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Arquivo para o mês de Outubro de 2004

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Atrás das grades

Domingo, 31 de Outubro de 2004 | 0:42

Muita gente fala em saturação das mídias, que as opções estão esgotadas e para os anunciantes a saída é continuar investindo nas tradicionais mesmo. Porém, vez ou outra aparecem soluções de mídia absolutamente geniais e curiosas.

É o caso desta premiadíssima campanha da Anistia Internacional pelos direitos humanos. Criada pela TBWA de Paris, as peças aproveitam o ambiente externo para criar o conceito.

Placas que mostram rostos foram colocadas atrás de grades para representar a prisão dessas pessoas. Ao lado das fotos, uma outra placa traz a mensagem: “Em mais de 50 países, os defensores dos direitos humanos são privados de sua liberdade.”

Cada rosto procura representar um país que desrespeita os diretos humanos. Nas imagens abaixo são respectivamente: Indonésia, Congo, Turquia, Síria e Colômbia.

Simples e fantástico. Quando você pensaria nisso simplesmente observando o portão da sua casa? Eu nunca pensei.

A campanha foi premiada com Leão de Prata do Festival de Cannes 2003, Ouro no Eurobest 2003, Ouro pelo Clube de Diretores de Arte da França em 2003 e menções honrosas no Grand Prix Stratégies de la Publicité 2003, Andy Awards 2003 e The Gunn Report 2003.

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Categorias/Tags: Anistia Internacional, Outdoor/Guerrilha, Social e Meio-Ambiente
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| Hoje no Passado |

  • 2007: Diretor de Criação de Elite — O que aconteceria se o diretor de criação de uma agência fosse do BOPE? Ele seria o Diretor de Criação [...]
  • 2006: Axe | City Hunters — Há quem diga que o branded entertainment é o futuro da propaganda. Com tanto conteúdo rolando por aí, principalmente com [...]
  • 2005: Hora de fugir do trabalho — Criado pela Leo Burnett para o Fiat Idea!, esse outdoor simula um funcionário fugindo do trabalho. Foi utilizado um boneco, que [...]

Curvas e gás

Quinta-feira, 28 de Outubro de 2004 | 0:21

Toda a comunicação dos carros MINI, marca que hoje pertence a BMW, se destaca sempre pela sua ousadia, ironia e perspicácia ao brincar com as características do veículo.

Eles analtecem o fato do carro ser pequeno e nos mostram as vantagens que isso proporciona ao motorista. Mais ou menos naquele esquema de “Pense Pequeno” que Bill Bernbach criou para o Fusca há mais de 40 anos.

É por isso mesmo que o humor está sempre presente nas campanhas do MINI, e com este comercial que trago aqui hoje não é diferente.

Criado pela agência americana Crispin Porter + Bogusky, este filme mostra um rapaz dirigindo e fazendo altas curvas com seu MINI. Ele vira, corre e se diverte pelas ruas.

Claro, isso é uma maneira de mostrar a mobilidade do carro, a praticidade e facilidade de se guiar um MINI. Porém, a oportunidade para o humor nunca é perdida. Assista até o final e veja o que acontece.

O bom e velho slogan da marca entra: “Let’s Motor”. Uma comunicação típica de um MINI: não é preciso falar mais nada, nem de velocidade, potência do motor, de economia, espaço interno e blábláblá. O que interesse é que ele é pequenino, prático e você vai se divertir a beça dentro de um desses.

Intitulado de “Carbonation”, este filme foi premiado com Prata no Andy Awards 2004.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.44 MB.

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Categorias/Tags: Automóveis, MINI, TV/Film
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Impact!

Domingo, 24 de Outubro de 2004 | 16:30

A Adidas é a patrocinadora oficial da Copa do Mundo de Rugby e na comunicação do evento mais uma vez ela deu um show.

A agência holandesa 180 Amsterdam ficou encarregada de criar uma campanha que mostrasse a essência do rugby, que é incondicionalmente um esporte de impacto. Para tanto, o diretor de arte Stuart Brown procurou representar literalmente e visualmente a colisão entre dois jogadores de rugby.

E como fazer isso? Simples. Lembra quando na escola você melecava sua mão de tinta e logo após a colocava em cima de uma folha de papel?

Pois foi exatamente isso que Brown propôs. Encheu os jogadores de tinta acrílica da cabeças aos pés e, como se fossem impressões digitais, marcou-os em uma tela. O resultado é fantástico e você pode conferir abaixo.

Acompanhados de títulos que resumem o esporte, são verdadeiros auto-retratos de grandes estrelas do rubgy mundial. Na ordem: Martin Johnson, Tana Umaga, Jonah Lomu e Ritchie McCaw.

Na última imagem você pode conferir ainda algumas fotos do processo de produção desses belíssimos anúncios, que também ganharam versões em outdoors gigantes.

