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Arquivo para o mês de Abril de 2003

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Publicitário, mas só por 1 dia

Quarta-feira, 30 de Abril de 2003 | 15:09

Ontem, após quase 5 meses da minha mudança para São Paulo, tive a oportunidade de voltar à Santos. Infelizmente foi por pouco tempo, mas já deu para matar as saudades (um dia eu volto em definitivo).

Fui até lá participar do projeto Publicitário Por 1 Dia, realizado pela Fenômeno Propaganda, umas das melhores agências de Santos. O projeto é voltado para estudantes de publicidade, e toda semana um mala como eu vai lá encher o saco do pessoal.

Fiz minha inscrição quando ainda estudava em Santos, mas só agora fui chamado. Demorou, mas valeu a pena. Não só pelo aprendizado, mas também com as risadas que dei com a galera da criação. Apesar do trabalho pesado, nada de perder o bom humor.

Nessa experiência de me tornar publicitário por 1 dia (e espero que não seja só por 1 dia), pude conhecer todos os departamentos da agência, passando pelo atendimento, mídia, produção e criação. Conversei com cada integrante da equipe e vi de perto o trabalho deles, na prática, sem lero-lero.

Pode parecer pouco, mas em apenas 1 dia é incrível a gama de informações que se pode absorver. Fiquei conhecendo os problemas mais frequentes que cada setor precisa resolver, as relações com clientes e claro, todo o processo de criação.

Aliás, a Vanessa, diretora de atendimento da agência, vai discordar de mim, mas continuo achando a criação o filé mignon da publicidade. E também continuo concordando com a máxima de que criatividade é “99% transpiração e 1% inspiração”. Claro, isso sem desmerecer o trabalho de todo os outros setores, já que numa agência um depende do outro diretamente.

Posso afirmar, sem sombra de dúvida, que se aprende muito mais passando 1 dia numa grande agência como a Fenômeno, do que num ano inteiro sentado numa cadeira de faculdade.

Aproveito para agradecer a todo pessoal da Fenômeno que, sem exceção, foram muito atenciosos, e claro, a paciência de terem me aguentado lá por 1 dia inteirinho. Valeu galera.

Categorias/Tags: Diversos
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Casamento: Volkswagen e Globo

Domingo, 27 de Abril de 2003 | 12:50

O remake da série “Carga Pesada”, que foi apresentada originalmente entre 1979 e 1981, estréia na próxima terça-feira na Rede Globo. O estilo é o mesmo, até os atores são os mesmos: Antônio Fagundes e Stênio Garcia.

Mas alguma coisa mudou, e é uma mudança milionária. Quando você ver na série imagens e closes de um grande caminhão vermelho, não pense que é de graça. Em todas estas cenas, lá estará a marca e o aval da Volkswagen.

Trate-se da nova linha de caminhões da montadora alemã, intitulada de Titan, que será exaustivamente mostrada e elogiada na tela.

O seriado sela um casamento que faz muito gosto à emissora: o da equipe de criação com o departamento comercial. Há anos na gaveta de projetos da Globo, o “remake” de “Carga Pesada” só conseguiu sair do papel graças à parceria com a Volks.

O Titan aparece poderoso, cruzando belas paisagens turísticas do Brasil. É mostrado por todos os ângulos, em tomadas de fazer inveja a qualquer peça publicitária. Emissora e montadora mantém escondido a sete chaves o valor total do patrocínio. Mas já se sabe que será a maior verba investida em TV neste ano pela fábrica.

Serão quatro episódios, às terças. Mais oito, para o segundo semestre, estão programados. A série pode ter espaço fixo na programação de 2004, se telespectadores (e a Volks?) concordarem.

Categorias/Tags: Automóveis, TV/Film, Volkswagen
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Ask Me For More

Sexta-feira, 25 de Abril de 2003 | 2:24

Eu sempre fui fã das campanhas publicitárias da Pepsi, ainda mais quando ela opta pelo “hard-sell”, atacando sua concorrente Coca-Cola.

