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Arquivo para o ano de 2004



Recebendo mensagem…

Quinta-feira, 26 de Agosto de 2004 | 1:41

A Panamericana - Escola de Arte e Design está realizando nesta semana diversas palestras com os membros do seu Comitê de Notáveis. Na segunda e na terça passadas, por exemplo, os alunos puderam conferir as dicas e opiniões de Marcello Serpa e Washington Olivetto.

Eu estive presente nas duas, é claro, não perderia de forma alguma. Até entreguei um CD do Brainstorm #9 pra cada um deles. :b

Serpa mostrou mais uma vez de porque faz a AlmapBBDO ser tão premiada e reconhecida mundialmente, sendo escolhida por 5 anos seguidos como a agência do ano. Falou das diversas formas de se fazer um bom anúncio, apresentou peças premiadas, falou de criatividade e etc.

Enfim, me fez mais uma vez ter a certeza absoluta de que um dia vou bater na porta da Almap com a minha pasta debaixo do braço.

Já o Olivetto falou bastante sobre anúncios criados pela W/Brasil que marcaram época. Apresentou diversos filmes inéditos, que devem entrar no ar em Setembro, como a nova campanha da Bombril, do Unibanco e da Rider - que tem uma versão do Skank para a música “Vamos Fugir” do Gilberto Gil.

Um dos temas da palestra do Olivetto, foi sobre colocar em práticas idéias simples e muito criativas para clientes com pouca verba. Ele mostrou o caso do Mandic, um serviço de e-mail, que como ele mesmo disse é o menor cliente da W/Brasil.

O desafio foi anunciar um serviço de e-mail que é oferecido de graça por muitos provedores. O diferencial mostrado no comercial é de que o serviço da Mandic é muito mais confiável e seguro, pois garante o recebimento e envio de e-mails.

A saída criativa foi mostrar o anti-produto, apresentar os riscos de usar os e-mails gratuitos da concorrência, já que nunca se sabe onde foi parar aquela mensagem enviada e ou se chegou ao seu destino.

E é um desses “lugares” errados onde pode parar um e-mail que vemos nesse filme muito bem-humorado. O inusitado da situação garante boas risadas e vou deixar você mesmo conferir.

No final, o locutor diz: “Mais um e-mail que vai parar no lugar errado.”

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 1.84 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.

Categorias/Tags: Mandic, TV/Film, Telecomunicações
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| Hoje no Passado |

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  • 2008: Obama Mobile — Para anunciar seu vice na corrida pela presidência dos EUA, Barack Obama enviou 2.9 milhões de SMS para assinantes. Dados [...]
  • 2008: LEGO | GoMinimanGo — Para comemorar os 30 anos de seu boneco amarelo, o Miniman, a LEGO lançou campanha na internet voltada para jovens [...]
  • 2005: Brain#9 2.0 — Post inaugural dessa nova fase do Brainstorm #9. Ainda estou fazendo mudanças e ajustes, mas basicamente o site vai ser [...]

Toyota Tacoma | Girlfriend

Sábado, 21 de Agosto de 2004 | 23:54

Não há dúvidas que de um grande criativo precisa saber contar boas histórias. Essa é uma das formas mais eficientes de se seduzir o consumidor, já que podemos utilizar duas ferramentas primordiais: o humor e a emoção.

Como disse João Anzanello Carrascoza em seu livro “Razão e Sensiblidade no Texto Publicitário”, os anúncios que apelam para a sensibilidade incorporam a estrutura narrativa do conto breve.

Já postei aqui no Brainstorm #9 dezenas de comerciais que contam uma boa história, eles fazem o espectador pensar e deduzir os acontecimentos que vieram antes e que ocorrerão depois do que está sendo mostrado naqueles 30 segundos. É aquilo que chamamos de a história por trás do anúncio.

Este filme para a Tacoma Cabine Dupla da Toyota que trago aqui hoje trabalha justamente desta forma. Criado pela Saatchi & Saatchi de Los Angeles, EUA, o comercial é filmado como um vídeo caseiro.