Intitulada de “Impact”, esta campanha foi premiada com o Epica d’Or, o prêmio máximo do Epica Awards 2003 e ainda com Prata no The One Show 2004 e Bronze no Andy Awards 2004.

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Categorias/Tags: Esportes, Impresso/Print
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Speed Trap

Sexta-feira, 22 de Outubro de 2004 | 1:18

Não dá pra falar muito sobre esse comercial. Apenas que ele é mais um dos inúmeros exemplos que já mostrei aqui no Brainstorm #9, de como é possível fazer um bom filme com pouco dinheiro. Uma grande idéia na cabeça e nada de efeitos mirabolantes.

Criado pela TBWA de Berlim para divulgar a nova moto Ninja ZX-12R da Kawasaki, o comercial mostra um radar no meio da estrada. De repente, ele fotografa algo, ou melhor, tenta fotografar, porque é impossível ver o que passou.

Entra o título: “Ninja ZX-12R. A mais rápida máquina que já construímos.”

Uma comunicação pontual, totalmente pertinente com o target e que nem mesmo mostra o produto anunciado. É só para quem pode.

Intitulado de “Speed Trap”, este filme ficou no Shortlist do Festival de Cannes 2003, foi premiado com Bronze no Eurobest 2003 e venceu o Die Klappe Internationaler und Werbefilm-Wettbewerb 2003, um festival alemão de publicidade.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 1.17 MB.

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Categorias/Tags: Automóveis, Kawasaki, TV/Film
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“Sem arrogância não dá para fazer propaganda”

Terça-feira, 19 de Outubro de 2004 | 23:09

Hoje a gente fala de Marcello Serpa, Olivetto, Nizan Guanaes, o D, o P e o Z e mais meia dúzia de profissionais renomados da publicidade brasileira. São todos grandes nomes da profissão, logicamente, mas nenhum deles carrega o título de maior publicitário da história.

Nem mesmo David Ogilvy pode ser chamado assim, pois antes dele, vem Bill Bernbach, ou melhor Willian (Bill) Bernbach. Para exemplificar, basta dizer que ele foi um dos criadores do modelo de agência de publicidade que temos nos dias de hoje.

Pois em 1939, o atendimento Ned Doyle, o administrador Maxwell Dane e o criativo Bill Bernach fundaram a DDB. Que hoje é um dos maiores grupos de comunicação do mundo e uma referência a muita gente que veio depois dela.

Bom, não vou ficar falando muito. Para mostrar quem foi Bill Bernbach, irei recorrer a um pequeno resumo de seus feitos publicado na revista Super Interessante deste mês. O artigo é assinado por Álvaro Oppermann.

Quem quiser saber mais, é só pesquisar na internet. Está cheio de sites por aí que contam muito mais sobre Bernbach.

:: O gênio do Fusca
por Álvaro Oppermann

O publicitário Bill Bernbach tinha pela frente um problema e tanto naquele ano de 1959. Sua agência acabara de ser contratada para fazer a propaganda do Fusca nos Estados Unidos. Os americanos não gostavam do carro. Insensíveis ao seu arrojado design, criado pelo austríaco Ferdinand Porsche, inspirado numa gota d’água, o achavam feio e pouco prático. Deram a ele o apelido pejorativo de beetle, besouro em inglês. Além disso, carregava a pecha de ser “o carro de Hitler”, o veículo que o ditador nazista sonhara para o povo alemão. Lançado nos Estados Unidos em 1949, foi logo um fracasso. Em 1950, dos 6,6 milhões de veículos novos do país, apenas 330 eram da marca Volkswagen.

Bill Bernbach, um nova-iorquino nascido em 1911, resolveu mudar esse cenário e engatou uma nova marcha na história dos negócios do século 20. O anúncio que criou para o pequeno besouro alterou o curso do automóvel no país e, de quebra, mudou o jeito de se fazer propaganda no mundo. O seu título era “Think small” (pense pequeno). Seu humor provocativo ia contra o pensamento corrente nos EUA do “pense grande”. Um fenômeno curioso se registrou: os consumidores chegavam às lojas de automóveis repetindo aos vendedores quase literalmente os textos da campanha publicitária que tinham ouvido.

Os anúncios de Bill tinham humor e falavam com o consumidor como se fosse um amigo próximo. Além disso, o publicitário colocou um ingrediente inédito nos anúncios americanos: a malandragem de quem nasceu no Bronx.

Para a então obscura locadora de automóveis Avis, que no ano de 1962 se encontrava bem distante da líder e rival Hertz, criou a campanha “Nós somos o número dois”. Ser vice, argumentava Bernbach, era um estímulo para a Avis atender melhor o cliente e assim bater a líder. O que de fato aconteceu.

