Citroën lança DS3 com John Lennon e Marilyn Monroe em campanha anti-retro
Em 2010, a Citroën vai reviver a sua clássica linha DS, que de 1955 a 1975 vendeu cerca de 1.5 milhão de unidades na Europa.
A campanha de lançamento do DS3, que estreia na TV britânica no próximo domingo, traz nada menos que John Lennon e Marilyn Monroe com depoimentos anti-retro, justamente o conceito da iniciativa, inseridos com computação gráfica.
A criação da Euro RSCG London, me soa particularmente perturbadora. Ter o endosso de ícones do século XX parece sempre uma boa e impactante ideia, mas quando, e apenas se, tais pessoas concordaram com isso.
John Lennon e Marilyn Monroe não estão vivos para acreditarmos que eles, de verdade, colocariam seus nomes, rostos e palavras em uma campanha para vender automóveis. Acredito que Lennon, principalmente, passaria longe de aceitar esse comercial.
E não digo isso em um recorrente discurso de demonização da propaganda, até porque isso seria patético nesse site, mas simplesmente porque era essa a ideologia do cara, que viveu a vida sendo o anti-establishment em pessoa e passando essa mensagem pra frente.
Ou será que, assim como a propriedade intelectual após a morte do autor, o direito de imagem e legado de personalidades também tem prazo de validade?










Concordo com o Merigo, eles nem estão vivos, como podem dar seu aval sobre o carro.
Não Gostei
Caramba….que carro lindo!
Não tem prazo de validade, tem custo. E com tanta coisa banalizada, um legado acaba sendo “apenas” um legado. Vendeu, valeu.
Fico bem cético quanto a essa filosofia toda em cima do comercial. Achei ótimo ambos. John e Marilyn não estão falando sobre o carro (alguém viu eles falando “Compre um DS, Compre um DS!”? … É como se fossem recortes do que eles foram, afinal, sempre buscaram o moderno e sempre estiveram à frente de seu tempo – como bem sabemos disso, hoje. A Citroën entra como um aposto nesse discurso “seja moderno”, mostrando como o DS3 está também a frente de seu tempo. E acho em cheio o “tiro” no Mini (seu grande concorrente) … pois, que carrinho retrô e brega aquele! Reparem nas pessoas que têm um Mini, são estranhos.
A Yoko deve ter ganhado um belo cachê.
A campanha vai incomodar os bons pensadores, mas acho que como defesa, os responsáveis por relacionar ícones como estes à um carro, vão dizer que a ideologia pertence à todos e as declarações só foram citadas porque se encaixam com a intenção do design!
Engraçado, o Podcast do Matando robos gigantes falou disso em relação a filmes de cinema. Falavam sobre como o 3d está se aproximando do real e como, por exemplo, após a morte de atores se poderia continuar um filme no futuro apenas com a imagem desse ator como computação. E daí surgiu um dilema ético sobre o direito de imagem do atores.
Um diretor ruim poderia comprometer a história e a imagem de um ator ao coloca-lo num papel ruim em um filme ruim, nao estando mais o ator vivo para dar o aval se participaria desse filme, apenas a sua família, que estaria lucrando com a imgagem dele?
Só pensei que essa discussão fosse começar daqui a uns 10 anos.
Quando se trata do ‘comercial’ (área comercial) acredito que terá um bom resultado. ‘Filosoficamente’ falando, pode-se duvidar de tudo…
Assim como alguns citaram, acredito, do alto da minha ingenuidade, que tanto Lennon, quanto Monroe foram usados como citações. O fato de usar a imagem deles em vídeo talvez dê uma impressão exagerada de apoio deles à causa, e sim, o ex-Beatle jamais se dignaria a fazer uma propaganda total consumista como a da Citroën, mas quantas vezes Darwin e sua teoria da evolução, Descarte e o seu “penso, logo existo” já foram citados sem consentimento intelectual dos mesmos?
É muito válida a indagação, mas a linha de pensamento invalidaria a maioria dos discursos da humanidade…
teste via ps3
[...] fonte Partilha: [...]
O que é estranho nesse caso, é terem colocado palavras na boca das personalidades, se eu entendi direito, eles nunca deram esses depoimentos e tudo foi inserido com computação gráfica (a boca da Marilyn está bem estranha).
Como podemos saber se eles aprovariam o discurso anti-retro?
Mesmo eles não pedindo para vc comprar um Citroën, na minha opinião, essa associação de personalidades mortas, dando depoimentos gerados por computador e aparecendo em campanhas, não é honesta com o público e nem com a memória dessas personalidades.
Seria legal se fossem declarações genuínas dos dois, teria algum sentido no estilo “entendemos o que eles queriam dizer, apoiamos a mesma causa”. Do jeito que está ficou meio estranho…
Se não fossem as ideias que lançaram a linha DS no passado de onde a Citroen tiraria base para o modernismo que quer vender agora?
Nesse caso, antiretro igual a cuspir no prato que comeu.
Merigo, acredito que este dilema sobre o comercial, assim como seus protagonistas, está morto. Se não, vamos começar a discutir sobre as centenas de outras campanhas que fazem referencia à Ainsten, Chaplin e outras personalidades que bateram as botas. Não sei se isto é ético, mas já é banal.
Na minha opinião a idéia era simples tentar derrubar o maior concorrente que seria no momento o Mini que é um dos mais lindos retros já feitos. Mais afirmar uma coisa como anti-retro é uma pura bobagem, como se fosse que eles criaram esse carro de ” thin air ” não teve nenhuma referencia antiga. A beleza então, o legal é criar sem repertório.
http://www.brainstorm9.com.br/2010/02/11/citroen-lanca-ds3-com-john-lennon-e-marilyn-monroe-em-campanha-anti-retro/ será que vai dar certo?
Filhos da puta cínicos. Os caras não têm medida para o lucro. Aqueles que acham que vale tudo seria legal pegar a foto da mãe morta e colocar em depoimento de margarina: no passado era assim e agora aqui no céu é um último tango…