Nele vemos a namorada raivosa de alguém que parece não estar agradando muito a moça. Ela berra todo tipo de impropérios diante da câmera e decide executar sua vingança no maior objeto de afeição do seu namorado, ou seria melhor dizer, ex-namorado.

A garota faz a Tacoma do rapaz despencar morro abaixo e filma tudo com satisfação. Ela comemora, achando que tudo deu certo em seu plano, mas a alegria só dura até ela perceber surpresa os resultados desapontadores da vingança.

Com bom humor e ironia, este anúncio sabe envolver o espectador na história, utilizando a publicidade narrativa para demonstrar um produto. É um conto breve onde a marca e o produto são protagonistas.

Intitulado de “Girlfriend”, o comercial foi premiado com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 2.53 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.

Categorias/Tags: Automóveis, TV/Film, Toyota
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Máfia no Mar

Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004 | 9:19

Considero fantástica a simplicidade e todas as referências citadas neste anúncio do Senso, um restaurante e bar italiano.

Criado pela Leo Burnett da Índia, a intenção é divulgar um festival de peixes e frutos do mar que irá ocorrer no restaurante.

A solução encontrada não poderia ser mais óbvia e criativa. Parece até contraditório, mas chegar a obviedade em propaganda e surpreender a todos com ela é uma tarefa das mais difíceis.

O anúncio foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004.

Categorias/Tags: Alimentos, Impresso/Print, Senso Restaurante Italiano, Serviços
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Play!

Segunda-feira, 16 de Agosto de 2004 | 0:42

Continuando a série de comerciais esportivos, afinal de contas Atenas 2004 tá rolando, aí vai um divertido anúncio da Nike.

O conceito aqui é mostrar o espírito de competitividade entre as pessoas. O filme captura a espontaneidade de todos em praticar algum esporte, em fazer alguma atividade.

No meio de um jogo de basquete, os jogadores e a platéia inteira param para a brincadeira das cadeiras. Cada um senta na mais próxima, se vira como pode. Porém, um dos jogadores e um cara que acabou de chegar na arquibancada, ficam sem entender nada.

Mas o placar avisa: “Pegue uma cadeira!”. É então que começa uma disputa colossal entre os dois para ver quem consegue uma vaguinha pra sentar.

No final, apenas a logomarca da Nike e a palavra “Play”. É preciso mais do que isso para se tornar uma das marcas mais valiosas e lembradas do mundo?

Claro que não. É com peças assim que a Nike mostra ao público sua filosofia, sua atitude, a sua imagem e a relação com o esporte. E sem esquecer, claro, fatura milhões.

Aliás, vale dizer que a Nike é o sonho de toda a marca, onde todas querem chegar, enfim, é o branding em seu estado puro. A prova cabal da eficácia de uma publicidade bem planejada e criativa. Quer ver? Então siga o exemplo abaixo:

Agora parece fácil pensar assim não é mesmo? Mas imagine isso há anos atrás, quando a empresa ainda estava começando. Quando aplicar apenas aquela simples marquinha não significaria nada pra ninguém.

Na época alguém teve que tomar uma atitude, definir qual seria o posicionamento da marca. Ousaram, investiram e principalmente apostaram na verdadeira essência da propaganda. O resultado todo mundo pode ver hoje, uma das marcas com maiores índices de respeitabilidade e relação emocional com o consumidor.

Ah, e não me esqueci, o comercial intitulado “Musical Chairs” foi criado pela agência holandesa Wieden+Kennedy e levou Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 7.70 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.

Categorias/Tags: Esportes, Nike, TV/Film
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Welcome to Mars, Marine!

Domingo, 15 de Agosto de 2004 | 13:36

Não dá pra ficar incólume ao lançamento de um dos jogos mais esperados dos últimos anos. A série Doom se tornou clássica, inovou, influenciou outros jogos, fez uma legião de fãs. Portanto, nada mais natural de que a sua tão esperada e terceira versão causasse furor no mercado de games.

Mas enfim, será que Doom 3 realmente mereceu tanto hype?