Por trás do malandro, porém, escondia-se um erudito que estudara literatura inglesa e filosofia. O passado imerso nos clássicos o ajudou. Vendo em retrospecto, os melhores anúncios de Bernbach se apoiavam num velho truque de retórica, cujo artifício consistia em, de início, concordar com a opinião contrária de uma platéia hostil, a fim de ganhar sua simpatia e confiança, para só então expor os argumentos que faziam o público mudar de opinião.

A erudição não era sua única marca distintiva. Organizado, nunca saía do escritório depois das 5 da tarde. De gosto apurado, estava sempre de paletó e gravata. Foi o primeiro a dar um lugar ao sol na publicidade a judeus, italianos e negros, antes rigorosamente excluídos da avenida Madison (rua das agências em Nova York).

Polêmicas também cercavam o nome de William Bernbach. Era considerado arrogante. “Sem arrogância não dá para fazer propaganda”, afirmava categoricamente. Rendeu-lhe críticas também o fato de ser judeu e ter transformado o sinistro carro de Hitler no simpático Fusca (ou Beetle e Carocha, alguns dos nomes que recebeu mundo afora). Aos críticos, respondia: “Nada é mais danoso a um mau produto que a boa propaganda”.

Bernbach morreu em 1982, de leucemia. Recentemente, foi eleito o maior publicitário da história. Criar um dos ícones do século 20 foi só uma de suas façanhas. Persuasão era a arte de Bill.

Fonte: Super Interessante

Categorias/Tags: Diversos
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Bane os monstros de debaixo da cama

Segunda-feira, 18 de Outubro de 2004 | 0:53

A Leo Burnett de Cingapura criou uma campanha para a Philips que é um primor em direção de arte. Transmite um clima pontual e retrata de forma quase fotográfica algo totalmente ficcional.

São três anúncios impressos criados para o lançamento das novas lâmpadas fluorescentes da Philips com bulbos de amálgama, tecnologia essa que proporciona uma luminosidade muito maior do que as lâmpadas convencionais.

A idéia da campanha foi brincar com a velha história dos monstros que vivem debaixo da cama e mostrá-los como novos moradores de rua, já que perderam a escuridão de seus lares.

Vemos um monstro dormindo no banco da praça, outro debaixo da ponte e um se esquentando no beco. O uso das imagens foi muito inteligente, já que mostram apenas parte dos corpos dos monstros e os colocam em situações cômicas (para um monstro, claro…).

Outro detalhe que dá um Q a mais para os anúncios é a brincadeira visual com o título: “Bane os monstros de debaixo da cama.” A frase fica mais iluminada conforme se aproxima da imagem da lâmpada na lateral inferior direita das peças.

A campanha foi premiada com Leão de Prata no Festival de Cannes 2004, Prata no Clio Awards 2004, Prata no YoungGuns 2003 e vencedora na categoria Melhor Direção de Arte no AP AdFest 2004, o Festival Asiático-Pacífico de Publicidade.

Categorias/Tags: Casa e Jardim, Impresso/Print, Philips
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Como você quer se comunicar?

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2004 | 0:18

Seja falando, dirigindo olhares, mexendo os braços, fazendo caretas, ficando em silêncio no elevador ao lado de outra pessoa, tudo é uma maneira de enviar uma mensagem.

E são essas diferentes formas de comunicação o mote da premiada campanha da Telecom Argentina chamada “Há alguém do outro lado”. E para demonstrá-la aqui no Brainstorm #9, trago hoje o filme que ficou mais conhecido dessa campanha.

Criado pela agência Agulla & Baccetti, o comercial “Boy” mostra um garoto no banco de trás do carro causando uma sujeira sem tamanho. O sanduíche e as batatas fritas que ele deveria comer, tem como destino um lugar que seus pais não irão gostar muito.

Não satisfeito, ele ainda derrama o refrigerante todo no porta-revistas do banco e claro, para arrematar, amassa tudo com o pé na maior naturalidade do mundo.

O espectador assiste pensando que seria apenas mais uma travessura do moleque, mas não é. Existe um motivo, e essa foi a forma que ele encontrou de se comunicar, de passar uma mensagem para os seus pais.

O motivo é revelado e entra o título da campanha: “Como você quer se comunicar?”

É um filme que além do elemento surpresa e da situação que causa curiosidade em todo mundo, conta com uma sensibilidade incrível. Causa empatia e comunica de forma extremamente universal com quem assiste.

“Boy” foi premiado com Leão de Prata no Festival de Cannes 2002.

Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .M`G. O arquivo tem 3.71 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.

Categorias/Tags: TV/Film, Telecom Argentina, Telecomunicações
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Kill is Love!

Domingo, 10 de Outubro de 2004 | 22:11

Eu nunca tive tanta expectativa diante de um único filme. Poucas horas antes de ir para o cinema, eu me peguei pensando nisso.

