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A xícara de café estava lá ou não?

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 | 11:03 am

Assim como a maioria das pessoas, quando vi o trailer criei uma boa expectativa com “Os Esquecidos”. Trailer esse que nos prometia a “produção mais surpreendente desde O Sexto Sentido”.

Mas também achei pretensão demais, porque “O Sexto Sentido” é um clássico e tem que ser colocado em um pedestal livre de comparações (Viva Shyamalan!). Mas tudo bem, vamos assistir, quem sabe eu não mordo a língua.

Porém, com tanta gente achincalhando o filme do diretor Joseph Ruben, logo acendi a luz amarela. Definições que iam de “rídiculo” a “filme B” me fizeram quase deixar para conferir “Os Esquecidos” somente daqui alguns meses, quando estivesse nas locadoras.

Mas não. Não fui vencido por uma horda de críticos cri-cri que só gostam de filmes iranianos e dão 5 estrelas mesmo dormindo durante a sessão (será que a Folha vai cancelar minha assinatura?). Eu insisti e fui ao cinema, porque, ao contrário desses mesmos críticos, eu não assisto filmes de países que não tem água encanada! :p

E quer saber? Me dei muitíssimo bem, porque adorei “Os Esquecidos”. O maior problema desse incompreendido filme, é que ele faz as pessoas acharem que é uma coisa, mas é outra coisa. Sacou? Vou explicar.

Na primeira e ótima meia-hora, tudo é muito promissor. Parece que vai ser um thriller psicológico de tirar o folêgo, com discussões em torno da loucura (ou não) de Telly Paretta para ter seu filho de volta. Aliás, Julianne Moore mais uma vez dá um show no papel de mulher sofrida.

Algumas revelações vão tornando o suspense ainda maior, e quem assiste fica curioso para saber como diretor e roteirista irão resolver todas as questões que aparecem na tela.

Aí acaba a parte que todo mundo gostou e começam as revelações. Claro, não é nada de surpreendente e a história de abdução poderia tornar a trama boba, mas a forma como o segundo ato do filme é conduzido me impressionou.

Aliás, fazia tempo que eu não pulava da cadeira no cinema. Sabe susto de verdade? Aquele que o seu coração dispara e você pressiona suas costas contra a cadeira num movimento involuntário? Então, em “Os Esquecidos” isso acontece umas quatro vezes. A começar pela sensacional cena do acidente de carro. Que sacada!

Não considero a tal “revelação” o aspecto mais importante de “Os Esquecidos”. O melhor vem depois disso.

As explicações poderiam soar absurdas e bobas, mas não em um filme de ficção científica. Mesmo partindo para terrenos que vão além do que conhecemos como “real”, o diretor soube manter o tom, nunca estereotipando seres e situações.

E isso, no meu ver, foi um dos grandes trunfos do desfecho de “Os Esquecidos”. Que mesmo não apelando para velhas fórmulas do genêro, conseguiu criar momentos assustadores e me deixou curioso para saber um pouco mais “deles”.

Um dos pontos ruins do filme foi o exagero nas cenas de perseguição, tempo esse que poderia ser usado para criar novas situações criativas ou potencializar o clima de tensão existente sem precisar colocar pessoas correndo uma atrás das outras.

Vá assistir “Os Esquecidos” como um filme de ficção, abra a cabeça e aceite as propostas. Quem for ao cinema esperando explicações estapafúdias de psicólogos chatos, realmente pode se decepcionar.

Não é um filme que se tornará uma referência do genero, mas com certeza rende 1 hora e meia de bom cinema e diversos momentos criativos.

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Caregorias/Tags: Cinema
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17 Comentários para “A xícara de café estava lá ou não?”

