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“Rock Band Network” inicia hoje mais uma importante mudança na indústria musical

Rock Band Network

A Harmonix e a MTV Games abriram hoje a versão beta da “Rock Band Network” (inicialmente somente no Xbox 360). Apenas pelo nome talvez você não perceba, mas o serviço promete uma mudança fundamental na indústria musical.

O motivo: permitir que bandas e artistas desconhecidos façam upload e vendam suas próprias músicas para a franquia “Rock Band”, correndo o risco de ganhar um bom dinheiro e fama.

O próprio artista define o preço, que pode variar de 99 cents a US$ 2,99 por música. A Harmonix e a MTV Games ficam com 70% do valor, e o restante vai para os criadores da canção.

Encarada como uma oportunidade de colocar bandas no mapa das grandes audiências, a “Rock Band Network” já surpreende por ter despertado o interesse de artistas não tão desconhecidos assim. Creed, Evanescence, The Shins, Mudhoney e The Postal Service já preparam material para a rede.

Rock Band Network

Obviamente, os direitos das músicas que foram vendidos diretamente para a Hamornix (“Rock Band”) ou para a Activision (“Guitar Hero”), fazendo parte do setlist “oficial” dos jogos, geram um retorno financeiro bem mais interessante para gravadoras e artistas. Porém, com os inúmeros casos de sucesso proporcionados pelos games musicais, não é de se estranhar esse interesse de bandas já consolidadas pela oportunidade.

Ainda que promissora, a RBN tem uma fraqueza considerável já que proposta é um “faça você mesmo”. Formatar uma música para o “Rock Band” não é tarefa das mais simples. O processo de manusear arquivos digitais, sincronizar notas e letras, e até definir os ângulos de camera, iluminação e coreografia dos personagens animados, é mais complicado do que a interface sugere. Só a quantidade de plugins necessários para download já desanima.

É isso que vai definir o sucesso da ferramenta ou não. Transpor essa etapa pode ser um enorme limitador para muitos artistas. É por isso que desde que a RBN foi anunciada, am agosto do ano passado, algumas empresas se preparam para oferecer um novo serviço: transformar a sua música em um arquivo prontinho para “Rock Band”.

Rock Band Network

É o caso da Rhythm Authors LLC e da RockGamer Studios, que cobram US$ 500 por minuto de música pela tarefa de formatação. Esse trabalho tão especializado também é oferecido pela TuneCore Inc., que cobra US$ 999 por música, e já atende músicos independentes que desejam vender suas composições na iTunes Store.

Outro ponto contra é a dúvida se a RBN funcionaria mesmo como uma ferramenta de descoberta de novos artistas, ou será apenas satisfatória para músicas que já tenham algum sucesso comercial. Provavelmente, grande parte dos jogadores de “Rock Band” não esteja disposta a gastar 3 dólares para tocar, virtualmente, uma música que nunca ouviu.

A oportunidade é promissora, mas vai depender da dificuldade e custos (de tempo e dinheiro) envolvidos para fazer parte da plataforma, e também do comportamento dos milhões de jogadores de “Rock Band”. A ver.

No vídeo abaixo, o produtor da Harmonix, Matthew Nordhaus, conta alguns detalhes da RBN.

| Via WSJ e Destructoid

10 Responses to ““Rock Band Network” inicia hoje mais uma importante mudança na indústria musical”

  1. Gustavo disse:

    Torço pra que a iniciativa não seja em vão. Ao contrário da Activision, a EA tem trabalhado pela inovação e pela evolução das possibilidades dos games musicais. A RBNetwork é ousada e se obter o resultado esperado será interessante para gamers, músicos e para a própria EA. Ganham todos.

  2. Eu vou me arriscar nisso daí, acredito que será uma ótima forma para divulgar trabalhos. Quanto a questão de desconhecidos, no próprio site já fala que eles irão dar uma força para divulgar suas músicas e que em breve terá maiores informações.

    Acho que o dará maior trabalho para eles será a questão de direitos autorais caso alguém faça uma música de uma banda conhecida.

  3. thiago de carvalho disse:

    Curioso a quantidade de empresas complementares que nascem e nascerão.
    O serviço é lançado, mas é tão complexo que precisa que outras empresas façam isso por você. Assim como os google adwords precisam de empresas que façam anúncios para o consumidor final, salvo os experts.

  4. Thiago Peixoto disse:

    Com os devidos créditos, tomei a liberdade de postar essa notícia no Portalxbox. Segue o link: http://www.portalxbox.com.br/e107_plugins/forum/forum_viewtopic.php?890919

  5. Daniel disse:

    Achei interessante, mas como está no texto mesmo, acho difícil o consumidor estar disposto a pagar por uma música que ele não conhece.

    Não acredito que bandas independentes, desconhecidas e tal, vão conseguir chegar a um patamar mais elevado por causa desta nova possibilidade, uma ou outra e olhe lá.

    Mas para bandas que já alcançaram sucesso, ou que pelo menos já são de conhecimento do público, pode ser uma boa estratégia.

  6. [...] esse post no Brainstorm 9 e fiquei encantada com a ideia. Aliás, não só com a ideia, mas com as possibilidades e abertura [...]

  7. eu acredito que vai ser um grande passo na disponibilidade das músicas independentes de forma interativa. Talvez estejamos prestes a ver o fenomeno myspace novamente aonde as milhares de bandas vão adotar essa plataforma. Mas vale lembrar que o custo para isso precisa ser de acordo com o que os artistas independentes podem pagar.

    Arrisco dizer que até estúdio já deve estar de olho nisso ‘transforme sua música e a gente já publica no iTunes’

  8. já mandei esse link para o pessoal da @Superguidis.

    Quero tocar “Riffs” no 360!

  9. Raoni disse:

    A duvida fica nas bandas nacionais…Eu pagaria US$3 para tocar “Garota Nacional” mas as bandas nacionais podem entrar?

  10. @triwaca disse:

    Acho uma ótima oportunidade para nós brasileiros de vermos músicas nacionais conhecidas em nossos jogos preferidos, porque corta caminhos burocráticos para que os áudios estejam ao alcance do público logo. Porém ao mesmo tempo consigo ver artistas bons (Skank, Paralamas, Los Hermanos…) se empolgando de estar lá e serem 'podados' por seus empresários ou gravadoras, a lá "isso não vai render tanto assim", "isso é coisa nova" e outros argumentos anti-internet. Como todos esses artistas são uns manipulados por suas gravadoras (salve Lobão!) o resultado será devagar.

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