Quem não é publicitário não tem obrigação de saber, por isso vou explicar. “Hard-Sell” trata-se de propaganda comparativa. É o mais explosivo e radical argumento publicitário de persuasão: citar explicitamente o concorrente, com todas as letras, a fim de provar que seu produto, e não o dele, é melhor.

É uma decisão polêmica e geralmente resulta em brigas na justiça, além de ser uma forma de propaganda proibida em diversos países. Mas não há como negar, o “hard-sell” é muito divertido e a Pepsi sempre foi mestre nisso.

Porém, o novo comercial da Pepsi que estreou em toda Europa nesta semana, não usa o “hard-sell” como argumento. A estrela principal é novamente o futebol, tema que a Pepsi vem adotando em grande parte de seus anúncios.

A grande diferença, é que agora a campanha adere a uma temática de faroeste. Intitulado de “OK Corral”, o comercial é simplesmente uma super-produção, contando com a participação dos principais jogadores do Manchester United da Inglaterra e do Real Madrid da Espanha.

David Beckham, Ryan Giggs, Gary Neville, Ole Gunnar Solskjaer, Juan Veron, Roberto Carlos, Rivaldo, Iker Casillas, Fernando Hierro e Raul Gonzalez, todos eles estrelando o anúncio, numa espécie de duelo entre Manchester e Real Madrid.

O spice-boy Beckham pede uma Pepsi num típico “saloon” do Velho Oeste, mas logo é provocado por Iker Cassilas, o goleiro do Real. Os dois vão para fora se duelar. De que maneira? Em uma cobrança de penâlti!

É claro que tem o elemento surpresa, aliás, são dois elementos surpresas. Além disso, a fotografia amarelada envelhece o filme, deixando apenas a garrafa de Pepsi em cores vivas. Não deixe de notar também um cartaz colado na entrada do “saloon” que diz: “Wanted Rivaldo”.

No final fica claro que o comercial terá algumas continuações, trata-se da campanha “Ask For More” da Pepsi, que inclue mais uma tonelada de ações promocionais. O diretor do anúncio é Tarsem Singh, que entre outras coisas já dirigiu o ótimo filme “A Cela” com Jennifer Lopez e o clipe “Losing My Religion” do R.E.M.

O vídeo está disponível para download em duas versões no site da Pepsi, recomendo baixar a versão integral de 2 minutos de duração. Clique aqui para acessar o site,

Ah, não posso deixar de lembrar que um novo anúncio da Pepsi também estreou no Brasil. É aquele dos monges, que fazem diversos rituais e um deles é beber Pepsi e ter uma marquinha curiosa na testa. Porém, achei esse com os jogadores do Manchester e do Real bem mais interessante, com mais “appeal”. Se é que você me entende…

Categorias/Tags: Bebidas Não Alcóolicas, Pepsi, TV/Film
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Same Shit Day by Day

Quinta-feira, 24 de Abril de 2003 | 1:00

Fui assistir hoje O Apanhador de Sonhos, um filme que já estava esperando ansiosamente desde o ano passado, por se tratar de mais uma adaptação de obra do mestre Stephen King.

Porém, só o que tive foi decepção. A primeira por saber logo na bilheteria que o curta O Vôo Final de Osíris da série Animatrix não seria exibido. Nem antes, nem depois, nem quando Deus quiser, já que a rede UCI simplesmente decidiu não passar, assim como a rede Cinemark.

Minha segunda decepção foi com o próprio filme, que mostrou ser uma bagunça sem limites. Não posso analisar muito a fundo, pois não li o livro de Stephen King, mas como obra cinematográfica, O Apanhador de Sonhos “apanha” feio (desculpe, não resisti ao trocadilho).

O início é muito promissor, e logo imaginei ser mais um daqueles filmes de Stephen King de tirar o fôlego. Mas estava enganado. No começo os personagens vão sendo apresentados de maneira bastante interessante, mostrando o poder de telepatia dado a 4 amigos e a relação entre eles.

