No clarinho do cinema
Comerciais que parecem interagir com o público causam sempre um grande impacto. E uma das vantagens desse tipo de anúncio, é que certamente as pessoas comentam com as outras, gerando um boca a boca gigantesco.
Isso é melhor ainda quando acontece no cinema, e algumas agências andam aproveitando muito bem esse espaço. Certa vez vi um comercial que foi feito exclusivamente para o cinema, não me lembro do cliente agora.

Na tela aparecia uma frase como: “Um tenor vai aparecer ao seu lado”. Nesse momento as luzes se acendiam, e alguém na platéia se levantava e cantava algo. Em outro momento aparecia: “Um cozinheiro está correndo atrás do ladrão de seu frango”. As luzes novamente se acendiam, e na platéia um cara vestido de mestre-cuca perseguia alguém com um facão na mão.
São ações extremamente simples e isoladas, mas que conseguem despertar o interesse do público. Ainda mais sendo no cinema, a mídia de maior impacto que existe. Sentado na poltrona, nada desvia a atenção do espectador, pois ele está ali para assistir a um filme e seus olhos estão todos voltados para a tela grande.

Para demonstrar a potência de seus novos faróis Bi-Xenon, a BMW também veiculou um anúncio interativo nos cinemas que beira o genial, brincando com as próprias luzes da sala. A ação foi criada pela TBWA\Hunt\Lascaris da África do Sul.
Na cena, uma forte luz se aproxima aos poucos da tela, ficando cada vez mais intensa. A luzes da própria sala de cinema se acendem, o público fica surpreso sem saber o que aquilo significa. Mas, quando as luzes são novamente apagadas, revela-se na tela um carro. Entra então a assinatura: “Bi-Xenon Headlights”. Uma maneira fantástica de demonstrar o efeito e a capacidade de iluminação desses faróis.

No arquivo que disponibilizo aqui vocês poderão ver o anúncio em sua forma original, e logo em seguida como esse efeito ocorreu dentro da sala de cinema. Intitulada de “Bi-Nexon”, a peça foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2003.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download da versão integral do filme em formato .MPG. O arquivo tem 8.04 MB.













Domingo, 5 de Dezembro de 2004 - 12:09
Domingo, 5 de Dezembro de 2004 - 12:22
Domingo, 5 de Dezembro de 2004 - 14:26
Só não ficou perfeito porque eles poderiam ter acendido as luzes do cinema do fundo (parte mais próxima da tela) para o começo. Daria ainda mais realismo a coisa. Mas é digno de nota 9,5, se eu estivesse no cinema e visse o comercial pela primeira vez nem ia conseguir assistir o filme direito depois.
Domingo, 5 de Dezembro de 2004 - 16:09
Eis Carlos!!
Adorei o post de hj.. realmente, mt interessante esse tipo de abordagem [juiz de fora com isso? ainda vai demorar um bocado ahaha]
Pena q vc não achou o comercial do Mal de Parkinson na net.. como q eu faço pra achar? Achei mttt bom!
;****
Domingo, 5 de Dezembro de 2004 - 21:18
Fantástico!!! O legal é a reação do público. “ué, kiki tá acontecendo?” nossa.. massa..
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2004 - 8:55
se deixar pro “lanterninha” fazer isso pode ser q o mané acenda a luz na hora errada….
Será q contrataram pessoas só pra isso?? Se sim, o anúncio deve ter saído bem caro!
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2004 - 9:05
Interessante essa utilização do ambiente… me fez lembrar da sala Disney do Cinemark-Sta. Cruz… o Pateta vai dando voltas pela sala para indicar as saídas de emergência e vc pode acompanhálo apenas pelo som do sistema acústico, indicando sua posição. Ou tb quando o Pluto se chacoalha pra secar, borrifam pequenas quantidades de água do teto. — Um exemplo bobo, mas que surpreende o público geral, não só as crianças.
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2004 - 16:32
Demais, mto bacana teu site, blog sei lá, só sei que já votei nele no IBEST, parabéns !!!
Gostei p/ caralh*, vou voltar + vezes.
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2004 - 23:30
Bem legal… será que os cinemas brasileiros teriam estrutura para que fossem aplicados, esse tipo de interatividade?
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2004 - 10:29