O jogo é bem legal sim, mas é mais um delirante visual do que um exemplo em matéria de jogabilidade. Além de o roteiro ser um clichê em seu estado puro, depois de um certo tempo o jogo torna-se repetitivo demais e você se cansa de fazer tudo de novo.

E como a jogabilidade não é nada demais, os produtores fazem o possível para mascará-la. Como? Exagerando na estética.

Não há dúvida de que Doom 3 é um marco quando se fala em gráficos, os mais belos já vistos, ou melhor, os mais aterrorizantes. Texturas inacreditáveis e efeitos de luz e sombra perfeitamente realistas. Uma obra-prima visual.

Porém, convenhamos, também é um jogo fabricado sob medida para alavancar as vendas de hardware, principalmente placas de vídeo Nvidia, empresa com a qual a Id Software tem um belo e gordo acordo de cooperação.

E para driblar ainda mais o fato de que Doom 3 é um devorador de hardware, o jogo todo se passa em ambientes fechados e escuros na maior parte do tempo. Você quer ver Marte? Esqueça.

Isso é lógico meus caros, economiza processamento da máquina, já que manter a qualidade gráfica em grandes ambientes abarrotados de inimigos necessitaria de um computador da NASA para jogar.

Mas é aí que eu tiro o chapéu pros caras da Id. Souberem fazer desse dificultador, um benefício.

Doom 3 se torna um dos jogos mais assustadores desde Resident Evil. Eu mesmo não me conformo até agora de como parecia uma criancinha medrosa quase mijando nas calças por ter que abrir a próxima porta e ver o que tinha dentro. E não tenha dúvidas, aparecia algo e eu pulava da cadeira.

Quando se fala em sensações, o game dá um show e sabe assoprar no pescoço do jogador causando arrepios. A escuridão, os ambientes fechados, a sujeira, as marcas de sangue pelo chão, a bagunça, tudo causa uma sensação claustrofóbica de fazer qualquer marmanjão acender a luz para jogar.

A trilha sonora e os efeitos de áudio ainda não ajudam nada a suavizar a coisa. Gritos de socorro, zumbis gemendo, monstros berrando e etc, se você tiver uma boa placa e caixas de som, vai parecer que eles estão dentro da sua casa.

O game é brutal, visceral e ainda traz a boa e divertida serra elétrica, para os nostálgicos de Doom se deliciarem arrancando cabeças de alienígenas ensandecidos.

O fato de Doom 3 ser aterrorizante e saber criar um clima de suspense perfeito para levar o jogador adiante, evita com que um dos jogos mais esperados dos últimos anos seja apenas um elefante branco. Bonito de se ver, mas inútil.

Em 2006 parece que finalmente sai um filme baseado no universo Doom. É de se desconfiar, pois filmes baseados em jogos geralmente não merecem nem uma sessão da tarde, mas se os produtores explorarem o aterrorizante clima de Doom 3, podemos nos surpreender.

Categorias/Tags: Diversos
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Entregas rápidas, rápidas mesmo…

Sexta-feira, 13 de Agosto de 2004 | 23:32

É incrível o que uma excelente idéia dentro de uma boa foto e a marca de um produto ou empresa podem fazer.

Vejam este anúncio criado pela DM9DDB para o serviço de entregas rápidas da TAM. Tem tanto significado, tanta história dentro dessa única imagem com um logo no canto, que eu levaria vários páragrafos se fosse descrever aqui.

Olhe você mesmo e tenha mais uma daquelas clássicas reações: “Porque é que eu não pensei nisso antes?”. É óbvio, é simples, mas chegar a obviedade é uma das tarefas mais difíceis para um publicitário.

Intitulado de “Polaroid”, o anúncio garantiu um dos Leões de Ouro do Brasil este ano no Festival de Cannes.

Categorias/Tags: Impresso/Print, Serviços, TAM, Viagem e Lazer
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Brain#9 em terras lusitanas

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 | 10:59

O Brainstorm #9 está cruzando o Atlântico (e eu vou de carona). O site foi citado na revista Mais Valia de Portugal, uma publicação sobre economia e negócios equivalente a revista Exame aqui no Brasil.

