Um chamado de despertar
Faltam dois dias para o início da primeira Olimpíada de verão do século XXI e como o Brainstorm #9 também já vive o espírito olímpico, nada melhor do que um anúncio esportivo para inspirar essa quarta-feira.
Mas antes, gostaria de citar a campanha “Celebrate Humanity” que é criada para o Comitê Olímpico Internacional de dois em dois anos, ou seja, a cada vez que rolam os jogos olímpicos, sejam de inverno ou verão.
A campanha consiste em uma série de filmes que ressaltam o espírito olímpico, a competividade, a igualdade entre os povos e a superação de limites. São vídeos belíssimos que carregam uma mensagem tocante, sempre com uma produção impecável e um texto maravilhoso.
Na campanha realizada este ano, os filmes contam com narrações de celebridades como Nelson Mandela, Kofi Annan, Andrea Bocelli, Christopher Reeve e Avril Lavigne. Também vale a pena dar uma olhada nos vídeos divulgados nas Olimpíadas anteriores, principalmente os do ano 2000, os quais considero os melhores.
Voltando ao anúncio de hoje, ele também é de uma competição esportiva, mais precisamente sobre a Copa do Mundo de Futebol Feminino, realizada no ano passado.

A Adidas foi a patrocinadora oficial do evento e resolveu brincar com um fato ocorrido na Copa Feminina de 1999. Naquela ocasião, a final foi disputada por Estados Unidos e China e o título ficou do lado das americanas.
O que este filme faz é basicamente mostrar, quatro anos depois, as chinesas despertando as jogadoras americanas pela manhã de uma forma bem diferente.
As chinesas estão treinando em frente a concentração das mocinhas americanas e aproveitam para desafiá-las. Só que não pense que é um treino qualquer não.
Dê uma conferida no vídeo e veja o que as jogadoras chinesas fazem com a bola. Aposto que você e seu time de marmanjões tomariam um coro delas. Sem falar que é sensacional aquele clima que fica no final de: “Toma, faz você agora…”

Poderíamos dizer que este é um anúncio de oportunidade onde a Adidas teve tudo a seu favor, porque ela não é só patrocinadora oficial da competição, como também das duas seleções que estiveram na final de 1999.
É um comercial pra divertir e deixar o espectador com um sorrisinho no canto da boca. E eu não sou o Marcelo D2 (aliás, Deus me livre…), mas vou dizer: é assim que tem que ser. Criar uma imagem de marca e ter um anúncio no intervalo tão ou mais divertido do que a programação da TV.
Agora, não me venham dizer que isso não funciona, que é criativo mas não é vendedor, que a Adidas não teve resultado algum, que era melhor colocar um idiota falando dos produtos, estampar o preço num bullet com letras garrafais e blábláblá.

Porque se isso não for publicidade de verdade, senão é isso o que torna uma marca diferente das outras meus amigos, então me digam que eu faço minhas malas hoje mesmo e vou plantar uma hortinha no Havaí.
Em tempo, o anúncio intitulado “Wake Up Call” foi criado pela agência holandesa 180 Amsterdam e foi premiado com Leão de Ouro no Festival de Cannes 2004, Ouro no Eurobest 2003, Prata no Clio Awards 2004, Prata no Art Director’s 2004 e Prata no Festival Internacional de Propaganda da Irlanda 2003.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MOV. O arquivo tem 4.57 MB. Lembrando que é preciso o QuickTime para assistir o vídeo.













Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004 - 1:07
Ainda to fazendo o download, mas parece ser bem bacana a sacada. Estou escrevendo mesmo pra elogiar seu texto… Congratulations!!!
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004 - 1:10
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004 - 4:53
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 0:43
até você lendo o guia do mochileiro? isso tá virando epidemia…
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 8:50
tb estou escrevendo pra elogiar seu texto, incrivél como vc é BOM!
=)
ainda não consegui ver a peça…
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 11:32
Tudo bom???….acho seu site muito bom….só elogios e parabéns pela matéria na revista….isso mostra o quanto é forte a publicidade brasileira…eu gostaria de pedir para voce fazer algum comentário sobre esse novos comerciais da Adidas “Impossible is Nothing” q passam uma puta mensagem legal…e talvez disponibilizar eles aqui no seu site….abraço
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 14:02
Cara, não adianta. Esse tipo de propaganda não vende ! Ninguém compra nada ao ver propagandas desse tipo. Tudo bem, pode até não precisar mostrar preço baixo ou coisas do tipo, mas o que importa para o consumidor é qualidade, a rapidez e aí sim o preço do produto/serviço. Um marca forte pode sim ser criada, e é, com o marketing pessoal, pessoa a pessoa. Você acha que entende de propaganda porque outras pessoas aqui ficam enchendo sua bola. Desce do salto cara.
Aliás, pode comprar a passagem e separar as sementes para sua plantaçào no Havaí.
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 16:26
Anderson, discordo de voce. E acho que nem preciso lhe dizer nada, pois a minha opinião você já conhece.
O que posso dizer é que a Adidas é uma das maiores marcas esportivas do mundo, assim como a Nike, e ambas só bancam comerciais assim.
Seria por acaso? Será que é porque não vendem e elas preferem jogar dinheiro fora?
Também são marcas com alto nível de respeito com seus consumidores. Aliás, alem de serem as maiores do mundo, são marcas que serão lembradas o resto da vida.
Acho que o varejo, o preço, devem sim ser explorados, mas isso é só uma parte, aliás, uma pequena parte.
Pois quem compra, muitas vezes prefere pagar mais caro naquela marca que gosta, do que pagar barato em algo que não confia.
Isso meu amigo, é respeito com o consumidor. E conquista-lo não funciona com a “fórmula” falida de publicidade que voce defende.
Agora, se eu entendo ou não de publicidade, não sei, só sei que essa é a minha opinião.
Obrigado pela visita.
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004 - 17:40
Só referente ao comentário no final eu queria acrescer um ponto. Quem vende é o vendedor da loja que vai empacotar seu tênis adidas e vai pegar seu dinheiro. A publicidade seduz, atrai, cria a vontade de ter, ou se ela já existe, cria a vontade de ter o produto daquela marca, e se ela já existe tb, o faz lembrar sempre do porque ele é a sua opção favorita.
Por isso é que sou + 1 adepto do conceito Lovemarks da Saatshi. O preço e a qualidade são importantes, mas mais importante ainda é o carisma da marca.
É claro que existem casos e casos, por exemplo o carrefour, ou o pão de açúcar. Eles usam o promocional como estratégia de venda, mas eles não abandonam os institucionais que são os que mantêm eles na preferência e na lembrança do consumidor, sempre com uma mensagem bonita e positiva.
E mesmo no caso do varejão, a publicidade não tá vendendo nada, ela apenas está ofertando, está anunciando seu preço baixo, como o feirante que grita que na “barraca dele é mais barato”, mas a venda só se dá após o interesse do consumidor.
Portanto publicitário não é vendedor, seu compromisso é com a imagem da marca trabalhada por ele.
Quarta-feira, 18 de Agosto de 2004 - 10:04
É concordo com o Renato. A nossa função na Publicidade é chamar a atenção, atrair, seduzir…e tentar fazer o consumidor ter vontade de usar e finalmente agir comprando o produto.
Entretanto se o consumidor não precisar, não tem jeito… não compra. Pode ser a melhor chuteira, o melhor desempenho e a propaganda a mais sedutora do mundo, não compra. Mas pode influenciar as que compram e assim segue a vida.
E Anderson, obrigada.
É com colegas de profissão que pensam como vc que mantenho meu emprego.
Valeu !
Terça-feira, 17 de Outubro de 2006 - 10:51
oi eu gostei de fiome do chamato eu quero mais medo!!!!!
Domingo, 24 de Junho de 2007 - 0:09
É muito saudável a discussão, a polêmica, mas creio que, em se tratando exclusivamente de vender um produto relacionado à imagem, o que convence o consumidor é quando ele se depara, onde quer que esteje, com a marca evidenciada na propaganda e, imediatamente relaciona o prazer do vídeo e a satisfação do áudio para que ambos se tornem em forma de tesão uma necessidade de comprar, uma vontade quase que involuntária de adquirir um produto pela plástica perfeita do comercial.