Nos mostra Duddits, um garoto deficiente que parece ser mais do que aparenta, e penso outra vez: “Oba, mais um personagem digno de histórias de Stephen King, ai vem um filmão”.

Mas a partir do momento em que O Apanhador de Sonhos leva os 4 amigos para uma cabana no meio do nada onde neva sem parar, a coisa desanda. Começa uma mistureba de estilos, com monstrengos viscosos, alienígenas, militares que querem salvar o mundo, melecas que se espalham por todos os cantos e por aí vai.

Ao invés do roteiro explorar o poder dos rapazes e a relação deles com Duddits, criando um verdadeiro suspense psicológico, prefere abordar temas diferentes ao mesmo tempo, e o pior, sem absolutamente nada que convença o espectador.

O diretor Lawrence Kasdan parece ter preferido jogar um pouco de cada estilo em um grande caldeirão e misturar tudo para ver no que dava. E deu errado, é claro.

Eu esperava um filme sobre sonhos e pesadelos, alguma relação com o filtro dos sonhos que aparece no cartaz do filme ou algo que o valha. Porém, personagem algum chega sequer a dormir durante toda a projeção.

Só o que vi foi mais uma história sem nexo de alienígenas que querem dominar o mundo, tornando O Apanhador de Sonhos um filme constrangedor da sua metade até o final.

O recurso da neve que causa uma sensação quase “claustrofóbica” nos espectadores, já foi usada diversas vezes. O Enigma de Outro Mundo (The Thing) de John Carpenter é um ótimo exemplo disso. Diga-se de passagem, até as criaturas alienígenas de O Apanhador de Sonhos se assemelham muito com o filme de Carpenter.

Os efeitos especiais são bons e até a trilha sonora, usada diversas vezes como recurso para assustar a platéia, merece um elogio. O modo interessante como mostram a memória de um dos personagens também é um ponto a favor. Mas nada que ajude a salvar o filme da catástrofe.

Uma história em comum de vários garotos, flashbacks, uma cidadezinha isolada do Maine e mais uma série de características comuns dos contos de Stephen King estão em O Apanhador de Sonhos, mas nada consegue fazer uma ligação no mínimo convincente entre elas.

E mais, porque o psiquiatra quer se matar no começo do filme? Qual a relação dos personagens com a frase “same shit day by day” (SSDD)?

Sem dúvida, este é o pior filme baseado em livro de Stephen King que já vi. Até o “mais-ou-menos” A Tempestade do Século é melhor, e Fenda no Tempo ainda mais. Isso sem contar os clássicos.

Espero que ao menos o livro original seja melhor que o filme, o que pode não ser, levando-se em consideração que Stephen King cobrou da produtora apenas 1 centavo pelos direitos autorais de O Apanhador de Sonhos.

Categorias/Tags: Cinema
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A desmistificação da propaganda

Segunda-feira, 21 de Abril de 2003 | 23:18

Acho incrível essa gente que insiste em discutir a ética na publicidade, e o pior, grande parte desta gente está dentro da própria publicidade. Estou tocando neste assunto tão polêmico, porque dias atrás numa lista de discussão alguém criticou a nova campanha da Coca-Cola, falando inclusive em boicote as empresas americanas, chegando a dizer que a publicidade denigre a sociedade e blábláblá…

Detesto aquela balela dirigida ao grande público de que: “a propaganda é feita para ajudar você a viver melhor”. Como disse Roberto Menna Barreto já na década de 1980, isso é uma conversa fiada que poucos homens de criação, realmente competentes reconhecem como verdadeira.

A propaganda só ajuda os “donos” da propaganda a viverem melhor (anunciantes, agências e veículos), nínguem mais. E o que há de absurdo nisso?

Nós vivemos num determinado sistema econômico, político e cultural, que é o de economia de mercado. Se ele é bom ou mau, cabe a cada um julgar. Agora, o que todos concordarão sem dificuldades, é que todas as atividades e profissões dentro desse sistema estão condicionadas por ele. A engenharia, a medicina, o jornalismo, a religião e tantas outras…

Somente a propaganda comercial não está condicionada pelo sistema. Ela é o sistema! E o é abertamente, confessamente, como matéria paga.