  1. Bruno:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 11:22

    Parece que eu só comento aqui para ser contrario a você, mas mais uma vez, vou discordar de ti.
    Novamente sobre filme.
    Eu ia assistir o preleque do exorcista, mas minha namorada ficou com medo, e pediu para ir ver os esquecidos.
    To doido pra esquecer o filme =oP

    Não sou criticio de cinema, nem gosto de filme iraniano, mas achei por demais besta o filme.
    Cinema é bom por isso, eu e você vimos a mesma coisa e tiramos conclusões diferentes.

    Enfim, particularmente não gostei do filme, e minha namorada deu pulos com os sustos. Pulos esses que ela daria em exorcista =o)


  2. Carlos Merigo:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 11:39

    Olá Bruno,

    Fora eu, acho que conheço só uma pessoa que gostou do filme…heheh
    Mas gostei mesmo, tinha um grande potencial para ser bobo, mas de forma simples as situações mostradas no filme me cativaram.

    Abraço


  3. Água...:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 12:40

    Cada vez acho que estou mais certa de não ler críticas antes de assistir a um filme.

    lembra de “meu, assiste o filme e aproveita! Não fica esperando acontecer alguma coisa!”?

    Beijo, Carlos! ;)


  4. Pedro:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 14:22

    Bom, depois de assistir o filme, comenteo e voto, mas pelo menos me deixou empolgado pra assistir o filme


  5. Cintia:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 15:00

    Eu tinha gostado do cartaz… achei muiiito bonito e intrigante, mas tinha o pé atrás com o filme… agora vc me deixou mais aliviada, talvez eu assista! Bjs


  6. edu:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 17:22

    Cara, to contigo!
    Filme muito legal…diversão garantida. Na boa, quando vou ao cinema pra ver filme “diversão” não fico esperando nada brilhante…apenas diversão. E Esquecidos cumpre isso muito bem. Quando quero ver um filme cabeça, bem… ao menos minha insônia logo vai se embora.

    Parabéns pelo site.


  7. Thiago:
    Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004 - 22:40

    Olá Carlos,


  8. William Stoffels:
    Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004 - 1:08

    Off-topic
    O que você tá achando do “O Sapo e o Príncipe”? Porque sábado vai te uma mesa redonda com o Paulo Markum aqui e depois sessão de autógrafos, queria saber se vale a pena comprar.
    Se puder me manda um email dizendo como vai a leitura, beleza?
    Abraços!


  9. André:
    Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004 - 10:15

    O filme chama “os Esquecidos” pq vc sai do cinema e quer esquecer que viu esse filme.

    Achei que nada poderia ser pior que “os doze macacos” mas me enganei.


  10. César:
    Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004 - 11:06

    REALMENTE o filme dá alguns sustos como não tomo faz tempo. Quando estava assistindo, pensei que só a cena da batida de carro já tinha valido o ingresso. Só que aí veio aquele final RIDÍCULO com aquela “explicação” RIDÍCULA. Para não denunciar nada para quem não viu o filme, sinceramente, ficar desde o princípio dos tempos pesquisando aquilo que o serzinho falou, é muita falta de imaginação do roteirista, hein?


  11. César:
    Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004 - 11:07

  12. greice aguiar:
    Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004 - 17:01

    OLHA SOH, INTERESSANTISSIMO… ATE ADICIONEI… Vou visitar sempre!!!!


  13. Ana:
    Sexta-feira, 19 de Novembro de 2004 - 14:36

    Realmente detestei esse filme… Esperava muito mais do que mero alienígena…


  14. Edo:
    Segunda-feira, 22 de Novembro de 2004 - 13:50

    Muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito,muito,muito chato.
    Mas seu site continua muito legal, parabéns.
    Abraço


  15. free online poker:
    Sábado, 9 de Abril de 2005 - 19:18

    really cool weblog kicks rear


  16. xanax:
    Segunda-feira, 4 de Julho de 2005 - 1:15

  17. Ricardo:
    Domingo, 18 de Setembro de 2005 - 14:21

    Eu também relutei muito antes de assistir ao filme, devido a tantas críticas negativas, mas adorei o filme. Acho que muitos não entenderam o final, nem o começo, nem nada!



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