Vivo no cinema, assisto tudo quando é coisa, espero ansiosamente por várias produções quando são anunciadas. Mas nunca, nem de longe, cheguei a ter tanta vontade e curiosidade para assistir um único filme.

Acho que foi até normal essa expectativa, porque depois de ter sido acertado em cheio pela obra-prima que é Kill Bill Vol. 1, não foi nenhuma surpresa que eu me sentisse dessa forma ao esperar pelo desfecho da saga.

Mas expectativas essas que foram sendo amortecidas conforme eu lia em muitos lugares que Kill Bill Vol. 2 se difere bastante do primeiro. E é verdade.

Não seria exagero dizer que são filmes quase que completamente diferentes. Claro, eu adorei o Vol. 2, acho que Tarantino acertou mais uma vez e criou cenas antológicas, mas no final, o conjunto parece ter ficado desequilibrado.

Enquanto o primeiro filme é um trem desgovernado que atropela o espectador com um verdadeiro espetáculo visual na tela, o segundo é lento, muito papo e pausas entre as falas. Os momentos de ação continuam lá, claro, mas em doses bem homeopáticas.

Repito que o filme é excelente, mas acho que se ação e diálogos tivessem sido melhor equilibrados entre os dois filmes, o conjunto final seria ainda mais marcante.

O que eu gosto de notar é que, mesmo em momentos onde a conversa entre os personagens praticamente se arrasta, Tarantino consegue fazer quem assiste ficar pregado na cadeira.

A cena inicial na capela de El Paso por exemplo, onde vemos como começou o massacre revelado no primeiro filme. O espectador já sabe o que vai acontecer, sabe que ali todo mundo vai morrer e a Noiva vai tomar um tiro na cabeça. Mesmo assim, ficamos tensos o tempo todo, prestando atenção em cada fala e nos arrepiamos quando a camera mostra os Quatro Víboras Mortais entrando na capela e sobe ao céu.

E o que dizer do momento em que a Noiva é enterrada viva? Passamos momentos na escuridão total, imaginando aquela situação e nos sentindo sufocado. A luta entre a Noiva e Elle, a crueza e realismo com que foi filmada nos faz sentir cada golpe. O treinamento com Pai Mei, certamente um dos melhores momentos do filme.

Cenas como essas que citei acima, mostram o quão Tarantino continua sendo inventivo e conseguindo nos surpreender. Porém, não espere encontrar um filme igual ao primeiro, pois aqui o diretor tira o pé do acelerador e mostra o que motiva aquilo tudo: o amor.

Os litros de sangue e membros decepados foram substituídos por um sentimento profundo de amor, família e maternidade. No lugar das risadas quando alguem perde a cabeça e jorra sangue como um chuveiro, entra o nó na garganta e o aperto no coração.

O amor, a família e o sentimento de maternidade dão lugar ao matadouro, ou melhor, motivam cada vida tirada. O choro final da Noiva no banheiro resume tudo isso, o quanto momentos aparentemente simples tomam uma porporção colossal (”Eu gosto dessa palavra. Colossal. Mas hoje em dia são raros os momentos que podemos usá-la.”) quando precisam ser conquistados a golpes de espada.

Por outro lado, Bill é um personagem que não parece tão assustador quanto fora pintado no primeiro filme. E o duelo final entre ele e a Noiva é quase um anti-climax. Um embate que foi esperado por tanto tempo, merecia mais impacto.

Apesar disso, é impagável ver Bill falando do Super-Homem e explicando a noção de vida e morte tida por sua filha através de um peixe fora do aquário. Sem contar o sentimento de feminilidade demonstrado por duas assassinas frente a um teste de gravidez. Tarantino passeia por esses dois terrenos de forma magistral, e mostra violência e amor de mãos dadas.

Mas como eu disse, o desequilíbrio quando esses dois fatores são divididos em dois filmes é notável. Talvez se trama, ação e aventura visual tivessem sido mais misturadas entre os dois volumes, os pontos fracos de Kill Bill Vol. 2 nem existiriam.

De qualquer forma, Tarantino conseguiu o que queria, criou um clássico épico de filme “grind-house” e mais uma vez surpreendeu com sua inventividade e cinematografia. Cada cena de Kill Bill, tanto o Vol. 1 quanto o Vol. 2, merecem ser vistas e saboreadas em detalhes.

Aliás, bato palmas mais uma vez para Tarantino quanto a escolha da trilha sonora. Dentro do seu baú de referencias, a escolha da canção mariachi “Malaguena Salerosa” do cantor mexicano Chingon fechou a saga de forma fenomenal: com muito sentimento, paixão, raiva e, principalmente, amor.

E repito o que disse há alguns meses atrás: Kill Bill não é apenas um filme, é uma experiência inesquecível. Clássico!

Categorias/Tags: Cinema
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