Just Call Us
Esse é um comercial curioso. Primeiro porque ele foi criado pela DDB de Amsterdã, mas é todo falado em português (e português do Brasil) com legendas em inglês. As cenas foram gravadas na própria Holanda, portanto, nada explica as duas protagonistas do filme falarem a língua tupiniquim. Mas enfim…
É um anúncio que tem uma idéia excelente, mas acho que peca um pouco na produção, principalmente na escolha do elenco. As duas faxineiras parecem que estão declamando o texto, e não atuam com naturalidade. Porém, pensando no aspecto conceitual, é um ótimo comercial.

A anunciante é uma companhia de seguros chamada Centraal Beheer Achmea. Com bom humor, eles mostram que em certo momentos você deve apenas chamá-los.
Duas faxineiras chegam ao serviço e encontram a casa em frangalhos. Uma delas diz: “Esses demônios dessas crianças fizeram festa aqui de novo!”. Elas então começam a limpar a casa toda. Colocam tudo no lugar, tiram cada mancha, deixam o piso brilhando. Agora você faz o download do comercial, assista e descubra como termina essa história.

Intitulado de “Cleaning Ladies”, este anúncio foi premiado com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2004 e Prata no Eurobest 2004.
Clique aqui (botão direito – Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 4.86 MB.
Vote Brainstorm #9 no Ibest 2005 e coloque o site entre os melhores da internet brasileira.

hummm.. fraquinho
Será que sou só eu que estou com algo Sociológico na cabeça ou teve mais alguém que pensou no (pré) conceito que é criado para cargos como faxineiro(a) etc em comerciais, filmes, séries e por aí vai???
Pq o uso de brasileiras?
provavelmente usaram brasileiras pq elas são faxineiras. Se fosse um comercial norte-americano, eles usariam porto-riquenhos. Eu não aprovaria um comercial desse, definitivamente.
Infelizmente, é essa a imagem que eles têm de nós.
Pois é… Eu tb senti a mesma coisa!
Quem é das terras de cá entende de outra forma (um tanto mais cruel).
Não entendi a revolta de vc´s, esse comercial demonstra apenas a realidade européia, para que os consumidores de lá se identifiquem com o anuncio, nós brasileiros que somos idiotas e temos um tremendo fogo no rabo em morar fora do nosso país e aceitar empregos que eles não querem fazer, burros somos nós, não eles, afinal eles pagam pelo serviço. Os europeus e americanos não tem culpa, por eles nós nem estaríamos lá, se nós aceitamos lavar os pratos deles ou lavar os banheiros deles ou trabalhar em lojas de fast-food servindo eles, nós é que procuramos isso, e só não vão mais brasileiros para lá pq eles controlam as fronteiras, brasileiro que limpa bunda de gringo tem que se ferrar mesmo e aparecer em comercial pra todo mundo ver. No Brasil quando tem comercial de faxineiro e porteiro de prédio nordestino ninguém se ofende, agora eles não podem fazer a mesma coisa lá? Faça-me um favor….
Vale pela estranheza (ou surpresa) da situação.
O problema não é nem sermos “empregadas”, o problema maior é sermos burras – que é o que se descobre no fim da peça.
Sei lá se vale Cannes. Acho que não.
É mesmo muito chato ficar ouvindo as pessoas dizendo o óbvio sem a mínima intenção de ajudar a mudar alguma situação. Também acho que não vale Cannes, afinal, o mal estar que causa saber desse tal preconceito acaba com qualquer idéia (e essa nem foi tão genial assim).
Pimenta nos olhos dos outros… Estranheza parecida deve ter sentido os italianos em relação aquela peça sobre o festival de comida deles com um mafioso os representando. Natural.
é legal a ideia mesmo!
tinha visto esse filme a um tempo, quando peguei os arquivos dos ganhadores de cannes.
Achei estranho também o fato do idioma tupiniquim estar no video! mas deixa para la!
Merigo, cade que você não foi ainda ver Os Incriveis! se não postou nada sobre é pq nao viu! e como não viu! VA VER!
é isso!
Não entendi a razão de tanta revolta… Ser empregada doméstica é um trabalho que deveria ser visto como qualquer outro. Eu iria achar sacanagem se nós fossemos vistos como ladrões ou coisa assim. Pensem isso é preconceito.
Concordo com o Fernando aí… o que tem de degradante em ser doméstica? é a realidade do nosso país e dos nosso imigrantes no exterior. É um trabalho honesto e muito subapreciado. Preconceito é achar isso uma posição de inferioridade.
“Esse é um comercial curioso. Primeiro porque…” e segundo pq?
Achei genial a idéia, muito boa mesmo. O Portugues é bem brasileiro mesmo, mas acho que pegaram faxineiras de verdade pra interpretar o papel…hehehe…ficou meio forçado mesmo.
o fato de serem duas domésticas brasileiras é irrelevante … gente, também não existe nada de preconceito !!!
se voces repararem elas entram pela porta de trás da casa enquanto os policiais estão na frente, a idéia do comercial é apenas a segurança e não em dizer que brasileiro ou qualquer estrangeiro é burro ou algo parecido …
pensem um pouco … por favor !!!
Pois é.. polêmica é polêmica. Mas não tem preconceito não, é realidade, como o Fernando falou. É o mesmo que dizer que Baiano é devagar, carioca é boa vida e paulista só trabalha. São conceitos (exagerados,verdade) mas que msotram uma ralidade lá na europa, principalmente porque eles estão meio putos com a briga comercial que estamos comprando lá fora, aí o comercial traz um tom de sátira, quem são eles? Miquelando alguns milhões de dólares, fazendo o que ninguém quer fazer e atrapalhando que é sério e faz direito (europeus)? Agora, se não me engano uma daz mulheres é atriz, já apareceu em outros comerciais, vou pesquisar. Também não sei se leva Cannes. Mas não achei mal feito não Merigo, e como futuro cineasta a intenção era essa mesma, de mostrar um clima “quase” amador.
Abraços a todos.