Arquivo para o mês de Abril de 2004
Um legítimo Tarantino
Antes de falar da experiência fantástica que é assistir Kill Bill, a mais nova obra-prima de Quentin Tarantino, gostaria de citar o cinema no qual fui assistí-lo.
Pela primeira vez fui no Kinoplex Itaim conferir o tão famoso sistema de som digital THX, criado pelo estúdio de George Lucas. E realmente, tem-se que admitir, sonoramente é algo indescritível, é possível ouvir nitidamente cada timbre, cada nuance do som, como uma agulha caindo no chão e o zumbindo de um mosquito ecoando por toda a sala, por exemplo.
Espero que em breve todas as salas das grandes redes de cinema, como Cinemark e UCI, adotem este sistema de som, que agrega muito na hora de se assistir um bom filme.
Bom, mas deixando a propaganda gratuita de lado, resta dizer que Kill Bill é um filme absolutamente maravilhoso. Foram 6 anos de espera por mais uma criação de Tarantino após Jackie Brown, mas valeu a pena e isso podemos constatar logo nas cenas iniciais.

Assistindo Kill Bill é possível perceber como o diretor parece fazer apenas aquilo que lhe diverte, se o espectador vai gostar ou não, isso não é problema dele. E por incrível que pareça, quem assiste os absurdos de Tarantino se diverte ainda mais.
Kill Bill é uma clara homenagem a filmes de artes marciais japoneses e chineses das décadas de 60 e 70, sua estrutura é de um típico filme de samurai misturado com o estilo faroeste spaghetti. Toda a estética desses gêneros está presente, incluindo efeitos sonoros de seriados, sobras de fimes do Godzilla e homenagens aos seus astros, por exemplo.
O brega se torna cult e toda a bagagem de cultura pop de Tarantino permeia todo o filme. Como exemplo, posso citar referências a Bruce Lee, Akira, Charlie Brown do Snoopy e colegiais japonesas. Há também dezenas de citações a seus filmes anteriores, como Pulp Fiction e Um Drink no Inferno.
Muitos críticos taxaram Kill Bill como o filme mais violento de todos os tempos, porém, é um comentário de quem logicamente não entendeu a premissa da coisa. A violência é tão caricata e escrachada, que o espectador mais se diverte do que se sente chocado. Quando uma cabeça é decepada, vemos o sangue jorrar feito uma torneira aberta, tudo com um ar bem cartunesco.

As cenas de kung-fu são impressionantes, em uma delas “A Noiva”, cujo nome só será revelado no Volume 2, enfrenta 88 yakuzas numa seqüência de meia hora de duração. Kill Bill é visceral e cru, onde toda criatividade de Tarantino é um espetáculo a parte, jogadas de câmeras fantásticas, com close nos olhos, troca de cenário, cena em preto e branco, telas divididas, letreiros espirituosos e por aí vai.
Em certo momento as luzes se apagam durante a luta, criando uma bela cena em contraluz onde sombras trocam golpes de espada. Cada momento do filme é mais marcante que o outro e o impacto criado no espectador é enorme, como a cena em que Hattori Hanzo concede a espada à “Noiva” e todo o diálogo entre eles momentos antes.
Uma Thurman, linda como sempre, está excelente no papel da protagonista, demonstrando todo o drama de sua personagem. Uma é também co-autora do roteiro junto com Tarantino.
Outro aspecto de Kill Bill típico de Tarantino, é a narrativa apresentada numa estrutura não-linear, onde vemos acontecimentos fora da ordem cronológica. Isso também agrega muito ao filme, deixando quem assiste na expectativa e tentando adivinhar a origem do personagem ou motivo da situação.

