Não parece, mas é uma Starbucks
No ano passado, a Starbucks deu início a sua estratégia de transformar algumas de suas lojas em locais, digamos, menos parecidos com uma gigante corporação padronizada presente no mundo todo.
A primeira experiência começou em Seatle, terra natal da marca, com uma loja chamada 15th Ave Coffee and Tea, e que rapidamente ganhou o apelido de “Starbucks camuflada”. Nada de logos da sereia ou baristas em uniformes verdes, apenas o que parece ser um simpático e artesanal café local.
A única coisa que dá a pista de ser uma Starbucks é a frase “Inspired by Starbucks” logo na porta, de resto, tudo é diferente. A intenção da marca não é criar uma nova rede, mas usar essas lojas locais como um laboratório para novas ideias. Um espaço com liberdade para inovar, e o aproveitar o que sair de melhor nas Starbucks regulares.
Já outros, indicam a estratégia como uma experiência artificial. Uma tentativa dissimulada de se parecer um café local e atrair novos consumdores.
No vídeo abaixo, Patrick Oppmann da CNN visita a “Starbucks camuflada” e conversa com Arthur Rubinfeld, presidente de desenvolvimento global da marca.














É interessante a idéia de ter ‘lojas laboratório’ para testar inovações. É uma forma de implantar as ações estratégicas e ver seus resultados, sem o risco de errar numa rede mundial como a Starbucks.
Talvez também seja válida a tentativa de ser apenas uma loja, concorrendo em outro segmento, e atraindo um público diferenciado que provavelmente a Starbucks não conseguia atingir.
bem interessante. Mas realmente fica a pergunta, sera que eles querem a faixa de mercado que nao entra num starbucks de jeito nenhum, e fazendo essa loja camuflada, eles conseguem esse grupo de pessoas?
Ta cheirando uma busca por monopolio ao meu ver…
Acho ótima a estratégia. Assumir a experiência do ambiente como um produto e, assim, criar vários produtos similares.
Só tem q ver se o starbucks vai dar autonomia real pra cada loja acompanhar sua comunidade ou se vai ser um novo-starbucks, com diretrizes mundiais e todo o tipo de parafernália que só atrasa a loja e tira todo o propósito
eu achei simplesmente demais, essa linha mais retrô (se essa é a idéia) me atraiu muito, hoje em dia tudo está muito tecnologicamente igual, chega a ser irritante, essa cara mais “fazenda” ficou demais, se tivesse uma por aqui, eu não sairia de lá…
Acho a idéia interessante, mas acho legal realçar nesse blog também o contraponto da propaganda. Na Adbusters(revista Canadense de contra-cultura) de dezembro, a matéria fala como essa estratégia de copiar cafés menores e o debranding está enganando o consumidor e tirando os verdadeiros cafés independentes e de bairro do mercado.
Acho que vale a pena dar uma lida: https://www.adbusters.org/magazine/76/new_wave_coffee.html
[...] discreto Seja o Starbucks disfarçando sua identidade visual nas lojas (você também viu isso aqui), ou a Absolut fazendo uma garrafa sem rótulo, é evidente que o consumidor está se afastando das [...]
fudido