RT, CTRL+C CTRL+V, EMBED, FWD ou WRITE, REC, CLICK?
Blogs, Twitter, Flickr, Tumblr, YouTube, Facebook, Orkut, LinkedIn…. A lista é imensa, quase infinita, e a cada minuto são lançadas várias novas ferramentas de mídias sociais e relacionamento de pessoas, certamente.
Content is king, ouve-se por aí, mas as vezes fico com a sensação que o King está nú!
Dizem que nunca se escreveu tanto nem se produziu tanto conteúdo como nestes tempos modernos onde todo mundo virou publisher.

Mas será mesmo que todo mundo virou publisher, fico me perguntando, até porque tenho uma empresa de produção de conteúdo e pretendo poder viver – não está fácil, mas sou empreendedor persistente! – de produzir conteúdo, e essa questão vem me perturbando um pouco.
Talvez a melhor resposta seja MAIS OU MENOS. RT, CTRL+C CTRL+V, EMBED, FWD é produção de conteúdo?
Penso que não.
É distribuicão de conteúdo, claro, é re-empacotamento de conteúdo em alguns casos e, em muitos outros é cópia descarada mesmo de algo feito por alguém outro.
Só quando estamos no modo WRITE, REC ou CLICK, é que estamos, de fato, criando conteúdo. Mas será que essa discussão tem alguma importância num mundo digital social?
Talvez para a maioria das pessoas comuns, não. Pode ser que isso seja totalmente irrelevante, pois o que vale é achar coisas legais e dentro dos interesses dela, pouco importando de onde veio ou por que foi originalmente produzido… ou não?
Por outro lado, pra quem de alguma maneira lida com conteúdo, seja profissionalmente ou mesmo como algo mais pessoal num blog ou no twitter, acho que vale uma provocação pra pensar: há vida longa na web pra RT, CTRL+C CTRL+V, FWD e EMBED?
Não, penso eu.
Pode-se enganar por um tempo (e enganar a você próprio, cuidado), mas a web é uma anarquia mas é também auto-reguladora e, num prazo maior, auto-depura o que tem originalidade, o que é novo, diferente e autêntico, do que é CTRL+C CTRL+V (especialmente o CTRL++C em inglês para CTRL+V em português – ainda tão comum por aí), EMBED, RT ou FWD.
E tenho observado que mesmo para aquele internauta comum o que acaba sendo mais visto, lido, comentado, é o conteúdo que é original, novo, e não a eterna web-reciclagem geral.
Pode ser até que o internauta não vá à fonte, tendo acesso ao original via um RT ou um EMBED, mas ele sabe quem fez aquilo, reconhece o autor e não tenho visto retuiteiros mór serem percebidos como produtores de conteúdo original e relevante, por exemplo.
Já pensou nisso? Você tem ligado seu modo WRITE, REC ou CLICK ultimamente?
Se não, dá RT aí.









O "King" está nu mesmo. Engraçado, tava assistindo agora pouco o canal do Felipe Neto e o Siqueira e pensei a mesma coisa. Mais do mesmo, repetição e cópia. E parece que tá tudo bem, galera gosta, dá view e o escambau. Eu prefiro quem cria, mas só criar tbém não adianta, tem q ter as manhas e tá foda de achar isso hoje em dia.
De certa maneira, essa coisa q na web tds são publisher é um saco, pq coisa boa perde destaque para a coisa ruim e repetitiva que dá a tal da audiência. Tá faltando apuração na timeline.
Nosso universo mudou. Agora as galáxias se chamam IBM, estrelas Sartbucks e nosso planeta se chama Xerox. Tudo cópia de uma cópia de uma cópia. "Esse pensamento é uma cópia".
", DURDEN, Tyler.
A maior parte do conteúdo é em inglês, seguidos por taxas semelhantes de outros países com seus respectivos idiomas. O resto, é gente querendo ter um twitter, orkut, facebook, blogger, wordpress, tumblr ou outra coisa, legal. Isso por exemplo, é muito texto numa só resposta confusa e… sem conteúdo.