Um momento memorável do filme é a linda seqüência em anime que conta a história da personagem O-Ren Ishii. Absolutamente genial. O estilo próprio e expressividade do desenho japonês criam um efeito brutal e dramático, só a cena em que a garotinha segura o choro é maravilhosa. Uma obra de arte.
Tudo isso aliado a uma trilha sonora sensacional, que se encaixa em cada momento do filme. Tarantino chega a criar diversas cenas apenas em função da música, que varia desde o funk setentista a sons orientais. E como eu sempre digo, uma boa cena junto com a música ideal cria um impacto inimaginável em quem assiste.
Muita gente vai achar furos no roteiro e até sentir falta dos inteligentes diálogos típicos de Tarantino, mas não há como negar, Kill Bill é em todos os aspectos um filme brilhante. O difícil vai ser agüentar até Outubro para conferir o final da saga, ainda mais depois da revelação bombástica feita na última frase dita no filme.
Como eu disse no início deste post, é um novo clássico da cultura pop, com uma estética extremamente bem trabalhada e divertida de um legítimo Tarantino. E, como não poderia ser diferente, fim de semana irei assistir novamente.
| Hoje no Passado |
Nenhum outro post nesse dia. FIAP 2004: Grand Prix brasileiro
Como eu disse no post passado, a AlmapBBDO foi eleita a agência do ano no Festival Iberoamericano de Publicidade (FIAP 2004). O único Grand Prix brasileiro também foi para a agência de Marcello Serpa, que levou ainda mais seis Ouros, sete Prata e sete Bronzes.
O Grand Prix foi dado a campanha institucional criada para a revista Veja, que ficou bastante conhecida do grande público. Mesmo assim, muita gente ainda não conhece e vale a pena relembrar.
Os anúncios trazem minuciosas ilustrações reproduzindo os rostos de personalidades famosas, como George W. Bush, Osama Bin Laden e Saddam Hussein.
Ao olhar a peça, tem-se a impressão de que se trata apenas de um rosto, mas com uma observação mais atenta percebe-se que as faces são formadas por palavras cuidadosamente desenhadas. São termos antagônicos que tem a ver com atitudes ou fatos relacionados aos personagens.
A assinatura da campanha diz: “Quem lê Veja entende os dois lados.”
FIAP 2004: Grand Prix para o zoológico da Audi
Aconteceu ontem, dia 23 de Abril, no Marriot Plaza Hotel em Buenos Aires, a grande premiação do FIAP - Festival Iberoamericano de Publicidade. Este festival, que esta em sua 35ª edição, é a mais importante premiação latino-americana da propaganda.
O Brasil não foi o país mais premiado, mesmo assim se saiu muito bem, ganhando dois troféus (o El Sol) de Ouro, seis de Prata e oito de Bronze na categoria “TV”. Sete troféus de Ouro na categoria “Mídia Impressa”: seis para a Almap e um para a Ogilvy. Na categoria “Técnicas de Produção Audiovisual” mais dois Ouros: os dois para a produtora Vetor Zero. Na categoria Rádio, um único Ouro para a agência Master.
Mais uma vez a Almap BBDO foi escolhida como a agência do ano. Em segundo lugar ficou a agência La Comunidad, da Argentina. A vitória da Almap se deu graças ao GP conquistado em Mídia Impressa e seus 8 troféus de Ouro, 10 de Prata e 21 peças incluidas no shortlist.

Porém, o prêmio mais esperado de praticamente todos os festivais de publicidade, incluindo Cannes, é o Grand Prix na categoria Televisão. E quem levou o grande prêmio desta vez foi o filme “Zoo” da agência DDB Espanha de Barcelona para a Audi.
Sim, sim, eu já sei o que vocês estão pensando: “Lá vem o Carlos com mais um comercial da Audi…”. Mas não tem jeito, quando se trata de publicidade para a montadora alemã, sai debaixo que lá vem prêmios.
E convenhamos, “Zoo” é um anúncio simplesmente sensacional e matador. Nem é preciso ser adivinho para deduzir que o filme tem chances enormes no Festival de Cannes este ano.
:: (se não quiser estragar a surpresa, faça o download do vídeo antes de terminar a leitura deste post) ::

No comercial vemos cenas de diversos animais presos num zoológico. A cara de tristeza e melancolia de leões, tigres, avestruzes, macacos, panteras e etc, chega a causar até comoção em quem assiste. Tudo ao som da bela música “Not Dark Yet” do Bob Dylan.
Os animais vão sendo mostrados em suas “celas”, até que vemos um Audi Allroad V8 Quattro largado no fundo de uma garagem, preso, abandonado no escuro. O título diz: “Nem todos nascemos para estar na cidade.”

