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Just Call Us

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 | 12:01 am

Esse é um comercial curioso. Primeiro porque ele foi criado pela DDB de Amsterdã, mas é todo falado em português (e português do Brasil) com legendas em inglês. As cenas foram gravadas na própria Holanda, portanto, nada explica as duas protagonistas do filme falarem a língua tupiniquim. Mas enfim…

É um anúncio que tem uma idéia excelente, mas acho que peca um pouco na produção, principalmente na escolha do elenco. As duas faxineiras parecem que estão declamando o texto, e não atuam com naturalidade. Porém, pensando no aspecto conceitual, é um ótimo comercial.

A anunciante é uma companhia de seguros chamada Centraal Beheer Achmea. Com bom humor, eles mostram que em certo momentos você deve apenas chamá-los.

Duas faxineiras chegam ao serviço e encontram a casa em frangalhos. Uma delas diz: “Esses demônios dessas crianças fizeram festa aqui de novo!”. Elas então começam a limpar a casa toda. Colocam tudo no lugar, tiram cada mancha, deixam o piso brilhando. Agora você faz o download do comercial, assista e descubra como termina essa história.

Intitulado de “Cleaning Ladies”, este anúncio foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004 e Prata no Eurobest 2004.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.86 MB.

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Caregorias/Tags: Bancos e Seguros, TV/Film
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15 Comentários para “Just Call Us”

  1. Natália Cesco:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 2:05

    hummm.. fraquinho


  2. Rafael Pauli:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 8:47

    Será que sou só eu que estou com algo Sociológico na cabeça ou teve mais alguém que pensou no (pré) conceito que é criado para cargos como faxineiro(a) etc em comerciais, filmes, séries e por aí vai???

    Pq o uso de brasileiras?


  3. alex:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 9:29

    provavelmente usaram brasileiras pq elas são faxineiras. Se fosse um comercial norte-americano, eles usariam porto-riquenhos. Eu não aprovaria um comercial desse, definitivamente.

    Infelizmente, é essa a imagem que eles têm de nós.


  4. rfc:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 9:50

    Pois é… Eu tb senti a mesma coisa!
    Quem é das terras de cá entende de outra forma (um tanto mais cruel).


  5. André:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 9:54

    Não entendi a revolta de vc´s, esse comercial demonstra apenas a realidade européia, para que os consumidores de lá se identifiquem com o anuncio, nós brasileiros que somos idiotas e temos um tremendo fogo no rabo em morar fora do nosso país e aceitar empregos que eles não querem fazer, burros somos nós, não eles, afinal eles pagam pelo serviço. Os europeus e americanos não tem culpa, por eles nós nem estaríamos lá, se nós aceitamos lavar os pratos deles ou lavar os banheiros deles ou trabalhar em lojas de fast-food servindo eles, nós é que procuramos isso, e só não vão mais brasileiros para lá pq eles controlam as fronteiras, brasileiro que limpa bunda de gringo tem que se ferrar mesmo e aparecer em comercial pra todo mundo ver. No Brasil quando tem comercial de faxineiro e porteiro de prédio nordestino ninguém se ofende, agora eles não podem fazer a mesma coisa lá? Faça-me um favor….


  6. Mari Borga:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 11:55

    Vale pela estranheza (ou surpresa) da situação.

    O problema não é nem sermos “empregadas”, o problema maior é sermos burras - que é o que se descobre no fim da peça.

    Sei lá se vale Cannes. Acho que não.


  7. Laura:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 17:43

    É mesmo muito chato ficar ouvindo as pessoas dizendo o óbvio sem a mínima intenção de ajudar a mudar alguma situação. Também acho que não vale Cannes, afinal, o mal estar que causa saber desse tal preconceito acaba com qualquer idéia (e essa nem foi tão genial assim).


  8. Oneirvs:
    Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 - 19:41

    Pimenta nos olhos dos outros… Estranheza parecida deve ter sentido os italianos em relação aquela peça sobre o festival de comida deles com um mafioso os representando. Natural.


  9. BRuNo:
    Sábado, 11 de Dezembro de 2004 - 2:47

    é legal a ideia mesmo!
    tinha visto esse filme a um tempo, quando peguei os arquivos dos ganhadores de cannes.

    Achei estranho também o fato do idioma tupiniquim estar no video! mas deixa para la!

    Merigo, cade que você não foi ainda ver Os Incriveis! se não postou nada sobre é pq nao viu! e como não viu! VA VER!

    é isso!


  10. Fernando:
    Sábado, 11 de Dezembro de 2004 - 12:06

    Não entendi a razão de tanta revolta… Ser empregada doméstica é um trabalho que deveria ser visto como qualquer outro. Eu iria achar sacanagem se nós fossemos vistos como ladrões ou coisa assim. Pensem isso é preconceito.


  11. Rachel:
    Sábado, 11 de Dezembro de 2004 - 14:55

    Concordo com o Fernando aí… o que tem de degradante em ser doméstica? é a realidade do nosso país e dos nosso imigrantes no exterior. É um trabalho honesto e muito subapreciado. Preconceito é achar isso uma posição de inferioridade.


  12. kalluf:
    Domingo, 12 de Dezembro de 2004 - 2:33

    “Esse é um comercial curioso. Primeiro porque…” e segundo pq?


  13. Eduardo Lemon:
    Terça-feira, 14 de Dezembro de 2004 - 20:44

    Achei genial a idéia, muito boa mesmo. O Portugues é bem brasileiro mesmo, mas acho que pegaram faxineiras de verdade pra interpretar o papel…hehehe…ficou meio forçado mesmo.


  14. thiago:
    Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004 - 11:43

    o fato de serem duas domésticas brasileiras é irrelevante … gente, também não existe nada de preconceito !!!
    se voces repararem elas entram pela porta de trás da casa enquanto os policiais estão na frente, a idéia do comercial é apenas a segurança e não em dizer que brasileiro ou qualquer estrangeiro é burro ou algo parecido …
    pensem um pouco … por favor !!!


  15. BR@VO:
    Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2004 - 20:28

    Pois é.. polêmica é polêmica. Mas não tem preconceito não, é realidade, como o Fernando falou. É o mesmo que dizer que Baiano é devagar, carioca é boa vida e paulista só trabalha. São conceitos (exagerados,verdade) mas que msotram uma ralidade lá na europa, principalmente porque eles estão meio putos com a briga comercial que estamos comprando lá fora, aí o comercial traz um tom de sátira, quem são eles? Miquelando alguns milhões de dólares, fazendo o que ninguém quer fazer e atrapalhando que é sério e faz direito (europeus)? Agora, se não me engano uma daz mulheres é atriz, já apareceu em outros comerciais, vou pesquisar. Também não sei se leva Cannes. Mas não achei mal feito não Merigo, e como futuro cineasta a intenção era essa mesma, de mostrar um clima “quase” amador.

    Abraços a todos.



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