A jornalista Susana Marques falou sobre o poder e a importância da fotografia na publicidade e no marketing, citando campanhas famosas como a da Benetton e da Pirelli.

Susana perguntou minha opinião sobre o assunto, que você pode conferir clicando na imagem acima e lendo a reportagem.

Boa parte dos pontos de vista que sempre defendo aqui no Brainstorm #9, eu também disse para a revista, como a importância de se construir uma imagem de marca, de se estabelecer uma relação com o consumidor e também sobre o conceito de Lovemarks da Saatchi & Saatchi.

Os portugueses estão começando a descobrir a importância disso e espero que aqui no Brasil a publicidade siga a mesma tendência.

Categorias/Tags: Diversos
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Um chamado de despertar

Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004 | 0:38

Faltam dois dias para o início da primeira Olimpíada de verão do século XXI e como o Brainstorm #9 também já vive o espírito olímpico, nada melhor do que um anúncio esportivo para inspirar essa quarta-feira.

Mas antes, gostaria de citar a campanha “Celebrate Humanity” que é criada para o Comitê Olímpico Internacional de dois em dois anos, ou seja, a cada vez que rolam os jogos olímpicos, sejam de inverno ou verão.

A campanha consiste em uma série de filmes que ressaltam o espírito olímpico, a competividade, a igualdade entre os povos e a superação de limites. São vídeos belíssimos que carregam uma mensagem tocante, sempre com uma produção impecável e um texto maravilhoso.

Na campanha realizada este ano, os filmes contam com narrações de celebridades como Nelson Mandela, Kofi Annan, Andrea Bocelli, Christopher Reeve e Avril Lavigne. Também vale a pena dar uma olhada nos vídeos divulgados nas Olimpíadas anteriores, principalmente os do ano 2000, os quais considero os melhores.

Voltando ao anúncio de hoje, ele também é de uma competição esportiva, mais precisamente sobre a Copa do Mundo de Futebol Feminino, realizada no ano passado.

A Adidas foi a patrocinadora oficial do evento e resolveu brincar com um fato ocorrido na Copa Feminina de 1999. Naquela ocasião, a final foi disputada por Estados Unidos e China e o título ficou do lado das americanas.

O que este filme faz é basicamente mostrar, quatro anos depois, as chinesas despertando as jogadoras americanas pela manhã de uma forma bem diferente.

As chinesas estão treinando em frente a concentração das mocinhas americanas e aproveitam para desafiá-las. Só que não pense que é um treino qualquer não.

Dê uma conferida no vídeo e veja o que as jogadoras chinesas fazem com a bola. Aposto que você e seu time de marmanjões tomariam um coro delas. Sem falar que é sensacional aquele clima que fica no final de: “Toma, faz você agora…”

Poderíamos dizer que este é um anúncio de oportunidade onde a Adidas teve tudo a seu favor, porque ela não é só patrocinadora oficial da competição, como também das duas seleções que estiveram na final de 1999.

É um comercial pra divertir e deixar o espectador com um sorrisinho no canto da boca. E eu não sou o Marcelo D2 (aliás, Deus me livre…), mas vou dizer: é assim que tem que ser. Criar uma imagem de marca e ter um anúncio no intervalo tão ou mais divertido do que a programação da TV.

Agora, não me venham dizer que isso não funciona, que é criativo mas não é vendedor, que a Adidas não teve resultado algum, que era melhor colocar um idiota falando dos produtos, estampar o preço num bullet com letras garrafais e blábláblá.

Porque se isso não for publicidade de verdade, senão é isso o que torna uma marca diferente das outras meus amigos, então me digam que eu faço minhas malas hoje mesmo e vou plantar uma hortinha no Havaí.

Em tempo, o anúncio intitulado “Wake Up Call” foi criado pela agência holandesa 180 Amsterdam e foi premiado com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004, Ouro no Eurobest 2003, Prata no Clio Awards 2004, Prata no Art Director’s 2004 e Prata no Festival Internacional de Propaganda da Irlanda 2003.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 4.57 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.

Categorias/Tags: Adidas, Esportes, TV/Film
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