Brilho cinematográfico
Quando você sai do cinema pensando, com um sentimento (seja ele de tristeza, euforia, ou alegria) e ainda carrega aquilo por um bom tempo, eu digo: “Puta merda, esse filme me pegou!”.
Assim acontece com o maravilhoso “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, que apesar do marketing tentar vendê-lo como uma comédia boba e superficial, é tão profundo e belo que faz o espectador se identificar com cada momento.
Talvez a melhor deifinição para essa nova doidera do roteirista Charlie Kaufman, o mesmo de “Quero Ser John Malkovich”, seja do crítico carioca Bernando Krivochein, que disse:
“Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar.”

E é assim que você termina uma sessão de “Brilho Eterno…”, apaixonado pelo filme e admitindo a verdade que ele nos mostra.
Resumindo, a história é sobre Joel Barish (Jim Carrey), um homem inseguro e introvertido que acaba se relacionando com uma garota completamente porra-louca, chamada Clementine (Kate Winslet). Tudo é lindo no começo, mas a trama pula pro final e nos mostra como as diferenças entre o casal acabaram com o relacionamento.
Para se livrar das memórias dolorosas, a garota resolve se submeter a um estranho procedimento médico criado pelo Dr. Howard, que promete apagar toda e qualquer lembrança de alguma pessoa em sua cabeça.
Quando descobre isso, Joel decide passar pelo mesmo processo, mas enquanto suas memórias vão sendo apagadas, ele se arrepende e tentar evitar que todas suas lembranças sejam perdidas.

É uma história de amor até comum, um casal que se dá bem no começo, mas depois acabam vindo uma série de discussões e no fim descobrem que qualquer experiência, seja ela boa ou ruim, faz parte de nosso crescimento pessoal e precisam ser encaradas de frente.
Falando assim parece não ser nada demais. Porém, é a forma como Charlie Kaufman e o diretor Michel Gondry contam a história é que realmente salta aos olhos.
“Brilho Eterno…” é como um quebra-cabeças que vai sendo montado peça a peça, e o espectador acompanha vidrado como se fosse uma emocionante partida de futebol. Todo lance é importante e revelam novos truques que deixa quem assiste cada vez mais surpreso.
Em matéria de inventividade e inteligência é um filme que supera as expectativas, fazendo com que cada detalhe mostrado na tela seja admirável. No começo nos sentimos perdidos, parece que nada no filme vai se encaixar, mas os poucos vão nos sendo apresentadas as conclusões.

Jim Carrey prova mais uma vez seu poder dramático, muito maior do que comediante. Quem diz que Carrey só sabe fazer caras e bocas, precisa ver a veracidade e melancolia que o ator dá ao seu personagem, superando até mesmo sua bela interpretação no excelente “O Mundo de Andy”.
Ao lado de Carrey, Kate Winslet conseguiu criar uma ótima química, tornando o relacionamento entre eles um espelho de nossas experiências pessoais. Aliás, todos os personagens se revelam interessantes, graças as atuações de Tom Wilkinson, Kirsten Dunst, Elijah Wood e Mark Ruffalo.
“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” é um filme completo em todos os aspectos, seja ele trama, direção, interpretação, trilha sonora, direção de arte e fotografia. Provoca choro, riso e identificação em cada um de nós.
Além de ser uma das melhores surpresas do ano, é uma obra que desde já entra na minha lista de preferidos. Aposto que com você não vai ser diferente.