Clap, clap, clap. Maravilhoso! Um conceito sensacional mostrado de forma clara, numa linguagem universal. Prova cabal de como é poderosa a mistura de imagem, áudio e uma idéia genial.
Confesso que me arrepiou até o último fio de cabelo ao assistir a mais essa obra-prima da publicidade. E você, como uma pessoa interessada e/ou amante da propaganda, tem a obrigação de assistir “Zoo”.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 7.95 MB.
Arrume suas coisas - Parte II
Para não perder o fio da meada, trago hoje mais dois filmes da campanha “Tidy Up” da Ikea aqui no Brainstorm #9
Como eu disse no post anterior, a nova linha de comunicação criada pela agência francesa Leagas Delaney Paris Centre prima pela utilização do humor. O conceito continua o mesmo, dizer para o consumidor como é importante deixar as coisas arrumadas
:: Robot
O comercial “Robot” mostra um homem circulando por uma casa toda bagunçada, com um monte de tralhas jogadas no chão. Ele esbarra num robô de brinquedo que está no meio do caminho, o boneco liga e começa a andar.

O robô vai andando até que encontra um cachorro desprevenido em seu caminho. Do banheiro, enquanto escova os dentes, o homem só escuta a dor de seu cão.
O anúncio ganhou ouro no Festival de Nova Iorque 2001, Epica Awards 2001, Festival de Publicidade de Méribel 2001, prêmio do júri no Festival Internacional de Humor na Publicidade 2001, Cresta Awards 2002 e ouro no YoungGuns 2002.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.16 MB.
:: Spaghettis
O segundo anúncio chama-se “Spaghettis”, nele vemos um casal bancando “A Dama e o Vagabundo”. Enquanto se beijam e se abraçam, o jovem casal vai dividindo um prato de macarrão.
A moça com seu olhar sensual vai mostrando como excitar o seu parceiro simplesmente sugando o spaghetti. Porém, e sempre tem um porém, ela encontra algo estranho no meio da macarronada.

Lembram da cara jovem e moderna que a Ikea está tentando passar? Ele está mais do que nunca presente nesta peça.
O comercial levou ouro no Festival de Cannes 2002, ouro no Festival de Nova Iorque 2001, Festival de Publicidade de Méribel 2001, Cresta Awards 2002 e ouro no YoungGuns 2002.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.16 MB.
Arrume suas coisas
Muitos brasileiros ainda a desconhecem, mas na revista Veja de 14 de Abril foi publicada uma reportagem sobre a Ikea, a maior rede de varejo de móveis do mundo. Dois comerciais da empresa já estiveram presentes aqui no Brainstorm #9. O premiadíssimo “Lamp” e o também vencedor em Cannes “Dog” (clique nos títulos dos anúncios para acessá-los).
Como mostrado na matéria da Veja, o dono da Ikea, o sueco Ingvar Kamprad, é considerado um dos homens mais ricos do planeta. Segundo pesquisa da revista de negócios Veckan Affarer, sua fortuna é estimada em 53 bilhões dólares, o que deixaria Kamprad a frente de Bill Gates.
A Ikea é uma gigante que fatura 13,7 bilhões de dólares por ano, mais de três vezes o faturamento do Pão de Açucar, a maior rede brasileira de supermercados. O império começou a ser construído há 61 anos com uma idéia inovadora para a época.