Sendo mais claro, a publicidade está abertamente dizendo a todos, que veio apenas para ganhar dinheiro, dar lucros, sem maiores pretensões humanitárias. A função da propaganda é vender, fazer circular mercadorias. Que escândalo há nisso?

As pessoas precisam colocar de uma vez por todas na cabeça, que a propaganda não esta aí pensando em ajudar você. Se a Coca-Cola gastou milhões em um único anúncio de televisão ou revista, é preciso ter convicção de que aquilo - abertamente, caracterizadamente - não foi feito com a intenção de matar a sede de nínguem. Tudo foi criado única e exclusivamente para fazer você abrir a tampinha da garrafa, e assim, gerar dividendos para a empresa.

Portanto, não adianta viver na lenda de que a Coca-Cola Company, ou qualquer outra grande multinacional, veio para o Brasil antes de tudo para ajudar a nos transformar em potência e, em segundo lugar, para proporcionar a todo brasileiro o melhor acompanhamento possível para seus pratos típicos, como um Big Mac ou uma Pizza Hut.

Chega de insistir no caráter “benemérito” da propaganda.

Categorias/Tags: Diversos
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Um enxame de bonequinhos

Sexta-feira, 18 de Abril de 2003 | 17:32

Para quem mora em São Paulo, a logomarca da nova operadora de telefonia celular Vivo, sempre pareceu muito familiar.

Pode ser implicação minha, mas apesar da boa unidade visual, acho que o logo da Vivo não é nada original. Parece mais um dos bonequinhos da prefeitura de SP que criou vida e ficou em 3D.

No mundo inteiro, muita gente vê esses bonecos na porta de banheiros masculinos, mas aqui em São Paulo eles estão também em todos os ônibus municipais. Realmente, uma paisagem sempre agradável no meio do congestionamento…

Categorias/Tags: Design
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O Caso VivOi

Sexta-feira, 18 de Abril de 2003 | 10:52

A Oi, operadora de telefonia móvel da Telemar que cobre 16 Estados, divulgou um comunicado irônico que acusa a Vivo de plagiar sua campanha de lançamento. Segundo a Oi, a concorrente escolheu a mesma agência inglesa Wolff Ollins que criou a marca Oi para criar a marca Vivo.

“Exceto os dois ‘vs’ da marca Vivo, o resto é tudo igual a Oi”, diz o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, assinando o comunicado. Ele anexa duas imagens, uma da Oi e outra da Vivo, em que duas modelos usam as mesmas expressões faciais.

Nizan Guanaes, presidente da Africa, agência responsável pela campanha de lançamento da Vivo, considera absurda a acusação da Oi.

De acordo com Guanaes, o presidente da Oi baseia sua denúncia em um fato aleatório. “Pegou uma foto de rua que de fato é parecida e agora quer ficar jogando com esta história de plágio”, afirma.

Guanaes enviou à redação do jornal Meio & Mensagem uma fita de vídeo com vários comerciais que integram as campanhas de lançamento da Vivo e da Oi. Assistindo aos filmes, percebe-se que não existem semelhanças entre as duas campanhas.

Para o presidente da Africa, há diferenças tanto no conceito quanto na concepção visual. Sobre o fato de a Vivo ter usado a mesma empresa que a Oi para criar sua marca, Nizan também diz que o argumento não procede: “Quantos jingles de cerveja já foram feitos pela MCR e nem por isso são parecidos?”

Fonte: Meio & Mensagem

Categorias/Tags: Impresso/Print, Telecomunicações
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Logos Olímpicos

Domingo, 13 de Abril de 2003 | 2:04

Para efeitos de comparação, já que o assunto é Olímpiadas, aí vão as logomarcas de alguns jogos passados e dos futuros (lembrando que São Paulo é apenas uma candidata até agora), incluindo a dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Torino.

Qual você gosta mais?

Categorias/Tags: Design
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