Quarta-feira, 28 de Julho de 2004 - 22:22
Coincidência ou não, acabei de ver o filme e rafitico cada palavra que você escreveu. Sensacional.
Quarta-feira, 28 de Julho de 2004 - 22:51
Assino embaixo. Duca.
Quinta-feira, 29 de Julho de 2004 - 10:02
O Jim Carrey é (na minha humilde opinião) o melhor ator da atualidade!!
Quinta-feira, 29 de Julho de 2004 - 22:03
Assisti esse filme ontem. É realmente incrível. quando a história começa a se desenrolar não há quem não fique maravilhado com a trama e da forma que eles mostraram os vários aspectos de um realacionamento. É realmente um dos melhores filmes do ano, e em termos de originalidadade só perde para Dogville, que também está acima de qualquer questionamento.
Sexta-feira, 30 de Julho de 2004 - 10:56
Cara,
O mundo de Andy foi o pior filme que eu assisti em todos os tempos….
Principalmente por causa do Jim Carey….
Enfim… quero ver esse filme só pelo Kaufman, que eu considero maravilhoso..
Sexta-feira, 30 de Julho de 2004 - 16:25
É realmente fantástico, uma história e um roteiro realmente brilhantes. A única coisa que me incomodou no seu comentário (na verdade em quase todos que li até agora) é não citar o trabalho do diretor Michel Gondry, que de tão primoroso passa batido. Talvez essa seja uma das marcas dos bons diretores, contar a história de forma convincente, e passar despercebido. Tenho acompanhado o trabalho dele a algum tempo principalmente em videoclipes, e em Eternal Sunshine o brilhantismo dele esta estampado.
Sexta-feira, 30 de Julho de 2004 - 19:11
Assistam por favor filmes decentes como o diário da motocicleta e o advogado do diabo e depois aprendam a falar sobre filme!!!
O desabafo de uma publicitária indignada!!!!
Segunda-feira, 2 de Agosto de 2004 - 9:57
Acho que outra coisa que dá tom ao filme é a trilha sonora. A música tema (com aquele piano meio desleixado e sonolento - lembra um pouco alguma coisa de Yo La Tengo - capta bem os sentimentos de tristeza, solidão e nostalgia). De fato é um filme que marca, recomendo a todos.
Terça-feira, 3 de Agosto de 2004 - 0:18
“How happy is the blameless vestal’s lot! The world forgetting, by the world forgot. Eternal sunshine of the spotless mind! Each pray’r accepted, and each wish resign’d.” - Alexander Pope
Não é preciso falar mais nada. Putz delícia de filme.
Abraços.
Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004 - 10:56
Belo filme, sem dúvidas! É experimental. Diria que se arisca às funções de um espelho! Carlos, suas considerações são imparciais. Fiz um teste. Imprimi o teu post e a crítica do filme de um site e dei para algumas pessoas lerem, enfim, seu post foi mas lógico, mais gostoso de ler, mais subliminar. Tchau!
Segunda-feira, 9 de Agosto de 2004 - 10:19
Não gostei. É um filme que só prende o expectador no comerço e no final, o seu desenvolvimento é sequência de cenas que me fez até dormir por alguns minutos.
Sábado, 8 de Janeiro de 2005 - 11:31
Oi Carlos ! Olha, influenciada pelo seu comentário, vou assisti-lo … depois volto para lhe dar minha opinião. Aproveitando que estou “aqui e agora” quero lhe dar parabéns!! Seu blog é muito interessante, seus comentários são inteligentes e… é melhor eu parar aqui se não vc vai ficar muito convencido !!!! Carlos, Gostaria de saber se vc assistiu o filme ” O efeito Borboleta”, gostaria muito de saber sua opinião!!! Obrigada Eliani
Segunda-feira, 2 de Maio de 2005 - 13:44
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2005 - 1:59
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005 - 1:54
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Quinta-feira, 23 de Junho de 2005 - 7:24
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005 - 4:42
Sexta-feira, 3 de Março de 2006 - 16:08
Very good site, greate content !!
Sexta-feira, 3 de Março de 2006 - 19:41
Very interesting site, beautiful design, thank.
Sábado, 27 de Janeiro de 2007 - 12:47
Eu jamais te deixarei perceber
Como meu coração partido está me machucando
Eu tenho meu orgulho e sei como esconder
Toda a minha tristeza e sofrimento
eu farei meu pranto na chuva
Se eu esperar por céus nublados
Você não distingüirá a chuva das lágrimas em meus
olhos
Você jamais saberá que ainda te amo tanto
Embora os desgostos permaneçam no coração
eu farei meu pranto na chuva
Gotas de chuvas caindo do céu
Jamais poderiam lavar meu sofrimento
porem ja que não estejamos juntos
Eu esperarei por um tempo chuvoso
Pra esconder as lágrimas que eu espero que você jamais
perceba
Algum dia, quando meu pranto estiver acabado
Eu vou exibir um sorriso e caminharei sob o sol
Posso parecer um tolo
Mas até lá, meu bem, você nunca me verá queixar
eu farei o meu pranto na chuva
Responder
Sexta-feira, 8 de Junho de 2007 - 0:50
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007 - 0:51
Sexta-feira, 8 de Junho de 2007 - 0:53
Sexta-feira, 8 de Junho de 2007 - 0:54