Kamprad foi o criador do sistema de vendas em que os clientes levam a mobília para casa e montam os próprios móveis. Com custos menores e preços baixos, a idéia deu certo. A cada ano, 310 milhões de pessoas compram na Ikea.
Elas podem escolher entre 10 mil tipos de móveis e utensílios para o lar, do jardim à sala de estar, nas 186 lojas espalhadas por 31 países. Na última década, o faturamento aumentou 200%. A Ikea atrai multidões com a ajuda de de um exército de 76 mil funcionários. Eles são treinados para negociar com 1600 fornecedores ao redor do mundo e conseguir os melhores preços.
O principal objetivo é manter sempre atual o slogan da companhia “Não para o rico, mas para o esperto”. A loja tem 32 fábricas que produzem móveis que são comercializados nas lojas da Europa, Ásia e América do Norte.
Kamprad começou comprando canetas e lápis para revender, com um dinheiro recebido pelo pai. Hoje o catálogo de sua rede é editado em 23 línguas.

Em 2001, a campanha publicitária “Tidy Up” iniciou um novo posicionamento para a Ikea e tornou-se um grande sucesso, sendo premiadíssima ao redor do mundo. É uma série com 5 anúncios, hoje trago aqui o primeiro deles.
Assim como toda a campanha, este anúncio intitulado “Toy Cars” criado pela agência francesa Leagas Delaney Paris Centre, ilustra a variedade de produtos da Ikea, suas cores e design. O grande mote dos anúncios tenta passar a mensagem de que “Se você não faz para você, pelo menos faça para os outros”.
O objetivo é lembrar para as pessoas como é importante viver num espaço arrumado e como a Ikea pode lhe ajudar nisso. Bem-humorado, o comercial “Lamp” foi um sucesso enorme no ano passado, mas ele não teria existido se a mudança de tom não tivesse sido inicianda na campanha “Tidy Up”.
O humor começou sendo o argumento principal já em “Toy Cars” e permanece até hoje nos comerciais da Ikea. A intenção foi remover a imagem de marca tida antigamente e renovar a aproximação com um público mais jovem.

Como a rede tem muitos anos de existência, a tendência dos jovens era enxergar a Ikea como uma loja destinada aos seus pais. A chave da nova campanha foi mostrar uma fabricante com soluções racionais para pessoas jovens com baixo orçamento e espaços pequenos. O estilo minimalista potencializa o lema de design democrático da Ikea.
Neste primeiro anúncio, um garoto aparece no chão brincando com seus carrinhos. Porém, ele descobre um novo e diferente brinquedinho com formato peculiar e que até faz barulhinho e se mexe quando colocado no chão: um vibrador.
Claro que aquilo não poderia estar lá, ainda mais nas mãos de uma criança, por isso no final a frase: “Tidy Up”, que pode ser traduzida como “arrume”, “guarde em cima”.
Algumas pessoas podem achar o comercial ofensivo, mas eu o considero uma forma perfeita e popular de se passar a mensagem desejada pela agência. É engraçado e comunica com uma clareza fenomenal: arrume suas coisas se não quiser que caia em mãos erradas.