Talvez o que falte seja um pouco de atitude, vontade de fazer a diferença, dar o melhor de si estando em seu lugar, o medo do novo, causa paralisia nesta geração que possui milhões de idéias criativas mas é egoísta, o começo pode ser parar de reclamar e agir, toda ação tem uma reação e quando se tem um propósito e metas bem alinhadas chegamos ao objetivo.
o/
Michel
Se a pessoa deixa claro onde de onde está tirando [no caso, reproduzindo / re-empacotando] alguma informação ela não é publisher. Somos nós que procuramos pelo em ovo e discutimos o sexo dos anjos quanto a produção e uso de conteúdo [ou damos os nomes errados pra esse perfil de usuário].
O CTRL C + CTRL +V dura enquanto alguns "publishers" souberem esconder suas fontes. Até lá, ainda vai ter muita audiência pra alcançar sem que sequer desconfie onde está a originalidade.
Por mais que essa palavra esteja com seu uso desgastado, também vai depender de como os usuários das diversas plataformas que temos aqui entendem a tal da relevância. Se para ele a originalidade importar, ele vai às fontes. E, se for empenhado [ou desocupado], vai passar a caçar essas fontes e criticar tudo que não é original.
E de certa forma tudo é "copiado", não? Sempre precisamos retirar nosso conteúdo de algum lugar para traduzi-lo em novo conteúdo ou em informação "duplicada". Sempre vamos aprender com algumas coisas e repeti-las, com nossas palavras. Na web, está apenas mais fácil saber onde / como foram criados os repertórios.
Para os produtores de conteúdo, só resta a "humildade" de citar onde e como aprendeu. Isso vem do mundo offline e a internet só comprova: a informação está ai para todos. Competencia pra fazer bom uso dela, só para os interessados.
O que será dessa geração (me incluo) sem os pais para pagarem a conta da internet? Saída #criar
Concordo. Eu mesmo tenho um blog, o Só Lembrando Que. Como trabalho e não tenho tempo de procurar e produzir, faço questão de colocar as fontes e diferenciar se eu só reescrevi um texto ou se o copiei na íntegra.
Muito dos lugares onde busco informações não fazem isso. Chego em uns 3 ou 4 sites com o conteúdo exatamente igual. Qual a fonte? Qual o original? Difícil saber. Quando tenho tempo, produzo meus conteúdos. Mas quando não dá acho que chega a ser uma reverência citar as fontes. O trabalho de apuração e produção tem que ser reconhecido.
Partindo do princípio que muita gente depende de LAN house até hoje pois não possui computador em casa, outros não são leitores de algum jornal ou revista específica, o que sobra são blogs que são vistos pela Internet afora sem nenhuma grande vontade, tempo e costume de se apurar determinada informação ou dar crédito a ela.
Claro que estou falando da maioria das pessoas que acessam a Internet as quais não estão preocupadas com critérios (infelizmente talvez ainda nem possam estabelecer algum) ou talvez seja isso mesmo. O critério é o não critério. " O que gosto passo pra frente, o que não gosto, deleto "
Eu penso ( e isso é apenas para gerar mais debate, não uma afirmação), que quem dá RT, CTRL+C CTRL+V, EMBED ou FWD, está pouco se importando com o autor. Tem um ou outro que ainda se preocupa com isso, mas percebo que os "Quem's" já não importam mais, o que importa são os "Oque's" e os "Pra quem's" ou "Pra quantos" você irá mostrar o que você "gerou" ou apenas deu RT, CTRL+C CTRL+V, EMBED, FWD …
Estou começando a atuar na área de monitoramento de internet (muita pesquisa e leitura foram necessários e como você Bob, pretendo viver disso) e procuro disponibilizar no meu blog que estou fazendo os melhores textos que eu leio na internet para meus clientes, porém sempre tem um link dizendo FONTE: FULANO para a página do artigo no site original (e não apenas o nome ou link para a primeira página). Vez ou outra escreverei meus artigos também, mas creio que posso fazer meus clientes terem contato com ótimas informações, educál-os e de repente perder alguns que podem achar que as fontes originais são melhores do que eu, mas acho que vale a pena correr esse risco em nome de um bem maior e da honestidade. Você acha isso errado ??
Não sou contra RT, EMBED, etc… Apenas acho que se eles são a essência, o principal, do que vc tem a dizer ou a mostrar, aí está o problema. Embed ou RT como complemento do seu pensamento, das suas ideias e provocações, é perfeito, afinal é a própria natureza da Internet.