utilizam para chocar a sociedade e mudar o comportamento de pessoas que parecem ter minhoca na cabeça, ou merda, se preferir.

A PETA tem hoje mais 800 mil membros, sendo a maior organização pelos direitos dos animais no mundo. Desde sua fundação em 1980, carrega como filosofia principal que animais não foram feitos para se comer, vestir, serem usados para experiências ou para entretenimento.

São radicais? Sim. Mas sempre em nome de acabar com atos abominantes do ser humano contra outros seres vivos. Não sou vegetariano, adoro leite e o tênis que uso agora tem 30% de couro, ou seja, para a PETA eu sou um tipo de pessoa a ser extinta. Pode parecer hipócrita, mas ainda assim, simpatizo com a organização.

Acho que necessitamos de carne para nos alimentar, leite para lactação, ovos para proteínas. (UPDATE: Aderi ao veganismo logo depois deste post). Porém, sem para isso ter que torturar animais e praticar atos de total sadismo contra eles. E sádica, é uma das palavras que podem ser usadas para definir as fazendas que produzem casacos de pele para madames endinheiradas. A PETA mostra todo o processo, em riqueza de detalhes, em seus inúmeros vídeos disponibilizados no site.

É algo chocante, revoltante. As peles são retiradas dos animais ainda vivos, e mesmo depois de totalmente esfolados, ainda permanecem agonizando e sofrendo de uma dor brutal. Na China, onde pensam que tudo que se move é comida, cães são torturados com choques, pontapés e pendurados em ganchos ainda vivos, para que a adrenalina liberada pelo corpo torne a carne mais “saborosa”.

Quer ver como funcionam esses circos dos horrores? Veja essa vídeo aterrorizante feito pela PETATV. Mas um aviso, é preciso ter estômago. Assistir essas cenas é acabar com o resto do seu dia.

É para acabar com atos como esse que a organização luta e tem pessoas totalmente dedicadas a isso. A PETA conseguiu praticamente sozinha, com o trabalho que faz há vários anos, transformar o ato de usar uma roupa de pele num gesto de bravura. Qualquer pessoa do mundo da moda que tenha a menor ligação com o setor de pele vive sob a sombra do medo das bravatas da Peta. Que o diga Gisele Bunchen, Linda Evangelista e, desde a semana passada, Jennifer Lopez.

Anna Wintour, editora da Vogue americana, por exemplo, teve um guaxinim morto jogado em sua sopa num elegante restaurante de Nova York. O toque original da Peta sempre consistiu em chamar a atenção para sua causa com um misto de travessuras, atos que provocam tumulto e campanhas publicitárias que misturam humor e imagens chocantes. Algo que podemos chamar de os primórdios do marketing de guerrilha. Não faz muito tempo, alguns de seus membros tiraram a roupa diante da Casa Branca e gritaram “prefiro andar nu a usar peles”.

Com façanhas como essa, ela já se transformou num dos movimentos de protesto mais eficazes no mundo. E também já fez muitos inimigos que o acusam de tudo, desde incentivo ao terrorismo até agir como seita. A Peta, porém, não é um simples bando de agitadores que agem de improviso. Seus quase 1 milhão de ativistas contam com orçamento anual superior a US$ 30 milhões - gerado com arrecadações de fundos, pagamento de taxas pelos integrantes e vendas de camisetas e produtos -, o escritório da organização em Norfolk ocupa quatro andares e emprega mais de cem funcionários (nenhum dos quais consome ou usa qualquer espécie de produto animal).

Os casacos de pele que a Peta consegue tirar de seus donos são distribuídos entre pobres e sem-teto pelo mundo afora. Um carregamento de casacos de visom e arminho foi enviado recentemente ao Afeganistão.

A organização diz que está engajada na causa de proteger animais de todos os atos de exploração humana desnecessária. Ela aplica pressão implacável sobre as grandes cadeias de lanchonetes e conduz uma operação clandestina de espionagem na comunidade científica que realiza pesquisas com animais, visando a expor suas práticas de laboratório.