“Toy Cars” foi vencedor do Leão de Ouro no Festival de Cannes 2002, Ouro no Festival de Nova York 2001, Awards Epica 2001, Festival Publicitário de Méribel 2001, The Cresta Awards 2002 e Ouro no YoungGuns International 2002.
Os outros anúncios desta campanha também são igualmente sensacionais, prometo que em breve estarei comentando cada um deles aqui no site.
Clique aqui (botão direito - Salvar destino como…) para fazer o download do filme em formato .MPG. O arquivo tem 2.12 MB.
Grafite MTV
A mídia externa tem se mostrado algo sem limites para a publicidade. Cada vez mais são criadas ações inusitadas nesse meio, que frequentemente pegam o consumidor de surpresa nas ruas.
Você pode estar fazendo a coisa mais comum do mundo, como ir ao banheiro por exemplo, e lá estará algum anúncio para lhe dizer algo que se encaixará perfeitamente com aquele momento.
No último sábado por exemplo, eu vi algumas peças de mídia exterior para o novo filme-catástrofe de Roland Emerich, “O Dia Depois de Amanhã”, que me surpreenderam. No canteiro central da Avenina Brig. Faria Lima colocaram moldes de pessoas como se estivessem segurando nos postes ao serem carregadas pelo vento, e ao lado outra placa com o nome do filme e a frase: “Estréia Mundial: 28 de Maio.”
Infelizmente ainda não tenho as imagens desta campanha, mas vou tentar conseguí-las para publicar aqui no Brainstorm #9.
Mas ainda falando sobre mídia externa, a age. espalhou nas ruas da cidade uma campanha não menos inusitada para a MTV.
Nem sempre entendemos o que muitos grafiteiros escrevem em suas obras e, aproveitando esse mote, a agência colou cartazes em pontos específicos que “traduzem” esses grafites.
A assinatura diz: “Ninguém entende melhor a língua dos jovens.” Uma bela sacada, criativa e muito barata, pois fizeram propaganda com o trabalho dos outros (se é que não foram encomendados pela própria age.). Confira:
Quando eu for grande, irei dirigir um Mercedes
Quem é que não sonha em dirigir um Mercedes-Benz ao menos uma vez na vida? Bom, não é todo mundo, mas confesso que eu não pensaria duas vezes se me fosse dada uma oportunidade dessa.
Utilizando esse status atingido pela marca da DaimlerChrysler durante anos e anos de campanhas maravilhosas e veículos que são sinônimos de qualidade, a agência alemã Springer & Jacoby Werbung GmbH & Co. KG criou um anúncio muito bem inspirado para a Mercedes.

Intitulado de “Embryo”, vemos um embrião em desenvolvimento que durante todo o processo repete a frase: “Quando eu for grande, irei dirigir um Mercedes.”
Claro que a situação já é engraçada por si só, mas espere até o final para descobrir a reviravolta do comercial. Com uma produção técnica extremamente bem acabada e com um custo baixíssimo, o filme cativa o espectador pelo bom-humor e pelo elemento surpresa, dois argumentos da publicidade que quase sempre garantem sucesso.

O público gosta de ser surpreendido, de ver que nada daquilo é o que parece, ainda mais quando juntamos a isso boas risadas. Destaque para o áudio do anúncio, que é muito bom tanto na voz do embrião quanto na trilha sonora.
A peça foi ganhadora do Leão de Bronze no Festival de Cannes 2002 e mais um bronze no Art Directors Club da Alemanha no mesmo ano.
Clique aqui para fazer o download do filme em formato .mpg. O arquivo tem 3.12 MB.
A vida é 4×4
Existe uma série de anúncios da Neogama/BBH para a Mitsubishi que se tornou bem conhecida nos últimos tempos. Ganhadora de diversos prêmios, como Clio Awards e Art Director’s, a campanha não só rodou o mundo como também esteve presente durante um bom tempo nas maiores revistas brasileiras.
A japonesa Mitsubishi Motors sempre foi cultuada pela sua participação em ralis no mundo todo, onde é vencedora de prêmios desde a década de 1970 com os veículos on-road Galant e Lancer.
A partir de 1990, a montadora lança a Pajero e sua atuação no Rally Dakar é brilhante, tendo sido 9 vezes campeã desde então. O sucesso se repetiu nas ruas, e hoje o carro é um sonho de consumo pra muita gente.
Com essas características marcantes, nada melhor do que explorar o próprio conceito de ralis, de um veículo robusto, potente e com tração nas quatro rodas para enfrentar vários tipos de terreno.
A série de anúncios traz diversas situações comuns do nosso cotidiano em que enfrentamos terrenos acidentados para dizer: “A vida é 4×4.” Curto e grosso, simples e direto. Não é de se admirar que tenha ganho tantos prêmios.