Célebre por cunhar frases de efeito, a diretora da entidade Ingrid Newkir, que nasceu no Reino Unido e passou sua infância na Índia, tendo se mudado para os Estados Unidos aos 18 anos, certa vez chegou ao ponto de comparar a criação comercial de frangos ao Holocausto. “Seis milhões de pessoas morreram em campos de concentração”, ela disse numa entrevista. “Mas 6 bilhões de frangos morrem todos os anos abatidos em matadouros.”

Com as cadeias de fast food, a Peta contabiliza alguns êxitos notáveis. Há dois anos, o grupo começou a entregar “McLanches Infelizes” a transeuntes diante dos restaurantes McDonald’s nos EUA. A versão criada pela Peta para o lanche incluía brinquedos de plástico recobertos de “sangue” e reproduções em cartolina do “filho de Ron”, que, num contraste marcante com o personagem Ronald McDonald, um palhaço alegre, era mostrado usando camisa ensanguentada e brandindo uma faca idem.

O McDonald’s cedeu à pressão e orientou seus fornecedores de frango a pôr fim à prática de decepar os bicos das aves ainda vivas e a dobrar o tamanho das gaiolas em que os frangos são criados. Pressionados pela Peta, tanto o McDonald’s quanto o Burger King - ou “Murder King” (rei do assassinato), como diz o grupo- concordaram em fazer visitas aos matadouros dos quais saem as aves que utilizam em seus restaurantes, para garantir que sejam respeitados padrões mínimos de bem-estar dos animais.

Uma ameaça séria à Peta é um movimento que visa a tirar do grupo sua descrição de organização beneficente, que lhe garante isenção de impostos. A iniciativa é de adversários que afirmam que a Peta favorece o terrorismo doméstico. A alegação se deve em especial a um donativo de US$ 1.500 feito pelo grupo à extremista Frente de Libertação da Terra, acusada por uma série de atos de vandalismo que causaram prejuízos de milhões de dólares. A Peta está longe de ser uma Al Qaeda. Mas sua postura em relação a desobedecer a lei é menos definida. Hoje em dia, porém, ninguém nos EUA pode dar-se ao luxo de ter seu nome associado a terrorismo.

O anúncio que vocês verão agora, foi criado pela própria PETA para a campanha “Fur is Dead” (pele está morta). O comercial mostra uma madame desfilando com seu casaco de pele pelo shopping, quando um homem a acerta com pauladas e age exatamente como as pessoas que torturam os animais.

No final, o título diz: “What if your were killed for your coat?” (E se você fosse morto por causa da sua pele?). A peça foi premiada com Ouro no ADDY - American Advertising Awards 2003.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 6.36 MB. Para visualizar o vídeo, é necessário antes descompactar o arquivo com Winzip ou similar.

Nos primórdios do Brainstorm #9 (foi exatamente o quarto post), eu publiquei um anúncio impresso da PETA com a cantora Sophie Ellis Bextor, no qual ela segura uma raposa morta com o título: “Aqui está o resto do seu casaco de pele.” Para quem está com preguiça de fuçar nos arquivos, aí vai ele novamente:

Categorias/Tags: PETA, Social e Meio-Ambiente, TV/Film
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Outdoor em cruz

Terça-feira, 15 de Março de 2005 | 11:27

A Publicis Salles Norton desenvolveu uma peça especial para a Rede Telecine. De hoje até 26 de março, pontos estratégicos no Rio de Janeiro e em São Paulo serão os cenários para um outdoor, em formato de cruz.

Criada para a campanha de lançamento do filme “A Paixão de Cristo” na TV brasileira, que estréia dia 26 de março, às 21 horas, no Telecine Premium, a peça tem 9 metros de altura por 7,5m de largura.

Em São Paulo, o outdoor ficará na Av. Pedro Álvares Cabral, próximo ao Detran/Pq. Ibirapuera. No Rio, será instalado na Av. Lauro Sodré ao lado do Rio Plaza Shopping - em frente ao Canecão.

Categorias/Tags: Entretenimento, Outdoor/Guerrilha, Publicações e Veículos de Comunicação, Telecine
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